Rogério Gomes atropelou companheira no centro de Itabuna em 2012
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O Tribunal do Júri da Comarca de Itabuna julga, nesta terça-feira (25), Rogério Gomes, acusado de tentar matar a esposa Ingrid Katiuschia, em 2012. A sessão de julgamento começa às 8h30min, no salão do fórum da cidade, no Loteamento Nossa Senhora das Graças. A acusação será feita pela promotora de justiça Larissa Avelar, que terá como assistentes as advogadas Jurema Cintra Barreto e Lara Kauark.

Em 1995, Ingrid Katiuschia e Rogério Gomes eram adolescentes, com apenas 15 anos de idade, quando se casaram. Em 2012, já com 17 anos de convivência marital, no dia 22 de setembro, Rogério teria atropelado a esposa de forma brutal. Ingrid ficou internada em um leito da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por mais de 60 dias em estado gravíssimo. O fato ficou conhecido como o atropelamento do Jardim do Ó.

Ingrid foi escalpelada, perdeu massa cefálica, teve esmagamento dos órgãos internos, quebrou a bacia em dezenas de partes e recebeu muitas bolsas de sangue. Infelizmente, o Hospital de Base de Itabuna perdeu seu prontuário. Hoje, ela é uma pessoa considerada inválida e com deficiência permanente constatada pelo INSS.

VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES

A advogada Jurema Cintra ressalta que o Brasil vem passando por uma onda terrível de violência contra as mulheres, e este caso é emblemático. “Maridos não podem atropelar suas mulheres, deixá-las inválidas e ficar impunes. Assim foi o caso de Maria da Penha que está numa cadeira de rodas por conta da violência que sofreu. Esta história não pode se repetir em nossa cidade.

Cintra acrescenta que mulheres advogadas estão empenhadas nesta condenação. Fazemos um apelo para as mulheres, as estudantes, as donas de casa de Itabuna irem ao fórum para acompanhar o caso. Quem puder estar presente, estamos recomendando que use roupa branca, para simbolizar um clamor por paz nos lares e homens conscientes, é o que mais defendemos”, afirma a advogada.

3 respostas

  1. Já é tempo.
    Já passou o tempo, do poder masculino ser barrado, e, incondicionalmente ser extinta toda forma de agressão contra o feminino.
    Uma sociedade machista, patriarcal e capitalista ao extremo, se faz urgente uma mudança de mentalidade e as leis podem sim, conduzir esse processo.

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