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Essa equação entre os desejos da população e as realizações tem sido a busca do prefeito Augusto Castro e poderá permitir a quebra do tabu da reeleição, permitindo um ciclo de avanços como o que foi experimentado por cidades como Vitória da Conquista.

 

Rosivaldo Pinheiro || rpmvida@yahoo.com.br

Já comentei aqui que administrar uma cidade é tarefa cada vez mais difícil e exige uma série de atributos dos gestores. Por causa disso, é imperioso que as soluções sejam pensadas em rede, criando, de forma sistêmica, conexões com as soluções do momento e as necessidades que se apresentarão no futuro. Os gestores precisam se cercar de uma equipe com capacidade técnica e visão política estratégica, sem as quais o ciclo de gestão pode não alcançar a longevidade necessária para colocar em prática os projetos e programas pensados.

Como pode-se observar, esses resultados não acontecem em passe de mágica. Os cronogramas de ações exigem constante revisão, permanentes entregas e comunicação full time, evitando o atropelo de pautas. Faz-se necessário coletar feedbacks nos diversos canais de comunicação, evitando, de forma permanente, a comunicação de crise. É preciso adotar uma linha de abordagem centrada na verdade, construindo confiança no tratamento das questões de governança e estabelecendo um permanente diálogo com todos os setores da cidade.

Cidades como Itabuna, que possui uma mídia forte, uma população concentrada na via urbana e um conjunto de forças políticas em permanente vibração, exigem ainda mais assertividade por parte da gestão. A equipe precisa absorver as diretrizes estabelecidas e buscar os resultados esperados pela população, evitando desgastes desnecessários porque, como sabemos, erros cometidos ou falta de ação acabam recaindo, em maior peso, sobre o chefe do Poder Executivo.

Hoje, 1° de fevereiro, foi aberto o ano legislativo. Na oportunidade, houve a mensagem do prefeito Augusto Castro e os presentes e o parlamento municipal puderam testemunhar uma breve prestação de contas das ações realizadas e ouvir a respeito das metas para esse ano de 2023.

O desafio é permanente e, apesar de algumas críticas pontuais em algumas áreas, observamos realizações e avanços nos setores da educação, saúde, hídrica, saneamento, esporte e lazer, funcionalismo público, infraestrutura urbana, requalificação de praças e modernização da estrutura de gestão.

A cidade tem uma série de urgências que estão sendo atendidas dentro da disponibilidade de recurso próprio e por meio das parcerias. São esses feitos nesses dois primeiros anos que dão ao gestor esperança de avançar ainda mais nesses dois últimos anos do mandato, e buscar, junto aos munícipes, a sua permanência no comando do município ao fim desse ciclo.

A cidade que, historicamente, não possibilitou reeleição, poderá agora se permitir essa oportunidade como reconhecimento dos esforços do atual prefeito, e por saber que nesses 112 anos de emancipação política foram gerados passivos que não serão superados em apenas um ciclo de gestão. Essa percepção por parte dos munícipes é necessária para que seja possível alcançar as melhorias esperadas.

Essa equação entre os desejos da população e as realizações tem sido a busca do prefeito Augusto Castro e poderá permitir a quebra do tabu da reeleição, permitindo um ciclo de avanços como o que foi experimentado por cidades como Vitória da Conquista. Como podemos observar, a tarefa para os que estão à frente do Executivo é intensa, especialmente aos que buscam reeleição.

Rosivaldo Pinheiro é economista, especialista em Planejamento de Cidades (Uesc) e comunicador.

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