A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que o presidente Lula (PT) ampliou a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Lula aparece com 44% das intenções de voto, contra 38% do adversário, abrindo seis pontos de diferença e saindo da faixa de empate técnico registrada nos levantamentos anteriores.
O levantamento ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais, em entrevistas presenciais feitas entre os dias 5 e 8 de junho em todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Como a diferença entre Lula e Flávio supera a margem de erro, os dois deixam de figurar em situação de empate técnico nesta rodada da pesquisa.
O cenário representa uma mudança em relação aos dados mais recentes. Em maio, Lula tinha 42% e Flávio Bolsonaro, 41%. Em abril, o senador aparecia numericamente à frente, com 42% contra 40% do presidente. Já em março, ambos estavam empatados, com 41% das intenções de voto.
Apesar da recuperação de Lula, a disputa segue mais equilibrada do que no início da série histórica da Quaest. Em agosto de 2025, o presidente tinha 16 pontos de vantagem sobre o adversário. A diferença caiu para dez pontos em dezembro, período em que Flávio Bolsonaro confirmou que disputaria a Presidência da República.
ELEITORES INDEPENDENTES
Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, a principal mudança ocorreu entre os eleitores independentes, grupo que não se identifica com a direita ou a esquerda, nem com o bolsonarismo ou o lulismo. Nesse segmento, Lula subiu de 29% para 37%, enquanto Flávio caiu de 31% para 24%. Outros 30% afirmaram que não votariam em nenhum dos dois em um eventual segundo turno.
A pesquisa também aponta melhora na avaliação do governo federal, influenciada por medidas anunciadas nos últimos meses, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e o novo programa Desenrola, voltado à renegociação de dívidas.
O levantamento indica ainda uma oscilação negativa de Flávio Bolsonaro entre eleitores de direita não bolsonaristas e aponta que fatos recentes, como o caso envolvendo o Banco Master e o debate sobre medidas adotadas pelo governo dos Estados Unidos em relação ao Brasil, podem ter influenciado a percepção do eleitorado.



















