O prefeito de Salvador, Bruno Reis (UB), acredita que o Escândalo do Banco Master terá reflexos no voto do eleitor baiano que vai às urnas no próximo dia 4 de outubro. Pelo menos duas figuras da política estadual que disputarão voto em 2026 foram atingidas pelo caso do banco de Daniel Vorcaro, o ex-prefeito ACM Neto, pré-candidato a governador da Bahia, e o senador e ex-governador Jaques Wagner (PT).
Questionado pelo PIMENTA, Bruno não tergiversou, porém sem citar nomes. “Quem cometeu erro, tem que pagar. Se você perguntar se [para] parte do eleitorado impacta, impacta, claro. Ver o que foi apresentado na televisão, é óbvio que isso tem consequências na avaliação do eleitor quando vai tomar a decisão em relação ao seu voto”.
SEM ACORDO ENTRE JERÔNIMO E ACM NETO
Bruno Reis rebateu informações que circularam na imprensa e nos bastidores de um suposto acordo entre governistas e oposição para tratar, lateralmente, do Escândalo do Master.
Acordo assim, disse, dificilmente prosperaria porque os dois lados disputam um só cargo, o de governador da Bahia. “Tenho 28 anos de vida pública… Não existe, não há possibilidade de prosperar quando os dois disputam o mesmo objetivo”, afirmou ao responder a pergunta do jornalista Gilvan Rodrigues para o PIMENTA durante ação da pré-campanha de Neto em Itabuna.
Quando eclodiu o contrato de mais de R$ 3,6 milhões do ex-prefeito ACM Neto e esposa com o Banco Master, o colunista Lauro Jardim, d´O Globo, noticiou um suposto acordo entre o grupo carlista e petistas. A história ganhou maior repercussão depois de uma operação da Polícia Federal contra o ex-governador e hoje senador Jaques Wagner, investigado por ação direta ou indireta que envolveu cifras milionárias com um sócio de Vorcaro, o empresário Augusto Lima.



















