Advogada foi morta a tiros no município do Médio Sudoeste da Bahia || Montagem PIMENTA
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A Polícia Civil divulgou, nesta terça-feira (4), as prisões temporárias de um policial militar da ativa e de um monitor de ressocialização. Os dois são investigados por participação no assassinato da advogada Cláudia Félix de Oliveira, de 51 anos, em Itororó, no Médio Sudoeste da Bahia.

As prisões ocorreram ontem (3), durante a Operação Vendetta. As equipes também cumpriram três mandados de busca e apreensão em Lauro de Freitas e Dias d’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador. Outros suspeitos já foram identificados e continuam procurados.

Cláudia foi morta a tiros dentro de casa, na Rua Odilon Pompilho, na madrugada de 25 de julho. Homens armados e encapuzados invadiram o imóvel e efetuaram vários disparos. A advogada morreu no local.

Segundo a Polícia Civil, os dois presos deixaram Dias d’Ávila na noite de 24 de julho acompanhados de um homem de 39 anos e de outro suspeito ainda não identificado. O grupo seguiu para Itororó e teria participado da execução horas depois.

A investigação também aponta que os suspeitos estiveram em Itororó nos dias 20 e 21 de julho. Eles teriam monitorado a rotina de Cláudia e os movimentos na residência antes do assassinato.

LINHA DE INVESTIGAÇÃO

A possível motivação seria uma dívida contraída por um sobrinho da advogada com um homem de 20 anos, residente em Camaçari, também na Região Metropolitana de Salvador. O jovem é apontado como possível mandante do crime. Essa linha ainda depende de aprofundamento e confirmação no inquérito.

Antes do assassinato, a família teria recebido ameaças e entregado dois veículos como parte do pagamento da dívida. Um boletim de ocorrência por extorsão chegou a ser registrado na Delegacia de Itabuna.

A polícia identificou e apreendeu os dois carros usados pelos suspeitos. Os veículos tinham sido alugados e um deles circulava com placa adulterada. O material será submetido à perícia.

PRISÕES

O monitor de ressocialização, de 27 anos, foi preso quando saía do Conjunto Penal de Lauro de Freitas, onde trabalha como terceirizado. Os policiais encontraram com ele uma pistola, dois carregadores e 23 munições.

Buscas em dois endereços em Dias d’Ávila apreenderam duas pistolas e um fuzil de airsoft, colete tático, 67 estojos de munição, dois rádios comunicadores e um documento pertencente ao suspeito de 39 anos.

O segundo mandado de prisão temporária foi cumprido contra o policial militar, de 29 anos. A Polícia Civil o aponta como um dos participantes da execução. A Corregedoria da Polícia Militar participou da operação.

Os presos permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Civil continua as diligências para localizar os demais investigados, definir a participação de cada suspeito e esclarecer toda a dinâmica do crime.

Cláudia atuava nas áreas de Direito Civil, Direito do Consumidor e Direito de Família. Após o assassinato, a OAB Bahia e a Subseção de Itapetinga cobraram rapidez na apuração e designaram representantes para acompanhar as investigações.

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