A oferta do ensino médio integral avançou de cerca de 6% para 54% das escolas estaduais da Bahia entre 2016 e 2024, informa a Secretaria da Educação do Estado (SEC). O crescimento de 48 pontos percentuais colocou o estado entre os que mais expandiram a modalidade no período.
A Bahia teve o quarto maior avanço do país, atrás do Piauí, com 55,1 pontos percentuais; Ceará, com 51; e Espírito Santo, com 48,8. Os números fazem parte de estudo do Todos Pela Educação elaborado a partir dos microdados do Censo Escolar.
O levantamento considera como integral a escola que possui ao menos uma turma do ensino médio com jornada presencial igual ou superior a 35h semanais. A Bahia encerrou 2024 com a modalidade presente em 54% das unidades estaduais que ofereciam essa etapa de ensino.
A política ganhou outra dimensão quando o crescimento começou a aparecer também no número de estudantes atendidos. A rede estadual tinha aproximadamente 81 mil matrículas no ensino médio integral em 2024. O contingente ultrapassou 140 mil no ano seguinte, uma expansão de 73%.
As matrículas de 2025 representavam 34% de todos os estudantes do ensino médio estadual, oito pontos acima da média brasileira, de 26%. A Bahia passou a ocupar a quarta posição nacional em números absolutos, atrás somente de São Paulo, Ceará e Pernambuco.
A Secretaria da Educação informa que o movimento continuou em 2026. A rede já reúne cerca de 175 mil estudantes no ensino médio integral. O número é mais que o dobro do registrado em 2024.
GOVERNO JERÔNIMO
A maior aceleração das matrículas ocorreu durante o governo Jerônimo Rodrigues. A política já vinha ampliando sua presença territorial nos anos anteriores, com a chegada a novas escolas. A curva recente mostra um aumento mais intenso do número de jovens que efetivamente passaram a permanecer mais tempo nas unidades.
A ampliação coincidiu com uma mudança expressiva nos indicadores de fluxo escolar. Entre 2022 e 2025, o abandono no ensino médio estadual caiu de 12,9% para 3%. A reprovação recuou de 16,3% para 4,6%, enquanto a proporção de estudantes com atraso de dois anos ou mais passou de 41,3% para 24%.
A redução do abandono foi de 76,7% em três anos. Isso significa que, para cada grupo de 100 estudantes, a quantidade dos que deixavam a escola antes do fim do ano letivo caiu de quase 13 para três.


















