Legislativo tem 30 dias para disciplinar abastecimento da frota || Foto CMI
Legislativo tem 30 dias para disciplinar abastecimento da frota || Foto CMI
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O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) recomendou que a Câmara Municipal de Ilhéus adote medidas para controlar o abastecimento de combustível e o uso dos veículos oficiais. A promotora de Justiça Alicia Violeta Botelho Sgadari Passeggi expediu o documento na última quinta-feira (10), e o órgão o divulgou ontem (14).

As apurações identificaram a necessidade de aperfeiçoar a entrega dos vouchers de combustível, a conferência da quilometragem e a destinação da frota para atividades institucionais. O MP orientou a Câmara a editar, no prazo de 30 dias, um ato normativo sobre o abastecimento. O texto deve definir dias e horários para o procedimento e prever a presença do fiscal do contrato.

A recomendação também sugere o registro fotográfico dos painéis dos veículos para acompanhar a quilometragem. Os responsáveis pelo controle deverão elaborar relatórios mensais de fiscalização.

A Câmara deverá estabelecer regras para a disponibilização dos automóveis aos vereadores. Uma das possibilidades é manter os veículos permanentemente à disposição dos parlamentares para atividades institucionais. Outra é exigir a comprovação prévia de cada deslocamento por meio de relatório.

Nos dois modelos, o Legislativo deve proibir expressamente o uso da frota para fins particulares. O controle também deverá alcançar o veículo reserva utilizado pela administração e por vereadores que não dispõem de automóvel exclusivo.

Trabalhadores protestam em frente à agência da Caixa no Calçadão, em Ilhéus || Foto Divulgação
Trabalhadores protestam em frente à agência da Caixa no Calçadão, em Ilhéus || Foto Divulgação
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Trabalhadores da Caixa Econômica Federal vinculados aos sindicatos que representam a categoria nas regiões de Itabuna e Ilhéus decidiram, nesta terça-feira (15), manter a paralisação iniciada na quinta-feira passada (10).

De acordo com o Sindicato dos Bancários de Itabuna, a Caixa aceitou reabrir as negociações, cancelar as sanções aplicadas aos grevistas e manter o atual Acordo Coletivo de Trabalho durante as conversas. A categoria ainda cobra propostas para preservar o Saúde Caixa, melhorar o ambiente de trabalho e garantir os direitos dos empregados.

Já o Sindicato dos Bancários de Ilhéus promoveu, hoje (15), ato em frente à agência da Caixa no Calçadão da Marquês de Paranaguá, no Centro. Conforme a entidade, os bancários reivindicam aumento real no salário, no vale-alimentação, no vale-refeição e na Participação nos Lucros e Resultados, além da manutenção dos direitos conquistados e do fortalecimento da Convenção Coletiva de Trabalho.

A categoria também defende o papel dos bancos públicos na economia nacional, cobra o fim de metas consideradas abusivas e reivindica a distribuição dos ganhos proporcionados pela tecnologia entre os trabalhadores. Representantes da administração da Caixa e dos trabalhadores voltarão a se reunir nesta quarta-feira (16).

Itabuna é um dos municípios contemplados por acordo entre estado e consórcio || Foto Zé Drone
Itabuna é um dos municípios contemplados por acordo entre estado e consórcio || Foto Zé Drone
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A gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) firmou acordo de R$ 12.689.306,99 com o Consórcio de Desenvolvimento Sustentável do Território Litoral Sul (CDS-LS) para serviços em 67,75 quilômetros de rodovias e acessos da região.

Publicado hoje (15) pela Secretaria de Infraestrutura da Bahia no Diário Oficial do Estado, o Acordo Consorcial nº 062/2026 prevê melhoramento e pavimentação asfáltica em trechos dos municípios de Ilhéus, Itabuna e Itajuípe.

Já Coaraci e Itacaré serão contemplados com recomposição de revestimento primário, serviço destinado à recuperação de estradas sem asfalto. O prazo estabelecido para a execução de todo o trabalho é de 390 dias.

Desfile do Encantarte em Itabuna: blocos do interior da Bahia podem disputar recursos do edital Ouro Negro, da Secult-BA || Foto PMI
Desfile do Encantarte em Itabuna: blocos do interior da Bahia podem disputar recursos do edital Ouro Negro, da Secult-BA || Foto PMI
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O Edital Ouro Negro 2027 abriu a possibilidade de blocos de Ilhéus e Itabuna disputarem apoio de R$ 30 mil para desfilar nos carnavais locais. A seleção da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA) aceita propostas destinadas ao Carnaval do Interior e não restringe a lista de municípios participantes.

O edital distribuirá R$ 17 milhões entre 138 projetos ligados ao Carnaval e a outras festas populares. Desse total, R$ 240 mil foram reservados aos carnavais do interior. Serão escolhidas oito propostas de todo o estado, com R$ 30 mil para cada uma.

Podem concorrer pessoas jurídicas com ou sem fins lucrativos que atuem como bloco afro, afoxé, bloco de samba, bloco de reggae ou bloco de índio. Pessoas físicas, microempreendedores individuais e coletivos sem CNPJ não podem participar.

A entidade precisa ter sede e funcionar na Bahia há mais de três anos. Também deve comprovar que desfilou em mais de três edições do carnaval indicado na inscrição. Fotografias, portfólios, publicações, reportagens e atestados emitidos pelo poder público podem demonstrar essa participação.

O formulário pede que o interessado informe a cidade e o nome do festejo. Dessa forma, entidades habilitadas podem apresentar propostas para os carnavais de Ilhéus e Itabuna. O dinheiro será repassado ao bloco selecionado para custear o desfile, e não às prefeituras ou à estrutura geral das festas.

As inscrições são gratuitas e seguem abertas até as 23h59min do dia 8 de outubro. Os interessados devem consultar o edital completo e preencher o formulário no site da Secult-BA.

Segundo a denúncia, grupo atua em Porto Seguro e nos distritos de Trancoso e Arraial d'Ajuda || Foto SSP-BA
Segundo a denúncia, grupo atua em Porto Seguro e nos distritos de Trancoso e Arraial d'Ajuda || Foto SSP-BA
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O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) apresentou, nesta segunda-feira (14), uma denúncia contra 13 pessoas apontadas como integrantes de uma organização criminosa ultraviolenta com atuação em Porto Seguro e nos distritos de Trancoso e Arraial d’Ajuda, no extremo-sul da Bahia.

A acusação é um desdobramento da Operação Costa Limpa e partiu da unidade Sul do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco Sul). Conforme a participação atribuída a cada denunciado, o MP-BA aponta crimes como organização criminosa ultraviolenta, tráfico de drogas, lavagem de capitais e favorecimento ao domínio social estruturado.

A investigação indica que José Venâncio Farias dos Santos, conhecido como Cadu ou “Du Love”, comandava a organização. O grupo mantinha núcleos de comando, operação, finanças e apoio.

Segundo a denúncia, a organização tinha sistema próprio de arrecadação, serviço de entrega de drogas, operadores encarregados da lavagem de dinheiro e uma estrutura permanente para armazenar entorpecentes e transportar armas. As apurações também identificaram negociações para a compra de fuzis e outros armamentos de alto poder ofensivo.

O MP-BA classificou o grupo como ultraviolento por causa do controle territorial, do uso de armas e de mecanismos de intimidação. A organização também teria imposto punições internas por meio do chamado tribunal do crime, além de ameaçar rivais e recrutar novos integrantes.

NÚCLEOS OPERACIONAL E FINANCEIRO

O núcleo operacional seria formado por Thierry Santos Sena, Ivanildo Sousa Rocha Neto, Felipe Silva do Nascimento, Everton Valiense Xavier e Almir Gabriel Santos Cabral. A denúncia atribui ao grupo tarefas ligadas à distribuição de drogas, cobrança de valores, logística e transporte de armamentos.

Francelino Juneo Pereira Ramos, Sérgio Tadeu Félix Lombardo, Rafaela de Jesus dos Santos, Ana Rodrigues dos Santos Neta e Bruno Santos Costa aparecem no núcleo financeiro. Maiane da Conceição Profeta e Caliane Silva Santos são apontadas como integrantes do núcleo de apoio, com atuação na distribuição e no armazenamento de drogas.

A denúncia reúne relatórios de inteligência, análises financeiras, dados extraídos de celulares, movimentações bancárias e registros de negociações de drogas e armas. O material também inclui comunicações mantidas entre os investigados.

Segurança no Supremo Tribunal Federal. (Foto: Valter Campanato, Agência Brasil)
Segurança no Supremo Tribunal Federal. (Foto: Valter Campanato, Agência Brasil)
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Pela primeira vez em sua história, o Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar nesta terça-feira (15), às 10h35, se abre uma investigação de cunho criminal contra um de seus membros, o ministro Alexandre de Moraes.

O plenário do STF analisa um relatório da Polícia Federal (PF) que vincula Moraes ao ex-banqueiro Daniel Bueno Vorcaro, dono do antigo Banco Master. A sessão extraordinária foi marcada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.

O relatório com menções a Moraes veio à tona em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça levantou o sigilo sobre o documento. O ato desencadeou uma crise institucional sem precedentes no STF, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigação.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a Fachin a anulação do relatório parcial. O órgão argumenta que o documento é irregular porque Mendonça permitiu que a investigação avançasse sobre um ministro do Supremo sem comunicar isso ao presidente da Corte ou ao plenário.

A PGR sugere que isso pode representar direcionamento por parte de Mendonça, entre outros argumentos. O nome do procurador-geral da República, Paulo Gonet, contudo, também aparece nas mensagens que a PF diz terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes.

A Constituição da República e o Regimento Interno do STF preveem que cabe somente ao plenário da Corte processar e julgar um de seus membros. O textos não detalham, porém, o rito ou os procedimentos para tal.

Antes de discutirem a regularidade ou não do relatório, entretanto, os ministros deverão definir questões preliminares, como, por exemplo, qual será o quórum do julgamento. Moraes, Mendonça e o ministro Dias Toffoli estão presentes à sessão.

Em abril deste ano, Toffoli se declarou suspeito para julgar qualquer procedimento relativo ao caso Master. Relator original da Operação Compliance Zero no Supremo, o ministro se afastou após surgirem indícios de ligações dele com Vorcaro.

ENTENDA

O relatório divulgado por Mendonça apresenta 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes. Nelas, o ex-banqueiro aparenta ter uma relação de proximidade com o ministro.

Em um trecho do que aparenta ser uma conversa, Vorcaro sugere ter enviado para a consideração de Moraes um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

Em outro trecho, Vorcaro parece buscar junto a Moraes informações sobre uma operação iminente para prendê-lo. Segundo a PF, as mensagens foram enviadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, data em que o ex-banqueiro foi preso preventivamente.

Em defesa apresentada na madrugada desta terça (15), o ministro negou ter cometido qualquer tipo de irregularidade e classificou o relatório que contém supostas mensagens enviadas pelo ex-banqueiro a ele como inconstitucional e ilegal.

RITO

O ministro Edson Fachin, faz as saudações de praxe a todos os ministros.

Em seguida, ele deve chamar o processo para julgamento e fazer a leitura do relatório do caso.

Depois, a palavra será dada à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Após a manifestação da procuradoria, a votação será iniciada

Acompanhe a sessão ao vivo:

 

Augusto propõe construção de linha VLT ligando Itabuna e Ilhéus || Foto Joá Souza/GovBA e Reprodução
Augusto propõe construção de linha VLT ligando Itabuna e Ilhéus || Foto Joá Souza/GovBA e Reprodução
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O prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD), defendeu a discussão de um projeto para implantação de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) entre Itabuna e Ilhéus. Durante entrevista ao programa O Tabuleiro, da Rádio Ilhéus FM, ele afirmou que a integração entre os dois municípios deve fazer parte do planejamento para o futuro da região.

Augusto estimou que, nos próximos oito a dez anos, o crescimento das duas cidades poderá aproximá-las ainda mais, com novas possibilidades de deslocamento entre os municípios. Ele citou a possibilidade de pessoas caminharem, utilizarem bicicletas e outros meios de transporte na ligação entre Itabuna e Ilhéus.

Dentro dessa perspectiva, o prefeito mencionou uma conversa sobre a possibilidade de implantação de um VLT entre as duas cidades. Segundo ele, a ideia surgiu em uma discussão com representantes do setor privado e prevê um sistema com aproximadamente 23 quilômetros de extensão.

INTEGRAÇÃO E CRESCIMENTO

Para Augusto, um projeto desse porte poderia reduzir o tempo de deslocamento entre Itabuna e Ilhéus e ampliar a circulação de pessoas entre os dois municípios. Ele relacionou essa integração ao crescimento de setores como educação, comércio, gastronomia e serviços.

O prefeito também defendeu a participação da classe política na construção de uma proposta conjunta e afirmou que seria necessário envolver os governos federal e estadual, além do setor privado, para estruturar um projeto dessa dimensão.

Ao defender a ideia, o prefeito mencionou a experiência de investimentos em VLT na Bahia e avaliou que Itabuna e Ilhéus precisam ampliar as alternativas de transporte entre os municípios. Informações d´O Tabuleiro.