Após sair das urnas à frente do presidente Lula no primeiro, o presidenciável Flávio Bolsonaro engatou dias de recuos na peleja do segundo turno. O maior deles foi quanto ao fim da escala 6×1. A pauta deve ser votada em dois turnos pelo Senado Federal ainda nesta quarta-feira (14).
O fim da jornada 6×1, com a sua substituição pela jornada semanal de 40 horas, assegura ao trabalhador dois dias de descanso por semana. Flávio se posicionou contra a proposta de emenda constitucional desde o início. Ontem, anunciou que votaria a favor da medida.
A mudança tem muito a ver com o forte crescimento de Lula nas redes sociais e a pressão das ruas. Desde a semana passada, quando estudantes de Niterói (RJ) fizeram manifestação em defesa da educação pública e da democracia, dezenas de eventos semelhantes ocorreram em diferentes estados e regiões do país. Além disso, um canal que reúne apoiadores de Lula reuniu mais de 3,5 milhões de pessoas e sofreu censura do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O “VOU NÃO VOU” AO DEBATE NA BAND
Ainda ontem (13), Flávio Bolsonaro afirmou que não participaria do debate na Band TV, no próximo domingo (18). A decisão foi largamente usada pelos adversários.
Nas redes sociais, posts classificavam o político de “arregão” ou diziam que ele “amarelou”. Outros passaram a lembrar a participação de Flávio em um debate da Band em 2020, quando ele desmaiou antes de responder a um adversário.
A repercussão ruim sobre a não participação no debate no domingo (18) fez o presidenciável do PL novamente recuar. E, para tentar reação diante do estrago nas redes, afirmou em vídeo que a negativa teria sido estratégia para forçar Lula a ir à Band no domingo.
O endurecimento da emissora de televisão e a reação do eleitorado nas redes sociais foram o real motivo. A própria emissora disse que o debate estava mantido e o púlpito vazio seria mostrado, caso o Bolsonaro não fosse.


















