Maria do Socorro Santiago está entre os condenados pelo STJ || Foto TJ-BA
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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou, nesta quarta-feira (21), cinco dos oito réus acusados de participar de um esquema de venda de decisões judiciais na Bahia, que ficou nacionalmente conhecido após ser deflagrada a Operação Faroeste. Os outros três foram inocentados por falta de provas. É possível recorrer contra a sentença.

Entre os condenados, está a desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, ex-presidente do Tribunal de Justiça do estado (TJ-BA). Ela recebeu pena de 14 anos e 11 meses de prisão, em regime inicial fechado, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Pelos mesmos delitos, o juiz aposentado Sérgio Humberto de Quadros Sampaio foi condenado a 15 anos e oito meses de reclusão, também em regime inicial fechado.

Além da prisão, segundo o STJ, os dois também tiveram a perda do cargo público, que, no caso do juiz Sérgio Sampaio, teve a sanção convertida para a cassação da aposentadoria compulsória dele.

OS TRÊS CONDENADOS

– o empresário Adailton Maturino dos Santos – condenado a 21 anos e sete meses de prisão;
– a esposa dele, Geciane Souza Maturino dos Santos – condenada a 16 anos e quatro meses de prisão;
– e o advogado Ricardo Augusto Três – condenado a10 anos e nove meses de prisão.

O trio foi condenado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro, com pena que deve ser cumprida em regime inicial fechado.

Os réus absolvidos são a cantora Amanda Santiago Andrade Sousa, que é ex-vocalista da banda Timbalada e filha da desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago; Valdete Aparecida Stresser; e Márcio Duarte Miranda.

A sessão começou pela manhã e terminou no início da noite desta quarta-feira. Foram ouvidos representantes do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e os advogados dos réus.

O ministro relator do caso, OG Fernandes, apresentou seu voto à tarde. Foi um voto longo, de mais duas horas, em que apresentou as justificativas. A corte acompanhou o relator por unanimidade. Confira a íntegra em G1-BA.

Concurso Nacional de Cacau Especial é promovido pelo CIC com AIPC e Abicab || Foto Bruno Gonzaga/Divulgação
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Lívia Cabral

Vinte amostras da Bahia, do Espírito Santo, do Pará e de Rondônia são as finalistas do VIII Concurso Nacional de Cacau Especial – Sustentabilidade e Qualidade. A edição recebeu um número recorde de 126 amostras, enviadas por 101 produtores de sete estados. Os três melhores lotes de cada categoria – Mistura e Varietal – serão reconhecidos com mais de R$ 60 mil em premiações. Os vencedores serão anunciados em 5 de dezembro, em Ilhéus, no retorno da cerimônia à Bahia.

Das amostras inscritas, 81 concorreram em Mistura, que combina diferentes variedades, e 45 em Varietal, destinada a lotes de uma única variedade. Rondônia liderou as inscrições nas duas modalidades e reuniu o maior número de produtores participantes, seguida de Bahia e Pará. Também participaram produtores do Espírito Santo, Amapá, Minas Gerais e Tocantins.

PARÁ E RONDÔNIA À FRENTE

O Pará concentra oito amostras finalistas, seguido de Rondônia, com sete, Bahia, com três, e Espírito Santo, com duas. Selecionados por critérios físico-químicos, sensoriais e de sustentabilidade, os lotes estão divididos igualmente entre as duas categorias. Agrícola Conduru, Cleiton Sousa da Silva e Lídia Rosa Santos Souza se classificaram em ambas.

“Nesta edição, observamos um avanço na qualidade das amostras, com notas de corte mais altas e uma disputa mais acirrada, especialmente na categoria Varietal. Entre as finalistas, destacam-se perfis de sabor mais complexos e expressivos, com notas frutadas, cítricas e florais”, afirma Laysa Santos, analista sensorial e coordenadora operacional do CIC.

Segundo ela, neste ano a disputa está mais acirrada porque um número maior de amostras apresentou qualidade superior, especialmente na categoria Varietal. “Esse avanço indica que o concurso vem cumprindo seu papel de estimular a melhoria contínua e elevar o padrão de qualidade do cacau brasileiro”, exalta. 

RECONHECIMENTO INTERNACIONAL

Nesta edição, o concurso também integra a seletiva oficial brasileira para o Cacao of Excellence Awards (CoEx), uma das principais referências internacionais na avaliação da qualidade e da diversidade de sabores do cacau. Realizada a cada dois anos, a premiação envolve análises físicas das amêndoas e avaliações sensoriais às cegas da massa de cacau. Os 50 lotes selecionados são transformados em chocolates com receita padronizada e submetidos a um novo painel, que define as distinções de ouro, prata e bronze em quatro regiões produtoras.

Nas edições de 2021, 2023 e 2025, os representantes brasileiros conquistaram seis ouros e três pratas. Em 2021, João Dias Tavares Bisneto recebeu ouro, enquanto Angélica Maria Tavares Lima Fernandes e João Evangelista Lima ganharam prata.

Já em 2023, os ouros foram para Luciano Ramos de Lima e Miriam Aparecida Federicci Vieira, e a prata, para Robson Brogni. Dois anos depois, em 2025, cujos resultados foram anunciados em fevereiro de 2026, a Fazenda Santa Cruz Agrícola Cantagalo, Gilmar Batista de Souza e Leomar Silva Vieira conquistaram três ouros para o país.

O Concurso Nacional de Cacau Especial é promovido pelo Comitê Nacional de Qualidade de Cacau Especial (CNQCE), com organização do Centro de Inovação do Cacau (CIC), em parceria com a Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) e a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (ABICAB). O patrocínio é da Mars, Cacau Show, CocoaAction Brasil/WCF, Gencau, Sicoob, Senar Bahia, Dengo e Mondelez – Cocoa Life.

CATEGORIA VARIETAL

  • Agrícola Cantagalo (Ituberá – BA) – BN34

  • Agrícola Conduru Ltda. (Ilhéus – BA) – VB1151

  • Ana Claudia Milanez Rigoni (Linhares – ES) – SJ02

  • Cleiton Sousa da Silva (Buritis – RO) – BN34

  • Elido Trevisan (Medicilândia – PA) – Alvorada 03

  • Elivaldo Fermino Ferreira (Buritis – RO) – PS1319

  • Gilmar Lucio da Silva (Jaru – RO) – PS1319

  • João de Oliveira (Buritis – RO) – BN34

  • Jose Antonio Lopes (Linhares – ES) – PH16

  • Lídia Rosa Santos Souza (Uruará – PA) – BN34

CATEGORIA MISTURA

  • Agrícola Conduru Ltda. (Aurelino Leal – BA)

  • Arnaldo dos Santos Vieira (Ouro Preto do Oeste – RO)

  • Cleiton Sousa da Silva (Buritis – RO)

  • Gilmar Batista de Souza (Uruará – PA)

  • Julio Cesar Faes Brogni (Medicilândia – PA)

  • Lídia Rosa Santos Souza (Uruará – PA)

  • Raimundo Silva (Uruará – PA)

  • Ronivon Soares Santana (Presidente Médici – RO)

  • Wagner Broechl (Novo Repartimento – PA)

  • Willian Paulo Broechl  (Novo Repartimento – PA)

Cristo Redentor é um dos cartões-postais do Rio de Janeiro || Foto Davidson Samuel/PIMENTA
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O Rio de Janeiro tem uma maneira particular de transformar até uma tarde comum em parte da viagem. A paisagem muda a cada curva, entre as montanhas que cercam a Baía de Guanabara e o movimento das praias. Para quem visita a cidade pela primeira vez, escolher por onde começar pode ser um desafio. Entre passagens, hospedagem e reservas, manter os dados da viagem organizados, inclusive com um gerenciador de senhas, ajuda a deixar mais espaço para aproveitar o destino. Resolvida a parte prática, o roteiro pode reunir monumentos conhecidos mundialmente, praias, bairros históricos e espaços culturais que revelam diferentes aspectos da capital fluminense.

É difícil pensar no Rio de Janeiro sem imaginar o Cristo Redentor de braços abertos sobre a cidade. No alto do Morro do Corcovado, dentro do Parque Nacional da Tijuca, o monumento oferece uma vista que percorre a floresta, os bairros, as praias e as montanhas ao redor. Inaugurada em 1931, a estátua tornou-se um dos principais símbolos brasileiros e integra a lista das Novas Sete Maravilhas do Mundo.

A subida também faz parte do passeio. O Trem do Corcovado atravessa trechos de Mata Atlântica até chegar ao topo, enquanto vans autorizadas oferecem outra alternativa de acesso. Em dias de céu aberto, a paisagem permite reconhecer diferentes regiões da cidade. Como o tempo pode mudar rapidamente, vale consultar a previsão meteorológica e reservar os ingressos com antecedência, sobretudo durante as férias e os feriados.

O Pão de Açúcar é outro endereço indispensável para quem deseja conhecer o Rio de Janeiro por diferentes ângulos. Localizado na entrada da Baía de Guanabara, o conjunto de montanhas proporciona uma das vistas mais conhecidas do litoral carioca.

O passeio de bondinho começa na Praia Vermelha, passa pelo Morro da Urca e segue até o topo do Pão de Açúcar. Em cada parada, a paisagem muda, revelando a orla, os bairros e a vegetação que contorna a cidade. O fim da tarde costuma atrair muitos visitantes, especialmente pela possibilidade de acompanhar o pôr do sol. Para aproveitar sem pressa, é recomendável reservar algumas horas para o trajeto e considerar o tempo de espera.

PRAIAS E MUITA ARTE QUE FAZEM PARTE DA ROTINA CARIOCA

As praias do Rio não são apenas cenários para fotografias. Elas fazem parte da vida cotidiana, dos encontros entre amigos às caminhadas antes do trabalho. Em Copacabana, o calçadão de pedras portuguesas desenha ondas em preto e branco ao longo da orla. Pela manhã, corredores, ciclistas e moradores dividem o espaço; ao longo do dia, barracas, vendedores e banhistas movimentam a areia.

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