Os dez presidenciáveis que ficaram fora do segundo turno receberam 22.668 votos nos 26 municípios do Território de Identidade Litoral Sul, na Bahia. O total corresponde a 5,48% dos votos válidos da região e dimensiona um dos conjuntos de eleitores que Lula, do Partido dos Trabalhadores (PT), e Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), buscarão conquistar para a votação de 25 de outubro.
Augusto Cury, Ronaldo Caiado e Renan Santos concentraram 21.606 votos, ou 95,31% da votação dos candidatos eliminados. Cury recebeu 9.353, Caiado teve 6.286 e Renan somou 5.967. A distribuição completa:
Candidato | Votos no Litoral Sul
Augusto Cury | 9.353
Ronaldo Caiado | 6.286
Renan Santos | 5.967
Zema | 361
Samara | 315
Clariana Barão | 115
Hertz Dias | 100
Edmilson Costa | 70
Rui Costa Pimenta | 54
Wilson Grassi | 47
Total | 22.668
Itabuna registrou 7.315 votos nos demais candidatos; Ilhéus, 6.582. As duas cidades reuniram 13.897. Nos outros 24 municípios do território, a soma chegou a 8.771 votos. Entre eles, Canavieiras teve 873, Una registrou 645, Itacaré, 516 e Uruçuca, 502.
Lula terminou o primeiro turno com 239.348 votos no Litoral Sul, equivalentes a 57,86% dos válidos. Flávio recebeu 151.630, ou 36,66%. A vantagem do petista foi de 87.718 votos, quase quatro vezes o total obtido pelos dez adversários eliminados.
ABSTENÇÃO, BRANCOS E NULOS
O território registrou ainda 118.979 ausentes e 20.670 votos brancos e nulos para presidente. Esses totais envolvem outros comportamentos e não podem ser somados à votação dos candidatos eliminados como transferência prevista para qualquer finalista. Estimar seu efeito exige informações sobre comparecimento e preferência no segundo turno.
Um passageiro agrediu um cobrador e um motorista da Rota Transportes, nesta terça-feira (6), durante viagem da linha Itabuna–Itacaré, segundo nota divulgada pela empresa. O episódio ocorreu em um ponto de ônibus no Joia do Atlântico, na zona norte de Ilhéus.
Segundo a Rota, o passageiro informou, no momento do desembarque, que havia perdido o comprovante da bagagem. O cobrador explicou os procedimentos para essa situação, mas o homem não aceitou as orientações e passou a agredi-lo fisicamente.
O motorista tentou auxiliar o colega e conter a situação, mas também foi agredido, de acordo com a Rota. A empresa informou que substituiu o condutor para permitir a continuidade da viagem. O profissional foi encaminhado às autoridades para o registro da ocorrência.
O cobrador recebeu atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Avenida Esperança e depois foi transferido para o Hospital Regional Costa do Cacau, onde passou por exames. Foi liberado e se recupera em casa.
A empresa afirmou que o cobrador seguiu as regras de identificação e transporte de bagagens e manifestou solidariedade aos dois funcionários. “Orientações e procedimentos operacionais devem sempre ser tratados com respeito”, declarou.
A Rota Transportes informou ainda que acompanhará o caso e reforçará, junto às equipes, os protocolos de atendimento e de condução de situações de conflito. A nota não informa a identidade do passageiro.
As secretarias municipais de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps) e de Políticas Públicas para as Mulheres de Itabuna ganharam novo endereço e passam a atender na Rua Aurora, nº 20, no Conceição, onde funcionava o Hotel Beira-Rio. O imóvel fica ao lado do Espaço Cultural Josué Brandão Câmara Municipal de Vereadores.
Na nova sede da Semps estão os departamentos de Média e Alta Complexidade, Proteção Básica e Jurídico, o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e a Defensoria Pública da União (DPU) – Núcleo Regional de Itabuna.
A Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres atenderá no 1° andar, com seus departamentos, exceto o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) Isabela Nascimento Seara e a Patrulha Guardiã Maria da Penha, informou a Prefeitura.
Dentre as vagas de hoje, nutricionista, auxiliar administrativo, auxiliar de linha de produção, psicomotricista, técnico de edificação, pedagogo, estofador de móveis, pizzaiolo, terapeuta ocupacional, aplicador de adesivos em gráfica e eletrotécnico.
Nesta quarta-feira (7), empresas instaladas em Itabuna oferecem total de 51 vagas de emprego, em Itabuna, pelo SineBahia. O cadastramento é feito, presencialmente, na unidade no segundo piso do Shopping Jequitibá, na Avenida Aziz Maron (Beira-Rio), no Góes Calmon.
Para o candidato ser cadastrado, é necessário apresentar carteiras de Identidade e de Trabalho, CPF e comprovantes de residência e de escolaridade. Para pessoas portadoras de deficiência física (PCDs), pode ser necessário apresentar laudo médico.
O atendimento na unidade do SineBahia Itabuna vai até as 16h.
Abaixo, confira as vagas anunciadas nesta quarta-feira.
A Secretaria de Administração do Estado da Bahia abre, no próximo dia 16, inscrições para o concurso público que visa o preenchimento de 50 vagas para o cargo de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental. O interessado precisa ser portador de diploma de curso superior. São 33 vagas para ampla concorrência, 15 para negros e duas para portadores de deficiência.
A remuneração pode chegar a 10.860,62, sendo vencimento básico de R$ 3.182,06 e Gratificação pela Execução de Atividades do Ciclo de Gestão no valor de R$ 7.678,56. O candidato terá até o dia 11 de novembro para se inscrever pela internet. A taxa de inscrição é de R$ 220,00.
O concurso será em três etapas, sendo a 1ª etapa composta por provas objetivas e a segunda etapa será com a prova discursiva, ambas de caráter eliminatório e classificatório. A terceira e última etapa será constituída por prova de títulos, de caráter apenas classificatório.
A prova objetiva contará com 100 questões de múltipla escolha, sendo 40 delas de conhecimentos gerais e 60 de Conhecimentos Específicos, de caráter eliminatório e classificatório. A questão apresentará alternativas (A; B; C; D e E) e uma única resposta correta.
As provas serão plicadas no dia 10 de janeiro do próximo ano. O concurso terá validade de dois anos e pode ser prorrogado uma única vez, por igual período. Acesse o edital aqui.
O Plenário do Senado Federal começou a debater, nesta terça-feira (6), a proposta de emenda à Constituição Federal que acaba com escala 6×1. A matéria precisa passar por cinco sessões de debates antes de ser votada em primeiro turno. Se aprovada, a emenda segue para o segundo turno, com outras três sessões de discussão antes da decisão final.
A PEC reduz a jornada máxima de trabalho semanal de 44 para 40 horas. A proposta fixa período de até oito horas diárias, com possibilidade de compensação de horários e redução da jornada por acordo ou convenção coletiva de trabalho. O texto também estabelece repouso semanal remunerado de dois dias, um deles preferencialmente aos domingos, sem redução salarial.
MAIS TEMPO PARA O REPOUSO
A redução da jornada e a ampliação do repouso semanal remunerado se aplicam aos contratos vigentes, sem qualquer redução salarial — nominal, proporcional ou de outra natureza —, regra que também vale para os pisos salariais. A PEC precisa ter ao menos três quintos dos votos favoráveis nas duas votações, o que representa o apoio de pelo menos 49 senadores
A transição ocorre em duas etapas: dois meses após a publicação da emenda, a jornada máxima cai para 42 horas semanais; um ano e dois meses depois, chega a 40 horas. Durante essa transição, acordo ou convenção coletiva pode ampliar a jornada diária para acomodar as 42 horas semanais, desde que mantidos os dois dias de repouso.
Convenções coletivas também podem instituir compensação do repouso, desde que a média mensal garanta dois dias de folga por semana, com ao menos um dia a cada sete. Lei ordinária poderá prever regimes diferenciados de jornada e repouso, respeitados os limites constitucionais.
Haverá, ainda, a possibilidade de regras especiais e novas leis para regulamentar casos específicos (casos de escala e salários mais elevados), além de regras de transição para MEIs, microempresas e pequenas empresas, condicionadas à manutenção do nível de emprego.
A Professora Delliana (PSOL), moradora de Itabuna, registrou o menor custo por voto entre os cinco candidatos mais votados ao Senado na Bahia nas eleições de domingo (4), considerando as despesas declaradas disponíveis até agora. Com 215.190 votos e aproximadamente R$ 121,4 mil em gastos, a candidata apresentou custo médio de R$ 0,56 por voto. Terminou a disputa em quinto lugar, com 1,49% dos votos válidos.
Natural de Ubaitaba, Delliana vive em Itabuna há mais de 20 anos, integra a direção municipal do PSOL e atua nos movimentos feminista e antirracista. Professora da rede pública, é licenciada em Filosofia e mestra em Linguagens e Representações pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).
O levantamento cruza a votação com os valores parciais das prestações de contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consultados nesta terça-feira (6). O cálculo divide as despesas declaradas pelo número de votos recebidos. Arrecadação e gastos são indicadores diferentes: a comparação considera as despesas informadas pelas campanhas.
Eleito com 4.335.196 votos, Rui Costa (PT) declarou aproximadamente R$ 3,28 milhões em despesas, equivalentes a R$ 0,76 por voto. Também eleito, Jaques Wagner (PT) recebeu 3.986.690 votos e informou cerca de R$ 3,90 milhões em gastos, com custo médio de R$ 0,98 por voto.
Os dois candidatos da oposição apresentaram os maiores custos do grupo. Angelo Coronel (Republicanos), terceiro colocado, recebeu 2.898.885 votos e declarou aproximadamente R$ 4,90 milhões em despesas: R$ 1,69 por voto. João Roma (PL), quarto colocado, somou 2.879.443 votos e informou cerca de R$ 4,50 milhões em gastos, equivalentes a R$ 1,56 por voto.
COMPARAÇÃO
Pelos valores disponíveis, o custo por voto de Delliana ficou aproximadamente 25,5% abaixo do registrado por Rui Costa, 42,4% abaixo do de Wagner, 63,9% abaixo do de Roma e 66,6% abaixo do de Coronel. Na relação inversa, cada real em despesas declaradas correspondeu a cerca de 1,77 voto da candidata do PSOL.
A comparação tem caráter provisório. As bases financeiras consultadas apresentam atualizações entre 17 de setembro e 4 de outubro, e os totais ainda podem mudar até a apresentação das contas finais.
O vereador César Porto (PP) seguirá no comando da Câmara de Vereadores de Ilhéus no biênio 2027–2028. Os 21 parlamentares votaram na chapa encabeçada pelo atual presidente, nesta terça-feira (6), no Plenário Gilberto Fialho.
A eleição teve chapa única e manteve a composição da atual Mesa Diretora. Os eleitos tomarão posse em 2 de janeiro de 2027, para o segundo biênio da legislatura 2025–2028.
A vereadora Rúbia Watson de Souza Carvalho (Agir) continuará como primeira vice-presidente. Horácio do Pão (PP) permanecerá na segunda vice-presidência.
As três secretarias também terão os mesmos titulares: Nascimento Júnior (Agir), como primeiro secretário; Nal do Detran (UB), como segundo; e Adilson José (PT), como terceiro secretário.
Pode-se discordar da Bahia. Pode-se criticar suas escolhas políticas. Pode-se considerar equivocada esta ou aquela opção eleitoral. Isso faz parte da democracia. O que não se pode admitir é transformar o voto de milhões de pessoas em atestado de inferioridade intelectual, cultural ou moral.
José Augusto Ferreira Filho
A declaração de Rodrigo Constantino sobre a vergonha que diz nutrir pela Bahia e por seu povo revela, antes de tudo, um preconceito antigo contra o Nordeste e os nordestinos, como se houvesse brasileiros de primeira e de segunda categoria definidos pela região onde nasceram.
É um pensamento ultrapassado. Diria até démodé. Sobretudo num País tão diverso e num tempo em que a informação circula por toda parte e torna ainda mais injustificável esse tipo de generalização.
As diferenças entre o Sul/Sudeste e o Nordeste são históricas, profundas e inegáveis. Mas, nada têm a ver com uma suposta “preguiça” atávica, hereditária ou genética de sua população, muito menos dos baianos.
Pode-se discordar da Bahia. Pode-se criticar suas escolhas políticas. Pode-se considerar equivocada esta ou aquela opção eleitoral. Isso faz parte da democracia. O que não se pode admitir é transformar o voto de milhões de pessoas em atestado de inferioridade intelectual, cultural ou moral.
A Bahia não precisa da aprovação de Rodrigo Constantino para ser o que é.
É terra que ajudou a formar o Brasil e que contribuiu decisivamente para a nossa cultura, nossa música, nossa literatura, nossa religiosidade, nossa economia e nossa identidade nacional. É terra de trabalhadores, professores, médicos, advogados, agricultores, empresários, artistas, pescadores, servidores públicos, homens e mulheres que enfrentam diariamente dificuldades que não podem ser explicadas por caricaturas preconceituosas.
Reduzir a votação de um partido político à pouca instrução de determinada população é uma leitura rasa da realidade. E, partindo de quem vive de comentar a política, revela ou desconhecimento da complexidade brasileira ou deliberada má-fé no argumento.
Ao longo da vida, sempre procurei construir amizades nos mais diversos espectros da política e nas diferentes camadas sociais. Aprendi que é possível discordar profundamente sem desrespeitar.
Talvez esteja justamente aí uma das maiores necessidades do Brasil de hoje: reaprender a discordar.
Se Flávio obteve êxito no primeiro turno e Lula ficou numa posição até então improvável, é preciso compreender que, até aqui, ninguém ganhou definitivamente. E alimentar divisões regionais, sobretudo a partir de premissas preconceituosas, nada acrescenta ao futuro que todos dizem desejar para o País.
Preocupam-me mais as declarações separatistas, intolerantes e exacerbadas do que propriamente o resultado final das eleições, ainda que eu tenha minha escolha e deseje vê-la vencedora.
Talvez esteja faltando à política brasileira justamente a figura do estadista: aquele que olha além da próxima eleição, pensa na próxima geração e entende que governar exige pacificar, e não aprofundar feridas.
Porque, passada a eleição, continuaremos todos no mesmo País.
E nós, baianos, continuaremos aqui.
Trabalhando. Produzindo. Criando. Pensando. Divergindo. Votando.
Com nossos problemas, que são muitos, e com nossas virtudes, que também são muitas.
A crítica política é legítima.
O preconceito, não.
José Augusto Ferreira Filho é servidor público. Baiano. Soteropolitano por nascimento. Itabunense por adoção.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) em 25 dos 26 municípios do Território de Identidade Litoral Sul no primeiro turno de domingo (4). Buerarema foi a única cidade em que o parlamentar superou o petista.
Lula recebeu 239.348 votos no conjunto dos municípios do território, o equivalente a 57,86% dos votos válidos. Flávio obteve 151.630, ou 36,66%. A diferença entre os dois foi de 87.718 votos. Os percentuais incluem os votos dos demais candidatos no total de válidos.
Almadina registrou a maior votação proporcional de Lula no território: 78,84%, com 2.943 votos. Maraú, com 71,40%, e Floresta Azul, com 70,04%, também ficaram acima da marca de 70%. O petista superou metade dos votos válidos nas 25 cidades em que liderou.
Buerarema apresentou o resultado inverso. Flávio conquistou 4.796 votos, correspondentes a 51,69%, contra 4.039 de Lula, que ficou com 43,53%. A vantagem do candidato do PL foi de 757 votos.
Ilhéus e Itabuna reuniram 111.265 dos votos de Lula, cerca de 46,5% de sua votação no território. O presidente alcançou 56,83% em Ilhéus e 50,40% em Itabuna. Flávio marcou 36,48% e 42,94%, respectivamente. O recorte mostra a liderança territorial do petista, com disputa mais apertada nos dois maiores colégios eleitorais do que em municípios como Almadina e Maraú.
O Observatório das Big Techs, do NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), identificou anúncios eleitorais irregulares na Meta, no Kwai e no Google, além de recomendações de vídeos de candidatos pelo TikTok e pelo YouTube. Segundo as regras do Tribunal Superior Eleitoral, a propaganda eleitoral paga na internet é proibida desde 48h antes até 24h depois da eleição. As plataformas também devem excluir dos sistemas de recomendação os perfis de candidatos informados à Justiça Eleitoral, ressalvadas as exceções legais.
Nas plataformas da Meta, o levantamento encontrou 568 anúncios veiculados irregularmente. Outros seis simulavam comunicações do TSE e divulgavam a falsa possibilidade de votar pelo celular ou de casa. Algumas dessas peças encaminhavam usuários a sites que solicitavam o CPF para iniciar a suposta votação.
No Kwai, foram identificados 18 anúncios eleitorais ativos no dia da votação e quatro classificados como pausados, três dos quais haviam circulado no período de restrição. O NetLab também encontrou indícios de que 45 anúncios tiveram a circulação estendida até o domingo eleitoral, mas não conseguiu confirmar integralmente esses casos devido a divergências nos dados. No Google, um anúncio identificado no dia 3 de outubro permanecia ativo irregularmente.
O monitoramento dos sistemas de recomendação encontrou, entre os dias 3 e 4 de outubro, 18 vídeos de sete candidatos sugeridos pelo TikTok e 17 vídeos de seis candidatos recomendados pelo YouTube. No Instagram, não foram encontradas recomendações de vídeos publicados por candidatos.
FALTA DE TRANSPARÊNCIA
O NetLab apontou limitações de transparência que dificultam a fiscalização. Na Meta, anúncios apareciam como inativos na biblioteca e, simultaneamente, em listagens de peças ativas. O Kwai apresentou divergências entre a biblioteca e os arquivos exportados. Google, LinkedIn e TikTok oferecem informações consideradas insuficientes para o acompanhamento sistemático da propaganda eleitoral.
O QUE DIZEM AS EMPRESAS
As empresas afirmaram cumprir a legislação e atuar pela integridade das eleições. A Meta contestou a representatividade da amostra; o Kwai informou que aguardava os conteúdos para avaliá-los e citou uma operação especial de fiscalização.
O TikTok declarou ter removido quase 349 mil vídeos por violações entre junho e setembro. O Google afirmou proibir anúncios políticos no Brasil desde 2024 e interpretou a identificação de apenas uma peça como sinal da eficácia de suas medidas. Com Agência Brasil.
A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) promove um levantamento sobre o interesse da população em cursar Arquitetura e Urbanismo. O estudo considera a oferta da graduação no Campus Jorge Amado, em Ilhéus, sob responsabilidade do Centro de Formação em Políticas Públicas e Tecnologias Sociais.
O formulário online colhe informações sobre idade, cidade de residência, escolaridade e situação de trabalho. Também pergunta se o participante faria o curso como primeira ou segunda graduação e qual seria sua intenção de ingressar na Universidade.
Os fatores apresentados para a escolha incluem a gratuidade do ensino público, as oportunidades profissionais, a qualidade da UFSB e a possibilidade de permanecer na região para estudar. Os participantes também podem deixar comentários e sugestões sobre a oferta.
Arquitetura e Urbanismo está entre as 11 propostas de novos cursos da UFSB aprovadas no Programa Universidades Transformadoras, do Ministério da Educação (MEC). Segundo o cronograma divulgado pela Universidade em agosto, a implantação está prevista para 2028, com ingresso de estudantes em 2029.
A implantação envolve a elaboração do projeto pedagógico, a aprovação nas instâncias internas e o planejamento da infraestrutura e do corpo docente. A UFSB convida os interessados a responder ao questionário e compartilhar o endereço com outras pessoas que desejam estudar na área.
A derrota de Fabrício Pancadinha (PDT) na tentativa de reeleição para a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) veio acompanhada de uma mudança na distribuição de seus votos. O deputado estadual caiu de 23.531 para 10.164 votos em Itabuna entre 2022 e 2026, mas aumentou sua votação no restante do estado.
A perda em Itabuna foi de 13.367 votos, uma redução de 56,81%. No conjunto da Bahia, o parlamentar passou de 27.338 votos em 2022 para 16.962 neste domingo (4). A queda estadual foi de 10.376 votos, ou 37,95%.
Fora de Itabuna, a conta teve sentido inverso. Pancadinha recebeu 3.807 votos em 2022 e 6.798 em 2026. O crescimento foi de 2.991 votos, equivalente a 78,57%. Esse avanço, contudo, compensou apenas parte da perda registrada no município.
Itabuna respondeu por aproximadamente 86,1% de sua votação em 2022. Neste ano, a participação caiu para 59,9%. O resultado indica uma votação proporcionalmente menos concentrada na cidade, ao mesmo tempo em que a base local perdeu volume.
Pancadinha foi eleito pelo Solidariedade em 2022 e disputou a reeleição pelo PDT. O partido conquistou cinco cadeiras na nova Assembleia, mas o deputado terminou como suplente.
A professora Adélia Pinheiro (PT) convocou seus apoiadores e apoiadoras a continuar nas ruas pela reeleição do presidente Lula, com mobilização já nesta segunda-feira (5). Ao agradecer pela campanha à Câmara dos Deputados, ela pediu à militância que siga conversando com a população e buscando votos para o segundo turno.
Adélia foi a candidata a deputada federal mais votada em Ilhéus, com 19.977 votos, e recebeu mais de 36 mil votos em toda a Bahia. No município, sua votação superou a soma dos votos do segundo e do terceiro colocados.
Durante a fala após a eleição deste domingo (4), Adélia celebrou a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues, a eleição de Rui Costa e a reeleição de Jaques Wagner ao Senado. Demonstrou alegria com as conquistas e chamou os apoiadores a manter a disposição para a próxima etapa. “Amanhã, a gente tem missão”, afirmou.
A professora destacou a caminhada coletiva em Ilhéus e a liderança de Camile Maltez, presidente municipal do PT, na mobilização para o segundo turno.
Com a camisa vermelha e a estrela no peito, convocou a militância a seguir presente nas ruas. “A gente sabe qual é a missão e vamos juntos porque nós queremos Lula presidente”, concluiu.
Ilhéus e Itabuna registraram, juntas, 53.170 ausências no primeiro turno das eleições de domingo (4). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta 26.674 eleitores que não compareceram na Princesinha do Sul e 26.496 na terra Natal de Jorge Amado.
Ilhéus tinha 129.692 eleitores aptos, dos quais 103.018 votaram. A abstenção foi de 20,57%, pouco mais de uma ausência a cada cinco eleitores. Itabuna registrou 114.750 votantes entre 141.246 aptos, com taxa de ausência de 18,76%.
A ordem entre as duas cidades mudou em relação ao primeiro turno de 2022. Naquele ano, Itabuna apresentou abstenção de 24,84%, enquanto Ilhéus ficou com 19,16%. A taxa caiu 6,08 pontos percentuais em Itabuna e subiu 1,41 ponto em Ilhéus.
O comparecimento não significa que todos tenham escolhido um candidato. Na votação para governador, Ilhéus registrou 2.717 votos em branco e 5.194 nulos. Itabuna teve 2.991 brancos e 5.820 nulos. Somados, foram 16.722 votos sem escolha válida para o cargo.
As duas medidas usam bases diferentes. A abstenção é calculada sobre os eleitores aptos; e os percentuais de brancos e nulos, sobre quem compareceu. Os resultados permitem medir a participação eleitoral, mas não identificam, por si só, os motivos das ausências ou dos votos sem candidato.





















