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O candidato a deputado estadual César Brandão, do PPS, estava irradiante na visita de Serra a Itabuna. Tudo porque, se não fosse o seu partido, o evento teria sido um fracasso de público. “Todo mundo tá me falando isso. Mas nós conseguimos mobilizar nossa gente”, disse o ex-vereador e postulante a uma das 63 cadeiras da Assembleia Legislativa baiana.
O PPS conseguiu aglutinar cerca de 200 cabos eleitorais, a R$ 10,00 por cabeça. No evento do presidenciável tucano, o partido de Roberto Freire pintou a avenida do Cinquentenário de amarelo. Houve quem lamentasse a falta de participação da presidente do DEM de Itabuna, Maria Alice Pereira, na organização do evento.
O pequeno público provocou o atraso do candidato tucano e, também, o abreviamento de sua permanência em Itabuna, apesar do caloroso corpo-a-corpo pela Cinquentenário. Provocado pelo Pimenta, o vice-prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, observou que na Terra de Gabriela o evento prometia, pois fez-se a opção por um corpo-a-corpo com o eleitor.

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Quinta-feira, 15 de julho, Prefeitura de Itabuna. Enquanto o Capitão Azevedo se preparava para ir ao lançamento da candidatura de Luiz Argôlo (PP) a deputado federal, uma das secretárias do prefeito disparava ligações para diversos outros candidatos ao mesmo cargo.
A cada um, a secretária, cheia de cuidados, justificava a presença de Azevedo no evento de Argôlo. E adiantava que, uma vez convidado, o prefeito também iria a outros lançamentos.
Por educação, naturalmente.

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EXCLUSIVO

Serra mudou de posição e agora é favorável a ZPE em Ilhéus (Foto Pimenta).

O presidenciável José Serra (PSDB) disse ao Pimenta que mudou a sua posição quanto às Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) mudou – principalmente no caso de Ilhéus. Apesar de deixar claro que o contexto econômico é outro, ele afirmou que os demais projetos de ZPEs têm de ser analisados caso a casa. Atualmente, são cerca de 20 projetos.
Quando ainda era deputado constituinte e logo depois senador paulista, Serra afirmou que as Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) era um estímulo à sonegação. Hoje, no sul da Bahia, mudou sua visão. O município ilheense já implantou a sua ZPE, na zona norte, e trabalha com a perspectiva de gerar 30 mil empregos até 2020. Os projetos estão focados na agroindústria e eletroeletrônicos. As ZPEs têm sua produção voltada para o mercado externo.
Se deslanchou ao falar de projetos para o sul da Bahia, mostrou-se econômico ao extremo ao falar de ZPEs.
Pimenta – O sr. ainda continua contra às ZPEs no Brasil?

Serra – O contexto brasileiro mudou. A situação mudou. Eu era contra ZPEs no final dos anos 80.Era outro contexto.
Pimenta – Hoje o sr. é favorável?
Serra – Aqui em Ilhéus, sim, não é todas [as cidades*]. Depende de cada uma. Cada caso é um caso. A ZPE é um grande fator de desenvolvimento.
—-
Antes, na entrevista ao Pimenta e ao repórter Roger Sarmento, da TV Santa Cruz, Serra atacou a lentidão do governo em projetos de infraestrutura para o sul da Bahia e, também, a municipalização da água em Itabuna.
O presidenciável tucano criticou os governos federal e estadual por apresentar “só agora” o Complexo Intermodal Porto Sul. “Por que só agora esse projeto, depois de sete anos de governo, no apagar das luzes?”, questiona. “Realmente, não dá tempo”.
Outra estocada foi no ex-prefeito Fernando Gomes, que municipalizou o serviço de abastecimento de água. “Itabuna tem um problema que me parece inacreditável no século XXI. Houve uma municipalização do saneamento que não deu certo. Essa é uma coisa que nós vamos equacionar. Não dá para [Itabuna] completar o centenário agora e faltar água”
Ele prometeu ainda levar o Bolsa-Família para pessoas pobres às quais “o programa ainda não chegou”. Casado com o Bolsa-Família, ele disse que vai investir na criação do Protec, o Prouni do ensino técnico-profissionalizante. “Temos de ajduar os jovens a ter acesso à educação profissionalizante”, disse.
Ainda no plano regional, disse ser inaceitável que o aeroporto de Ilhéus, “uma cidade turística”, não opere por instrumentos. “Podemos montar um aeroporto digno até para receber turistas”. Por conta da falta de instrumentos, observou, muitos são obrigados a viajar até seis horas para usar o aeroporto internacional de Salvador.
Enquanto Serra falava, o presidente do PSDB baiano, Antônio Imbassahy, comemorava: “Adervan, ele seguiu direitinho aquilo que a gente combinou”. Largou um sorriso ao identificar o repórter do Pimenta flagrando a “comemoração”.
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Com público reduzido e chuvas, Serra parte para o corpo-a-corpo na Cinquentenário (Foto Pimenta).

A caminhada do presidenciável José Serra (PSDB) em Itabuna terminou antes do previsto. O tucano se limitou ao corpo-a-corpo com o eleitor e a uma entrevista à imprensa na avenida do Cinquentenário devido ao pequeno público que o acompanhou na caminhada.
De acordo com o tenente Monivon, da Polícia Militar, cerca de 500 pessoas participaram do primeiro grande evento da campanha eleitoral em Itabuna. O ex-governador paulista ainda chegou com uma hora e meia de atraso à avenida.
Acompanhado do candidato a governador Paulo Souto (DEM), o presidente do PSDB baiano, Antônio Imbassahy, e de candidatos da coligação PSDB-DEM, Serra se deslocou para Ilhéus. Na Terra de Gabriela, o presidenciável visitará os bairros Teotônio Vilela e Nossa Senhora das Vitórias e dá uma parada no Vesúvio, famoso nas obras do itabunense Jorge Amado.
O fato curioso da caminhada de Serra em Itabuna é que o prefeito Capitão Azevedo (DEM) não compareceu ao evento. Na prefeitura, é dado como líquido e certo que o democrata apoiará a ex-ministra Dilma Rousseff e o candidato à reeleição, governador Jaques Wagner, ambos do PT.

Serra parte para Ilhéus sem discursar e deixa público e políticos confusos (Foto Pimenta).
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Leandro Afonso | www.ohomemsemnome.blogspot.com

Encontro Explosivo (Knight and Day – EUA, 2010), de James Mangold (Garota, Interrompida; Identidade; refilmagem de Os Indomáveis), é um filme que oscila entre o competente e o medíocre. Em cenas de ação, Mangold tem mão segura, auxiliada por computação gráfica igualmente ok, enquanto o roteiro investe em contorcionismos que buscam o “nada é o que parece”, assim como tenta percorrer o maior número possível de lugares turísticos. Nesse segundo quesito, a ligação com Transformers faz sentido, com restante e resultado não muito diferentes.

Desde a abertura, o som busca uma imponência que logo se transforma em falta de educação. Por mais que pese a incerteza se culpa é do sistema da sala ou do filme, áudio quer atenção não pela competência e fluência do uso do Dolby Surround, mas pela ditadura do volume.
Mas se as imagens, por outro lado, estão bem domadas nas mãos de Mangold, elas também se mostram burocráticas. Ele tem mérito por trabalhar com um filme de ação, e com tantas ações, sem parecer que os cortes são excessivos, ainda mais nos dias hoje. Verdade que o filme quase nunca respira, mas o problema aí é do roteiro: não é fácil transpor para menos de duas horas filmagens em tantos cartões postais e com tanta munição a ser distribuída.

Não à toa, quando Patrick O’Neil resolve brincar de “ele é”, “ele não é”, “o outro que é” em roteiro já tão preocupado e comprometido com outras coisas, fica impressão de furo na história. Quando nos convencemos de onde, de fato, vem a falcatrua, graças a uma imagem cuja hipotética réplica não adianta (fim, temos um culpado), somos levados a outra reviravolta.

O pudor ao (não) se filmar sequer a nudez, aliado ao prazer de ambos em estar próximo do perigo e de armas, passa uma gigantesca impressão de que os dois não têm libido.

Como? O que importa é que Tom Cruise e Cameron Diaz fiquem juntos – Roy Miller e June Havens, sabemos, são subterfúgios. O pudor ao (não) se filmar sequer a nudez, aliado ao prazer de ambos em estar próximo do perigo e de armas, passa uma gigantesca impressão de que os dois não têm libido. Quando ele enfim mostra algum tesão (ou o filme quer que a gente acredite nisso), faria sentido se ela dissesse que ele era mais sensual com armas na mão; até porque, nesse momento, ela está sob o efeito de um efeito de espécie de “soro da verdade”.

Mas se o “soro da verdade”, inevitavelmente, lembra Kill Bill (2003), a época do lançamento e parte do gênero de Encontro Explosivo coincide com À Prova de Morte (2007) outro de Quentin Tarantino e que chega ao Brasil mais de três anos após lançado em Cannes. Nele, tem-se basicamente duas perseguições de carro, um acidente, e duas ou três maiores mudanças de locações, com assumida pinta de diversão vagabunda, barata e com computação gráfica nula. Bem menos em quantidade na descrição, bem mais em ação e energia.
Em Encontro Explosivo o importante é evitar que alguém se distraia até que vejamos Cameron Díaz e Tom Cruise juntos, mesmo que não exista nada que convença, nem explícito (o filmar o desejo e afins), nem implícito (através de detalhes não diretamente ligados ao sexo). Quando se pensa em 007 (com o que isso aqui muitas vezes parece), mesmo nos piores momentos daquele, impressão é de filme assexuado. Que poderia investir no que tem de melhor, via roteiro antes de se enrolar de tanto contorcer-se, e pela competência nas cenas de ação. Achou melhor não.
Visto, em cabine de imprensa, no UCI Multiplex Iguatemi – Salvador, julho de 2010.

8mm

Outro encontro explosivo
Várias auto-citações e divagações fílmicas que remetem à falação desenfreada de Pulp Fiction (1994) e Cães de Aluguel (1991) – parece uma versão feminina deste –, um acidente, o ritmo, a cena, a dança. Enfim lançado no Brasil, a primeira sessão (para mim) de À Prova de Morte (2007) conseguiu ser mais ambígua que a de Bastardos Inglórios (2009); embora sejam abordagens distintas. Não sei se é uma decepção em meio a sequências monumentais, não sei se é fabuloso com calculado tempo apenas para respirar. Seja como for, talvez tenha as sequências menos esquecíveis de Tarantino.
Concorrência
O filme entra em cartaz hoje, em semana que temos, com todos ainda em muitas salas, Toy Story 3, Shrek para Sempre e Eclipse, além de Encontro Explosivo. Por mais que sejam públicos diferentes (e Toy Story, o outro que vi, seja muito bom), são quatro – quatro! – filmes gigantes nas suas pretensões financeiras, o que leva a uma grande ocupação de salas. Concorrência por elas será difícil para À Prova de Morte, que deve ficar restrito a sessões noturnas. Que me lembre, e tenha consultado, apenas O Aprendiz de Feiticeiro tem tamanho equivalente aos outros, e está previsto para apenas 6 de agosto. Como um não especialista em marketing, não vejo nexo em, depois de três anos de molho (graças à Europa Filmes, detentora original dos direitos de exibição no Brasil), não esperar mais uma ou duas semanas para lançá-lo.

Filmes da semana

1. A Viagem (1967), de Roger Corman (DVDRip) (**1/2)
2. À Prova de Morte (2007), de Quentin Tarantino (Cine Vivo) (****)
3. Síndromes e um Século (2006), de Apichatpong Weerasethakul (DVDRip) (**1/2)
4. Encontro Explosivo (2010), de James Mangold (UCI Multiplex Iguatemi) (**1/2)
5. Pele de Asno (1970), de Jacques Demy (DVDRip) (***)
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Leandro Afonso é comunicólogo, blogueiro e diretor do documentário “Do goleiro ao ponta esquerda”.

<p style=”text-align: center;”><a href=”http://www.pimentanamuqueca.com.br/wp-content/uploads/70-MM2.jpg”><img title=”70 MM” src=”http://www.pimentanamuqueca.com.br/wp-content/uploads/70-MM2.jpg” alt=”” width=”559″ height=”95″ /></a></p>
<p style=”text-align: center;”><a href=”http://www.pimentanamuqueca.com.br/wp-content/uploads/Final-3.jpg”><img class=”aligncenter size-full wp-image-30092″ title=”Final 3″ src=”http://www.pimentanamuqueca.com.br/wp-content/uploads/Final-3.jpg” alt=”” width=”42″ height=”13″ /></a></p>
<p style=”text-align: center;”>
<p><strong>Leandro Afonso</strong> | <a href=”http://www.ohomemsemnome.blogspot.com”>www.ohomemsemnome.blogspot.com</a></p>
<p><em><img class=”alignright” src=”http://roteiroceara.uol.com.br/wp-content/uploads/2009/09/BLOG2_viajo_porque_preciso_volto_porque_te_amo_cultura.jpg” alt=”” width=”368″ height=”182″ />Viajo porque preciso, volto porque te amo</em> (<em>idem</em> – Brasil, 2009), de Karim Aïnouz (<em>O Céu de Suely</em>, <em>Madame Satã</em>) e Marcelo Gomes (<em>Cinema, Aspirinas e Urubus</em>), é um <em>road-movie </em>experimental (também por isso inevitavelmente irregular) que tem de melhor o que de melhor seus dois diretores podem oferecer – especialmente Aïnouz. É um filme em um meio, o semi-árido nordestino, e sobre sentimentos – carinho, amor, rejeição – já visitados por ambos, mas trata também e principalmente das divagações e aflições do personagem principal.</p>
<p>Faz sentido dizer que a maioria dos planos de <em>Viajo porque preciso…</em> não tem significado concreto ou função narrativa. Do mesmo modo, praticamente tudo aquilo que visa o horizonte e paisagens afins dura mais que o que o plano de fato mostra – mas esses fatos são menos um demérito que uma defesa da contemplação. E ainda que muitas vezes simplesmente não haja o que ser contemplado, faz parte do personagem esse sentir-se parado – a agonia e o tédio do personagem chegam a nos atingir, às vezes, sem eufemismo algum</p>
<p>Em filme que se assume tão ou mais experimental quanto narrativo, temos aí, no entanto, talvez – e paradoxalmente – uma tentativa de evitar uma monotonia que a ideia do filme sugere. Quase tudo não acontece em cena, mas na cabeça do personagem principal, a escrever suas cartas – trata-se de um filme epistolar de mão única. Como, então, filmar isso – algo tão ligado a um diário, algo a princípio tão anti-audiovisual?</p>
<p>Não temos uma resposta, mas uma opção arriscada, na qual os melhores momentos vêm de depoimentos (prostituta falando em vida-lazer, por exemplo), quando percebemos que os dois souberam extrair uma sinceridade tocante que emana daqueles que dirigem. Isso sem falar do personagem como entrevistador/provocador, em situação que nos liga inevitavelmente a ele fazendo o papel de diretor.</p>
<p>Esse caráter experimental, contudo, pode camuflar desnecessários tremeliques de câmera ao mostrar o personagem em meio à sua jornada, uma vez que não dá para chamar de experimental (ou dar qualquer mérito aqui) o que já virou um quase padrão – a câmera na mão nos dias de hoje.</p>
<p>Ainda assim, vale dizer que os altos do filme atingem um nível de sensibilidade que vem, entre outras coisas, justamente dessa abstração da narrativa convencional: da por vezes completa imersão em um mundo acima de tudo sensorial. Torto, talvez fatalmente torto, talvez o mais fraco trabalho de ambos, mas com momentos de coragem e brilhantismo bem-vindos.</p>
<h2><span style=”color: #800000;”>8mm</span></h2>
<p><strong>Paixão do visível</strong></p>
<p style=”text-align: left;”><em><img class=”aligncenter” src=”http://harpymarx.files.wordpress.com/2009/03/sylvia2.jpg” alt=”” width=”480″ height=”270″ />Na Cidade de Sylvia</em> (<em>En La Ciudad de Sylvia</em> – Espanha/ França, 2007) é meu primeiro contato com José Luis Guerín, catalão que teve três de seus longas exibidos no Panorama Internacional Coisa de Cinema. (Alguém sabe falar sobre?)</p>
<p>Guerín se mostra preocupado com a cidade, às vezes mais que com seus dois personagens principais, ou – o que pinta com alguma prioridade – as relações entre personagens diversos e o lugar onde vivem. No entanto, a busca dele (Xavier Lafitte) por ela (Pilar López de Ayala) é interessante a ponto de causar angústia quando algo foge do esperado. Ele desenha e retrata a cidade, é ele o mais afetado e sobre quem é o filme, é ele que não sabemos de fato o que sente, viveu ou viu; mas é ela que magnetiza a tela quando aparece.</p>
<p>Todavia, e felizmente, o filme vai além da contemplação de um sensacional rosto de uma boa atriz. Pode-se entrar em longas discussões e análises sobre memória e imagem, sobre miragem e dúvida; em uma palavra, sobre cinema. E, o que é melhor, através do cinema.</p>
<h2><span style=”color: #800000;”>Filmes da semana<br />
</span></h2>
<ol>
<li><strong>Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009), de Karim Aïnouz e Marcelo Gomes (Cine Vivo) (***)</strong></li>
<li><strong>Batalha no Céu (2008), de Carlos Reygadas (sala Walter da Silveira) (***1/2)</strong></li>
<li><strong>O Refúgio (2009), de François Ozon (Espaço Unibanco – Glauber Rocha) (***)</strong></li>
<li><strong>O Profeta (2009), de Jacques Audiard (Espaço Unibanco – Glauber Rocha) (***1/2)</strong></li>
<li>O Demônio das 11 Horas (1965), de Jean-Luc Godard (DVDRip) (****)</li>
<li>Na Cidade de Sylvia (2007), de José Luis Guerín (DVDRip) (***1/2)</li>
</ol>
<p>______________</p>
<p><strong>Leandro Afonso</strong> é comunicólogo, blogueiro e diretor do documentário “Do goleiro ao ponta esquerda”.</p>
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Com três lojas em Itabuna e 140 no Nordeste, a Rede Lojas Maia foi adquirida por cerca de R$ 300 milhões pelo Magazine Luiza, terceira maior rede de varejo do Brasil. O anúncio oficial do acordo será nesta próxima segunda, 20. As Lojas Maia possuem 2,3 mil funcionários e está presente em todos os estados do Nordeste.
A venda da rede paraibana de eletroeletrônicos e móveis foi facilitada devido a dívidas. A empresa entrou em processo de expansão a partir de 2005, mas não teve gás para implementar os projetos.
Um exemplo da falta de “caixa” foi Itabuna. Ao comprar parte do imóvel onde antes funcionou o Hiper Messias, a Maia pensava transformar o ponto em central de distribuição para a Bahia e parte do Sudeste. A falta de dinheiro “travou” o projeto. Acabo apenas abrindo a loja, que funciona junto com o Hiper Itão.

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Da Folha
O presidente do Ibama, Abelardo Bayma, afirmou nesta sexta-feira em nota que o empresário Guilherme Leal, candidato a vice-presidente na chapa de Marina Silva (PV), “não cometeu nenhum crime ambiental” em sua fazenda no litoral da Bahia.
Ele apresentou o veredicto nove dias após emitir outra nota informando que fiscais do órgão haviam constatado, em vistoria na propriedade, a presença de “edificações e outras instalações que alteraram a paisagem natural em área de Mata Atlântica”.
“Após análise da documentação, o Ibama concluiu que o empreendimento está em conformidade com as autorizações concedidas pelas esferas estaduais e municipais”, afirmou Bayma.
Ao saber do comunicado, Leal comemorou. “Sempre estive sereno e confiante que o Ibama cumpriria o seu papel com isenção”.

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Ruy Carvalho com Rui Costa: o verde que ainda gosta do vermelho

O médico ilheense Ruy Carvalho, antigo militante petista, brigou com seu velho partido e há meses recuados (imitando o Eduardo Anunciação) ingressou nas fileiras ecológicas do Partido Verde. Foi recebido com toda pompa, mas é certo que sua permanência nesta legenda será de curta duração.
Carvalho já trombou com os verdes ortodoxos, por ser contra a candidatura própria a governador. Além do mais, não se conformou com a posição de voto vencido e publicamente apoia a reeleição do ex-correligionário Jaques Wagner.
Em mais uma demonstração de que morre de saudade de seu antigo ninho, o médico também declarou apoio ao xará Rui Costa, ex-secretário das Relações Institucionais (a pasta mais poderosa do governo Wagner), que disputa mandato de deputado federal. É o que informa o blog Políticos do Sul da Bahia.
Cabe a pergunta: “o que tu foste fazer no PV, doutor?”

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O secretário-geral do PP na Bahia, Jabes Ribeiro, desistiu da candidatura a deputado estadual, mas já está envolvido em outra missão que não perde em relevância. JR, ex-deputado federal e prefeito de Ihéus por três mandatos, será um dos coordenadores da campanha do governador Jaques Wagner à reeleição. Quem fez o convite foi o próprio petista, durante o evento que inaugurou o comitê de Dilma Rousseff em Brasília.
Raposa política, Jabes logicamente aceitou na hora.
O coordenador-geral da campanha petista é o prefeito de Camaçari, Luiz Caetano. Cézar Lisboa, que assumiu a Secretaria de Relações Institucionais (Serin) com a saída de Rui Costa para candidatar-se a deputado federal, afastou-se do cargo para cuidar da coordenação administrativa no staff do governador.

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Um valor de R$ 225.477,90 será destinado ao incremento das atividades de três associações de pequenos produtores rurais em Ibicaraí. A liberação dos recursos foi viabilizada por um convênio assinado entre Prefeitura, CAR (Companhia de Ações Regionais) e associações. No total, 195 famílias serão beneficiadas.
A informação é de que o investimento irá garantir a compra de tanques de resfriamento de leite e execução de obras de infraestrutura. As entidades beneficiadas são a Associação Rural do Jacarandá (R$ 93.789,00), Projeto Assentados do Santana (R$ 78.847,00) e Associação Rural do Andrezão (R$ 52.481,00). Esta última será atendida com a construção de uma ponte, que é aguardada há 20 anos.
O prefeito de Ibicaraí, Lenildon Santana (PT), afirma que o apoio à agricultura familiar tem sido importante para melhorar a vida na zona rural e fomentar novos empreendimentos.

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A OAB de Itabuna programou para a próxima sexta-feira, 23, a partir das 1830min, uma palestra com o tema “Propaganda/campanha eleitoral e causas de inelegibilidade”. O evento, que será realizado no auditório da FTC (Faculdade de Tecnologia e Ciências), terá como palestrante o advogado e ex-presidente da subseção da Ordem na Bahia, Dinailton Oliveira.
As inscrições para a palestra são gratuitas e podem ser feitas pelo telefone 73.3613-1892 ou email itabuna@oab-ba.org.br. Os participantes terão direito a certificado.

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Em uma rápida entrevista concedida nesta quinta-feira, 15, ao repórter Fábio Roberto, o prefeito de Itabuna deixou claro que ainda está titubeando no que se refere aos apoios nessas eleições.
Azevedo, que pertence ao DEM, participou da festa de lançamento da candidatura de Luiz Argôlo (PP) a deputado federal, mas deixou claro que não há exclusividade na relação. Sobre outras esferas envolvidas na disputa, o prefeito é só cautela. Diz apenas que as definições “têm que acontecer”, mas não esclarece como nem quando.
Sempre com respostas curtas e apressadas, Azevedo declarou acreditar que Itabuna terá de volta a gestão plena da saúde e questionou números oficiais sobre a geração de empregos no município. Segundo ele, o seu governo tornou Itabuna uma cidade “pujante”.
Pimenta – O senhor acaba de oficializar seu apoio ao candidato a deputado federal Luiz Argôlo (PP). E os demais apoios, quando serão anunciados?
Azevedo –
Isso vai acontecer. Quem ajuda Itabuna, tem apoio, o povo reconhece isso.
Pimenta – Argôlo disse não ter dúvidas de que o senhor apoiará a reeleição do petista Jaques Wagner…
Azevedo –
Não, eu tenho acordo com Luiz Argôlo. É com ele que estamos aqui. Nós temos que ver que nesse momento é o deputado que está ajudando a cidade. Então, por que virar as costas? Temos que apoiar.

“No governo Azevedo, a ordem é apurar rapidamente, ver os culpados e demiti-los” (falando sobre a postura do governo no caso do desvio de 45 mil litros de suco).

 
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As inscrições para o concurso vestibular 2011 da Uesc (Universidade Estadual de Santa Cruz) estarão abertas no período de 1º a 30 de setembro deste ano, exclusivamente no site www.uesc.br. As provas serão aplicadas nos dias 16,17, e 18 de janeiro.
Este será o primeiro vestibular da instituição com oferta de vagas para os cursos de Engenharia Civil, Elétrica, Mecânica e Química, cujas aulas terão início no segundo semestre de 2011. A Uesc passa a ter 1.600 vagas em 33 cursos de graduação, nas modalidades bacharelado e licenciatura.
A universidade utiliza o sistema de cotas em todos os cursos de graduação. São beneficiados com 50% das vagas estudantes que cursaram todo o ensino médio e os últimos quatro anos do Ensino Fundamental em escola pública, sendo que, desse percentual, 75% serão destinadas aos candidatos que se autodeclararem negros.
A taxa de inscrição no vestibular é de R$ 85,00 e o período para solicitar isenção do pagamento será de 26 de julho a 6 de agosto, mas a Uesc ainda divulgará edital contendo os procedimentos e requisitos ara obter o benefício.

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A prefeitura de Itabuna assinou contrato de R$ 71 mil com a Banda Lordão, para quatro apresentações durante os festejos do Centenário de Itabuna. Reza o contrato de inexegibilidade que os shows devem ocorrer até o dia 28 de julho.
O município não explica porque tantos shows com uma só banda e num período tão curto (e aqui não se questiona a qualidade do Lordão, óbvio).
Pior, na programação dos cem anos de Itabuna consta apenas uma apresentação do Lordão: no dia 27, no mesmo dia em que se apresentam em praça pública Chiclete com Banana (R$ 240 mil, já pagos!), Fábio Júnior (R$ 104 mil) e Banda Vera Cruz.