O Sindicato dos Comerciários de Itabuna não pretende “alisar” neste 1º de maio, quando todo o comércio local deverá fechar as portas em cumprimento à convenção coletiva da categoria. Marcação cerrada mesmo será exercida sobre os pequenos mercados de bairro, que costumam abrir em domingos, feriados e dias santos.
Uma liminar judicial determina que todos os supermercados de Itabuna liberem seus empregados no feriado, mas entre as empresas de pequeno porte existem algumas em que todo o quadro de funcionários é formado por parentes do dono. Que muitas vezes trabalham mesmo por “amor à causa” e de boa-vontade, inclusive nos feriados.
Mesmo nessa situação peculiar, o presidente do Sindicato dos Comerciários, Jairo Araújo, afirma que a entidade não vai contemporizar. “Ainda que seja uma relação de pai e filho, a partir do momento em que se assina a carteira (de trabalho), o contrato passa a ser entre patrão e empregado”, entende o sindicalista.
Alguns “empregados familiares” não aceitam a proteção imposta. Ou seja, acham que se quiserem trabalhar, não há sentido na proibição do sindicato. Araújo retruca, alegando que há casos em que os parentes são constrangidos a trabalhar. “É bom lembrar que no comércio local temos muitas ações trabalhistas movidas por empregado que tem relação de parentesco com o patrão”, diz.























