Durante a realização do 2º Seminário Virtual Parceria Mais Forte da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR), do governo do Estado, a Coopfesba, de Ibicaraí, no Território Litoral Sul, responsável pela marca de chocolate Bahia Cacau, foi contemplada com o novo selo de Identificação de Produtos da Agricultura Familiar (SIPAF). O evento aconteceu nesta sexta-feira,24, e foi transmitido pelo canal da SDRBahia, no Youtube.
Para Osaná Crisóstomo do Nascimento presidente Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Rio Salgado e Adjacências (Coopfesba)/Bahia Cacau, o selo fortalece a cooperativa garantindo qualidade desde o plantio de cacau até a entrega do chocolate ao consumidor final. “Neste momento em que a coopfesba recebe o selo da agricultura familiar como organização de base, tornamos referência no respeito às questões sociais, culturais, ambientais e de comércio justo”, destacou.
Consumidores e clientes que fazem revendas de produtos do campo podem acessar o sistema SIS-SIPAF disponível no link portalsdr.ba.gov.br/sipaf, implantado pela SDR através da Superintendência da Agricultura Familiar (Suaf) para conhecerem os produtos da Bahia Cacau como também das outras cooperativas cadastradas. O selo garante qualidade dos produtos desde a sua origem e benefícios fiscais com a isenção de ICMS.
NOVOS MERCADOS
A Bahia Cacau conquistou novos mercados. Além de novos estabelecimentos na região metropolitana de Salvador, municípios como Cruz das Almas, Amargosa, Santo Antônio de Jesus, Tancredo Neves, Valença, Camamu, Maraú e Vitória da Conquista já contam com o chocolate em pontos comerciais. A marca também projeta chegar às gôndolas de outros estados.
Dirigentes da IES, Ruy e Ive participaram do Talks Jequitibá, promovido pelo shopping itabunense
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A sócia-diretora da Iracema Energia Solar (IES), Ive Cunha, participou de uma live com lojistas do Shopping Jequitibá, de Itabuna, na noite desta quinta-feira (23), para abordar a redução de custos com sustentabilidade e energia limpa.
O bate-papo foi comandado pelo investidor da IES, Ruy Cunha, e da sócia-diretora da usina, Ive Cunha. A live também teve a participação do diretor-geral do Grupo Chaves e do Shopping Jequitibá, Manoel Chaves Neto, e buscou mostrar a oportunidade de melhorar o desempenho dos negócios com a otimização – e redução – do custo de energia.
A IES entra em operação oferecendo para empresários o serviço de locação de sistema fotovoltaico para redução de custo, sem investimento. Sua planta localizada no sul da Bahia, entre Itabuna e Buerarema, é a segunda maior usina solar de geração distribuída em solo da Bahia.
A Receita Federal abre nesta sexta-feira (24), às 9 horas, a consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2020. O crédito bancário para 3.985.007 contribuintes será realizado na próxima sexta-feira, dia 31, totalizando R$ 5,7 bilhões.
Desse total, R$ 2.056.423.308,19 são para contribuintes que têm prioridade legal de recebimento: 88.420 contribuintes idosos acima de 80 anos, 646.111 contribuintes entre 60 e 79 anos, 47.170 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou doença grave e 346.793 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.
Foram contemplados ainda 2.856.513 contribuintes não prioritários que entregaram a declaração até o dia 28 de março.
Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita Federal na internet. Na consulta à página da Receita, no Portal e-CAC, é possível acessar o serviço Meu Imposto de Renda e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nesta hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora.
A Receita disponibiliza, ainda, aplicativo para tablets e smartphones que facilita consulta às declarações do IRPF e situação cadastral no CPF. Com ele é possível consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.Leia Mais
Saldo do FGTS deve ser corrigido pela inflação, decide o STF
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A Caixa disponibiliza, a partir de segunda-feira (27), linha de crédito de antecipação do saque-aniversário do FGTS. A nova linha oferece condições diferenciadas aos trabalhadores, que não precisarão esperar o mês de seu aniversário para terem acesso aos recursos do saque-aniversário do Fundo, segundo a instituição.
Os trabalhadores poderão antecipar até três saques a que têm direito na modalidade Saque-Aniversário. Dessa forma, além do valor que receberiam em 2020, poderão receber o benefícios correspondente ao dos próximos dois anos. A taxa de juros é a mais baixa para empréstimos a pessoas físicas, de 0,99% ao mês.
Para contratação pela Caixa, o trabalhador deve indicar o banco como instituição financeira para recebimento do crédito do FGTS quando aderir ao Saque-Aniversário ou a qualquer momento. A liberação da linha de crédito Antecipação do Saque-Aniversário poderá ser feita 100% digital, com avaliação de risco simplificada e sem consulta aos órgãos de proteção de crédito.
Além disso, a liquidação da operação de empréstimo será feita de uma só vez pelo Agente Operador, diretamente na conta FGTS do trabalhador no dia do pagamento do Saque-Aniversário, sem impactar em sua capacidade de pagamento e na possibilidade de contratar novas linhas de crédito Caixa.
SAQUE-ANIVERSÁRIO
Essa nova modalidade permite a retirada de parte do saldo da conta do FGTS, anualmente, no mês do seu aniversário, em alternativa à sistemática de saque por rescisão do contrato de trabalho sem justa causa. A adesão ao Saque-Aniversário é voluntária e pode ser realizada pelo aplicativo FGTS, no site fgts.caixa.gov.br e no Internet Banking CAIXA.
COMO SOLICITAR O CRÉDITO
Após optar pelo Saque-Aniversário e informar a Caixa como instituição financeira, o cliente deverá acessar o Internet Banking Caixa, clicar na opção “Crédito” e em seguida na opção “Antecipação Saque Aniversário-FGTS”. Será gerado um pré-contrato e o valor do saldo utilizado como base para o cálculo do crédito será bloqueado no FGTS, como garantia da operação. Aqueles que ainda não forem clientes do banco poderão solicitar a antecipação do Saque-Aniversário em qualquer agência da instituição.
Técnicos fazem vistoria em hotel para conceder selo
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A Secretaria de Turismo de Itacaré e o Conselho Municipal de Turismo (Comtur) iniciaram nesta terça-feira(21) a vistoria dos meios de hospedagens para obtenção do Selo Turismo Seguro Itacaré. O Terra Boa Hotel Boutique foi a primeira empresa a solicitar o Requerimento de Vistoria da Vigilância Sanitária e da Secretaria de Turismo, tornando-se o primeiro meio de hospedagem a receber o Selo Turismo Seguro Itacaré.
Outras empresas também podem fazer o requerimento virtual para solicitação de vistoria “in loco” nas dependências dos estabelecimentos para obter o Selo Turismo Seguro Itacaré. Os interessados devem acessar o link: https://forms.gle/8QeQFXhCoUmSCrKt6 e preencher o formulário ou solicitar vistoria por meio do e-mail da Setur – seturitacare@outlook.com. Para mais informações, basta entrar em contato pelo telefone (73) 3251-3922 em horário comercial.
VANTAGENS
Dentre as vantagens para o empresário, está a melhor reputação da empresa perante os visitantes. O selo será indicado junto com o nome do estabelecimento em todos os materiais produzidos pela Secretaria Municipal de Turismo, segundo a prefeitura. São materiais como mapa turístico, redes sociais, site, e-books e demais redes. Para o turista, o selo oferece a vantagem de poder confiar em uma lista de estabelecimentos que cumprem as exigências de protocolos de saúde e segurança para sua maior tranquilidade.
O prefeito Mário Alexandre autorizou a retomada econômica dos estabelecimentos enquadrados na terceira fase da reabertura econômica do município, a exemplo de hotéis, bancos, lojas de departamento e variedades e equipamentos de informática (confira relação abaixo). O Decreto 52 também autoriza o acesso às praias, exceto para a prática de esportes coletivos, a exemplo de futebol e vôlei.
De acordo com o decreto, estão autorizados a retomar as atividades comerciais negócios como floriculturas; papelaria e livraria; lojas de eletrodomésticos, áudio e vídeo; varejo de equipamentos de telefonia e comunicação; tabacarias, cigarros e afins; lojas de brinquedos e artigos recreativos; lojas de departamentos e variedades ou magazines; comércio varejista de equipamentos e suprimentos de informática; lojas de cosméticos; hotéis e afins; estabelecimentos bancários e financeiras.
A autorização da terceira fase está respaldada pelo relatório elaborado pela Secretaria Municipal de Saúde, conforme exigências e condições de índole técnica. Ela ocorre horas depois de o município confirmar 10 mortes causadas pela covid-19. Os óbitos ocorreram em dias diferentes
O prefeito disse que está tomando as medidas de forma gradativa e os estabelecimentos têm que cumprir exigências de prevenção ao novo coronavírus. “É de fundamental importância que todos os segmentos, sem exceção, cumpram rigorosamente a higienização dos estabelecimentos e sigam os protocolos de prevenção e controle da Covid-19, assim como as demais medidas de proteção à saúde e às vidas humanas. Queremos salvar vidas e a economia de Ilhéus, mas com responsabilidade e consciência”, disse o prefeito Mário Alexandre.
HOTÉIS
O setor hoteleiro deve seguir orientações específicas constantes no anexo 3 do Decreto, disponível por meio do link https://cutt.ly/ta1uHOj
Obras do Porto Sul devem começar neste segundo semestre || Imagem Divulgação
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A Bahia Mineração (Bamin) assinou, na última semana, a ordem de serviço para início da primeira fase das obras de implantação do Porto Sul, em Ilhéus. A empreiteira contratada já poderá iniciar a mobilização de pessoal e equipamentos para começar as obras. Estes primeiros trabalhos correspondem à construção de vias, instalação de sinalização, pontes, implantação de rede elétrica e de água, entre outros. São obras que vão viabilizar a etapa seguinte, que é a construção e desenvolvimento da estrutura do empreendimento.
O investimento da empresa será de R$ 188 milhões, segundo o diretor financeiro e de Relações Institucionais da Bamin, Alexandre Aigner. “O início desta primeira fase do projeto demonstra nossa confiança no Porto Sul, bem como na retomada econômica das regiões nas quais atuamos. É um esforço que evidencia o nosso compromisso em participar e contribuir ativamente com esta retomada”, afirma Alexandre Aigner.
A obra deve gerar 400 empregos diretos e 1.200 indiretos no pico da implantação do Porto Sul, segundo Aigner. Além de empregos, disse ele, a retomada vai dinamizar a economia local, movimentando outros setores e gerando renda, em um momento em que toda a sociedade sofre os impactos econômicos da pandemia.
A construção do Porto Sul, além de dotar o estado com mais um terminal portuário também vai ampliar o corredor logístico da Bahia. “Este empreendimento entre o Governo do Estado e a Bahia Mineração vai possibilitar a saída dos nossos produtos (minério de ferro, grãos do oeste) e também será uma garantia para que a licitação da concessão da Ferrovia Oeste-Leste (Fiol) possa ser realizada pelo Governo Federal”, ressalta o secretário estadual de Infraestrutura da Bahia, Marcus Cavalcanti.
PROJETO PEDRA DE FERRO
A Bamin é uma empresa brasileira de mineração que iniciou suas atividades em 2005 com um projeto pioneiro para o estado da Bahia. O empreendimento denominado Projeto Pedra de Ferro pretende produzir 18 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, apoiado em uma gestão de excelência e sustentabilidade.Leia Mais
Mais de 4 mil vagas estão sendo oferecidas na Semana Sebrae de Capacitação Empresarial que, neste ano, acontece de forma online e totalmente gratuita. O evento começa na próxima segunda-feira (27), com mais de 30 capacitações. As inscrições devem ser feitas no endereço www.semanasebrae.com.br e a programação segue até a sexta-feira (31).
Dentre os eventos que integram a Semana Sebrae, estão o Deu Match Varejo, que vai conectar startups e empresas varejistas; o Webnário BIM, que discutirá sustentabilidade na construção civil; e os painéis setoriais, que irão discutir a importância das interconexões para o mercado de cosméticos, beleza e estética; os impactos e alternativas de comercialização na cadeia da alimentação; as perspectivas para o retorno das atividades nos negócios criativos e colaborativos, além de debater como reconstruir a economia da moda através da interação em cadeia.
As capacitações são direcionadas para donos de micro e pequenos negócios e, nesta edição, vai oferecer conteúdos focados em temas como finanças, marketing digital, liderança, além da apresentação de cases de sucesso.
O participante poderá ainda fazer o download do e-book exclusivo: “Empresário do novo mundo: como retomar o controle de sua empresa”, que estará disponível por tempo limitado na página da Semana Sebrae. Um dos objetivos do evento é contribuir com a disseminação de conhecimento para que os empresários possam superar a crise gerada pela pandemia.
Outras informações sobre o evento podem ser obtidas no site da Semana Sebrae, bem como as dúvidas devem ser esclarecidas na Central de Relacionamento Sebrae, no 0800 570 0800. A ligação é gratuita.
Junho registrou queda de 3,4% no consumo de energia elétrica no país em relação ao mesmo período do ano anterior. A informação foi divulgada hoje (20) pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). De acordo com o boletim, a razão é a diminuição da atividade econômica em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19). Também pesou a influência de fatores fortuitos, como o número de dias úteis e a temperatura.
No acumulado dos últimos 12 meses, houve variação negativa de 2% na carga do Sistema Interligado Nacional (SIN), se comparado com o mesmo período do ano anterior. De acordo com o boletim, em junho, foi registrada, pela terceira vez consecutiva, queda no consumo de energia em todos os subsistemas.
“O mais afetado continua sendo o Nordeste com queda de 5,1%; seguido do Sudeste/Centro-Oeste, com retração de 3,9%. Já o Norte com 1,7% a menos e o Sul com recuo de 0,7%”, disse o operador.
Apesar da queda em comparação com mesmo mês do ano passado, os percentuais de uso de eletricidade apresentaram elevação de 2,5% na comparação com o mês anterior, maio. O ONS disse que o aumento foi ocasionado, principalmente, pela flexibilização das medidas de isolamento social, com aumento das atividades econômicas.
De acordo com operador, apesar das notícias positivas sobre os volumes de produção, a retomada ainda é modesta, com as empresas operando em níveis abaixo da sua capacidade. Além disso, também contribuiu para o resultado da carga no período, o maior número de dias úteis quando comparado com maio.
“É importante destacar que, apesar da melhora do setor nesses últimos dois meses, a recuperação representa somente 60% do que foi perdido entre março e abril. De maneira geral, os resultados dos indicadores utilizados no processo de análise do comportamento da carga sugerem, embora ainda muito distantes dos níveis anteriores ao início da pandemia, que o pior momento tenha passado”, informou o ONS.
Maple Bear terá unidade em Itabuna e previsão de implantação em Ilhéus
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A Maple Bear, rede canadense de ensino bilíngue deverá aumentar a sua presença na Bahia com a abertura de franquias em municípios do sul e extremo-sul do Estado. Hoje, rede de ensino bilíngue está presente em Salvador e Camaçari, com 750 alunos na Educação Infantil e ensinos Fundamental e Médio. Unidades estão sendo concluídas em Itabuna, Alagoinhas, Barreiras, Feira de Santana e Luís Eduardo Magalhães.
A previsão é de abertura de unidades da rede de ensino em Ilhéus, Porto Seguro, Teixeira de Freitas e Juazeiro. A previsão é de investimentos de R$ 20 milhões e geração de 350 empregos diretos. Segundo a empresa, as negociações prosseguem com interessados em abrir uma unidade Maple Bear em Ilhéus, Juazeiro e extremo-sul do Estado.
Preocupada com a situação financeira de aposentados e idosos, a deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA) apelou ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, a inserção na pauta da casa de medidas que garantam a prorrogação do pagamento de empréstimos consignados.
Segundo ela, que é presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, se o benefício pode ser concedido aos bancos, pode também ser estendido aos que mais precisam de fôlego neste momento. “Em várias regiões do país, os aposentados e pensionistas do INSS são arrimos de família. Em muitos lares, são as únicas fontes de renda. Isso é visível, sobretudo, nas regiões Norte e Nordeste”, alerta Lídice.
Em março, o governo federal anunciou um pacote de R$ 1,2 trilhão em socorro para os bancos e instituições financeiras. “Enquanto uns têm muito, outros ficam sem nada”, finaliza a deputada.
Nesta quinta (16), fiscais do Departamento de Indústria e Comércio de Itabuna multaram 16 lojas, no centro de Itabuna, por estarem abertas depois das 15h. Além das multas os fiscais notificaram 6 estabelecimentos que estavam funcionando no sistema “meia porta”.
O diretor de Indústria e Comércio, Edvaldo Alves, disse que mesmo com as ocorrências, a medida está sendo obedecida pela maior parte das lojas. “São muitos estabelecimentos. Poucos locais infringem a determinação”, ponderou.
Já na quarta-feira (15) à noite, os fiscais multaram seis bares na região do Berilo, que fica na Mangabinha. “Em um dos bares, o dono fechou a porta assim que viu os fiscais. Mas chegamos a apreender três cadeiras, que estavam na calçada”, disse Edvaldo Alves.
Economia ao adotar política de qualidade do gasto na Bahia
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A Bahia teve queda de receita de R$ 1,5 bilhão no segundo trimestre deste ano na comparação com igual período de 2019, divulgou, há pouco, o secretário da Fazenda da Bahia (Sefaz-BA), Manoel Vitório. O cálculo foi feito englobando o arrecadado com os impostos e taxas estaduais e as transferências obrigatórias do Fundo de Participação dos Estados (FPE).
O impacto nas contas públicas tende a se amplificar, avalia o secretário da Fazenda do Estado, Manoel Vitório. “O pacote de ajuda federal foi desidratado nas discussões entre o congresso e a equipe econômica, o que na prática reduziu seu alcance, prolongando a situação de dificuldade que os Estados já vinham enfrentando antes da pandemia”, afirma Vitório.
Somente com o ICMS, o principal tributo do Estado, a perda foi de R$ 1,02 bilhão em comparação com os números de 2019. A segunda perda mais relevante ocorreu no FPE, cujos números registraram defasagem de R$ 395,8 milhões na comparação com o ano passado. As demais perdas dizem respeito a IPVA, ITD e taxas. Trata-se de valores brutos, ou seja, ainda sem considerar os repasses obrigatórios de 25% da receita com ICMS para os municípios e, no caso do FPE, de 20% para o Fundeb e de 1% para o Pasep.
COMBATE À PANDEMIA
Do lado das despesas, a pressão sobre as contas é intensificada pelos dispêndios crescentes para o combate à pandemia. A Bahia já contabiliza um gasto de R$ 812,5 milhões, havendo mais despesas projetadas para as próximas semanas, totalizando R$ 877 milhões. Os gastos ocorrem não apenas na área de Saúde, como em Educação, Justiça e Direitos Humanos, Administração Penitenciária, Administração e Segurança Pública, incluindo as polícias Militar e Civil e o Corpo de Bombeiros.
Após ter alcançado o menor patamar da série histórica no mês passado, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), medido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), registrou crescimento de 6,6% em julho, passando de 66,7 pontos para 69,3 pontos.
Foi o primeiro avanço mensal do indicador em quatro meses, desde o início da pandemia do novo coronavírus. Por outro lado, no comparativo anual, houve queda de 39,5%, segundo a CNC.
Mesmo com o resultado positivo em julho, o índice continua abaixo dos 100 pontos, na zona de avaliação pessimista, e 59 pontos abaixo do nível pré-crise.
Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, os comerciantes ainda sentem os efeitos do surto de covid-19. Segundo ele, de março até o fim de junho, os prejuízos do setor alcançaram R$ 240,8 bilhões.
“Apesar da reabertura gradual do comércio em algumas cidades, a paralisação da maioria das empresas durante a pandemia continua impondo reduções à atividade dos diferentes setores da economia, em especial ao comércio e aos serviços”, afirmou Tadros, em nota.
REVERSÃO DAS EXPECTATIVAS
O principal responsável pela alta do Icec em julho foi o indicador relativo às expectativas. Com crescimento mensal recorde de 21,1%, o subíndice chegou a 106,4 pontos, retornando para a zona positiva. “A alta ocorreu tanto em relação à economia (+25,1%) quanto em relação ao setor do comércio (+19,8%) e à própria empresa (+19,1%), refletindo o otimismo dos comerciantes para os próximos meses”, informou a CNC.
Já o item que mede a satisfação dos empresários com as condições atuais, seja da economia (-8,1%), do comércio (-6,5%), seja também da própria empresa (-7,6%), foi novamente o que mais se destacou de maneira negativa, caindo a 34,2 pontos, com retração mensal de 7,1%. A queda foi menos intensa do que as observadas nos últimos dois meses (-46,6% em junho e -26,5% em maio).
A economista da CNC responsável pela pesquisa, Izis Ferreira, destacou a dificuldade dos varejistas de menor porte no acesso ao crédito como um dos fatores para o resultado negativo, em relação ao desempenho da empresa.
“Garantias exigidas pelas instituições financeiras chegam a superar os valores das operações de crédito, o que tem dificultado o acesso aos recursos pelas empresas menores, prejudicando ainda mais o giro financeiro e comprometendo a capacidade de pagamento de despesas e de realizar investimentos”, afirmou.
O destaque positivo ficou por conta do aumento das intenções de contratar funcionários, após quatro meses de reduções intensas (+2,4%, atingindo 68 pontos). O índice, entretanto, está 56 pontos abaixo do nível pré-pandemia.
Loja do Sebrae na Paulino Vieira, em Itabuna || Foto Maurício Maron
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Após período crítico para manter os negócios em funcionamento, as micro e pequenas empresas brasileiras apresentaram sinais de pequena reação diante dos impactos da pandemia. Levantamento feito pelo Sebrae, em parceria com a FGV, no período de 25 a 30 de junho, constatou uma leve e gradual recuperação, com uma redução na queda média mensal do faturamento dos pequenos negócios.
Enquanto na primeira semana de abril, a perda média do faturamento chegou a 70%, no último levantamento esse percentual caiu para 51%. Apesar dessa pequena evolução, a pesquisa mostra também que a concessão de crédito para as pequenas empresas ainda não tem acompanhado o aumento significativo da procura desses negócios por empréstimos.
A pesquisa ouviu 6.470 participantes entre microempreendedores individuais (MEI), microempresas e empresas de pequeno porte. O levantamento aponta que desde o início da pandemia, 800 mil empresas conseguiram estancar a queda no faturamento. A proporção de pequenos negócios com redução no faturamento caiu de 89% para 84%, desde março, quando foi feita a primeira edição da pesquisa. Essa recuperação, entretanto não é igual para todos os segmentos. Alguns setores como o agronegócio, indústria alimentícia e pet shop/veterinária apresentam maior capacidade de retomada, ao contrário de setores mais diretamente afetados, como turismo e economia criativa.
“O estancamento na queda de faturamento sinaliza um tímido movimento de recuperação. Mas ainda estamos longe de vencer a crise. E sem o destravamento do dinheiro disponível nos bancos, essa retomada será extremamente lenta ou até fatal para os pequenos negócios, pois a reabertura implica em gastos e não necessariamente em demanda de clientes”, ressalta o presidente do Sebrae, Carlos Melles.
O levantamento do Sebrae também mostrou que 30% das empresas voltaram a funcionar desde o início da crise, adaptando-se ao novo cenário, intensificando a transformação digital dos negócios com o aumento das vendas online. Em dois meses, 12% das empresas fizeram a adaptação do modelo de negócio para o formato digital. Ao mesmo tempo em que houve um aumento de 37% para 44% das empresas que estão utilizando ferramentas digitais para se manterem em funcionamento, houve uma redução de 39% para 23% das empresas que afirmam que só podem funcionar presencialmente.
De uma forma geral, a pesquisa também mostra que houve uma redução na restrição de circulação de pessoas no período analisado, com queda de 63% para 54% nas medidas de quarentena (fechamento parcial) e lockdown (fechamento total). Por outro lado, observa-se que as regiões em que o nível de isolamento era menor, como Sul e Centro-Oeste, caminham agora em sentido contrário ao movimento nacional e tiveram que aumentar as medidas de isolamento. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a restrição subiu de 38% para 72% nos últimos 30 dias.
CRÉDITO
A 5ª edição da pesquisa do Sebrae mostra que houve, novamente, um aumento na proporção de empresas que conseguiram empréstimo, porém em um ritmo aquém do esperado (de 16% para 18%). Na contramão, o número de empresas que buscou empréstimos aumentou consideravelmente, principalmente entre as MPE.
Entre a 4ª e a 5ª edição da pesquisa, o percentual de empreendedores que buscaram crédito saiu de 39% para 46%. Entre os principais motivos para a recusa dos bancos está a negativação; sendo o CPF com restrição a principal razão pela não obtenção de crédito entre os MEI e a negativação no CADIN/Serasa, no caso das ME e EPP.
Confira abaixo outros dados da pesquisa
* O número médio de pessoas ocupadas nas empresas manteve-se (3,4) com redução (12% para 10%) na proporção de empresas que demitiram. O número médio de funcionários demitidos pelas empresas manteve-se (2,5).
* Cresceu (39% para 46%) a proporção de empresas que buscaram empréstimo. Já o crescimento da proporção de empresas que tiveram sucesso no pedido foi pequeno (16% para 18%).
* Houve uma Redução (63% para 54%) nas restrições de circulação de pessoas. No entanto, nas regiões onde essa restrição era menor no mês passado (Centro-Oeste e Sul), observa-se agora um aumento nas medidas de isolamento social.
* Foi verificado um aumento (45% para 59%) na proporção de empresas que mudaram sua forma de funcionar, e uma redução (43% para 29%) na proporção de empresas que haviam interrompido o funcionamento temporariamente.
* Cresceu (37% para 44%) a proporção de empresas que estão fazendo uso de ferramentas digitais para poder funcionar.
* Caiu (39% para 23%) a proporção de empresas que afirmam que só podem operar presencialmente.