
Não seria necessário lembrar que o Coronel Deputado tem uma longa história de serviços prestados às causas do autoritarismo e da ditadura.
Mal-assessorado ou mal-intencionado, sabe-se lá, o coronel, deputado Gilberto Santana, inventou um factoide certo de que isso pode render votos ao seu projeto de se tornar prefeito em Itabuna. A ideia mirabolante é tomar grande parte do território de Ilhéus, estendendo a fronteira itabunense para logo depois da Uesc (sentido Itabuna/Ilhéus). Da noite para o dia, seriam de Itabuna não somente os dois hipermercados, como também Ceplac, Uesc, Salobrinho, seus habitantes, bichos, rios e florestas.
Pode-se até imaginar uma reunião do deputado com sua assessoria como em uma cena do famoso desenho animado dos anos noventa, “Pink e Cérebro”, em que um dos personagens fricciona as mãos e diz: “qual a ideia genial para dominarmos o mundo hoje, chefe?”, no que o chefe dana a apresentar suas ideias mirabolantes que nunca dão certo.
O Coronel Deputado faz parte de uma comissão da Assembleia Legislativa encarregada de resolver exatamente litígios territoriais entre as cidades baianas. Ao inventar esse factoide, ele abre mão da condição de juiz e torna-se parte, o que o descredencia completamente para permanecer na comissão. Nesse caso, paira sobre o deputado uma suspeição, ele já tomou lado antes de concluir os trabalhos.














O jornalista e escritor Vercil Rodrigues foi escolhido esta semana para ocupar a cadeira de número 21 da Academia de Letras de Ilhéus, que ficou vaga em maio do ano passado com a morte do poeta Edgar Pereira de Souza.








