Justiça mantém prisões de esquema no judiciário baiano|| Foto Gil Ferreira/ CNJ
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O Ministério Público Federal (MPF) denunciou, na noite de sábado (2), a desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Lígia Maria Ramos Cunha, os filhos dele, Arthur e Rui Barata, além de outros três advogados. O grupo deve responder por organização criminosa. A denúncia é a sexta apresentada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) desde a deflagração da Operação Faroeste, em 2019.

A frente de investigação apura crimes como a participação de magistrados para beneficiar interessados em decisões como as que permitiram a regularização indevida de terras na região oeste do estado. Em contrapartida, os agentes públicos recebiam propinas milionárias.

No caso específico, detalhado na petição enviada ao relator do caso no STJ, o ministro Og Fernandes, os envolvidos são acusados de receber R$ 950 mil em vantagens indevidas em um esquema que incluiu decisões da desembargadora Lígia Cunha em quatro processos. Em três deles, a magistrada, que está presa preventivamente desde o dia 14 de dezembro, era a relatora.

Na denúncia, a subprocuradora-geral da República Lindôra Maria Araújo detalha a participação de cada um dos integrantes do esquema com base em provas obtidas durante as investigações preliminares. Parte dessas provas teve como ponto de partida informações e documentos entregues por Júlio César Cavalcanti Ferreira, que firmou acordo de colaboração premiada com o MPF.

Júlio Cesar contou aos investigadores como funcionava o esquema que, conforme relatou, teve início em agosto de 2015, com a promoção de Lígia Ramos para o cargo de desembargadora. A atuação criminosa do grupo persistiu até dezembro de 2020, mesmo com as sucessivas fases da Operação Faroeste. A denúncia menciona provas de que a magistrada atuou para obstruir as investigações, determinando, por exemplo, que uma assessora destruísse provas dos crimes. Além da desembargadora, dos filhos e de Júlio César, foram denunciados Diego Freitas Ribeiro e Sérgio Celso Nunes Santos.

PETIÇÃO

De acordo com a petição, quando atuava como assessor no TJ-BA, Júlio César foi procurado por Diego para que fizesse a prospecção de casos que poderiam ser negociados pelo grupo. Pelo trabalho, o então servidor recebia, em 2016, entre R$ 5 mil e R$10 mil. “Posteriormente, percebendo a lucratividade da missão, sua extensa rede de contatos no segundo grau de jurisdição e anseio de ficar rico, como seus comparsas, Júlio César coloca, no ano de 2018, sua própria banca de advocacia, ganhando, a partir de então, percentual sobre o valor da propina pactuada”, destaca um dos trechos do documento.

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Jovem foi morto neste sábado em Ilhéus
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A polícia tenta identificar os homens que assassinaram um jovem, no final da tarde deste sábado (2), em um bar, no Banco da Vitória, em Ilhéus. A vítima Caio Santos da Costa, de 20 anos, foi morta com vários tiros por volta das 17h30min.

Morador do Banco da Vitória, Caio foi atingido com, pelo menos, três tiros. Ele estaria armado com um revólver. Ainda não há informações se o rapaz era envolvido com facções criminosas. Esse foi o primeiro assassinato registrado em Ilhéus neste ano.

Chef de cozinha morreu eletrocutado em Trancoso
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O chef de cozinha Robson Santos da Silva, de 31 anos, foi sepultado neste sábado (2), no distrito de Trancoso, em Porto Seguro, no extremo sul da Bahia. Ele morreu eletrocutado, na cozinha do restaurante da Pousada El Gordo, onde trabalhava, em Trancoso, na noite de sexta-feira.

Uma máquina de gelo teria provocado uma descarga elétrica. Robson Santos chegou a ser levado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Trancoso, mas não resistiu. O chef trabalhava no estabelecimento há 10 anos. A polícia investiga o que causou o acidente.

De acordo com a polícia, o chef de cozinha recebeu a descarga elétrica e, logo depois, houve uma explosão e um princípio de incêndio na cozinha do estabelecimento. Outros funcionários da pousada também teriam sido atingidos, mas estariam fora de perigo.

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Bar famoso em Itacaré teve festa interrompida || Reprodução

Pipocam festas do “covidão” em vários municípios baianos, principalmente no litoral. Na madrugada desta quinta-feira (31), véspera de Ano Novo, a Polícia Militar acabou com a festa de mais de 700 pessoas em um dos paraísos do Litoral Sul do Estado, Itacaré.

Segundo o comando da 72ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) em Itacaré, a aglomeração de centenas de pessoas ocorreu no Bar Favela, no Centro. A maioria das setecentas pessoas estava sem máscara, conforme a PM.

Ainda de acordo com a PM, o DJ que se apresentava na festa da Covid-19 desligou o som assim que acionado pelas guarnições. Os clientes foram dispersados. A Polícia Civil convocará o responsável pelo estabelecimento comercial para prestar esclarecimentos.

Tribunal de Justiça da Bahia suspende fechamento de cartórios
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O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) denúncia contra a desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) Ilona Reis, e os advogados Marcelo Junqueira Ayres Filho, Fabrício Bôer da Veiga e Júlio César Cavalcanti Ferreira. Eles são acusados da prática dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e de pertinência em organização criminosa.

Segundo o apurado pelo MPF, os quatro pertenciam a um grupo criminoso cuja dinâmica era organizada em quatro núcleos: judicial, causídico, econômico e de defesa social. Este último foi criado depois, supostamente, para blindar os demais núcleos. Ilona Reis teve prisão temporária decretada em 14 de dezembro, e está presa preventivamente desde o último dia 19. Eles são investigados na Operação Faroeste.

“Os elementos probatórios reunidos durante as investigações revelam que ao menos quatro pessoas se associaram, com estabilidade e permanência entre setembro de 2019 e dezembro de 2020, com o objetivo de obter vantagens, sobretudo econômicas, mediante a prática de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro”, ressalta a denúncia do MPF.

A denuncia foi enviada na quarta-feira (30) ao STJ é e assinada pela subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo. De acordo com o MPF, os valores envolvidos na trama objeto da denúncia são estimados em R$ 800 mil, com pagamentos da ordem de R$ 300 mil em dinheiro com o objetivo de não deixar pistas da vinculação criminosa entre os integrantes da orcrim.

LÍDER DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA?

Conforme a denúncia, a organização criminosa montada pela desembargadora Ilona Reis, segundo relato e provas apresentadas por um colaborador, teve os advogados Marcelo Junqueira e Fabrício Bôer como principais operadores, cabendo ao colaborador pagar e confeccionar as decisões, dentro dos parâmetros ilícitos acordados entre os integrantes do grupo. Segundo o MPF, todos estavam ajustados para atuar em um organismo criminoso, e dispostos a fazer circular divisas ilícitas entre eles.

“Em linhas gerais, a desembargadora Ilona Reis teve atuação central na organização criminosa em questão, exercendo o comando do grupo. Não obstante, a subsistência do grupo criminoso dependia da articulação e operacionalização dos ilícitos, a qual se dava, majoritariamente, pelo intermediador Júlio César”, diz um dos trechos da denúncia.

Já o advogado Marcelo Junqueira tornou-se o operador da magistrada, agindo sob as ordens e atendendo os interesses dela, segundo o MPF. Foi apurado que ele negociava diretamente as decisões judiciais e atuava na operacionalização do recebimento dos valores em espécie pelo grupo criminoso, e que mantinha interlocução com Júlio César e Ilona Reis. Júlio era o responsável por redigir decisões judiciais, assinadas por Ilona, para beneficiar outro braço da organização criminosa que agia no Oeste baiano, liderado por Adailton Maturino. Veja mais detalhes em leia mais.

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Polícia identifica acusados de atirar em turista em Maraú
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A Polícia Civil informou, nesta quarta-feira (30), que identificou quatro acusados de atirar na turista catarinense Andreza Maestri, de 44 anos, durante uma tentativa de assalto na noite do último dia 23, na BA-001, em Maraú, no sul da Bahia. Um pedido de prisão preventiva já foi solicitado à justiça para um dos suspeitos.

De acordo com a polícia, os acusados são três menores e um adulto. Além da preventiva para o homem, foi pedido apreensão dos adolescentes, que participaram da tentativa de assalto, que acabou com a turista baleada. Em coma, ela ficou internada no Hospital Costa do Cacau, em Ilhéus, onde acabou falecendo na terça-feira (29).

Segundo a polícia, Andreza Maestri e marido dela, Luciano Cunha, fugiram dos bandidos que tentaram interceptar o carro. Como não conseguiram concluir o assalto, os marginais atiraram contra o carro e acabaram atingido a turista, que estava grávida de cinco meses.

Suspeitos de fazer parte de facção morrem em confronto com a polícia
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Dois suspeitos de fazer parte de uma organização criminosa morreram em um confronto com equipes da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Cacaueira e da 61ª (CIPM/Ubaitaba), no sul sul da Bahia, na manhã desta quarta-feira (30). Naturais de Gongogi e Ipiaú, os acusados eram conhecidos como Diego e Júnior. O confronto ocorreu no bairro Relíquia, em Ubatã.

A polícia informou que com o criminosos foram encontrados uma pistola calibre 380, uma espingarda calibre 12, 70 buchas e um tablete de maconha, uma quantidade de cocaína, duas balanças, oito cartuchos, um carregador e R$ 165. A dupla atingida durante confronto chegou a ser encaminhada para o Hospital Municipal de Ubatã, mas não resistiu aos ferimentos.

“Eles pertenciam a uma organização criminosa e disputavam ponto de tráfico. Também recebemos informações de que estavam ameaçando moradores na localidade”, relatou o subcomandante da Cipe Cacaueira, capitão Antônio Carlos dos Santos Silva Júnior.

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O 8° Batalhão da Polícia Militar encerrou mais um evento irregular, em Trancoso, distrito de Porto Seguro, na Bahia. A festa acontecia em um imóvel de luxo, na noite desta terça-feira (29), com a participação de cerca de 700 pessoas.

De acordo com informações, o imóvel pertence à cantora Elba Ramalho, que diz ter alugado a casa e não saber que lá seria promovido evento. No último sábado (26), outra aglomeração foi finalizada, também em uma casa de alto padrão, na mesma localidade.

Dessa vez, uma denúncia anônima levou as guarnições até o local. O evento, que segundo apuração inicial teve ingresso comercializado através de redes sociais, foi encerrado e o público dispersado.

O responsável pela festa ilegal foi identificado e será apresentado na Delegacia Territorial (DT) de Porto Seguro.

Menina é baleada em Ilhéus
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A Polícia Militar identificou dois dos suspeitos de participar de um tiroteio que atingiu uma menina de 10 anos, na quarta-feira (23),  no Alto Formoso,  no bairro da Conquista, em Ilhéus.  Os acusados seriam integrantes de uma facção criminosa que atua no sul da Bahia.

De acordo com a polícia, um dos acusados tem 19 anos e há dois anos foi apreendido depois de um confronto com policiais.  A PM não deu detalhe sobre o outro suspeito de participar do tiroteio de ontem. Eles estão sendo procurados.

A menina baleada foi levada para o Hospital Costa do Cacau, em Ilhéus, onde passou por cirurgia. Depois foi transferida para o Hospital Manoel Novaes, em Itabuna, onde está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Não há detalhes sobre o estado de saúde dela.

Empresário morto em Teixeira de Freitas|| Fotomontagem Liberdade News
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Dois homens suspeitos de envolvimento no homicídio do empresário Carlos Alberto dos Santos. O crime ocorreu no dia 12 passado, em Teixeira de Freitas. Os suspeitos tiveram os mandados de prisão temporária cumpridos, nesta quarta (23), numa operação da Delegacia Territorial no município do extremo-sul.

A dupla trabalhava no supermercado da vítima e furtou cerca de R$ 160 mil, segundo a Polícia Civil. As investigações apontam que os suspeitos mandaram matar o empresário para que ele não ficasse sabendo do roubo e os denunciasse à polícia.

A quantia de R$ 48 mil foi recuperada pelos investigadores e uma parte do valor roubado, foi usada por um dos criminosos para comprar um imóvel e mobiliá-lo. Aparelhos eletrônicos, um ventilador, um tapete e um par de sapatos, comprados com o dinheiro subtraído, também foram apreendidos na ação.

A polícia apura se outros três homicídios, ocorridos recentemente na cidade, têm relação com a morte do empresário. Após o cumprimento dos mandados, expedidos pela 1ª Vara de Execuções Penais e Júri da Comarca de Teixeira de Freitas, a dupla passou por exames de lesões e foi encaminhada para o sistema prisional.

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Durante transmissão ao vivo em redes sociais há pouco, o governador Rui Costa confirmou o juiz federal aposentado Ricardo César Mandarino como o novo secretário de Segurança Pública da Bahia. Ainda durante a live, o governador anunciou o delegado de Polícia Civil Hélio Jorge como subsecretário da SSP-BA. Já Heloísa Brito será a primeira mulher a ocupar o cargo de delegada-geral da Polícia Civil baiana.

O novo titular da SSP-BA foi apresentado pelo gestor baiano e lembrou que retorna ao estado em que atuou como delegado da Polícia Civil na década de 1970. “Tenho grande admiração pelo senhor [governador]. Não o conhecia pessoalmente”, disse o novo secretário, reforçando que trará sua experiência na área da Segurança Pública para o estado.

Hoje delegado-geral da Polícia Civil, Hélio Jorge está na Polícia Civil há 25 anos e já exerceu diversas funções na corporação, a exemplo da nova delegada-geral, Heloísa Campos Brito. A solenidade de posse do novo secretário, do subsecretário e da nova delegada-geral está prevista para a próxima segunda-feira (28).

OPERAÇÃO FAROESTE

Ricardo Mandarino substituirá Maurício Barbosa, exonerado do cargo junto com a chefe de Gabinete da SSP-BA, a delegada Gabriela Caldas. Maurício e a delegada foram afastados dos respectivos cargos pelo ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), sob a suspeita de terem se envolvido em um esquema de venda de sentenças por juízes e desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), intercedendo para ajudar um quase cônsul.

A defesa do agora ex-secretário diz confiar na justiça e que ele provará sua inocência. O mesmo diz a defesa da ex-chefe de Gabinete. O Ministério Público Federal chegou a pedir a prisão de Barbosa, mas o ministro-relator, do STJ, não viu materialidade que justificasse a prisão e determinou o afastamento do delegado de Polícia Federal do cargo no governo baiano pelo prazo de um ano.

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Um homem foi encontrado morto às margens da BR-101, na manhã desta quarta-feira (23), próximo a um posto de combustível, no bairro São Lourenço, em Itabuna. Ele foi identificado como Clodoaldo Santos Moreira, de 48 anos, morador do bairro Novo Horizonte.

Havia muito sangue ao redor da bicicleta que ele pedalava. Além disso, usava fardamento da empresa provedora de internet em que trabalhava. A vítima estaria a caminho do trabalho.

Peritos criminais do Departamento de Polícia Técnica (DPT) fizeram a perícia do local e recolheram o corpo da vítima para necrópsia. Somente depois da emissão do laudo cadavérico é que vai se saber se Clodoaldo foi vítima de homicídio ou atropelamento na pista da rodovia.

Os agentes não viram marcas de perfuração de bala no corpo. Mas notaram um machucado na cabeça da vítima e uma lesão no nariz, o que pode ter sido causado na queda ao chão.

Não foram encontrados indícios de acidente, já que a bicicleta estava sem arranhões. Uma guarnição da Polícia Rodoviária Federal (PRF) isolou o local onde o corpo foi encontrado até a chega dos peritos do Departamento de Polícia Técnica.

A Polícia Civil vai investigar o fato, já tendo aberto inquérito. Em exame mais detalhado no corpo, os peritos descobiram que a vítima foi atingida com um tiro na cabeça, possivelmente deflagrado no nariz. Atualizado às 15h57min.

Crivella usará tornozeleira eletrônica
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O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, ​​​​deferiu liminar, na noite desta terça-feira (22), que substituir a prisão preventiva do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), pela prisão em regime domiciliar, com o uso de tornozeleira eletrônica.

Além disso, o prefeito está proibido de manter contato com terceiros; terá que entregar seus telefones, computadores e tablets às autoridades; está proibido de sair de casa sem autorização e proibido de usar telefones.

As medidas cautelares são válidas até que o ministro Antonio Saldanha Palheiro, relator do habeas corpus impetrado pela defesa de Crivella, analise o mérito do pedido – o que deverá acontecer após o fim das férias forenses.

PRESO EM OPERAÇÃO

Acusado de envolvimento em esquema de propinas na prefeitura, Marcelo Crivella foi preso em casa na manhã desta terça por ordem de uma desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), que também o afastou do cargo.

O ministro Humberto Martins afirmou que a decisão da desembargadora fundamenta a necessidade de restringir a liberdade do político, mas não justifica a prisão preventiva.

“Não obstante o juízo tenha apontado elementos que, em tese, justifiquem a prisão preventiva, entendo que não ficou caracterizada a impossibilidade de adoção de medida cautelar substitutiva menos gravosa, a teor do artigo 282, parágrafo 6º, do Código de Processo Penal”, comentou o ministro, ressaltando que, segundo a jurisprudência do STJ, a prisão preventiva só não deve ser substituída por medidas cautelares diversas quando se mostrar imprescindível.

Martins mencionou que Marcelo Crivella integra o grupo de risco da Covid-19 e que também por esse motivo pode ter a prisão preventiva substituída pelo regime domiciliar, como orienta a Recomendação 62 do Conselho Nacional de Justiça.

HABEAS CORPOS

No pedido de habeas corpus, a defesa afirmou que a ordem de prisão é “teratológica” e pretende impor uma “punição antecipada” ao político, pois não fundamenta a necessidade da medida extrema, limitando-se a tecer considerações sobre o suposto envolvimento do prefeito nos crimes investigados. Além disso, os advogados lembraram que, como não foi reeleito, Crivella deixará o cargo em 1º de janeiro.

Esses fatos, para a defesa, tornam a prisão desnecessária, seja como garantia da ordem pública ou por conveniência da instrução penal. Alegaram ainda que a desembargadora que decretou a prisão não teria competência para tal ato, pois o TJ-RJ já estaria em recesso, cabendo ao presidente daquela corte decidir a respeito.

Segundo o presidente do STJ, a defesa não comprovou ilegalidades na atuação da desembargadora.

“Verifica-se que não foram trazidos aos autos elementos concretos que evidenciem que não estava a relatora em pleno exercício de suas funções no Primeiro Grupo de Câmaras Criminais de forma a autorizar a sua atuação em pleno recesso forense”, comentou Martins.

QG DA PROPINA

Marcelo Crivella foi uma das seis pessoas presas nesta terça-feira (22) em um desdobramento da Operação Hades, deflagrada para investigar um suposto “QG da Propina” na prefeitura do Rio.

Segundo o Ministério Público estadual, empresários pagavam propina para conseguir contratos com o município e também para receber mais facilmente os valores devidos pelos cofres públicos.

As investigações tiveram origem na colaboração premiada de um doleiro preso em um dos desdobramentos da Operação Lava Jato no Rio. O MP aponta o prefeito como líder da suposta organização criminosa, e o acusa ainda dos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

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Acusados de porte ilegal de armas Keila Souza, Cauê Souza e Luiz Henrique estão sendo investigados pela Polícia de Ipiaú. Eles foram presos na BR-330, no vilarejo do Passa com Jeito, naquele município.

Os dois homens e a mulher se envolveram em um acidente na manhã desta terça-feira, dia 22. Um outro homem se evadiu do local por um matagal e está sendo procurado pela Polícia Militar.

O quarteto ocupava um Corsa, emplacado em Itabuna, quando colidiu no quebra-molas da rodovia, no fundo de um outro veículo conduzido por um morador de Gongogi que viajava com destino a Ipiaú.

A princípio, o motorista do Corsa informou que não conhecia a estrada.

Keila, Cauê e Luiz Henrique sofreram escoriações e reclamavam de dores no tórax. Policiais militares desconfiaram realizaram revista no carro. Na bolsa da mulher foram encontrados dois revólveres.

Os três foram encaminhados ao Hospital Geral de Ipiaú pelo Samu-192. Em seguida foram apresentados na Delegacia Territorial pela guarnição da PM. Com informações do Giro Ipiaú.

Secretário Geraldo Magela confirmou que paciente é médico da rede pública
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Depois de depor na Delegacia da Polícia Federal (DPF), em Ilhéus, nesta terça-feira (22), o secretário municipal de Saúde, Geraldo Magela, disse que os funcionários e ele são os maiores interessados em que as acusações de fraude apuradas pela Operação Anoxia sejam esclarecidas.

“Não há irregularidades, salários foram pagos e o serviço está sendo executado na Central Covid”, disse Magela. “Pelas nossas contas não houve superfaturamento. Se ficar comprovado, a empresa vai ter que devolver,” garantiu em entrevistas às emissoras de TV.

Magela afirmou ainda que não está enxergando nenhuma falha de execução do contrato com a empresa acusada. Para ele, as denúncias surgiram no período que antecedeu a campanha eleitoral.

O secretário afirmou ainda que a empresa HSC executou o serviço e que pode haver diferença contábil de R$ 110 mil. “A gente quer ver o que é isto. Para nós não passa de erro contábil”, acrescentou, informando que há despesas ainda não lançadas nos sistemas.

“A diferença pode ser em decorrência de salários pagos a médicos, enfermeiros, psicólogos, técnicos de enfermagem. O que colocaram é que não tinha execução do contrato pela empresa. Mas todos viram que havia a Central Covid, o hotel, etc,” pontuou.

O titular da Saúde afirmou estar para tudo responder. Ele lembou que na época da denúncia houve processo licitatório, dispensa, etc. porque Ilhéus, juntamente com Salvador, lideravam os casos de novo coronavírus no estado.

“A gente precisava de fazer a central. Agora pedimos a documentação da CGU para ver os termos da denúncia para encaminhar a defesa. Vamos detalhar as despesas até para garantir a chegada dos recursos contra a doença”, concluiu.