João Celestino (em destaque) morreu após ser baleado numa fazenda em Prado || Fotos Redes Sociais
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Um indígena foi morto a tiro durante conflito fundiário em uma fazenda na zona rural de Prado, no extremo-sul da Bahia. Da etnia pataxó, ele foi identificado como João Celestino Lima Filho, de 50 anos.

João foi baleado na Fazenda Japara Grande, que fica dentro da Terra Indígena Comexatibá, reconhecida pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) desde 2015, mas ainda não demarcada pelo Estado brasileiro.

Segundo a polícia, cerca de 20 indígenas da Aldeia Reserva dos Quatis entraram na fazenda, na madrugada da sexta-feira (4), com o objetivo de retomar a área. No local, eles informaram que pretendiam dialogar com os ocupantes do espaço e, em seguida, iniciaram manifestações culturais diante da sede do imóvel, momento em quem foram surpreendidos por tiros disparados por dois homens que estavam dentro da residência.

João Celestino Lima Filho foi atingido na região abdominal e, mesmo ferido, entrou em luta corporal com um dos suspeitos, o que resultou na queda da arma ao solo. Logo depois, os suspeitos fugiram do local em um veículo e abandonaram pertences que não foram detalhados pela polícia. Ninguém foi preso.

A vítima foi socorrida e encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Prado, mas, devido a gravidade, foi transferida para o Hospital Regional Costa das Baleias, em Teixeira de Freitas, onde morreu na noite do sábado (5). Com G1.

Caminhões danificados após colisão na BR-101, em Camacan || Fotos Redes Sociais
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Uma colisão entre dois caminhões e um carro deixou duas pessoas mortas e uma ferida, na BR-101, em trecho de Camacan, no sul da Bahia. As vítimas que morreram foram identificadas como Cleidione Procópio Dias, de 31 anos, e Lucinei Pereira Santos, de 44.

A Polícia Rodoviária Federal registrou o acidente, que ocorreu na madrugada de sábado (5). Há suspeita de que um dos motoristas tenha tentado fazer uma ultrapassagem em local proibido.

Carro foi destruído no acidente || Foto Redes Sociais

Os corpos de Cleodinei e Lucimei foram levados para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Itabuna. A vítima ferida foi levada para um hospital da região. Não há detalhes sobre o estado de saúde dela.

Acidente ocorreu próximo à subida do Novo Ilhéus || Foto Ilhéus 24h
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Três estudantes foram atropeladas por um carro, nesta segunda-feira (7), na BA-262, na altura do Novo Ilhéus, em Ilhéus. Segundo informações, elas atravessaram a rodovia correndo na tentativa de embarcar em um ônibus para ir à escola, quando o veículo as atingiu.

Uma das vítimas sofreu fratura em um das pernas. Outra bateu a cabeça ao ser arremessada ao solo e chegou a ficar inconsciente. A terceira teve escoriações leves. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-192) levou as estudantes para o Hospital Regional Costa do Cacau.

O acidente ocorreu por volta das 6h15min. O motorista do carro ficou no local e prestou socorro às vítimas. O PIMENTA entrou em contato com a Polícia Rodoviária Estadual em busca de mais informações, mas, até o momento, a corporação não tem registro da ocorrência.

Dinheiro apreendido em Salvador, no endereços de um dos acusados de participar do esquema || Foto Divulgação PF
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A Polícia Federal cumpriu, neste sábado (5), em Ilhéus, mandado de busca e apreensão contra um empresário suspeito de envolvimento no esquema que movimentou, segundo investigações, R$ 1,4 bilhão por meio de contratos fraudulentos e obras superfaturadas. Os agentes visitaram endereços ligados a Samuel Franco, mais conhecido como Samuca, conforme o site Metrópoles.

O empresário do ramo imobiliário é ligado a Carlos André Coelho, ex-prefeito de Santa Cruz da Vitória, preso na segunda fase da Operação Overclean, deflagrada pela pela Polícia Federal e Controladoria-Geral da União (CGU). As irregularidades teriam ocorrido principalmente no Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), especialmente na Coordenadoria Estadual da Bahia (CEST-BA).

O grupo também é acusado de desviar recursos de outros órgãos públicos que contavam com o apoio operacional da organização criminosa. Dentre outros crimes, são suspeitos de corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça.

MANDADOS CUMPRIDOS EM OUTROS ESTADOS

As ações da terceira fase da Operação Overclean começaram na quinta-feira (3) para cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão em Salvador, São Paulo, Belo Horizonte (MG) e Aracaju (SE). Um dos alvos foi o ex-secretário de educação de Salvador Bruno Barral, que estava ocupando igual cargo na capital mineira. Ele foi afastado por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

Outro alvo da terceira fase da Operação Overclean na Bahia foi o empresário José Marcos Moura, acusado de usar a sua empresa de limpeza urbana no esquema. Conhecido como “Rei do Lixo”, José Marcos mantém relações pessoais, empresariais e políticas com liderança importantes no estado e é filiado ao União Brasil, com cargos nos diretórios nacional e baiano. Algumas dessas pessoas também mantêm ligação com o empresário Samuca. Da Redação com informações do Metrópoles.

Marcos "Japu" pede que perfil falso seja bloqueado
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O secretário de Turismo de Itacaré, Marcos Souza ‘Japu’, fez um alerta sobre o uso de sua fotografia, de forma indevida, em um perfil falso no Instagram. A imagem também mostra um dos filhos do gestor.

Segundo Japu, o perfil falso foi usado em tentativas de golpe financeiro. “É fake. Estão pedindo Pix. Por gentileza, denunciem no Instagram e bloqueiem esse perfil”, escreveu o secretário.

Bruno Barral é afastado da Secretaria de Educação de BH || Foto Redes Sociais
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A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (3), a terceira fase da Operação Overclean, que investiga suposto esquema de fraudes e superfaturamento de contratos públicos. Prefeituras baianas estariam entre as instituições prejudicadas pelas irregularidades, segundo a PF. A suspeita é de que os negócios movimentaram mais de R$ 1,4 bilhão.

O novo alvo da Operação é o secretário de Educação de Belo Horizonte, Bruno Barral, afastado hoje (3) do cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal. O investigado também foi secretário de Educação de Salvador, de setembro de 2017 a novembro de 2018, quando a capital baiana era governada pelo ex-prefeito ACM Neto, vice-presidente nacional do União Brasil.

Na nova investida, a PF revistou endereços ligados a Bruno nas capitais baiana e mineira. Com ele, os policiais encontraram o equivalente a R$ 120,8 mil em espécie, incluindo cédulas de dólar e euro. O dinheiro foi apreendido. Os agentes também apreenderam relógio de luxo, um Toyota Corolla, uma corrente de ouro, celulares e pen drives.

No total, o STF expediu 16 mandados de busca e apreensão. Além de Salvador e BH, foram cumpridos na cidade de São Paulo e em Aracaju (SE). A ação desta quinta-feira também mobilizou a Controladoria-Geral da União. Os crimes investigados são os de fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.

PRISÕES

As investigações indicam que Bruno Barral seria próximo de José Marcos de Moura, o “Rei do Lixo”, que chegou a ser preso em dezembro passado e deixou a cadeia no mesmo mês. O apelido remete à atuação do empresário no ramo de limpeza urbana. Moura seria um dos principais articuladores do suposto esquema.

Na primeira fase da Overclean, a PF apreendeu R$ 1,5 milhão em uma aeronave que estaria a serviço de Moura. Segundo a corporação, o dinheiro seria levado de Salvador para Brasília.

A segunda fase da Operação Overclean, deflagrada em dezembro de 2024, prendeu o x-prefeito de Santa Cruz da Vitória, no sul da Bahia, Carlos André de Brito Coelho, apontado como suposto operador financeiro e político do esquema, de acordo com a PF. Carlos é muito próximo de ACM Neto e do atual prefeito de Salvador, Bruno Reis, além de ser correligionário de ambos no União Brasil (relembre).

PMs foram presos em Ilhéus e Jequié || Foto MP-BA
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O Tribunal de Justiça da Bahia acatou recurso movido pelo Ministério Público Estadual e determinou uma nova prisão para três policiais militares. Os PMs haviam sido detidos em Ilhéus e Jequié durante operação deflagrada para o cumprimento de três mandados de prisão e 10 de busca e apreensão, mas foram soltos em janeiro deste ano por decisão da Vara Criminal de Jequié, no sudoeste do estado.

O recurso interposto pelo Grupo de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp) foi acatado pela Segunda Câmara Criminal do TJ-BA na sexta-feira (28), determinando a prisão preventiva dos policiais. Os mandados começaram a ser cumpridos nesta segunda-feira (31).

Os PMs foram presos pela primeira vez em dezembro do ano passado, no sudoeste baiano, durante a “Operação Choque de Ordem”, que investiga o envolvimento dos agentes na morte de Kailan Oliveira de Jesus, ocorrida em maio de 2023 no município de Jequié.  Além desse crime, dois policiais foram detidos em flagrante por posse de drogas, segundo o MP-BA.

A operação foi deflagrada pelo MP-BA, por meio do Geosp e do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), por meio da Corregedoria Geral da Polícia Militar e da Força Correcional Especial Integrada da Corregedoria Geral (Force).

RISCO PARA AS INVESTIGAÇÕES

A decisão da Segunda Turma considerou que o recurso demonstrou os riscos à ordem pública e à instrução criminal, uma vez que as apurações apontam para uso da estrutural estatal em prática de delitos, com ameaças a familiares da vítima e testemunhas dos fatos, tentativas de obstrução das investigações.

De acordo com o MP-BA, existem elementos apontam os PMs como suspeitos pelo assassinato de Kailan por motivo torpe, sem possibilitar chance de defesa. A vítima teria sido executada a tiros após ter a casa invadida e ser rendida. Durante a operação, dois dos PMs foram flagrados na posse de drogas ilícitas e armamento ilegal, conforme o Ministério Público Estadual.

Pastor evangélico morreu durante operação policial em Ilhéus || Foto Redes Sociais
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O Tribunal do Júri da Comarca de Ilhéus condenou, na quinta-feira (27), a 12 anos de prisão, o policial militar Ricardo Santos Ribeiro. Os jurados acataram a tese da acusação de que o PM foi responsável pelos disparos que mataram o pastor evangelístico Alisson dos Santos Rocha, de 30 anos. A vítima foi atingida durante uma operação policial no bairro Nossa Senhora, em Ilhéus, em junho de 2022. O julgamento ocorreu no Fórum Epaminondas Berbert de Castro. A defesa do PM irá recorrer da decisão.

Na época, a Polícia Militar informou que equipes da 69ª da Companhia Independente faziam operação na localidade conhecida como Tangerina para combater ação criminosa. Os agentes chegaram ao local depois que receberam denúncia de que bandidos estavam circulando armados e ameaçando moradores. Os policiais informaram que foram recebidos a tiros e revidaram.

Testemunhas relataram, na época, que Alisson dos Santos Rocha estava na porta da igreja evangelizando quando foi atingido. O pastor chegou a ser socorrido por equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos. Alisson era conhecido na comunidade pelas ações sociais que realizava. Ele também trabalhava como pintor.

Jeferson Alves foi morto a tiros, em janeiro, no São Pedro
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A Polícia Civil capturou, nesta quinta-feira (27), o homem suspeito de participar da execução a tiros do guarda municipal Jeferson Alves de Jesus, no início deste ano, em Itabuna. O investigado era alvo de mandado de prisão desde a época do crime, que foi cometido na manhã de 24 de janeiro, entre o bairro São Pedro, onde o servidor público morava, e o Góes Calmon.

O preso, segundo a investigação, pilotava a moto usada no crime. O mandante e autor dos disparos, já identificado, é alvo de busca da polícia.

Jeferson, conhecido como Son e Bico de Bule, tinha 63 anos e estava cedido à Defensoria Municipal (Assistência Judiciária Municipal). No momento do crime, ele conduzia uma moto a caminho do trabalho e levava a esposa na garupa. A mulher não foi atingida pelos disparos. A Polícia não divulgou hipótese sobre a motivação do homicídio.

UNUM CORPUS

O suspeito de assassinar Jeferson Alves foi um dos 20 presos no sul da Bahia ao longo da 15ª fase da Operação Unum Corpus, iniciada na segunda-feira (24) e encerrada hoje (27). Foram 682 presos em todo o estado, a maior parte por crimes contra a vida e tráfico de drogas.

“Entre os detidos, 160 são acusados de crimes contra a vida, 231 por tráfico de drogas, 63 por estupro, 75 por violência doméstica, 118 por crimes contra o patrimônio e 187 por outros delitos. As equipes também apreenderam 127 armas de fogo, 74 veículos e R$ 157 mil em espécie”, detalhou a Secretaria da Segurança Pública da Bahia em nota. Atualizado às 21h36min para acréscimo de informação.

ITABUNA: GUARDA MUNICIPAL É EXECUTADO A TIROS NO SÃO PEDRO

"Dona Maria" é acusada de ser a maior criminosa da Bahia || Foto Alberto Maraux/SSP
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A Justiça decretou, nesta quarta-feira (26), a prisão preventiva de Jasiane Silva Teixeira, conhecida como “Dona Maria”, apontada como uma das principais líderes do tráfico de drogas na Bahia. O mandado foi expedido pela Vara dos Feitos Relativos a Delitos de Organização Criminosa de Salvador.

“Dona Maria” é investigada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que a denunciou no último dia 20 por crime de lavagem de dinheiro. A decisão judicial determina que a acusada seja transferida de São Paulo para a Bahia.

Ela é acusada de comandar o tráfico de drogas e armas na região de Vitória da Conquista e outras áreas do sudoeste baiano. Além disso, ela é suspeita de ser sócia do Primeiro Comando da Capital (PCC) e de liderar o Bonde do Neguinho (BDN).

Jasiane foi presa em janeiro deste ano, em São Paulo, onde foi encontrada com R$ 66 mil, 10 celulares e documentos contábeis relacionados ao tráfico de drogas, ocasião em que ainda teria tentado destruir provas ao perceber a presença da polícia, conforme informou o Ministério Público da Bahia.

A prisão preventiva foi decretada para garantir a ordem pública e econômica, além de evitar que a acusada interfira na instrução criminal ou fuga da aplicação da lei. Jasiane integra o chamado ‘Baralho do Crime’ da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) e responde a quatro ações penais por crimes de homicídio e tráfico de drogas.

SUSPEITA DE LIDERAR UMA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

De acordo com o Gaeco, “Dona Maria” administrava facção criminosa de tráfico de drogas na região de Vitória da Conquista, sendo responsável pela contabilidade da Orcrim e dos seus fluxos de caixa.

As investigações apontaram que “Dona Maria” ocultava os lucros criminosos pulverizando os recursos em contas de diversas pessoas, mediante depósitos fracionados. Os valores, segundo o MP-BA, retornavam para ela mesma ou para outros membros da organização criminosa sem possibilidade de rastreamento pelos órgãos de controle financeiro e de persecução penal.

Segundo denúncia do Gaeco, “Dona Maria” lavava dinheiro oriundo do tráfico de drogas usando até a conta de sua filha menor de idade. A mulher nega os crimes. Ela seria casada com um líder uma facção criminosa.

PRESA MULHER APONTADA COMO LÍDER DE FACÇÃO NA BAHIA; DONA MARIA ESTAVA COM R$ 66 MIL

Delegado Nilton Tormes é exonerado da Depom || Imagem G1
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O governador Jerônimo Rodrigues (PT) publicou, nesta quarta-feira (26), a exoneração do delegado Nilton Tormes da coordenação do Departamento de Polícia Metropolitana de Salvador (Depom). O membro da Polícia Civil é suspeito de envolvimento no desvio de fuzis apreendidos durante uma operação, em 2024.

O delegado afirmou que recebeu o comunicado sobre o inquérito com surpresa e que vai colaborar com a investigação. Ele foi alvo de mandados de busca e apreensão.

A operação investiga o desvio de 14 fuzis apreendidos durante ação policial em julho de 2024, no bairro do Caji, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. A equipe policial que participou da ação informou que seis fuzis foram apreendidos, mas a denúncia indicou que havia pelo menos 20 armas do tipo no local, além de pistolas.

A denúncia ainda apontou o desaparecimento de joias e dinheiro que estavam no local alvo da ação. Na ocasião, os policiais também apreenderam uma metralhadora, mil munições, coletes balísticos e 10 quilos de pasta base de cocaína.

Bolsonaro é 1º ex-presidente réu por tentativa de golpe || Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) votou nesta quarta-feira (26) para que o ex-presidente Jair Bolsonaro se torne réu pelos crimes de golpe de Estado e tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito. A decisão foi unânime.

É a primeira vez que um ex-presidente eleito é colocado no banco dos réus por crimes contra a ordem democrática estabelecida com a Constituição de 1988. Esses tipos de crime estão previstos nos Artigos 359-L (golpe de Estado) e 359-M (abolição do Estado Democrático de Direito) do Código Penal brasileiro.

“Não há então dúvidas de que a procuradoria apontou elementos mais do que suficientes, razoáveis, de materialidade e autoria para o recebimento da denúncia contra Jair Messias Bolsonaro”, disse Moraes, relator do caso no Supremo, referindo-se à acusação apresentada no mês passado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O relator votou para que Bolsonaro também responda, na condição de réu no Supremo, aos crimes de organização criminosa armada, dano qualificado pelo emprego de violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. Se somadas, todas as penas superam os 30 anos de cadeia.

Até o momento, seguiram o relator os ministros Flávio Dino e Luiz Fux. Ainda devem votar a ministra Cármen Lúcia e o ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, colegiado composto por cinco dos 11 ministros do Supremo e onde tramita a denúncia sobre golpe.

Em seu voto, Dino buscou garantir que as defesas terão oportunidade de construir suas próprias narrativas, que serão levadas em consideração no momento adequado. “Justiça é diferente de justiçamento”, disse ele.

“Temos que aferir a conduta, uma a uma, independentemente do julgamento moral que tenhamos sobre a pessoa”, assegurou.

Fux destacou que o voto do relator detalhou ponto a ponto as condutas e crimes imputados a Bolsonaro e outros sete aliados. “Em relação à autoria e a materialidade, a procuradoria e o ministro Moraes legaram à turma e à sociedade tudo quanto nós precisávamos saber para o recebimento da denúncia”.

O ministro ressalvou, contudo, que durante o processamento da ação penal deverá apresentar divergências em relação ao cálculo das penas. “Confesso que em determinadas situações me deparo com uma pena exacerbada”, afirmou.

ACUSAÇÃO

Conforme a acusação da PGR, Bolsonaro tinha conhecimento do plano intitulado Punhal Verde Amarelo, que continha o planejamento e a execução de ações para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes.

A procuradoria também garante que o ex-presidente sabia da minuta de decreto com o qual pretendia executar um golpe de Estado no país. O documento ficou conhecido durante a investigação como “minuta do golpe”.

Em seu voto, Moraes afirma “não haver dúvidas” sobre conhecimento de Bolsonaro acerca do documento:

“Não há dúvida que o denunciado Jair messias Bolsonaro conhecia, manuseava e discutiu sobre a minuta de golpe”.

Qual a implicação desse conhecimento para o cometimento dos crimes imputados pela PGR deve ser ainda verificada durante a instrução da ação penal, disse Moraes. “A interpretação do fato vai ocorrer durante a instrução penal.”

No voto, Moraes frisou que o plano de Bolsonaro começou a ser posto em prática em julho de 2021, quando em uma transmissão ao vivo pela internet o ex-presidente “atacou as urnas eletrônicas sem nenhum fundamento e sem apresentar nenhum elemento concreto”.

O objetivo seria insuflar aliados e criar o clima para que Bolsonaro permanecesse no poder mesmo com derrota na tentativa de reeleição, em 2022, conforme narra a denúncia, destacou Moraes.

A denúncia “aponta o aumento da intensidade da agressividade de forma progressiva, integrando a execução de seu plano” autoritário, destacou Moraes.

OITO RÉUS

A maioria da Primeira Turma votou ainda para que mais sete aliados de Bolsonaro se tornem réus na mesma ação penal sobre o golpe. Todos compõem o chamado “núcleo crucial” da denúncia. São eles:

Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022;
Augusto Heleno, general do Exército e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência – Abin;
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa;
Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

DETALHAMENTO

Em um voto longo, com mais de uma hora e 40 minutos de duração, Moraes recorreu a vídeos, tabelas e estatísticas para rebater cada uma das oito defesas. Ele começou por destacar a violência dos atos golpistas do 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas por apoiadores de Bolsonaro.

Um vídeo com cenas da “batalha campal”, como descreveu o ministro, foi colocado durante a sessão da Primeira Turma do Supremo, colegiado responsável por julgar o caso. Para rebater as alegações de falta de provas, Moraes apresentou, na parte final de seu voto, uma tabela relacionando dos os atos apontados pela PGR como criminosos e todas as provas documentais colhidas pela Polícia Federal (PF).

Para Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, “descreveu satisfatoriamente os fatos típicos ilícitos, com todas as circunstâncias, dando aos acusados o amplo conhecimento dos motivos e das razões pelas quais foram denunciados”.

O ministro destacou que o julgamento desta quarta tem por objetivo somente verificar se há indícios materiais suficientes para se abrir uma ação penal, na qual as defesas terão a plena oportunidade de construir suas próprias narrativas sobre os fatos apresentados pela acusação. Da Agência Brasil.

Leandro foi morto a tiros no Hernani Sá || Foto Fábio Roberto Notícias
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Criminosos assassinaram um jovem a tiros, na noite desta terça-feira (25), no Hernani Sá, bairro da zona sul de Ilhéus. Ao PIMENTA, a Polícia Civil informou que a vítima foi identificada como Leandro Batista dos Santos, de 25 anos. Um homem de 41 anos, que estava com Leandro, também foi baleado, mas sobreviveu.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-192) prestou os primeiros socorros à segunda vítima e a levou para o Hospital Regional Costa do Cacau. Não há detalhes sobre o estado de saúde dela.

De acordo com a Polícia Civil, os crimes foram praticados por dois homens, que utilizaram uma motocicleta para fugir. A 7ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin) instaurou inquérito para investigar a autoria e a motivação do homicídio e da tentativa de homicídio.

“Oitivas e diligências estão em andamento para esclarecer o caso. As guias perícias foram expedidas e o corpo de Leandro removido pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT)”, acrescentou a corporação em nota enviada ao site.

Delegado Nilton Tormes é investigado pela Polícia Civil || Imagem G1
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A Polícia Civil da Bahia investiga a suspeita de envolvimento de um membro da corporação no desvio de fuzis apreendidos durante operação deflagrada em 2024. O delegado Nilton Tormes, coordenador do Departamento de Polícia Metropolitana de Salvador (Depom), passou a ser investigado após uma denúncia à Corregedoria da instituição.

O delegado afirmou que recebeu o comunicado sobre o inquérito com surpresa e que vai colaborar com a investigação. Na última sexta-feira (21), a Polícia cumpriu mandados de busca e apreensão para apurar a denúncia feita à Corregedoria.

A operação investiga o desvio de 14 fuzis apreendidos durante ação policial em julho de 2024, no bairro do Caji, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. A equipe policial que participou da ação informou que seis fuzis foram apreendidos, mas a denúncia indicou que havia pelo menos 20 armas do tipo no local, além de pistolas.

A denúncia ainda apontou o desaparecimento de joias e dinheiro que estavam no local alvo da ação. Na ocasião, os policiais também apreenderam uma metralhadora, mil munições, coletes balísticos e 10 quilos de pasta base de cocaína. Com G1.

Titular da PGR, Paulo Gonet lê resumo de denúncia em sessão do STF || Imagem TV Justiça
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A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal de início, nesta terça-feira (25), ao julgamento da denúncia contra oito acusados de tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e outros crimes, inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). De acordo com a Procuradoria-Geral da República, Bolsonaro e os outro setes denunciados formaram o núcleo central da intentona golpista.

Caso aceite a denúncia, o STF tornará réus Bolsonaro; Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022; general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional; Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa; e Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Além do crime de organização criminosa armada e tentativa de golpe de estado, eles são acusados de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; dano qualificado pela violência e grave ameaça; e deterioração de patrimônio tombado. A soma das penas pode chegar a até 36 anos de prisão.

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro negou as acusações, alegou não ter tido acesso total às provas e solicitou que o plenário – e não a 1ª Turma – do STF julgue o caso. Também pediu a anulação da colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid e o afastamento dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino do processo.

A TV Justiça transmite a sessão de julgamento no seu canal no YouTube.