MP-BA deflagra a Operação Sordidae Manus || Foto MP-BA
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O Ministério Público da Bahia deflagrou, nesta quarta-feira (24), a Operação Sordidae Manus, que investiga um capitão da Polícia Militar e empresários. O oficial da PM e outra pessoa foram presos de forma preventiva. Eles teriam agido em conluio para atrapalhar operações policiais contra comerciantes de Porto Seguro e outras cidades do extremo-sul baiano, informa o MP-BA.

Os investigadores também cumpriram 12 mandados de busca e apreensão em Ilhéus, no sul do estado, Santa Cruz Cabrália, Eunápolis e Porto Seguro. As ordens partiram da Vara de Auditoria Militar de Salvador e da Vara Criminal de Santa Cruz Cabrália. Além do MP, a Operação mobilizou equipes da Secretaria da Segurança Pública da Bahia, da Corregedoria da PM e da Força Correcional Especial Integrada.

De acordo com o Ministério Público, o capitão da PM teria retardado ou deixado de praticar seu dever de policial, inclusive avisando a comerciantes sobre operações da Polícia Militar, para evitar abordagens, possíveis apreensões e flagrantes contra os suspeitos. Apontado como líder da organização criminosa, o policial teria recebido valores indevidos de empresários, comerciantes, pessoas com litígios de terra e políticos de Santa Cruz Cabrália, Porto Seguro e outros municípios.

O capitão é investigado pelos crimes de prevaricação, associação criminosa, corrupção passiva, concussão (exigir vantagem indevida em razão da função pública), ameaças, receptação, extorsão, lavagem de dinheiro, peculato, dentre outros. Já os comerciantes vão responder por corrupção ativa.

Trabalhadores viviam em alojamento precário, segundo MPT || Foto MPT
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Força-tarefa resgatou 11 pessoas em uma fazenda na zona rural de Ituaçu, município do sudoeste da Bahia. De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), os trabalhadores atuavam na colheita de café da Fazenda Ouro Preto e estavam submetidos a regime de trabalho análogo à escravidão.

Além do MPT, a operação da última sexta (19) mobilizou auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego e agentes da Polícia Federal. Os resgatados, assim como outros quatro trabalhadores que deixaram o local antes da chegada dos fiscais, receberam as verbas rescisórias e foram encaminhados de volta para suas casas, no município de Caetanos, também no sudoeste baiano.

O grupo trabalhava sem registro em carteira de trabalho e vivia em alojamento precário, exposto a riscos de acidente e de adoecimento por falta de equipamentos de proteção coletiva e individual. Além do dinheiro pago pelo dono da fazenda, os trabalhadores vão receber o seguro-desemprego especial para vítimas do trabalho escravo.

Após a fiscalização conjunta identificar as condições degradantes de alojamento, a ausência de equipamentos de proteção, como botas, luvas e até calçados, já que alguns trabalhavam de sandálias, o grupo foi retirado da fazenda e encaminhado de volta ao município de Caetanos. O empregador bancou os custos do transporte e da rescisão dos contratos de trabalho.

NEGOCIAÇÃO DE ACORDO

O Ministério Público do Trabalho ainda negocia com o proprietário da fazenda a assinatura de termo de ajuste de conduta. Caso seja concretizado, o acordo será a garantia de que o empregador não mais usará mão de obra análoga à de escravos, sob pena de pagamento de multas.

Também é discutido valor para que o fazendeiro indenize a sociedade pelos danos morais causados. As negociações vão prosseguir durante a semana. Caso não haja acordo, o MPT poderá mover ação civil pública na Justiça do Trabalho.

Mangabeira foi indiciado por importunação sexual
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A Polícia Civil informa que o médico Antônio Mangabeira, ex-candidato a prefeito de Itabuna, é alvo de 21 queixas registradas na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher. As denunciantes dizem ter sofrido abuso sexual durante consultas com o oncologista.

A denúncia da agente comunitária de saúde Romilda Moura contra o médico veio a público na terça-feira da semana passada. No mesmo dia, a empresária Carlessandra Pereira afirmou que o depoimento de Romilda a encorajou a falar publicamente de sua acusação contra Mangabeira, feita ao Ministério Público no ano passado. Depois delas, mais 19 mulheres procuraram a Polícia e denunciaram o profissional de saúde.

Filiado ao PL do ex-presidente Jair Bolsonaro e principal liderança do bolsonarismo em Itabuna e região, Antônio Mangabeira França quebrou o silêncio sobre as acusações nesta terça-feira (16). “Deus no controle de tudo, agradeço as inúmeras mensagens de apoio, a verdade prevalecerá”, escreveu o médico em uma rede social.

Também nesta terça (16), a Justiça negou pedido liminar dos advogados de Mangabeira, que moveram ação para retirar das redes sociais publicações da advogada Úrsula Catarine Matos (veja mais aqui).

Alvos são investigados por fraudes ao seguro DPVAT || Foto PF
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Nesta quarta-feira (17), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços de Itabuna. As medidas fazem parte das investigações da Operação Lesão Fake, que apura fraude no recebimento de seguro DPVAT, o Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito.

De acordo com a Polícia Federal, a Caixa Econômica Federal suspeitou de crimes de apropriação indébita e ou estelionato em transações ligadas ao DPVAT e encaminhou as informações para a PF. A suspeita é de que os investigados tenham forjado lesões sofridas em acidentes automobilísticos para obter o seguro de forma indevida.

A PF informa, em nota, que as condutas delituosas abrangeram um grande número de pedidos de indenização por acidentes de trânsito. Para isso, os investigados usavam documentos falsos, acrescentou. Os suspeitos, ainda segundo a Polícia Federal, usaram a documentação falsa para endossar informações enviadas ao banco público por meio do aplicativo DPVAT Caixa. Os nomes dos alvos dos mandados de busca e apreensão não foram divulgados.

Antônio Mangabeira: "a verdade prevalecerá" || Foto Divulgação
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O médico e ex-candidato a prefeito de Itabuna Antônio Mangabeira (PL) se manifestou, pela primeira vez, sobre as denúncias de pacientes que afirmam ter sofrido abuso sexual durante consultas com ele, na clínica Oncosul. Os casos vieram à tona na terça-feira da semana passada (9).

“Deus no controle de tudo, agradeço as inúmeras mensagens de apoio, a verdade prevalecerá”, escreveu o médico, hoje (16), em uma rede social.

A mesma publicação parafraseia um provérbio bíblico. “Não acredite de imediato no que te falam, examine sempre os dois lados da moeda. Porque a primeira pessoa a falar a história dela vai parecer que tem razão, até que a segunda venha e se defenda, desmascarando a mentira”, diz o texto compartilhado pelo investigado.

De acordo com a 6ª Coordenadoria de Polícia Civil do Interior, com sede em Itabuna, no total, seis mulheres registraram queixa contra Mangabeira.

DERROTA JUDICIAL

O juiz André Britto, da 3ª Vara Cível de Itabuna, negou pedido de censura movido por Mangabeira na tentativa de retirar das redes sociais publicações da advogada Úrsula Catarine, que compartilhou informações sobre denúncias de assédio sexual feitas por várias mulheres contra o médico.

O PIMENTA teve acesso à decisão do magistrado, que foi publicada hoje (16) e negou liminar para a retirada das postagens.

“No presente caso, a parte autora alega que as postagens realizadas pela primeira demandada transmitem a mensagem de que o demandante já é culpado por crimes que ainda estão em fase de investigação policial, não havendo qualquer condenação penal contra ele. Analisando os documentos apresentados, verifica-se que não há prova inequívoca de que o conteúdo das postagens excede os limites da liberdade de expressão ao ponto de configurar abuso. As postagens referem-se a investigações e acusações, e o direito à crítica, especialmente em temas de interesse público, é parte integrante do debate democrático”, escreveu o juiz.

Homem é assassinado em Buerarema || Foto Leandro M800/Wikipedia
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A Polícia Civil tenta identificar e prender os homens que invadiram uma casa nesta segunda-feira (15), em Buerarema, e assassinaram Palmieres dos Santos Batista, de 36 anos, com vários tiros. A esposa da vítima, que está grávida, presenciou o crime.

A casa fica no bairro Santa Helena, às margens da BR-415. O grupo, formado por quatro atiradores, chegou à residência à noite e conseguiu arrombar o portão do imóvel. Há indícios de que Palmieres estava armado e tentou se defender, atirando contra os invasores. Um dos disparos que pode ter sido feito pela vítima atingiu a porta da cozinha.

A Polícia Militar foi ao local, mas os criminosos já tinham fugido. Além dos disparos, os bandidos fizeram dois cortes profundos em uma das pernas de Palmieres. A suspeita é de que tenham tentado mutilar o membro. O Departamento de Polícia Técnica de Itabuna recolheu o cadáver para perícia. Não há informações sobre o estado de saúde da esposa da vítima.

A Polícia Civil informou, em nota, que a 6ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior apura as circunstâncias, autoria e motivação do homicídio. “As guias para remoção e perícia foram expedidas e oitivas e diligências são realizadas para esclarecer o crime”, acrescentou.

Alan foi visto pela última vez no São Domingos || Foto Redes Sociais
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A família de Alan Carlos, de 14 anos, morador do São Domingos, na zona norte de Ilhéus, não tem notícia do adolescente desde sábado (13). Ele foi visto pela última vez em gravação de câmera de segurança feita por volta das 16h40min do mesmo dia. Estava de bicicleta e pedalava no acostamento da BA-001, sentido Itacaré.

Morador do mesmo bairro, o músico Cijay fez um apelo em busca de informações do vizinho. “A gente fica na expectativa de que ele apareça o mais breve possível e em segurança”, escreveu o artista na rede social em que compartilhou a imagem de Alan Carlos.

O desaparecimento foi registrado na Polícia Civil. Informações sobre o paradeiro de Alan podem ser comunicadas pelo telefone (73) 9 8899-7596.

Homicídio foi cometido em janeiro de 2023, na Av. Itabuna
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Do PIMENTA

O Tribunal do Júri de Ilhéus condenou Orlando Teixeira do Carmo pelo homicídio de Rodrigo Souza Santana, de 44 anos, cometido no ano passado, na mesma cidade.  Segundo o Conselho de Sentença, Orlando é o homem que, na manhã de 25 de janeiro de 2023, entrou no local onde a vítima dormia, no antigo estabelecimento de uma concessionária de veículos, na Avenida Itabuna, portando um galão.

Conforme a acusação, Orlando jogou combustível no corpo da vítima e ateou fogo. Nas imagens, é possível ver Rodrigo correndo desesperado, com o corpo em chamas. Ele sofreu queimaduras profundas, foi levado para o Hospital Regional Costa do Cacau, em Ilhéus, e transferido para o Hospital Geral do Estado, em Salvador, onde faleceu no dia 2 de fevereiro do ano passado.

De acordo com as investigações que embasaram a denúncia do Ministério Público e a decisão desta quinta-feira (11), Orlando agiu para se vingar de Rodrigo, que teria furtado uma peça de caminhão do estabelecimento comercial do réu.

O motivo e o meio empregado no crime, considerado cruel, levaram o Júri a condenar Orlando Teixeira do Carmo por homicídio qualificado. O juiz Gustavo Henrique Almeida Lyra, presidente do Júri, fixou a pena em 18 anos e 9 meses de reclusão e decidiu manter o condenado na cadeia. Ele já estava preso, de forma preventiva, desde julho de 2023 (relembre). Confira a íntegra da sentença.

Sede da 7ª Coorpin, em Ilhéus || Foto Joá Souza/GovBA
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O Governo do Estado publicou, nesta quinta-feira (11), o Decreto Nº 22.264/2024, que remaneja a sede da Delegacia de Proteção Ambiental de Itabuna para a vizinha Ilhéus. O mesmo ato transferiu a Depam de Morro de Chapéu para Barreiras, no oeste baiano.

Sediada no município, a 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin) ganhou novas instalações, na Avenida Governador Roberto Santos (Av. Esperança), mas a publicação não detalha o endereço onde a Depam funcionará em Ilhéus.

O decreto também formalizou a integração das delegacias ambientais de Caravelas, no extremo-sul da Bahia, e de Salvador ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic).

Oncosul divulga nota sobre acusações contra Antônio Mangabeira || Foto Divulgação
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A clínica Oncosul, em Itabuna, divulgou nota sobre as denúncias de abuso sexual contra um de seus sócios, o médico e ex-candidato a prefeito Antônio Mangabeira (PL). Assinado pela direção da clínica, o texto manifesta repúdio a qualquer forma de assédio e reafirma o compromisso do estabelecimento com a ética e a transparência.

“Estamos colaborando integralmente com as autoridades competentes para a investigação dos fatos, que devem ser apurados pelas instâncias legais, sempre com respeito ao contraditório e ampla defesa”, acrescenta a nota divulgada nesta quarta-feira (10).

Dirigindo-se aos pacientes da Oncosul, a direção da clínica assegura que adotará medidas para preservar a integridade e a confiança de todas as pessoas que buscam atendimento na unidade. Antônio Mangabeira ainda não se pronunciou sobre as acusações.

ALIADO SE MANIFESTA

Correligionário de Mangabeira, presidente municipal do PL e pré-candidato a prefeito de Itabuna, Francisco França (Chico) comentou o caso durante almoço com empresários, nesta quarta (10). Disse que não aceita e repudia qualquer tipo de violência contra a mulher e ponderou que o direito ao contraditório deve ser considerado. Até o momento, Antônio Mangabeira não se pronunciou sobre as acusações.

A íntegra da nota da Oncosul

NOTA OFICIAL

Com mais de 35 anos de atuação, a Oncosul conta com um vasto corpo clínico e uma equipe de funcionários comprometidos com o bem-estar e a dignidade humana. Repudiamos veementemente qualquer forma de assédio e reafirmamos nosso compromisso com a ética e a transparência. Estamos colaborando integralmente com as autoridades competentes para a investigação dos fatos, que devem ser apurados pelas instâncias legais, sempre com respeito ao contraditório e ampla defesa.

Aos nossos pacientes, podemos assegurar que as medidas apropriadas serão tomadas, para preservar a integridade e a confiança de todos os que buscam os nossos serviços.

A Direção.

Adriano foi preso pelo feminicídio de Bárbara, cometido em SP || Fotomontagem PIMENTA
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Policiais da 6ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin) cumpriram mandado de prisão contra um homem acusado de feminicídio cometido em 26 de junho passado, na cidade de Itupeva, em São Paulo. De acordo com a Polícia Civil da Bahia, Adriano Santos Santana matou a ex-companheira, Bárbara Santos Tranquilli Santana, de 33 anos, a golpes de faca e fugiu para Itabuna, no sul do estado, onde foi detido nesta quarta-feira (10).

Bárbara e Adriano se separaram no começo de junho. Os investigadores tiveram acesso a imagens de câmeras de segurança da noite do crime. Elas mostram Bárbara conduzindo sua motocicleta no bairro Santa Júlia, em Itapeva, quando um carro bate na traseira do veículo dela e a derruba. Segundo as investigações, Adriano é o homem que desce do automóvel, persegue a vítima e a golpeia várias vezes com uma arma branca. A mulher morreu no local. O assassino voltou para o carro e fugiu.

Trabalhando em parceria, policiais civis paulistas e baianos descobriram que Adriano estava escondido na casa de familiares no bairro Santo Antônio, na cidade do sul da Bahia. O suspeito passou por exame de corpo de delito e foi levado para o Conjunto Penal de Itabuna.

O corpo de Bárbara Santos Tranquilli Santana foi sepultado no dia 27 de junho, no Cemitério Municipal de Itapeva. Ela deixou os dois filhos que teve com Adriano.

Mangabeira é acusado de abuso sexual por Romilda e Carlessandra (à dir.) || Imagens TV Santa Cruz e OziTV
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O médico Antônio Mangabeira, ex-candidato a prefeito de Itabuna e principal nome do bolsonarismo no sul da Bahia, é alvo de acusações de abuso sexual. As denúncias partiram de duas mulheres, Romilda Souza e Carlessandra Pereira, que afirmam ter sido abusadas pelo profissional de saúde no Centro Médico Hospitalar Oncológico (Oncosul), em Itabuna.

Após ser atendida pelo médico, nesta terça (9), a agente comunitária de saúde Romilda Souza de Jesus, de 51 anos, foi à Polícia Civil e registrou ocorrência contra Mangabeira. A mulher afirma que, mesmo tonta, sentiu o médico tocar seu corpo de maneira diferente.

“Deu a impressão de que ele tinha me beijado”, disse a paciente em entrevista à TV Santa Cruz. “Sentei de frente para ele e vi o jaleco dele melado de batom”, acrescentou. Isso ocorreu na segunda consulta, conforme a paciente, que, como estava tonta, ficou em dúvida sobre a conduta do médico.

Ontem (9), no terceiro atendimento, Romilda chegou à conclusão de que havia algo errado. “Nesse ato desse exame, ele começou os abusos. Aí foi pegando nos meus seios, nas minhas partes íntimas, em todas as partes íntimas, e me beijou”, acusou.

SEGUNDA DENÚNCIA

A empresária Carlessandra Pereira diz que tomou coragem para falar à imprensa após ver o depoimento de Romilda. A comerciante declarou à OziTV que Antônio Mangabeira a abusou na mesma clínica, no ano passado. “Na primeira consulta, ele me assediou”. Na época, ela registrou ocorrência na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) e no Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA).

Candidato a prefeito de Itabuna pelo PDT em 2016 e 2020 e a deputado federal pelo PL em 2022, o médico Antônio Mangabeira ainda não se manifestou sobre as acusações.

REAÇÃO

O Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias do Sul da Bahia divulgou nota de repúdio ao comportamento atribuído ao médico.

“O Sindiacs/ACE condena veementemente qualquer forma de violência, assédio ou abuso, especialmente quando praticado por profissionais que deveriam zelar pela saúde e bem-estar da comunidade. A atitude do referido médico é absolutamente inaceitável e fere os princípios éticos e morais que devem nortear a conduta de todos os profissionais da saúde”, diz o documento assinado pelo presidente da entidade, Roberto Lima.

O dirigente sindical afirma que o ato não pode ficar impune e diz esperar as medidas cabíveis das autoridades competentes. “Solidarizamo-nos com a colega Romilda e com todas as vítimas de violência e assédio, e reiteramos nosso empenho em combater essas práticas deploráveis”, conclui.

Motorista de EcoSport teria causado acidente na BR-101, em Itapebi || Foto Redes Sociais
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A Polícia Civil da Bahia prendeu motorista envolvido em acidente que matou duas pessoas e deixou terceira vítima em estado grave, na BR-101, em Itapebi, no extremo-sul do estado. O carro dirigido por Vivaldo Costa Santos, um Ecosport, bateu de frente no veículo em que viajavam três irmãos.

Flávio Santos Souza, de 42 anos, e Franklin Alves de Souza, 40, morreram no local. A irmã deles, Francielle Rodrigues de Souza, 23, foi levada para o Hospital Regional de Eunápolis, em estado grave. Eles moravam no Espírito Santo e voltaram para o estado vizinho após o sepultamento do pai, em Santa Luzia, no sul do estado.

O acidente ocorreu no sábado (6). Depois de inspecionar o local e ouvir testemunhas, a Polícia decidiu prender Vivaldo em flagrante. Também ferido no acidente, ele está sob custódia no Hospital Regional de Eunápolis.

Vivaldo é suspeito de provocar a colisão ao tentar fazer ultrapassagem em local proibido. Na manobra, o motorista teria invadido a mão contrária e provocado a batida no carro dos irmãos. Com G1

Gilmar Sodré foi preso nesta segunda-feira (8) || Fotomontagem PIMENTA
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A Polícia Federal cumpriu, nesta segunda-feira (8), mandado de prisão contra o ex-vereador ilheense Gilmar Sodré. Ele foi preso em Ilhéus e encaminhado para o Conjunto Penal de Itabuna.

Ao PIMENTA, a Polícia Federal informou que a prisão foi efetuada por determinação da Justiça Estadual. Após ser absolvido em 2015, pela 1ª Vara Criminal de Ilhéus, Gilmar foi condenado em 2016, pelo Tribunal de Justiça da Bahia, por estupro de vulnerável. O crime teria sido cometido em outubro de 2007, em Ilhéus, contra uma garota de apenas 13 anos na época.

O processo penal contra Gilmar transitou em julgado, em 2019, após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele foi condenado a sete anos de reclusão, em regime semiaberto.

De acordo com a PF, a ordem de prisão partiu da Vara de Execuções Penais de Itabuna e foi cumprida em ação integrada de força-tarefa que também reúne as polícias Civil e Militar.

Polícia conclui que Hyara foi morta pelo marido || Foto Redes Sociais
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A Polícia Civil da Bahia concluiu as investigações sobre o assassinato de Hyara Flor dos Santos Alves, de 14 anos, cometido no dia 6 de julho de 2023, em Guaratinga, no extremo-sul baiano. Após laudos periciais, os investigadores decidiram indiciar o marido da vítima, também adolescente, pelo ato infracional análogo ao crime de feminicídio.

De acordo com o Departamento de Polícia Técnica da Bahia (DPT), o perfil do adolescente, que hoje tem 16 anos, foi identificado na arma do crime. Como resultado da apuração da Polícia Civil, há um mandado de busca e apreensão em desfavor do jovem, que ainda não foi localizado, informa a força de segurança em nota enviada ao PIMENTA.

O adolescente chegou a ser detido no ano passado, em Vitória (ES), mas foi liberado menos de um mês depois. A conclusão do inquérito descarta a hipótese segundo a qual o cunhado de Hyara, uma criança de 9 anos, teria sido autor do disparou que matou a adolescente.

Uma das versões sobre o motivo do crime é a de que o tio de Hyara teria um relacionamento extraconjugal com a sogra dela. O adolescente teria sido convencido a matar a própria esposa como forma de vingança da honra do pai. A Polícia, no entanto, não deu detalhes sobre a motivação do assassinato.