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O presidente Jair Bolsonaro anunciou, nesta quarta-feira (6), o fim da bandeira de escassez hídrica, em vigor desde setembro do ano passado, e que gerava uma taxa extra na conta de energia elétrica de R$ 14,20 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Com o fim da bandeira, não haverá mais cobrança de taxa extra na conta de luz. A medida entra em vigor a partir do dia 16 de abril, informou o presidente.

“Bandeira verde para todos os consumidores de energia a partir de 16/04. A conta de luz terá redução de cerca de 20%”, postou Bolsonaro nas redes sociais. Em seguida, o Ministério de Minas e Energia (MME) publicou uma nota oficial com o mesmo teor das postagens do presidente sobre o assunto.

A tarifa extra foi aprovada em meio à crise hidrológica que afetou o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas do país em 2021. As usinas são a principal fonte geradora de energia elétrica no país. De acordo com o governo federal, foi a pior seca em 91 anos.

“Em 2021, o Brasil enfrentou a pior seca já registrada na história. Para garantir a segurança no fornecimento de energia elétrica, o país utilizou todos os recursos disponíveis e o governo federal teve que tomar medidas excepcionais. Com o esforço dos órgãos do setor, o país conseguiu superar esse desafio, os reservatórios estão muito mais cheios que no ano passado e o risco de falta de energia foi totalmente afastado”, diz a nota do MME, também reproduzida pelo presidente da República.

RESERVA HÍDRICA

Segundo a nota, o reservatório da usina de Furnas terminou o mês de março acima de 80% de seu volume útil. O governo também informou a retomada da operação da Hidrovia Tietê-Paraná, que ficou interrompida por sete meses.

Já havia uma previsão de que a bandeira de escassez hídrica, patamar mais alto já adotado pelo governo, terminaria no final deste mês, mas a medida anunciada pelo MME e pelo presidente Jair Bolsonaro antecipa a redução em cerca de 15 dias. A perspectiva do governo é de que a bandeira verde vigore até o final do ano.

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A experiência do fascismo na Itália tinha, pelo menos, três características centrais: nacionalismo chauvinista, autoristarismo e antissocialismo. É revelador que o nascimento do Partido Nacional Fascista tenha se dado oito meses após a fundação do Partido Comunista Italiano, criado em 21 de janeiro de 1921. Quando recrudesceu o regime, a partir de 1925, Benito Mussolini o fez com apoio da burguesia industrial, da monarquia italiana e do Vaticano, que só romperam com o Duce nos estertores da Segunda Guerra.

No Ocidente, a experiência italiana serviu de modelo para os regimes destinados a conter a expansão do comunismo, impulsionada pela Revolução Russa de 1917. No Brasil, o Golpe de 1930, além de extinguir a República Velha, mobilizou as oligarquias nacionais contra a ameaça comunista. Nessa época, antes do segundo golpe de Getúlio Vargas, em 1937, os principais adversários ideológicos dos comunistas eram os integralistas, que emularam o discurso nazifascista quando Hitler e Mussolini ainda eram exaltados por fatias expressivas da sociedade brasileira.

O lema Deus, pátria e família, dos integralistas, ganhou eco na Marcha da Família com Deus e pela Liberdade, que antecedeu o golpe responsável pela instauração da ditadura civil-militar, em 1º de abril de 1964. As reformas de base do então presidente João Goulart eram, segundo a propaganda golpista, a encarnação do comunismo no Brasil. Nas eleições de 2018, Jair Bolsonaro (PL) foi eleito presidente da República com sua adaptação do lema integralista: Brasil acima de tudo, Deus acima de todos. Às vésperas de tentar a reeleição, Bolsonaro retoma os ataques aos partidos e movimentos de esquerda, reduzindo o campo político adversário, mais uma vez, à ameaça comunista.

Nesta entrevista ao PIMENTA, o presidente do Sindicato dos Bancários de Ilhéus e ex-candidato a vice-prefeito, Rodrigo Cardoso, 43, resgata parte da história do Partido Comunista do Brasil no sul da Bahia e atribui a Jair Bolsonaro a peculiaridade da representação de um neofascismo antinacionalista. Também interpreta o significado da provável aliança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB) e defende a continuidade do projeto liderado pelo PT no governo baiano. Leia.

PIMENTA – Quando nasceu, oficialmente, o comunismo brasileiro?

RODRIGO CARDOSO – No dia 25 de março de 1922, em Niterói, fundado como Partido Comunista do Brasil (PCB). Em 1962, dentro de uma discussão interna do partido, uma ala mudou a sigla para PCdoB e outra mudou o nome para Partido Comunista Brasileiro, mantendo a sigla PCB. A gente pode dizer que, hoje, esses dois partidos são da herança da fundação do PCB de 1922.

Ainda existe disputa por essa herança?

Acho que não. Os dois partidos são herdeiros dessa tradição de luta em defesa do povo brasileiro, dos interesses nacionais, dos direitos sociais e dos direitos dos trabalhadores. Acho que isso não é mais visto como motivo de disputa.

Como o projeto revolucionário aparece no horizonte do PCdoB hoje?

O PCdoB entende que a luta pelo socialismo vive etapa, estrategicamente, defensiva desde o fim da experiência socialista no leste europeu. Apesar disso, já no século XXI, algumas experiências socialistas permanecem pujantes, como na China, que é a segunda economia do mundo e, potencialmente, a médio prazo, se tornará a maior. Outros países seguem firmes na luta pelo socialismo, além dos lutadores nos mais variados países do mundo. O cenário mais recente da crise estrutural do capitalismo, a crise financeira, apresenta a construção de uma alternativa socialista como necessidade para o mundo. No entanto, entendemos que esse é o processo de uma revolução longa, de retomada de iniciativa e de apresentação de um projeto socialista, com a consciência e a convicção de que o mundo, sob o capitalismo, estabelece um futuro muito difícil para as grandes massas e a maioria das nações.

Temos visto muitas comparações do comunismo como nazismo, a exemplo das declarações do youtuber Monark no programa Flow, que defendeu a legalização do partido nazista no Brasil. Como você analisa essa comparação?

Essa comparação só interessa aos fascistas e aos nazistas, tendo em vista que os comunistas foram os principais responsáveis pela derrota do nazi-fascismo na Segunda Guerra Mundial. Há uma contradição direta entre o comunismo e o nazi-fascismo. Quem estava alinhado com as experiências democráticas para derrotar o nazi-fascismo foi o bloco dos partidos e países socialistas. É absurdo estabelecer qualquer paralelo nesse sentido. O comunismo é uma ideologia humanitária, que busca a construção da igualdade, tanto da igualdade entre indivíduos, do ponto de vista dos direitos, quanto da igualdade econômica. O nazismo é a ideologia do racismo, da exclusão, da destruição, da barbárie. Esse é um paralelo falso. Alguns setores que buscam o liberalismo extremo acabam, na prática – e isso ficou muito claro na fala do Monark -, tentando naturalizar o nazismo.

No final da década de 1960, a vereadora Ida Viana Rêgo (MDB) deu apoio, em Ilhéus, à formação de um grupo de resistência armada à ditadura, que tinha militantes do clandestino PCdoB. Você tem informações sobre esse episódio?

A história dos comunistas em Ilhéus vem de Nelson Schaun, que era um intelectual, professor e teve relação com o movimento indígena do Caboclo Marcelino, dos tupinambás de Olivença. Na fase de pré-clandestinidade do período Vargas, Nelson Schaun foi uma das principais referências do Partido Comunista no sul da Bahia. Na ditadura, houve esse movimento clandestino, mas nós, do partido, temos poucas informações documentadas, apesar de termos rumores sobre essa questão. Durante o regime militar, Haroldo Lima era um dos principais dirigentes da Ação Popular, grupo da esquerda católica que acabou se incorporando ao PCdoB. Haroldo esteve na região, nessa tentativa muito embrionária de resistência armada, que não avançou. Posteriormente, na década de 1980, no processo de redemocratização, ainda na clandestinidade, mas funcionando dentro da ala progressista do MDB, os membros do partido vieram para a nossa região. Eram jovens militantes que tinham vínculo com o partido em Salvador. Foi o caso de Davidson Magalhães, de Itabuna, Gustavão, nosso principal dirigente de Ilhéus, doutora Fátima, advogada, doutor Renan. A partir daí, começaram a constituir a organização política do partido, que foi legalizado em 1985 e passou a se estabelecer na luta concreta da nossa região, tendo papel muito importante nos mais variados setores da juventude e dos trabalhadores. Militantes do PCdoB tiveram papel de protagonismo na luta pela estadualização da Uesc.

Quando começa sua história no partido?

Cheguei ao partido no ano 2000. Quando entrei na Uesc, em 1998, já havia o movimento estudantil forte e combativo, com uma história muito bonita dos comunistas na luta pela estadualização da universidade. O camarada Wenceslau Júnior, em especial, era referência muito forte no nosso movimento estudantil. A parti daí, entrei na militância. Fui do Centro Acadêmico de Direito, do Diretório Central dos Estudantes, dos conselhos da universidade. Depois, ingressei no movimento dos trabalhadores, porque já era funcionário do Banco do Brasil e me integrei à luta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

Quais são os desafios da atuação do PCdoB em Ilhéus, na Bahia e no Brasil?

Conquistamos um mandato na Câmara de Ilhéus, do vereador Cláudio Magalhães, primeiro vereador indígena da cidade. Essa vitória foi muito importante, como em Itabuna, o outro polo da nossa região, onde o partido elegeu a servidora e presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Wilmaci Oliveira. A existência dos parlamentares dá esteio muito forte para a militância do partido, que tem o desafio de ser instrumento da luta do povo. No caso da Bahia, temos relações com o Governo do Estado, tendo em vista que o partido faz parte da base, com Davidson [Magalhães] na Secretaria de Trabalho, Emprego e Renda e com participação na Secretaria de Política para as Mulheres, na Bahiagás e outros setores do governo estadual, nesse sentido de atrair políticas públicas que ajudem o desenvolvimento da região e melhorem as condições de vida do nosso povo.

Do ponto de vista político-eleitoral, o desafio é tentar manter esse projeto que tem trazido muitos avanços para a Bahia, que começou com Wagner, segue com Rui Costa e, a partir de agora, será liderado por Jeônimo Rodrigues. E o PCdoB também tem o objetivo de eleger seus parlamentares. Na região, temos como centro da tática política-eleitoral a pré-candidatura de Wenceslau Júnior, ex-vice-prefeito e ex-vereador de Itabuna, a deputado federal. Do ponto de vista nacional, o centro da nossa atuação política é derrotar o bolsonarismo. O Brasil não aguenta mais. O povo brasileiro está sofrendo demais, com perda do poder de compra [do salário mínimo], gasolina nas alturas, inflação disparada, desemprego alto. Um país estagnado, sem projeto, que precisa ser reconstruído. Na nossa visão, nesse momento, isso passa por um papel muito importante da liderança do ex-presidente Lula.

Temos visto dois argumentos sobre a provável aliança de Lula com Geraldo Alckmin, que deverá ser o vice do petista. De um lado, aponta-se acerto devido à necessidade de ampliação da frente democrática contra a reeleição de Bolsonaro. Entretanto, há quem diga se tratar de capitulação à política econômica que o ministro Paulo Guedes representa. Qual é o significado dessa nova parceria?

Está à altura da gravidade do momento político que vivemos. Como falei antes, nós, comunistas, damos muita importância ao enfrentamento do fascismo. E Bolsonaro é um dos principais representantes do mundo de uma corrente neofascista, de uma política de extrema-direita que busca restringir os espaços democráticos. No Brasil, temos a peculiaridade de ser um neofascismo antinacional, que busca ser autoritário e destruir os direitos do povo, mas também entregar o patrimônio nacional, a preço de banana, a grandes interesses econômicos estrangeiros. O fundamental desse governo de Bolsonaro, o que leva à unidade [da oposição], é a ameaça à democracia. Alguns dizem que a democracia é o pior governo que existe, mas o melhor já inventado. A defesa da democracia, que foi conquista histórica do povo brasileiro, leva à necessidade da maior união possível. Não vejo nenhum problema nisso. Tenho convicção de que isso não passa, necessariamente, por concessões do programa econômico. Afinal de contas, Alckmin, enquanto possível candidato a vice-presidente, já foi para o PSB, partido de centro-esquerda, que tem convicções do seu programa e é mais alinhado com o programa de Lula e das esquerdas. Portanto, se entrar nessa aliança, Alckmin entrará comprometido com o programa de governo de reconstrução do Brasil.

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A Câmara de Ilhéus aprovou, em votação unânime, projeto de lei que institui o programa Jiu-Jítsu na Escola, para tornar a arte marcial atividade extracurricular obrigatória nas escolas municipais. Aprovada na última quarta-feira (30), a proposta foi apresentada pelo vereador Jerbson Moraes (PSD), presidente da Casa.

Conforme as regras do programa, apenas o atleta com faixa marrom ou preta de jiu-jítsu poderá assumir o cargo de professor, tendo prioridade o profissional graduado em Educação Física. Já o atleta com faixa roxa poderá ser instrutor auxiliar. Nos dois casos, será exigido vínculo com alguma associação ou federação regulamentadora do esporte.

Ao justificar a proposta, Jerbson argumentou que a prática de artes marciais favorece o desenvolvimento cognitivo das crianças e estimula comportamento adequado aos desafios da vida.

Ainda seegundo o vereador, que pratica jiu-jítsu, a luta também assegura evolução física, moral e psicológica aos praticantes, com reflexos positivos para o ambiente escolar e a comunidade em geral. A proposta segue para a apreciação do prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD).

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O prefeito Augusto Castro (PSD) enviou à Câmara de Vereadores de Itabuna projeto de lei para a criação de auxílio financeiro destinado aos servidores municipais prejudicados pela cheia do Rio Cachoeira, ocorrida em dezembro de 2021. Ontem (4), o Legislativo escolheu o vereador Sivaldo Reis (PL) para relatar a proposta.

A vereadora Wilmaci de Oliveira (PCdoB) chamou atenção para a necessidade de o projeto estabelecer regras objetivas para a definição dos trabalhadores que devem ser beneficiados pela iniciativa. “É importante os critérios já virem no projeto, para não acontecer como no Auxílio Recomeço, que teve dificuldades na execução. Fazemos questão de deixar claros os critérios, para não ter interpretações equivocadas”, disse a parlamentar.

O vereador Manoel Porfírio (PT), líder do governo e presidente da Comissão de Legislação, elogiou a iniciativa do Executivo municipal. “Meu coração se enche de alegria ao ver esse projeto, transborda de alegria; daremos a devida celeridade”, assegurou.

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O prefeito Antônio de Anízio (PT) assinará, nesta terça-feira (4), ordem de serviço para o início das obras do Centro de Recuperação de Itacaré, que vai acolher usuários de drogas. A solenidade de assinatura será às 15h, na Região de Abílio, onde o equipamento público será construído.

O Centro de Tratamento de Dependentes Químicos de Itacaré será erguido em terreno desapropriado pelo município, próximo da Vila de Israel. Segundo o prefeito, além de tratamento psíquico, o espaço garantirá acolhimento, segurança e qualificação profissional às pessoas que lutam contra o vício em álcool e outras drogas.

Na unidade, os pacientes vão ser atendidos por equipe multidisciplinar. Também terão acesso a atividades físicas e recreativas, além de serem introduzidos nas técnicas de agricultura familiar.

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Elaborada pela Procuradoria-Geral do Estado da Bahia (PGE), a pedido da Secretaria de Comunicação Social (Secom), a Cartilha Eleitoral 2022 reúne as condutas vedadas aos agentes públicos durante o período das eleições. A publicação ficará disponível nos meios digitais e será lançada nesta terça-feira (5), às 10h, no auditório da PGE, em evento que reunirá representantes de assessorias de comunicação de todos os órgãos da administração estadual.

O conteúdo tem como base as regras do Código Eleitoral e foi organizado com o apoio da Casa Civil. Os temas estão divididos em cinco tópicos: Publicidade; Obras e Inaugurações; Bens e Serviços; Servidores e Recursos Humanos; Responsabilidade Fiscal e Convênios.

Para o secretário de Comunicação Social do Estado, André Curvello, a publicação tem o objetivo de informar e orientar todos os agentes que, de uma forma ou de outra, estão envolvidos no processo. “A cartilha mostra o compromisso que o Governo do Estado tem com a transparência e o rigor no cumprimento da legislação vigente no período eleitoral”, afirmou.

A Cartilha Eleitoral 2022 é voltada para todos os agentes públicos estaduais e traz detalhes relacionados às datas e vedações com prazo determinado. Entre os assuntos abordados estão a veiculação de publicidade institucional de atos, obras e serviços, a proibição da propaganda eleitoral em sites governamentais e o veto ao aumento de despesas com pessoal.

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O MDB apresentou várias propostas a serem incluídas no futuro plano de governo do petista Jerônimo Rodrigues. O documento foi entregue ao Partido dos Trabalhadores como uma contribuição para a construção do plano de gestão a ser apresentado à Bahia na campanha eleitoral.

Embora desde 2014 a escolha das propostas a serem incorporadas ao Plano de Governo se dê por meio do Programa de Governo Participativo (PGP), por meio de plenárias territoriais, estas sempre partem de eixos e temas orientadores à construção coletiva. O documento emedebista é uma contribuição, em áreas estratégicas, e prioriza a incorporação do conhecimento acadêmico aplicado à gestão pública, em benefício de toda a sociedade.

O documento elaborado pela Comissão Executiva do MDB, apresenta propostas áreas da gestão pública – Emprego e Renda, Agricultura, Educação e Saúde.

O objetivo é criar alternativas de convivência entre as diversas classes sociais que visam ao bem-comum do conjunto da sociedade baiana. Na cacauicultura e na educação, por exemplo, o documento aproveita experiências da extensão regional e estudos acadêmicos, especialmente da UFSB, por meio de um renomado time de doutores.

O MDB deixa claro, na contribuição ao Programa de Governo, que pretende ocupar o espaço do centro, fazendo a mediação entre o mundo prático e os avanços já disponíveis. A proposta é estimular a adoção de tecnologias capazes de garantir o máximo de produtividade nos diversos setores, com redução de custos de produção e flexibilização das relações trabalho e consumo. Clique aqui e confira as propostas.

Ministro João Roma, da Cidadania, diz que auxílio é muito importante || Foto EBC
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Pré-candidato a governador da Bahia com o apoio do presidente Jair Bolsonaro, o ex-ministro e deputado federal João Roma (PL) disse, neste final de semana, que o presidenciável Lula (PT) terá dois candidatos a governador da Bahia. A ironia se refere a uma “teoria da conspiração” que apontaria um acordo de bastidores envolvendo ACM Neto (União Brasil) e o presidenciável petista, além do pré-candidato a governador baiano pelo PT. “Lula tem dois candidatos na Bahia: o oficial, Jerônimo, e o oficioso, ACM Neto”, disse.

Desta vez, Roma usou como argumento o fato de os dois pré-candidatos terem se encontrado e posado para fotos juntos durante um evento social na última semana. Jerônimo, que recebeu Lula na última quinta-feira (31) em lançamento da sua pré-candidatura a governador, aparece na foto com Neto fazendo o L de Lula.

Para Roma, a Bahia irá em outra direção, embora as pesquisas mostrem amplo favoritismo do petista na disputa eleitoral. “Mas a Bahia quer mudar e seguir de mãos dadas com o Brasil. Dar um basta na decadência econômica, no fracasso da educação, na falta de assistência à saúde e na escalada da violência”, afirmou.

FILIAÇÕES

Na Cidade Sol, Roma participou, ao lado das pré-candidatas ao Senado, Raíssa Soares (PL), e à Câmara Federal, Roberta Roma, de ato de filiação de James Meira ao Partido Liberal. Meira vai concorrer pelo PL a uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Na última eleição municipal, James Meira perdeu a disputa pela prefeitura de Jequié por uma pequena margem de votos para um adversário, Zé Cocá, que teve apoio do governador Rui Costa e de aliados de ACM Neto.

“A eleição de 2020 em Jequié foi uma prévia do que estamos vendo este ano, quando o PT e ACM Neto estão juntos com Lula. O surpreendente desempenho eleitoral de James na disputa da prefeitura foi o indicativo da vontade do povo de mudar e esse sentimento se espalha pela Bahia”, afirmou o ex-ministro da Cidadania. De Jequié, Roma seguiu a Ipiaú para encontro com cacauicultores da região e lideranças locais.

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O pré-candidato a governador da Bahia pelo PT, Jerônimo Rodrigues, iniciou por Feira de Santana a série de encontros regionais para coletar propostas por meio do Programa de Governo Participativo (PGP). Ex-secretário estadual de Desenvolvimento Rural e da Educação, Jerônimo foi o coordenador do PGP de Rui Costa nas campanhas de 2014 e 2018.

– Rui Costa se tornou o governador que mais cumpriu compromissos de campanha em todo Brasil. Agora, é hora de escrever uma nova página nessa história de sucesso iniciada por Jaques Wagner e fortalecer esse projeto que tirou a Bahia do atraso – disse ele em Feira de Santana, segundo maior colégio eleitoral da Bahia.

Ao lado de Jerônimo, participaram do evento em Feira o pré-candidato a vice-governador Geraldo Junior (MDB) e o senador e pré-candidato à reeleição, Otto Alencar (PSD). A estimativa dos organizadores é de que o evento tenha reunido mais de 50 lideranças políticas – deputados, prefeitos, vices e vereadores – e um total de cerca de 3 mil pessoas no Zilas Cerimonial, no bairro Irmã Dulce.

O planejamento do PGP 2022, que deverá percorrer todos os territórios de Identidade do Estado, foi apresentado aos participantes em Feira. O evento também celebrou o aniversário de 57 anos de Jerônimo. “Uma emoção muito grande viver este momento tão especial de minha vida em Feira de Santana, cidade que me acolheu tão bem quando me tornei professor da Uefs [Universidade Estadual de Feira de Santana]. Tenho laços muito fortes, familiares e amigos queridos em Feira”, acrescentou Jerônimo.

OTTO: VAMOS ENFRENTAR O CANDIDATO DE BOLSONARO

Em seu discurso no ato em Feira de Santana, o senador Otto Alencar fez uma comparação entre os dois grupos que vão disputar as eleições na Bahia. “A nossa bandeira está muito clara. São dois projetos. Um que visa trazer de volta o homem que tirou o Brasil do mapa da fome. Nós vamos enfrentar o candidato do governo federal na Bahia. Não há como esconder a face de quem apoiou [Bolsonaro] na presidência”, disse ele em referência a ACM Neto, que apoiou a eleição de Jair Bolsonaro e se posicionou contra o impeachment do presidente. Bolsonaro, porém é representado na Bahia pelo ex-ministro e deputado João Roma (PL).

Para Geraldo Junior, o projeto vitorioso de 16 anos à frente do estado é motivo de orgulho para a Bahia e deve seguir com força e renovação com a eleição de Jerônimo. “Quando eu olho para Jerônimo, eu vejo simplicidade e emoção. Nós dois vamos desbravar, junto com Otto Alencar, a Bahia”, disse Geraldo. “Só tenho arrependimento de não ter vindo antes para um time que tem lado, para um time que tem identificação, que tem a cara do povo brasileiro, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva. É lula lá e Jerônimo cá”, acrescentou.

“SURPRESA, VITÓRIA E SUCESSO”

Durante o ato em Feira de Santana, também foi lançado o site oficial do PGP, por meio do qual as pessoas poderão participar virtualmente sugerindo propostas aos pré-candidatos. Os próximos encontros ocorrerão em Irecê (dia 9) e Seabra (10). O senador e ex-governador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou que para cuidar da vida das pessoas é necessário conhecer suas necessidades.

– Ninguém pode pensar melhor os problemas da Bahia do que vocês, que sabem onde está faltando estrada, sabem onde tá faltando apoio. Os dois programas vitoriosos de Rui tiveram como comandante nosso candidato Jerônimo Rodrigues, que rodou a Bahia inteira, conhece a Bahia como a palma de sua mão. Esse grupo que iniciou a caminhada em 2006 é surpresa, vitória e sucesso.

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O Partido Socialismo Brasileiro (PSB) anunciou, neste sábado (2), a filiação do ex-secretário de Gestão e Inovação de Itabuna José Alberto e da ex-secretária de Desenvolvimento Econômico de Ilhéus Soane Galvão. Ambos pretendem se candidatar à Assembleia Legislativa do Estado da Bahia (Alba).

Feito em Salvador, sem a presença de Zé Alberto, o ato também marcou a chegada ao partido do deputado estadual Jurandir Oliveira e de Marcelo Oliveira, pré-candidatos à Alba. Além de Soane, participaram da solenidade os prefeitos Mário Alexandre (PSD) e Augusto Castro (PSD), de Ilhéus e de Itabuna, respectivamente; o vice-prefeito de Ilhéus, Bebeto Galvão; a deputada federal Lídice da Mata; Rodrigo Hita; e Alisson Gonçalves, sendo os quatro últimos membros da direção estadual do PSB.

Numa entrevista recente ao PIMENTA, Bebeto revelou que convidou Soane para o PSB. Naquele 1º de março, segundo ele, o ingresso da ex-secretária no partido não estava confirmado (relembre aqui).

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O prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD), exonerou a primeira-dama Soane Galvão do comando da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação de Ilhéus, nesta sexta-feira (1º). A saída do cargo confirma a intenção da agora ex-secretária de ser candidata a deputada estadual nas eleições deste ano.

Soane deixou o PSD, mas ainda não definiu o partido pelo qual pretende se candidatar. Consultada pelo PIMENTA, a assessoria da pré-candidata informou que ela está em Salvador, discutindo os últimos detalhes antes do anúncio da legenda eleitoral.

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A Câmara de Vereadores de Ilhéus aprovou, nesta quarta-feira (30), requerimento do vereador Alzimário Belmonte, Gurita (PSD), que solicita a implantação do bilhete único no sistema de transporte público do município. O documento é dirigido à Prefeitura de Ilhéus, à Superintendência de Transporte e Mobilidade (Sutram) e às empresas Viametro e São Miguel.

Para o vereador, além da economia proporcionada aos usuários, a medida pode atrair mais clientes para as empresas de ônibus, que alegam enfrentar crise econômica desde 2020, ano do início da pandemia de Covid-19 no Brasil.

Segundo o parlamentar, a ideia é que o cidadão pague apenas uma passagem e tenha direito de usar até dois ônibus com o mesmo bilhete, dentro de determinado período, como já ocorre nas cidades que usam o sistema digital de transbordo.

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Pouco menos de 20 dias após entregar a presidência do PL baiano e deixou o partido, o ex-deputado federal José Carlos Araújo filiou-se, nesta sexta-feira (1º), ao PDT, junto com a vereadora Débora Regis, Debinha. Os dois devem concorrer à Câmara Federal no pleito de outubro.

As filiações foram articuladas pelo presidente estadual do PDT, deputado federal Félix Mendonça Júnior, e pelo pré-candidato do União Brasil ao governo da Bahia, ACM Neto.

“Já vínhamos conversando tanto com Zé Carlos quanto com a vereadora Débora sobre o ingresso no PDT, que foi oficializado com o apoio do ex-prefeito ACM Neto, com quem estamos dialogando sobre as eleições. Os dois novos pedetistas chegam para somar nesse processo de renovação e fortalecimento do nosso partido”, disse Félix.

O deputado afirmou ainda que até o final do prazo para filiações outras novidades serão anunciadas. “Estamos construindo uma nominata forte e devemos eleger, pelo menos, três deputados federais e três estaduais”.

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A última sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Itabuna, nesta quinta-feira (31), foi marcada por críticas à qualidade dos serviços da Companhia de Eletricidade da Bahia (Coelba) no município. O vereador José Boaventura, Kaiá (Avante), puxou o coro dos descontentes.

Segundo ele, além dos aumentos recorrentes do preço da eletricidade consumida pelos baianos, os itabunenses sofrem quando precisam ir ao posto de atendimento da concessionária.

“São mais de 70, 80 pessoas num local onde não cabem 40; de seis computadores, só dois atendendo, sem nenhuma qualidade no atendimento. Você pega o papel e só é chamado uma hora depois para entrar. Os atendentes só sabem dizer a você que tá tudo certo, não tem um gerente com quem você possa falar”, disse, relatando experiência pessoal.

Já o vereador Israel Cardoso – do Agir, antigo PTC – aconselhou José a indicar que o Governo da Bahia envie representante à Câmara de Itabuna para prestar esclarecimentos aos parlamentares e à sociedade, pois, segundo ele, os servidores da unidade local da empresa não têm autonomia para falar ao Legislativo.

O vereador Ronaldo Santos, Ronaldão (PL), disse que a Coelba maltrata a população do sul do estado e que os problemas constatados em Itabuna também afetam outros municípios, a exemplo de Ilhéus, Itajuípe e Uruçuca.

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O senador Otto Alencar (PSD) oficializou sua pré-candidatura à reeleição nesta quinta-feira (31), em Salvador, no ato que também apresentou a pré-candidatura de Jerônimo Rodrigues (PT) ao Governo da Bahia, com Geraldo Júnior (MDB) vice. Também participaram o senador Jaques Wagner, o governador Rui Costa e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. Ao discursar, Otto recordou sua posição em votações importantes do Senado, a exemplo das reformas trabalhista e da Previdência Social, contra as quais votou.

“No Senado, cumpri com todas as promessas que assumi em 2014, sobretudo em defesa dos trabalhadores, do povo da Bahia e do Brasil. Lutei contra a reforma da Previdência Social, que penalizou o trabalhador do calo da mão e do suor da testa. Recentemente, foi meu dever também lutar contra a reforma trabalhista, que precisa ser revista em diversos pontos, especialmente o trabalho intermitente, que penaliza quem trabalha para sustentar as suas famílias”, disse o senador baiano.

Também mencionou seu papel na CPI da Covid. Médico, Otto foi um dos críticos da insistência do presidente Jair Bolsonaro (PL) em colocar em dúvida a eficácia das vacinas contra a Covid-19. “Trabalhei para dar resposta ao que acho fundamental: a preservação da vida”.

Visivelmente emocionado, o governador Rui Costa não poupou elogios ao aliado. “Esse é o Otto que, quando a Bahia precisou dele, estava presente. Otto da coragem, da Chapada, da lealdade e da gratidão, por isso é o nosso senador da República”, afirmou. Lula endossou as palavras de Rui sobre Otto. “Esse homem é um dos maiores exemplos de dignidade”, declarou o ex-presidente do Brasil.