Número de casos de dengue dispara em Vitória da Conquista
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O Centro de Controle de Endemias da Secretaria de Saúde de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, registrou 4.775 casos notificados de dengue. Destes, 2.351 tiveram diagnóstico confirmado para a doença, 622 foram descartados e 1.264 apresentam diagnóstico inconclusivo.

De acordo com a Secretaria de Saúde de Vitória da Conquista, 536 pacientes aguardam resultado laboratorial e duas mulheres foram a óbito por dengue grave hemorrágica no município.

ZICA E CHIKUNGUNYA

O número de casos suspeitos de zika também vem aumentando. São 854 notificações, com 10 casos confirmados, 212 aguardam resultado, 564 apresentam diagnóstico inconclusivo e 68 foram descartados.

Vitória da Conquista registra também 481 notificações de pessoas com os sintomas de chikungunya, sendo 23 casos confirmados e 458 pacientes seguem aguardando o resultado laboratorial.

As localidades com mais casos notificados e confirmados de contaminação por dengue, zika e chikungunya são Cruzeiro (759 notificados e 284 confirmados), Patagônia (320/137 confirmados), Alto Maron (298/148 ), Centro (242/101) e Vila América (339/83).

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Precisamos estar atentos aos cuidados para evitar a covid-19, mas não podemos esquecer, de maneira alguma, da prevenção de outras doenças, como a AIDS. Até porque o Brasil registrou um aumento de 21% nos números de novas infecções por HIV entre os anos de 2010 e 2018, segundo dados da Unaids.

Pensando nisso e levando em consideração as adaptações necessárias, o Gapa Itabuna está lançando um novo projeto de capacitação, o ‘Mulheres Conectadas para Prevenção – Uma Ação Online para Prevenção de ISTs/HIV/AIDS entre Mulheres por meio de Plataformas Digitais’.

As inscrições são gratuitas e estão abertas até o dia 3 de agosto no link que está disponível nas redes sociais do Gapa ou aqui. Serão selecionadas 50 mulheres, que participarão das ações realizadas por meio de plataformas digitais. Na capacitação serão abordados temas como sexualidade, prevenção combinada, diversidade sexual, direito à saúde, ISTs e AIDS.

Depois, as mulheres serão multiplicadoras das informações em suas comunidades, também por meio digital. De acordo Suse Mayre Moreira, uma das coordenadoras do projeto e voluntária do Gapa, o objetivo da capacitação é contribuir para a redução da incidência de ISTs/HIV/AIDS entre as mulheres do município de Itabuna e região. O projeto é uma realização do Gapa/Itabuna com apoio do Fundo Positivo e da Secretaria de Saúde de Itabuna.

Médico José Bandeira Neto apela para que pacientes não abandonem tratamento
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Há 10 anos na equipe do Centro de Radioterapia da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna (SCMI) e formado pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) do Rio de Janeiro, o médico radioncologista José Bandeira Neto recomenda que as pessoas não interrompam o tratamento contra o câncer por medo do novo coronavírus. 

Confira a entrevista a seguir:

Com medo de ser infectada, muita gente abandonou o tratamento na radioterapia. Quais medidas foram adotadas para evitar a transmissão da doença entre pacientes?

José Bandeira Neto – Antes mesmo da chegada da pandemia na nossa região, reforçamos todas as medidas de segurança, com a triagem e separação dos pacientes suspeitos para o novo coronavírus. Temos dois espaços para o atendimento inicial, sendo que um deles é para entrada de paciente com os sintomas gripais. Essa medida foi implantada em março, com a separação dos fluxos desde a entrada, com a instalação de toldos na área externa. Lá, sempre mantendo o distanciamento, fazemos a aferição de temperatura e anamnese (entrevista com os pacientes).

Muitas pessoas passaram pela triagem?

No período de 18 de março a 13 de maio, por exemplo, foram realizadas 3.062 consultas de triagem, sendo 19% oriundos de Itabuna e 81% de outros municípios. Do total de analisados nesse período 70 apresentavam algum sintoma do novo coronavírus, mas nenhum deu positivo. Tivemos de fazer uma avaliação bem criteriosa, porque o paciente em tratamento contra o câncer, às vezes, apresenta sintomas parecidos com os da Covid-19. Do total de monitorados, apenas uma pessoa foi encaminhada para a Vigilância Epidemiológica de Itabuna. Ele fez teste e deu negativo.

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Tivemos de fazer uma avaliação bem criteriosa, porque o paciente em tratamento contra o câncer, às vezes, apresenta sintomas parecidos com os da Covid-19.

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Esse processo de triagem foi mantido?

Sim. Mantivemos esse trabalho cuidadoso de triagem e encontramos, até o momento, um paciente que está internado e testou positivo para Covid-19. Como preveem os protocolos, ele foi colocado em isolamento e o tratamento dele na unidade foi temporariamente suspenso após análise do caso e tipo tumoral pela equipe.

E os cuidados internos para evitar a transmissão da doença?

Reduzimos a quantidade de reuniões presenciais, reorganizamos a quantidade de colaboradores em alguns espaços coletivos, como o café. A orientação é que apenas uma pessoa se dirija ao local por vez, porque é um momento que ela precisa retirar a máscara para fazer as refeições, tomar café ou água. A nossa recomendação é: se tirar a máscara, fique em local isolado, sem a presença de outras pessoas, em casos de ambientes fechados. Não é recomendado que duas ou mais pessoas façam refeições juntas porque o risco de transmissão do vírus aumenta.

O medo tem causado o afastamento de muita gente do serviço de saúde. Isso ocorreu aqui na unidade?

Aqui, na radioterapia, assim como tem ocorrido em todo o país, tivemos uma redução significativa no número de pacientes no serviço de oncologia. Em 16 de março, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica aventou a possibilidade de suspensão das cirurgias eletivas e até interrupção das cirurgias oncológicas de menor gravidade. Mas eles recomendaram que a agenda de cirurgias não fosse interrompida para os tumores biológicos mais agressivos, como de pâncreas, fígado, colo do útero, vias biliares, estômago, ovário, reto e pulmão.

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De acordo com a Sociedade Brasileira de Patologia e de Cirurgia Oncológica, mais de 50 mil pacientes deixaram de ter diagnóstico de câncer nos últimos quatro meses por causa da pandemia do novo coronavírus.

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Tem informações sobre a quantidade de atendimento?

Aqui, no Centro de Radioterapia, houve queda no movimento no período de março a maio. Foram 75 atendimentos em março, contra 73 no mesmo mês do ano passado. Em abril houve uma redução em torno de 30%, baixando de 97 para 67. Em maio, a queda foi de 63%, caindo de 110 para 41 atendimentos.

Por que ocorreu essa queda?

Acredito que essa redução está muito aliada à dificuldade de o paciente realizar exames, consultas e fazer biópsia. De acordo com a Sociedade Brasileira de Patologia e de Cirurgia Oncológica, mais de 50 mil pacientes deixaram de ter diagnóstico de câncer nos últimos quatro meses por causa da pandemia do novo coronavírus.

Isso retarda todo o processo de tratamento, não é mesmo, doutor?

Essa falta de diagnóstico e tratamento da doença fará com que essas pessoas cheguem às unidades com os tumores em fase mais avançada. Podem ocorrer até casos de pacientes que eram operáveis, que não poderão mais ser submetidos ao procedimento de cirurgia por causa do avanço da doença. O número de pessoas precisando de atendimento vai aumentar, neste semestre, e teremos uma maior demanda de pacientes já em estágio mais avançado da doença.

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O fluxo por consulta ainda está um pouco menor na comparação com o mesmo período do ano passado, mas já notamos um crescimento no movimento.

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A manutenção do tratamento é muito importante nessa época de pandemia?

É muito importante que os pacientes com o diagnóstico confirmado por biópsia se esforcem para ter o atendimento, porque os serviços não pararam exatamente porque são essenciais e podem salvar vidas. Nesse mês de julho já observamos um retorno de pacientes, com aumento na demanda. O fluxo por consulta ainda está um pouco menor na comparação com o mesmo período do ano passado, mas já notamos um crescimento no movimento. As pessoas que precisam de atendimento não podem esperar essa pandemia acabar. Confira outros trechos da entrevista em leia mais, abaixo.

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Infectologista atualiza equipe sobre os protocolos para enfrentamento à covid-19
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Profissionais de saúde do Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), em Ilhéus, participaram de capacitação com informações mais atualizadas para o enfrentamento à doença causada pelo novo coronavírus, a Covid-19. Infectologista do HRCC, o médico Gustavo Cunha fez uma exposição sobre o SARS-CoV-2.

Durante a apresentação, foram abordados o comportamento do vírus no organismo humano, as fases da doença e o tratamento em cada etapa da enfermidade. Também foi explicado quando o indivíduo pode ser infectante e quando provavelmente deixa de ser, assim como quando corre o risco de ser infectado.

Também foram discutidos alta hospitalar e quando o paciente deve estar isolado ou não, diagnóstico, quais os tipos de exame, quando cada tipo de exame deve ser solicitado e os cuidados necessários para se evitar a infecção.

De acordo com o infectologista Gustavo Cunha, o hospital passou por uma reestruturação extremamente importante para o combate à epidemia da Covid-19, tanto na parte estrutural como nos recursos humanos. “Aplicamos treinamentos para os profissionais de saúde, intensificamos essa questão de educação continuada. A gente tem feito atualização constante, porque as notas técnicas têm sido atualizadas constantemente”, disse o médico do HRCC.

Médico Lincoln Warley fala sobre sintomas dos cânceres de cabeça e pescoço
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De acordo com a Associação de Câncer de Boca e Garganta (ACBG), uma das dificuldades no tratamento de câncer de cabeça e pescoço é o diagnóstico tardio, que ocorre em 60% dos casos e pode comprometer a qualidade de vida do paciente. Especialista no assunto, o médico Lincoln Warley Ferreira, que integra a equipe da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, explica que quanto mais cedo a descoberta dos tumores, maiores são as chances de evitar sequelas funcionais e psicológicas.

O médico cirurgião de cabeça e pescoço é uma das referências na Bahia. Segundo ele, os estudos mostram que o consumo excessivo de álcool e o tabagismo são os maiores fatores de risco para o câncer de cabeça e pescoço. “O hábito de fumar e o uso excessivo de bebidas alcoólicas estão diretamente relacionados aos tumores de boca, faringe e laringe”, afirma.

Nos últimos anos, afirma Lincoln, houve aumento de casos também relacionados ao HPV (papilomavírus humano), doença transmitida na prática do sexo oral sem uso de preservativo. “O HPV é considerado um fator emergente em câncer de cabeça e pescoço, principalmente para tumores de faringe. Em países como os Estados Unidos, o HPV é o principal fator para surgimento do câncer de faringe. Mas aqui, no Brasil, os maiores causadores de cânceres ainda são o cigarro e o álcool”, explica.

SINAIS DE CÂNCER

Outro causador de câncer de cabeça e de pescoço é a exposição ao sol por muito tempo. Por isso, deve-se evitar a exposição, sobretudo no período das 10h às 16h. Independente do horário, a pessoa deve usar o filtro solar. Os sinais de câncer de cabeça e de pescoço são ferida na boca que demora a cicatrizar, rouquidão e nódulo no pescoço. “A pessoa com esses sintomas deve procurar um especialista para que os sinais sejam investigados o mais rápido possível”, orienta o médico.

Diagnóstico precoce é importante para sucesso no tratamento deste tipo de câncer

O médico esclarece que o primeiro exame para possível detecção da doença, sem dúvida, é o olhar de um profissional, principalmente se o paciente tiver uma ferida que persiste por mais de 15 dias. “Caso suspeite de que a lesão seja maligna, deve ser feita biópsia. Coleta-se um fragmento e envia para ser diagnosticado. Em laringe existe o indicativo da rouquidão por um período de 15 dias”, diz.

EVITE FUMAR

No caso do câncer de boca e área digestiva, assegura Lincoln, a melhor prevenção é não fumar nem consumir bebidas alcoólicas em excesso. Deve, ainda, ter uma alimentação saudável, rica em frutas e verduras, e praticar atividades físicas.

No sul da Bahia, a Santa Casa de Misericórdia de Itabuna é referência no tratamento de câncer, com oferta de serviços especializados em oncologia. A instituição disponibiliza serviços de radioterapia, quimioterapia, além de cirurgia oncológica.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil registra cerca de 41 mil novos casos de câncer de cabeça e pescoço a cada ano. Na próxima segunda-feira (27) será celebrado o Dia Mundial de Prevenção do Câncer de Cabeça e Pescoço.

Unidade do Odontocentro é reinaugurada após 18 meses
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Convênio de cooperação técnica e financeira firmado pela Secretaria de Saúde e a Rede UniFTC permitiu a reabertura do Centro de Especialidades Odontológicas de Itabuna (Odontocentro). A unidade estava fechada há quase dois anos devido à falta de investimentos e necessidade de reforma e aquisição de equipamentos e mobiliário.

Com o convênio com a UniFTC, o Odontocentro poderá funcionar à noite, segundo o secretário municipal de Saúde, Emerson Oliveira. O Odontocentro oferece serviços especializados odontológicos, a exemplo de endodontia, periodontia, cirurgias e atendimento de pacientes especiais, e conta com 6 consultórios e 16 profissionais de Odontologia.

A coordenadora de Saúde Bucal da Secretaria de Saúde, Cláudia Rejane Alves, disse que o convênio permitirá ampliar o atendimento aos usuários do SUS, com a atuação dos graduandos de Odontologia da UniFTC, por meio do estágio supervisionado, e atividades acadêmicas que serão realizadas no espaço na formação profissional de todos.

De acordo com o diretor da UniFTC de Itabuna, Kaminsky Mello Cholodovskis, a parceira com a Prefeitura faz parte das iniciativas de responsabilidade social da instituição de ensino, com foco na melhoria da qualidade do atendimento em saúde no município e melhor capacitação de seus alunos.

– Estamos alegres com o resultado desta parceria que hoje tornou concreto a reabertura do CEO que, além de atendimento aos usuários do SUS, servirá como espaço para o desenvolvem de aulas práticas acadêmicas e estágio supervisionado para os nossos alunos de Odontologia – pontuou o diretor.

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Desde junho, o Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), unidade do Governo da Bahia, com a gestão do IBDAH, inaugurou a sua sala virtual para encontro, por vídeo chamada, entre pacientes internados e seus familiares.
Devido às restrições de acesso às unidades de Terapia Intensiva (UTI) Geral e da Ala Covid-19, por causa da pandemia do novo coronavírus, esse equipamento foi instalado e organizado para prevenir o risco de contágio na unidade hospitalar.

A sala, sua climatização adequada, os móveis e a instalação de todo o aparato tecnológico, que permite as vistas virtuais, foram os primeiros recursos disponibilizados. Posteriormente, o local recebeu mais melhorias, como a organização da fiação dos equipamentos e uma plotagem, com uma linda paisagem, proporcionando um melhor conforto e acolhimento aos familiares dos pacientes.

A emoção foi visível no rosto de Tatiana Santos Marques ao rever o seu tio Arlindo Gonçalves dos Santos, internado na UTI Geral, pela primeira vez, após sua entrada no HRCC. “Achei aqui o atendimento excelente, muito bom. Ainda mais agora com essa visita virtual onde consegui falar com o meu tio, amenizar a saudade, saber que ele está se recuperando, sem duvidas foi a melhor coisa aconteceu. Esta sala e esse serviço são ótimos, e com certeza contribui muito para nos deixar mais tranquilos”, disse Tatiana Marques.

A alegria e a emoção também tomaram conta de Robson Santos Duarte, que participou do encontro virtual com a mãe, Maria José Santos Duarte. Para ele o mais importante neste momento é a informação. “A ligação diária é super importante, esse contato visual com o paciente nos tranquiliza. Você ver a pessoa é super importante. A qualidade da chamada é bacana, a gente conseguiu interagir bem. A equipe do Hospital Costa do Cacau está de parabéns”, confessou.

Emocionada a paciente Maria José Santos Duarte, internada na UTI Geral, mãe de Robson Santos Duarte, revelou que a vídeo chamada é excelente. “Que maravilha essa forma de conversar com a família nesse momento onde a visita presencial não é possível. Essa nova maneira adotada aqui no Hospital do cacau acalma tanto a gente, quanto a família. Não tenho nem palavras, a emoção é forte demais. Principalmente quando vi a foto da minha neta, pronto, aí tocou fundo. Muito obrigada por esse momento”, disse Maria José bastante emocionada.

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Da Agência Brasil

Pela primeira vez em 130 dias, Cuba anunciou neste domingo (19) que não há novos casos domésticos de covid-19, à medida em que a maior parte do país passou para a fase final visando à retomada de atividades, com uso de máscaras e distanciamento social.

Francisco Duran, chefe de epidemiologia do Ministério da Saúde Pública, que atualizou o país diariamente sobre a pandemia, tirou a máscara durante a transmissão nacional para dar a boa notícia. Nesse sábado, ele fez o mesmo, relatando apenas um único caso doméstico em Havana.

Apenas alguns casos de covid-19 foram relatados em Cuba na última semana, todos em Havana.

A maior parte da ilha do Caribe, onde vivem 11,2 milhões de habitantes, está livre da doença há mais de um mês.

“Eu sempre digo para você ficar seguro em casa, mas eu sei que muitos hoje vão à praia”, disse Duran, sorrindo, lembrando à população a importância de manter o distanciamento social.

Os 2,2 milhões de habitantes da capital permanecem na primeira fase de três estágios de reabertura, na qual eles podem usar transporte público e privado, ir à praia e outros centros de recreação e desfrutar de uma viagem à beira-mar, bem a tempo para as férias de verão.

O distanciamento social e o uso de máscaras permanecem obrigatórios na maioria das circunstâncias.

O país abriu um grupo de resorts para turismo internacional. A Fase 3 amplia viagens internacionais, dependendo do risco.

O país comunista recebeu altas notas pela forma de informar sobre a pandemia. O sistema de saúde comunitário robusto e gratuito de Cuba permitiu manter o número de infecções abaixo de 2.500, com 87 mortes. Com a Reuters.

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A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decidiu retirar do rol de procedimentos obrigatórios dos planos de saúde os exames sorológicos, conhecidos como testes rápidos, para detecção da covid-19.

Os testes, que identificam se a pessoa desenvolveu anticorpos após exposição ao novo coronavírus, foram incluídos devido a uma liminar da Justiça Federal de Pernambuco. A agência recorreu da medida e o Tribunal Regional Federal da 5ª Região acatou o pedido.

No recurso, a ANS alegou que estudos e análises de diversas sociedades médicas e de medicina diagnóstica mostram controvérsias técnicas em relação aos resultados desse tipo de exame e a possibilidade de alto percentual de falso-negativo.

Em reunião da diretoria da agência, transmitida online nessa quinta-feira (16), os diretores votaram pela suspensão dos efeitos da resolução que incluiu os testes IGA, IGC e IGM na cobertura dos planos.

O diretor-presidente substituto da ANS, Rogério Sacarabel, esclareceu que, além da questão científica, que ainda está em análise, uma incorporação inadequada de um exame pode não ser benéfica para o consumidor, já que impacta diretamente os custos assistenciais do sistema, que também são repassados aos usuários.

Sacarabel ressaltou que, desde o início da pandemia, em março, a agência incluiu espontaneamente no rol de procedimentos básicos dos planos o teste RT-PCR para diagnóstico da covid-19.

Na reunião também foi aprovada a realização de uma audiência pública para dar continuidade à discussão sobre o assunto. Mas a data ainda não foi divulgada.

Hospital Clériston Andrade 2 foi entregue nesta quarta || Foto Divulgação
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O Governo do Estado entregou, nesta quarta-feira (15), o Hospital Geral Clériston Andrade 2. Instalado em uma área de 25 mil metros quadrados, o HGCA 2 contou com um investimento de R$ 60 milhões e foi entregue sem inauguração por causa da pandemia.

“Esse equipamento está entre os melhores da Bahia, incluindo os privados. Aqui tem equipamentos que a rede privada não possui, nem em Feira de Santana nem em Salvador. É uma unidade de primeiro mundo, não só tecnicamente falando, mas também estruturalmente e esteticamente. Além disso, possui o selo verde, por possuir placa solar, estrutura para reuso de água e ar condicionados funcionando com gás natural, o que significa que o hospital terá um baixo consumo de energia elétrica, esta que funcionará de forma alternativa ao gás”, disse o governador.

A unidade funciona em prédio de três pavimentos onde foi implantado um centro cirúrgico com 11 salas de cirurgias e outras três para procedimentos invasivos, além de um Centro de Hemorragia Digestiva e um setor de bioimagem. O HGCA 2 é considerado um prédio verde com certificação de eficiência energética e biossegurança. Outro diferencial do hospital é a informatização, os prontuários serão eletrônicos em substituição ao papel no trâmite de informações dos pacientes.

O HGCA2 fortalece ainda mais o atendimento à saúde no interior, já que a região dispõe de uma Policlínica Regional, UPA, uma maternidade regional e uma nova emergência. Todos estes investimentos em saúde realizados pelo Governo do Estado em Feira de Santana superam R$100 milhões.

COVID-19

Inicialmente, o hospital irá funcionar como centro de tratamento para pacientes com Covid-19. A unidade já começa a receber pacientes com diagnóstico positivo na noite desta quarta-feira (15). Serão ofertados 40 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para este tratamento.Leia Mais

A distribuição de medicamentos foi anunciada em redes sociais
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As vigilâncias sanitárias do estado e do município de Teixeira de Freitas fizeram uma ação conjunta de fiscalização, após denúncias de que uma igreja estaria distribuindo medicamentos controlados para a população. As equipes de fiscalização impediram a distribuição, em virtude do local não possuir farmacêutico, nem alvará sanitário, bem como levaram para análise amostras dos medicamentos manipulados. O Ministério Público também foi acionado para avaliar a iniciativa e adotar as medidas cabíveis. A ação ocorreria na Igreja Batista Memorial.

Desde o início da pandemia do coronavírus, os brasileiros são bombardeados diariamente, sobretudo pelas redes sociais, com notícias sobre remédios milagrosos que estariam curando ou prevenindo contra a Covid-19. Um dos grandes perigos é que diversos grupos estão espalhando muitas fake news sobre a temática, com objetivo de confundir a população ou criar atritos políticos, se aproveitando da boa fé, do desespero e medo das pessoas, até mesmo para lucrar financeiramente.

Três dessas substâncias são mais recorrentes nas conversas sobre o assunto: cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina. “Há uma evolução muito grande nos modos de tratamento, visto que é uma doença nova e toda a comunidade médica e científica aprende diariamente. Os médicos especialistas procuram organizar protocolos de tratamento para não prejudicar os pacientes com remédios experimentais”, observa nota da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab).

O Instituto Couto Maia, por exemplo, que é um dos principais hospitais na Bahia no atendimento a pacientes graves com diagnóstico de Covid-19, possui protocolo clínico disponível no site www.institutocoutomaia.com.br e não utiliza cloroquina, hidroxicloroquina ou ivermectina no tratamento.

O secretário da Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas, faz o alerta. “Não existe comprovação científica da eficácia desses medicamentos no combate ao coronavírus. Ao contrário do que alguns têm difundido, existem evidências de que os remédios podem fazer mal à saúde”, afirma o secretário, ao pontuar ainda que essas medicações são controladas e só devem ser liberadas com receita.

Vacinação contra o sarampo segue baixa na Bahia
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A Campanha de Vacinação contra o Sarampo foi prorrogada até o dia 31 de agosto. A estimativa é de que sejam imunizadas 6,5 milhões de pessoas, mas, desde o começo da campanha (23 de março), somente 350 mil tomaram a vacina contra a doença. O público alvo a ser imunizado está na faixa de 20 a 49 anos, segundo a Secretaria Estadual de Saúde.

O sarampo é uma doença viral aguda, considerada uma das mais contagiosas, com potencial para ser extremamente grave, e afeta principalmente crianças menores de 5 anos, especialmente as mal nutridas e bebês não vacinados, mas que pode acometer também pessoas em qualquer idade não vacinadas.

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) da Bahia destaca que a única medida efetiva de prevenção contra o sarampo é a vacina Tríplice Viral, distribuída gratuitamente nos postos de saúde e que também imuniza contra caxumba e rubéola. Essa imunização faz parte do calendário vacinal.

A primeira dose deve ser tomada com um ano de vida e a segunda é aplicada três meses depois. Caso a vacinação não seja feita no tempo ideal, ainda é possível se proteger. Até os 29 anos é preciso tomar as duas doses. Entre 30 e 49 anos é ministrada dose única. Acima dos 50 anos não é mais feita a imunização.

CASOS NA BAHIA

Na Bahia, em 2019, o surto foi iniciado em junho, a partir de casos importados, porém, novas cadeias epidemiológicas foram identificadas, totalizando 80 casos confirmados, distribuídos em 25 municípios do estado.

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O Ministério Público estadual, por meio das promotoras de Justiça Cláudia Didier de Morais Pereira Santos e Andréa Ariadna Santos Correa, cobraram, da Secretaria de Saúde de Valença, esclarecimentos sobre a liberação do corpo de um idoso de 80 anos à sua família. A liberação teria sido feita sem que a família fosse informada de que a causa da morte poderia ser infecção por coronavírus. O MP apurou que o idoso morreu de pneumonia na Santa Casa de Misericórdia, no dia 4 de julho.

Segundo as promotoras, como havia suspeita da doença, foram realizados exames laboratoriais, que vieram a confirmar o resultado positivo para Covid-19. As promotoras afirmam que a falta de informação fez com que a família realizasse o velório do idoso em caixão aberto, expondo a risco a saúde pública.

No ofício, elas questionam se o corpo foi liberado com pendência de exames e, em caso positivo, “por que a família não foi informada sobre a suspeita e os cuidados para o manejo do corpo nesse caso”, o que é exigido por diretrizes do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde. Questionam também se as pessoas que tiveram contato com o corpo do idoso estão sendo monitoradas ou estão em isolamento.

As promotoras perguntam ainda se, nos casos de suspeita de contaminação e morte por coronavírus, as funerárias estão sendo informadas e requisitam informações a respeito das medidas adotadas pelo Município de Valença para evitar a proliferação do coronavírus e proteger os profissionais de saúde, os parentes dos infectados e outros pacientes internados nas unidades de saúde. A secretaria tem dez dias para responder os questionamentos do MP.

A chikungunya é transmitida pelo Aedes aegypt
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A chikungunya vem causando preocupação às autoridades sanitárias na Bahia. O número de casos notificados da doença no estado, entre dezembro de 2018 e junho de 2019, pulou de 4.365 para 23.311, entre dezembro de 2019 e 2 de junho de 2020. Isto é, houve um aumento da doença de 434%, se comparados os dois períodos. A  doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

Não houve nenhum outro país, em todo o mundo, com mais casos de chikungunya em junho que o Brasil, de acordo com o Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças, órgão de vigilância da União Europeia. E, de fato, entre os mais de 40 mil casos no país, a maioria está na Bahia. De acordo com o Ministério da Saúde, 41,5% das notificações foram registradas no principal estado nordestino.​

No total, 261 municípios realizaram notificação para esse agravo, sendo que 85 destes municípios apresentaram incidência ≥ 100 casos/100 mil habitantes (41 municípios apresentaram CI ≥ 300 casos/100 mil habitantes). Até o momento, constam três óbitos confirmados laboratorialmente para chikungunya, todos ocorridos em Salvador.​

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Cláudia Latronico fala sobre os distúrbios nesse período de pandemia
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Estresse e ansiedade têm sido consequências da pandemia e do isolamento social. Segundo a médica Ana Cláudia Latrônico, do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade do Estado de São Paulo (USP), a alteração hormonal afeta as noites de sono, a alimentação, a libido, a capacidade de concentração e, em determinados casos, pode necessitar de auxílio médico.

Cláudia Latrônico explica que o estresse na pandemia pode ser ocasionado pelo medo, preocupação com a própria saúde ou de seus familiares, mudanças nos padrões de sono e alimentação e levar a dificuldades de atenção, memória e processos cognitivos.

Ela conta que alguns pacientes tiveram agravamento dos seus problemas de saúde crônicos, às vezes relaxaram a atividade física e o uso de medicamentos. E uma preocupação que eu tenho é o maior consumo de álcool, cigarro e drogas nesse período de isolamento.

A médica informa que o estresse é uma resposta a situações de perigo ou medo e leva o organismo a responder com mobilização de energia, preparação do sistema nervoso central e ativação intensa do hormônio cortisol, que faz parte do sistema hormonal ligado à glândula suprarrenal.

REAÇÃO POSITIVA

É uma reação positiva no primeiro momento, mas o estresse pode levar ao excesso de cortisol, o que causa impactos. “Pessoas muito estressadas podem ter diminuição do sistema reprodutivo, então algumas mulheres vão deixar de menstruar, alguns homens e mulheres vão ter menos libido”.

Ela acrescenta que às  vezes vai ter mudança no padrão alimentar, com a necessidade de aumentar a quantidade de energia e ingestão de carboidratos. “Esse estresse contínuo pode ter, sim, impacto não só no sistema ligado ao cortisol, mas aos sistemas endócrinos interligados, entre eles o sistema reprodutivo e a parte metabólica”.

Para Cláudia Latrônico, em casos leves ou moderados de estresse, não há necessidade de medicação, mas há recomendações para cuidar do corpo e da mente. “Primeiro, cuide do corpo. Se acalme, tente ter refeições saudáveis e equilibradas, se possível faça uma atividade física regular, tente dormir o suficiente, evite o excesso de álcool e tente manter uma rotina”.

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