Corrida será em 26 de outubro, no Centro de Ilhéus
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Ilhéus começa a preparar a primeira edição da Corrida de Conscientização ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), marcada para 26 de outubro, com largada no Centro de Convençõs Luís Eduardo Magalhães, na Avenida Soares Lopes. Haverá caminhada para 3 km, além de corridas de 5 km e 10 km.
Organizado pela Fundação Fabamed, o Governo da Bahia, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), e o Hospital Regional Costa do Cacau, o evento busca despertar a atenção dos sul-baianos para a prevenção e o reconhecimento precoce de sintomas do AVC, uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil e no mundo.
O tema do evento – Mova-se para prevenir – ressalta a importância da atividade física como um dos pilares na prevenção da doença.
INSCRIÇÕES
As inscrições para a Primeira Corrida de Conscientização ao AVC já podem ser feitas pela internet. O site de inscrição é o https://www.races.com.br/1-corrida-contra-o-avc. “A participação no evento é uma oportunidade de contribuição para uma causa nobre de promoção à saúde e de engajamento na conscientização sobre o AVC”, afirma Julio Musse, diretor-geral do HRCC.
Dados da maior pesquisa sobre parto e nascimento no Brasil mostram avanços expressivos na prática hospitalar. A realização de episiotomia, o corte do canal vaginal com bisturi, para supostamente aumentar a via de passagem do bebê, caiu de 47% para 7% nos partos vaginais ocorridos no Sistema Único de Saúde (SUS), em cerca de dez anos. Queda semelhante (de 36% para 9%) foi observada na realização da manobra de Kristeller, quando o profissional de saúde sobe sobre a gestante ou empurra a sua barriga com força, para acelerar o nascimento.
No sistema privado, a redução foi ainda mais expressiva: apenas 2% das mulheres que tiveram parto vaginal relataram ter passado pela manobra, que é considerada uma forma de violência obstétrica e traz risco para a parturiente e o bebê. Os dados fazem parte da Pesquisa Nascer no Brasil 2, realizada pela Fiocruz, que coletou dados de mais de 22 mil mulheres entre 2021 e 2023.
Nessa quinta-feira (4), os pesquisadores divulgaram as informações referentes ao estado do Rio de Janeiro e adiantaram algumas informações nacionais, para comparação. Eles mostram que aumentou a quantidade de mulheres que puderam se alimentar e se movimentar durante o parto e que quase todas que pariram no Rio de Janeiro, tanto no Sistema Único de Saúde (SUS), quanto em unidades particulares, optaram por posições verticalizadas, que favorecem a saída do bebê.
“É uma adesão enorme às boas práticas e uma eliminação de intervenções desnecessárias. No Rio, não tem mais aquela forma de parir, em litotomia, em que a mulher fica com as pernas pra cima, , sem poder fazer força. Acabou. Isso é lindo! É uma mudança de cultura que estamos vendo. Não está perfeito, mas é uma mudança enorme na atenção ao parto, fruto de políticas públicas”, afirmou a coordenadora-geral da pesquisa, Maria do Carmo Leal.
Por outro lado, a proporção daquelas que tiveram acesso à analgesia, para reduzir as dores das contrações, caiu de 7% para 2% no SUS em todo o Brasil, e apenas 1% no Rio de Janeiro. Nos serviços privados, a queda nacional foi de 42% para 33%, chegando a 30% no estado. “Entre as mulheres que entraram em trabalho de parto no Rio de Janeiro, caminhou melhor para o parto vaginal quem fez uso de analgesia, mostrando que talvez tenhamos aqui um aliado. Foi quase seis vezes maior a chance de terminar em um parto vaginal”, acrescentou Maria do Carmo.
A pesquisa também mostra que os índices de parto normal e cesarianas permanecem um grande desafio no país. A quantidade de mulheres que passaram pela cirurgia no SUS aumentou de 43% para 48%, comparando com a primeira edição do levantamento, divulgado em 2014.
A coordenadora-geral da pesquisa ressalva que, ao menos, a maior parte desse aumento se refere a cesarianas intraparto, ou seja, realizadas após a mulher entrar em trabalho de parto, que totalizaram 13% no Brasil. Os partos vaginais no SUS somaram 52% no Brasil e 50% no estado.
Já a proporção de cesáreas no sistema privado foi de 81% no país e 86% no Rio de Janeiro, e apenas 9% e 7%, respectivamente, foram feitas após o início do trabalho de parto. Ainda assim, houve ligeiro aumento na quantidade de partos vaginais no Brasil, de 12% para 19%. A recomendação da Organização Mundial da Saúde é que as cirurgias sejam feitas apenas em casos de necessidade e o índice do país não passe de 15%.
O cenário sobre o pré-natal mostrado pela pesquisa, no entanto, não é tão positivo. Apesar de 98,5% das mulheres do Rio de Janeiro terem recebido o acompanhamento, apenas um terço apresentava registro completo de aferição de pressão arterial e exames de glicemia. Esses exames são essenciais para detectar e controlar as duas complicações mais comuns e perigosas da gestação: a hipertensão e o diabetes. Menos de 34% tiveram prescrição registrada de ácido fólico, substância essencial para o desenvolvimento neurológico do feto, e apenas 31,6% foram vacinadas contra o tétano e a hepatite B, dois dos principais imunizantes que devem ser tomados na gestação.
Maria do Carmo Leal destaca outras lacunas importantes no cuidado das gestantes de alto risco, ou seja, que já tinham alguma condição diagnosticada no momento do parto.
“Setenta e cinco por cento delas nunca fizeram uma consulta com especialista, só na atenção básica. Tem alguma coisa errada aqui. Trinta e seis por cento dessas mulheres disseram que a pressão arterial delas não foi medida em todas as consultas e também não tinham exame de glicemia, como o recomendado. São mulheres que peregrinaram mais (até serem admitidas para o parto), porque não tinha vaga, mas principalmente porque eram de alto risco e deveriam procurar uma unidade adequada. Peregrinar na hora do parto é tudo que elas não tinham que fazer”.
Sesab nega surto de Aids entre jovens na Bahia || Foto Divulgação
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A Secretaria de Saúde da Bahia negou, neste sábado (23), a existência de um surto de HIV/Aids entre jovens de 14 a 19 anos no estado. A Sesab assegura tratar-se de uma fake news divulgada por veículos de comunicação e perfis em redes. As publicações afirmam, equivocadamente, que, nas últimas semanas, foram registrados cerca de 11 mil casos da infecção nesta faixa etária.
De acordo com a Secretaria de Saúde da Bahia, no estado, neste ano, até o início de agosto, foram notificados 93 casos de HIV/Aids na faixa etária de 14 a 19 anos. Em 2024, nesta mesma faixa etária, foram 184 casos. No ano de 2023 foram 158 registros. Em 2022 o número chegou a 137.
DADOS GERAIS
Considerando todas as idades, na Bahia, de janeiro de 2023 a 2 de agosto de 2025 foram diagnosticados 11.187 casos de HIV e Aids, 8.005 (72%) no gênero masculino, 3.164 (28%) no gênero feminino e 18 casos com gênero ignorado.
Destes, 168 casos foram na faixa etária de 10 a 19 anos, 5.212 casos de 20 a 34 anos, foram 3.664 casos em pessoas com idade entre 35 e 49 anos, 1.517 de 50 a 64 anos e 345 casos em pessoas com mais de 65 anos.
A Sesab informou que o Estado vem intensificando as ações de educação em saúde, prevenção combinada e ampliação do acesso ao diagnóstico, especialmente nos serviços voltados ao público adolescente e jovem. Além disso, recomenda-se fortalecer a integração entre atenção básica, serviços especializados e redes de apoio social, garantindo acompanhamento qualificado e redução das barreiras que dificultam a adesão às medidas de prevenção e tratamento.
Depois de travar uma batalha pela vida da filha e fazer promessa com pedido para que a bebê se recuperasse, uma mãe deixou o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio (HMIJS), em Ilhéus, no sul da Bahia, fazendo o percurso, pelos corredores da unidade, de joelhos com a crianças nos braços. A jovem Sabrine Oliveira, de 32 anos, havia iniciado dias de orações, em julho, com pedidos para retornar para casa com o bebê saudável.
A história da família de Sabrine com o Materno-Infantil em Ilhéus começou em 18 de julho, quando a jovem chegou para dar à luz. Com um quadro delicado de diabetes gestacional, Sabrine viu, após o parto, a sua filha Marina ser, imediatamente, transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para tratar de uma anoxia — deficiência de oxigênio no cérebro, comum em diagnósticos como o dela.
Naturais de Piraí do Norte, município a cerca de 180 quilômetros de Ilhéus, Sabrine e o marido, Mateus, encontraram na equipe do hospital o apoio de que precisavam para seguir firmes e confiantes na cura e na alta hospitalar da filha. “Tive um atendimento maravilhoso, apoio de psicólogos, fisioterapeutas, médicos, enfermeiros, equipe da assistência social. A todo momento iam lá no quarto saber como eu estava”, elogia.
A PROMESSA
A convivência com a sua realidade e a de outras mães inspirou-a a fazer uma promessa: caso saísse com a filha totalmente recuperada, faria todo o percurso da alta nos corredores do hospital de joelhos. Na última quarta-feira (20), emocionada, Sabrine pôde, finalmente, cumprir o prometido.
“Saímos bem, com ela viva, sem sequelas. Felizes e emocionados”, disse. Para Sabrine e Mateus, a terceira filha do casal é um milagre da vida.
Única maternidade 100% SUS do sul da Bahia, o Materno-Infantil é um equipamento do Estado gerido pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS). Possui 105 leitos para obstetrícia, partos normal e de alto risco, além de pediatria clínica e UTIs pediátrica e neonatal. A unidade já ultrapassou a marca de 11 mil partos e é a única do estado habilitada pelo Ministério da Saúde para atendimento especializado aos Povos Indígenas.
Equipe do HRCC faz primeira nefrectomia por laparoscopia || Foto Divulgação
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O Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), em Ilhéus, fez pela primeira vez uma nefrectomia total por laparoscopia. O procedimento, de alta complexidade, retirou um rim sem função de um paciente que sofria com dores crônicas. A cirurgia foi bem-sucedida e a recuperação rápida, pois o paciente recebeu alta em menos de 48 horas.
Segundo o médico Rafael Vivas, coordenador de cirurgia-geral do HRCC, a opção pela técnica minimamente invasiva trouxe vantagens em relação à cirurgia aberta. “Entre os benefícios, destacam-se a redução do tempo de internação, menor dor pós-operatória, cicatrizes menores e uma recuperação mais ágil”, ressalta.
A operação foi conduzida pela equipe de Urologia, formada pelos médicos Victor Pereira e Matheus Tannus. “O paciente se recuperou bem e pôde deixar o hospital em menos de dois dias, o que mostra a segurança do método e, em breve, retomará plenamente suas atividades cotidianas”, disse Erik Badaró, gerente de Enfermagem.
Para o diretor-geral da unidade, Julio Musse, o feito marca um avanço para o hospital. “Mostra que temos capacidade de oferecer tratamentos de ponta dentro do SUS”, afirmou. O HRCC é administrado pela Fundação Fabamed e integra a rede da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).
Projeto visa reforçar serviços de oncologia dos hospitais da Santa Casa || Foto Divulgação
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A Comissão Intergestores Bipartite da Bahia (CIB) publicou a Resolução n. 541/2025, que aprova o projeto de modernização do Serviço de Radioterapia/Braquiterapia da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna. A medida prevê a aquisição de um equipamento de braquiterapia, que será utilizado apenas em procedimentos em pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Conforme o projeto, a compra será feita no âmbito do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon), do Ministério da Saúde. A Resolução foi publicada na edição de sexta-feira (26) do Diário Oficial do Estado.
O Hospital Calixto Midlej Filho concentra três dos cinco serviços da Unacon da Santa Casa, a Unidade de Quimioterapia; Oncologia Clínica e Cuidados Paliativos; e Oncologia Cirúrgica. Já o Ambulatório e a Unidade de Radioterapia com Braquiterapia funcionam no Hospital São Lucas e no Hospital Manoel Novaes, respectivamente.
A braquiterapia é um tipo de radioterapia utilizada no tratamento de diversos tipos de câncer, incluindo os de cabeça e pescoço, mama, colo do útero, próstata e olho. Diferentemente da radioterapia externa, em que a radiação vem de fora do corpo, na braquiterapia, a fonte de radiação é colocada dentro ou perto do tumor.
Sesab faz terceira convocação de edital de processo seletivo || Foto Leonardo Rattes/GovBA
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A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) convocou, neste sábado (26), mais 810 aprovados no processo seletivo Reda 001/2025. A lista foi publicada no Diário Oficial do Estado e marca a terceira chamada do certame, que prevê 3.778 contratações ao longo do ano.
Os selecionados deverão atuar em diversas unidades de saúde em todo o estado. A convocação segue a ordem de classificação prevista em edital. Acesse aqui.
Os convocados têm de 29 de julho a 7 de agosto para enviar a documentação exclusivamente pelo site https://red.saude.ba.gov.br, conforme as orientações disponíveis na aba “Processos Seletivos” do site da Sesab.
A Sesab informa que toda a comunicação com os candidatos será feita exclusivamente pelo e-mail institucional cpm.reda@ba.gov.br. Não há cobrança de qualquer taxa durante o processo, e os convocados devem estar atentos a possíveis tentativas de golpe.
Novas convocações ocorrerão de forma escalonada, conforme a necessidade do serviço e dentro do prazo de validade do processo seletivo.
Daniele realizou sonho de amamentar a pequena Maria Alice || Foto Divulgação
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Foram 87 dias de muita angústia, medo e indefinições. Maria Alice nasceu na condição de prematuridade extrema, no Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus. Os especialistas revelam que, nesta condição, os bebês são os mais vulneráveis, pois seus órgãos ainda estão em desenvolvimento crítico, tornando-os mais suscetíveis a complicações de saúde.
Com Maria Alice não foi diferente, foram quase três meses cercados de momentos difíceis e de muito cuidado. Mas na tarde desta quinta-feira (24), a família comemorava: a batalha foi vencida. O bebê foi transferido para a UTI Canguru, um modelo de assistência humanizada para recém-nascidos prematuros, com foco no contato pele a pele prolongado entre a criança e seus pais e aguarda ganhar mais 200 gramas para receber alta e, finalmente, ir para casa.
CONQUISTA
“Hoje a gente está aqui, uma conquista que não sei explicar o que o meu coração está sentindo”, revela Daniela Dias Santos, mãe de Alice. Aos 32 anos, ela aguardava com muita expectativa a chegada da primeira filha. O nascimento prematuro mudou a rotina da família. “Passei a maior parte do tempo aqui, sentada na poltrona ao lado da Maria Alice na UTI. Meu esposo vinha. Mas o ambiente de uma UTI o deixava tenso e ele preferia me apoiar do lado de fora, na sala de estar”, lembra Daniela.
O apoio e o acolhimento recebidos das profissionais do HMIJS também são lembrados com muito afeto pela mãe de Maria Alice. “Tive dias de precisar sair, de ir em casa para dormir uma ou duas horas e eu ia tranquila, por que sabia que minha filha estava em boas mãos. Nos tornamos amigos de todo mundo aqui. Fomos muito bem acolhidos, por onde passo todo mundo pergunta por ela”, reconhece.
AMAMENTAÇÃO
O momento mais triste, segundo Daniela, foi quando recebeu a informação da médica de que ainda não poderia amamentar a filha, pois Alice teria reação ao leite materno. “Meu sonho era ter uma menina e eu queria viver todas estas fases de ser mãe. Quando recebi esta notícia o mundo desabou”, lembra. Agora tudo mudou. “Há 15 dias amamentei pela primeira vez. Hoje ela só quer peito. Chorei muito quando vivi essa experiência”, afirma.
O que um dia foi indefinição, hoje tornou-se uma certeza. Falta pouco para a família deixar o hospital da Secretaria da Saúde da Bahia e ir definitivamente para casa. O mais recente pedido feito por Daniela ao hospital é de realizar um sonho que ela pôde testemunhar acontecer com dezenas de puérperas que, no mesmo período que ela, passaram pelo HMIJS: ganhar uma muda de Pau Brasil. “Quero plantar. Quero ver Maria Alice crescer junto com a árvore”.
Pasta aponta avanço no trabalho da Central de Regulação do Município || Foto PMI
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A Secretaria de Saúde de Ilhéus (Sesau) anunciou que a Central de Regulação do Município zerou a fila de pacientes que aguardavam para fazer o exame de tomografia sem contraste. A fila de tomografias de pacientes oncológicos, que aguardavam agendamento desde novembro de 2024, também foi zerada, acrescentou a Pasta.
De acordo com a Sesau, outro avanço foi conquistado na execução de tomografias e ressonâncias com contraste, cuja fila estava represada desde julho de 2024. “Todos os pedidos antigos foram atendidos, e os pacientes que deram entrada entre março e julho de 2025 já estão sendo contatados para receber seus agendamentos em breve”, informou a Secretaria em nota.
Já as ressonâncias sem contraste, que acumulavam demanda reprimida de mais de 3.800 pacientes desde 2022, também começaram a ser resolvidas. Mais de 50% dos pacientes já fizeram seus exames, e uma nova ação é planejada para zerar completamente essa fila, ainda conforme a Secretaria Municipal de Saúde. A Pasta anunciou também a retomada das biópsias de próstata e de tireoide.
ATUALIZAÇÃO DE DADOS
A Prefeitura de Ilhéus alerta para a importância da atualização dos dados cadastrais vinculados ao Cartão SUS, principalmente telefone e endereço. Muitos cadastros estão desatualizados, o que impossibilita o contato da Central de Regulação. A atualização pode ser feita presencialmente, no primeiro andar na Central de Regulação, localizada na Rua Prado Valadares S/N, Centro.
Conforme a Sesau, por dois anos, unidade ofertou apenas serviços emergenciais || Foto Sucom
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A coordenadora de Saúde Bucal da Secretaria de Saúde de Ilhéus (Sesau), Louise Tainá, anunciou o retorno do atendimento odontológico regular na Estratégia Saúde da Família (ESF) Basílio. Conforme a gestora, nos últimos dois anos, os serviços da unidade atendiam apenas a casos emergenciais devido à falta de climatização adequada, que impedia o funcionamento contínuo do consultório.
“Estávamos há quase dois anos sem ar-condicionado, o que impedia o atendimento regular e limitava o serviço a demandas espontâneas. Agora, com a climatização restabelecida, os atendimentos voltaram normalmente e os pacientes já podem procurar a unidade para marcar suas consultas”, assegurou.
De acordo com a Sesau, a unidade voltou a fazer cirurgias odontológicas (exodontias), restaurações, limpezas e atendimento odontopediátrico.
ALTO DO COQUEIRO, TEOTÔNIO VILELA E CEO
Além da retomada no Basílio, a coordenadora Louise Tainá apontou melhorias em outras unidades de saúde do município. A sala odontológica do Nossa Senhora da Vitória, que também estava sem funcionamento há quase dois anos, foi reaberta para a comunidade, acrescentou. A Sesau também fez intervenções para garantir ambiente mais confortável nos postos de saúde do Teotônio Vilela.
Outro ponto de destaque, segundo Louise, foi a requalificação da unidade do Alto do Coqueiro, que passou por reforma estrutural, retirada de mofo e instalação de ar-condicionado. Já na Unidade Princesa Isabel (Santa Dulce dos Pobres), foi instalado um novo aparelho de ar com maior capacidade de climatização. Na unidade da Conquista, os atendimentos foram retomados após ajustes na refrigeração do ambiente.
O município também ampliou os serviços no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), que passou de duas para seis salas em funcionamento, todas climatizadas e com infraestrutura adequada, afirmou Louise Tainá.
A coordenadora da Saúde Bucal ressaltou ainda que novas melhorias estão agendadas. “Algumas salas da região norte do município também retomarão [o atendimento regular], e vamos seguir trabalhando para entregar o melhor da saúde bucal para todos.”
Médicos reforçam equipes de atenção primária à saúde na Bahia || Foto Marcelo Camargo/AB
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O estado da Bahia recebeu o reforço de 316 profissionais do Programa Mais Médicos, iniciativa do governo federal que tem como foco ampliar a cobertura da atenção primária em regiões de maior vulnerabilidade social. Do total de médicos, seis foram alocados para atuar no Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Bahia, que atende populações indígenas em áreas de difícil acesso. Os demais médicos reforçarão as equipes de Saúde da Família nos municípios baianos.
A ação faz parte da mais recente etapa do programa, que selecionou 3.173 médicos para atuar em 1.618 municípios e 26 DSEIs de todo o país. O edital teve número recorde de inscritos, com mais de 45 mil candidatos.
Desde o último dia 2, ocorre a chegada nos territórios dos médicos formados no Brasil com registro no Conselho Regional de Medicina (CRM). Já os médicos brasileiros formados no exterior irão participar, a partir de 4 de agosto, do Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv), um treinamento específico para atuação em situações de urgência, emergência e no enfrentamento de doenças prevalentes nas regiões de trabalho.
Os profissionais que compõem o Mais Médicos estão diretamente ligados ao fortalecimento da Atenção Primária à Saúde e no esforço contínuo em acelerar o atendimento especializado no Sistema Único de Saúde (SUS). A atuação integrada desses profissionais, pelo prontuário eletrônico e os fluxos que vão reduzir o tempo de espera do paciente, facilitará o acesso à média e alta complexidade para todos os cidadãos.
“São mais de 3 mil profissionais que iniciam suas atividades dentro do Mais Médicos, qualificando o atendimento na atenção primária e reduzindo o tempo de espera. Além disso, o programa também investe na formação e qualificação desses profissionais, proporcionando oportunidades de especialização em Medicina de Família e Comunidade e mestrado profissional em Saúde da Família”, explica o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço.
Risia, Maria e Geraldo no 1º passeio em família após uma batalha pela vida || Foto Arquivo Pessoal
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Do PIMENTA
“Mainha é um milagre de Deus”. É assim que Risia Kaliane Santana de Souza, de 41 anos, resume a série de provações a que sua mãe, Maria Santana de Souza, 75, sobreviveu nos últimos 20 anos. Uma delas foi a implantação de um aparelho chamado Heart Mate 3, conhecido popularmente como coração artificial. Moradora de Ilhéus, no sul da Bahia, Maria foi a primeira pessoa das regiões Norte e Nordeste do País a receber esse tipo de implante.
Ao PIMENTA, o cardiologista Gustavo Duarte, um dos médicos que acompanharam a jornada de Maria Santana, explicou que o aparelho tem esse nome popular porque, acoplado ao coração, faz o bombeamento do sangue. “É um dispositivo de assistência ventricular, ‘um coração artificial’”.
O médico Gustavo Duarte durante visita a Maria em Ilhéus || Foto Arquivo Pessoal
Para fazer o procedimento, Maria recorreu à Justiça, que obrigou seu plano de saúde a transferi-la para uma unidade especializada. A vaga surgiu no Instituto de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal (ICDF), em Brasília. O histórico da paciente, que sobreviveu ao doloroso tratamento de um câncer de mama descoberto em 2005, levou a equipe do Instituto a descartar o transplante de um novo coração para Maria, optando pelo Heart Mate 3.
Gustavo detalhou a escolha técnica dos colegas de Brasília diante do quadro de insuficiência cardíaca avançada de Maria Santana. “Para fazer o transplante, se faz avaliação da pressão dos pulmões. Quando o coração começa a ficar fraco, o paciente tende a aumentar a pressão do pulmão. Se você coloca um coração novo com a pressão do pulmão alterada, esse coração falha, porque não consegue bombear o sangue devido a esse aumento da pressão pulmonar”.
Daí a opção pelo aparelho, que, numa tradução sem rigor técnico, também poderia ser chamado de companheiro do coração.
Ilustração do Heart Mate 3 e de seu controle externo || Imagem Redes Sociais
“O Heart Mate 3 é colocado no ápice do coração. Ele puxa o sangue dessa região do órgão e joga para a região da aorta, fazendo um desvio, como se fosse uma bomba de puxar água. Só que, ao invés de devolver para o coração, ela devolve um pouco à frente, gerando um mecanismo de bombeamento para ajudar o coração da paciente a atuar. Ela tem o coração dela, que bate, mas também tem esse coração artificial, que puxa sangue e devolve ao corpo”, explicou o cardiologista Gustavo Duarte.
DOS PRIMEIROS SINTOMAS AO IMPLANTE
Maria Santana de Souza é baiana de Mutuípe, no Vale do Jequiriçá, e morou por quatro décadas em Uruçuca, onde foi servidora do município e manteve a Livraria e Papelaria Vitória. Os primeiros sinais de que seu coração não ia bem apareceram durante uma caminhada com Risia, em julho de 2021, quando a família já havia se mudado para Ilhéus por causa da maior facilidade de acesso aos serviços de saúde.
“A gente fazia caminhadas na praia, e ela seguia praticamente no mesmo ritmo que eu”, recorda Risia Kaliane. No entanto, após a atividade física, Maria ficou mais cansada do que o normal. Isso a levou a fazer um novo check-up, mesmo já tendo feito um no mesmo ano.
Foi a médica Neila Rocha quem descobriu alterações no funcionamento do coração da paciente e solicitou exames específicos. Os resultados das primeiras investigações indicaram problema complexo, mas não fecharam o diagnóstico. Com medicações, os sintomas arrefeceram num primeiro momento. Depois, veio o susto.
A descrição de Risia sugere que a mãe teve uma experiência de quase morte. “No dia 2 de outubro de 2021, ela teve um apagão, caiu e, segundos depois, acordou, como se estivesse voltando à vida”. Contatada pela família, Neila Rocha recomendou a internação de Maria no Hospital São José, em Ilhéus.
Como estava com a frequência cardíaca muito baixa, Maria foi levada para a UTI do São José e, no dia 14 de outubro, recebeu um marca-passo provisório. O definitivo seria implantado no dia seguinte. As intervenções foram suficientes para que a idosa atravessasse todo o ano de 2022 sem intercorrências.
Os problemas no coração voltaram em 2023, quando Maria Santana passou a ser acompanhada também pelo médico Gustavo Duarte, no Hospital Calixto Midlej Filho, em Itabuna. Devido às particularidades da paciente, relacionadas ao tratamento do câncer, ao invés de substituir o marca-passo, o cardiologista decidiu que era mais seguro implantar um segundo aparelho, sem remover o primeiro.
Maria ganhou o segundo marca-passo no início de 2024 e se adaptava bem a ele, mas os sintomas de cansaço extremo retornaram em abril daquele ano. No mês seguinte, deu entrada no Hospital de Ilhéus. “Liguei para o dr. Gustavo e ele, prontamente, nos encontrou no Hospital”, conta Risia Kaliane,
Na UTI do hospital ilheense, Maria Santana recebeu medicação inotrópica, usada para estimular os batimentos cardíacos, explica Gustavo Duarte. Porém, a equipe médica constatou que o corpo da paciente passou a não reagir ao estímulo medicamentoso, e o cardiologista esclareceu que ela teria que ser submetida a um transplante de coração ou implante do Heart Mate 3.
Já em Brasília, no dia 5 de agosto de 2024, a equipe do Instituto de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal, liderada pelo médico Vitor Salvatore Barzilai, implantou o coração artificial em Maria.
INTERCORRÊNCIAS E REABILITAÇÃO
A cirurgia durou 8h. Durante e após o procedimento, Maria Santana enfrentou oito intercorrências. Na última delas, teve as extremidades dos cinco dedos da mão direita amputadas.
Dia da saída de Maria Santana do ICDF, em dezembro de 2024 || Foto Arquivo Pessoal
A família Souza frequenta a Igreja Batista há décadas. Por sua formação evangélica, Risia Kaliane acredita que Deus usou os médicos no caminho de Maria como instrumentos para salvar a vida de sua mãe, que voltou para Ilhéus no dia 30 de dezembro de 2024.
Antes da volta, Risia e seu pai, Geraldo Estevão Souza, de 74 anos, fizeram treinamento e prova rigorosos que os habilitaram manusear o Heart Mate 3. Também apreenderam a fazer diálise peritoneal, outro procedimento de que Maria necessita para viver, contornando um tipo de insuficiência renal.
Filha e marido se revezam nos cuidados, além do acompanhamento de profissionais de saúde. “Meu pai é um guerreiro e superapaixonado pela minha mãe. É um amor de 46 anos”, disse Risia sobre a relação de Geraldo e Maria. A irmã de Risia, Rosana Keila, mora no Espírito Santo, mas fez o possível para estar com a mãe em momentos decisivos.
A família Souza reunida em Ilhéus || Foto Arquivo Pessoal
Com idas e vindas, Maria Santana de Souza teve melhoras significativas, recuperou peso corporal e já começa a fazer caminhadas assistidas. Há dois meses, fez o primeiro passeio. Foi com Geraldo e Risia à comemoração do mês da família da Congregação da Igreja Batista Lindinópolis Sul 2, em Ilhéus.
Imunizante já está disponível nas unidades de saúde || Foto Fabio Pozzebom/Agência Brasil
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A Secretaria de Saúde de Itabuna passou a oferecer a dose de reforço da vacina Meningocócica ACWY para crianças com um ano de idade. A medida segue recomendação do Ministério da Saúde, que autorizou a ampliação da oferta dessa vacina para esta faixa etária no SUS, desde o dia 1º deste mês.
A coordenadora da Rede Frio, enfermeira Camila Brito, explica que antes as crianças recebiam três doses da vacina Meningocócica C, sendo a primeira dose aos três meses de idade; a segunda, aos cinco meses, e com um ano de vida, a dose de reforço.
“A mudança agora na orientação do Ministério da Saúde é que essa dose de reforço que ocorre aos 12 meses de idade não será mais com a Meningocócica C e passa a ser agora com a ACWY, que poderá ser aplicada até os 4 anos e 29 dias”, explica.
Além dessas crianças, a faixa etária que utiliza a vacina Meningocócica ACWY é de 11 a 14 anos. “Isso representa mais proteção para nossas crianças e adolescentes”, frisa a coordenadora da Rede Frio, num alerta aos pais e responsáveis e à toda a sociedade.
Vacina já está disponível nas unidades de saúde || Foto Fabio Pozzebom/Agência Brasil
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A Secretaria de Saúde de Ilhéus começou a aplicar a nova dose de reforço contra a meningite em crianças de 12 meses de idade. A mudança segue orientação do Ministério da Saúde, que substituiu a vacina Meningocócica C (MenC) pela vacina ACWY para o primeiro reforço.
De acordo com Walkiria Cardeal, técnica de imunização da Rede de Frio da Secretaria Municipal de Saúde, a medida amplia a proteção contra quatro sorogrupos da bactéria meningococo: A, C, W e Y. “Essa atualização fortalece a imunização infantil, prevenindo casos graves de meningite e infecções generalizadas”, explica.
Todas as crianças que completarem 12 meses e estiverem no momento de receber o reforço contra a meningite já terão acesso à nova vacina ACWY nas unidades de saúde do município. “Se o seu filho tem um ano e ainda não tomou o reforço, procure a unidade para receber essa dose”, orienta Walkiria.
Além das crianças, o público de 11 a 14 anos também segue contemplado com a vacina ACWY, aplicada juntamente com a vacina contra o HPV.
VACINAÇÃO CONTRA A GRIPE
Walkiria Cardeal também reforçou que segue em andamento a vacinação contra a gripe Influenza para toda a população a partir dos 6 meses de idade. “Temos doses disponíveis em todas as unidades de saúde. Quem ainda não se vacinou deve procurar o serviço o quanto antes”, alertou.
Bebê entrou em hospital para tratar bronquiolite e saiu com ferida gravíssima no pé || Foto Sesab
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Com menos de três meses de vida, o pequeno Heitor Gustavo dos Santos perderá o pezinho direito. Ele foi vítima de infecção, no mês passado, no Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, onde havia sido internado, em maio, para tratamento de um quadro de bronquiolite. O ferimento no pé teve origem no acesso intravenoso usado para medicá-lo (relembre).
Após decisão judicial, a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) transferiu o bebê, no dia 8 de junho, para o Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador (veja aqui).
Na unidade da capital, a equipe médica informou à mãe de Heitor, Sara Ribeiro Santos, que o procedimento cirúrgico para tentar reconstruir o pé do seu filho envolveria a retirada de músculo da região torácica da criança para enxerto, com alto risco de rejeição e complicações que poderiam ameaçar a vida de Heitor.
Ciente dos riscos envolvidos, a família autorizou a amputação. Ao PIMENTA, Sara Ribeiro informou que a cirurgia de retirada do pé de seu filho está marcada para esta quarta-feira (2), no HGE, onde Heitor permanece internado.
“Estou muito triste. Não tenho nem mais lágrimas para derramar. É uma mistura de revolta e tristeza. A justiça do homem pode até falhar, mas a de Deus não falha. A partir de agora, vou ter que me adaptar a isso”, concluiu Sara Ribeiro Santos.