A Igreja Nossa Senhora do Rosário nunca foi concluída e até hoje possui uma capela em seu interior || Foto PIMENTA
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Chegou o dia de conhecer um pouco sobre os atrativos de Sabará, município da Região Metropolitana de Belo Horizonte. O turista que planeja viajar para os destinos históricos de Minas Gerais deve reservar um tempo para uma caminhada pelas ruas estreitas, um bate-papo com moradores, “passada” pelas igrejas e visita ao Centro Cultural José da Costa Sepúlveda, Solar Padre Correria e Casa da Ópera (Teatro Municipal).

Fachada da Igreja São Francisco de Assis

Pelo valor histórico e cultural, o Casa da Ópera deve constar no topo da lista do turista. Ele foi construído sob a influência inglesa no período do reinado de Elizabeth I e inaugurado em 2 de junho de 1819. É o segundo teatro mais antigo em funcionamento no Brasil. Entre os visitantes que estiveram no espaço de arte estão os imperadores Dom Pedro I (1831) e Dom Pedro II (1881).

Interior do segundo teatro mais antigo do Brasil || Foto PIMENTA

A arquitetura interna do Casa da Ópera tem influência italiana. O espaço conta com palco, espaço com cadeiras no térreo e camarotes em três galerias, que eram ocupadas pelas famílias influentes da época. Os moradores asseguram que a acústica do espaço é digna de muitos elogios dos artistas que por lá se apresentam. A reportagem do PIMENTA foi numa sexta-feira, dia em que não havia programação.

Fachada da Igreja Nossa Senhora do Rosário

A poucos metros dali, encontra-se o imóvel que pertenceu ao rico e influente padre José Correia da Silva. Construído no período colonial, o prédio possui sala-capela interna com talha da terceira fase do barroco mineiros, escadaria de jacarandá, painéis decorativos nos salões do piso inferior e pátio interno em estilo de fazenda.

Fachada Solar do Padre Correia || Foto PIMENTA

A fachada da edificação, também conhecida como Casa Azul, apresenta cunhais e enquadramento dos vãos em madeira, cobertura de telhas curvas, em quatro águas. Como o espaço abriga as secretarias de Cultura e Turismo, a visita deve ser durante a semana. O imóvel fica situado à Rua Dom Pedro II, no centro de Sabará.

Fachada da Igreja Nossa Senhora das Mercês || Foto PIMENTA

CONJUNTO ARQUITETÔNICO E URBANÍSTICO

Sabará também é uma cidade com muitas capelas e igrejas construídas no período colonial. Uma delas é a Nossa Senhora do Carmo, que teve a pedra fundamental lançada em junho de 1763 e há importante contribuição do arquiteto e escultor Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. A lista de templos católicos históricos de destaque inclui ainda a São Francisco de Assis, Nossa Senhora do Rosário e Nossa Senhora da Conceição.

Igreja Nossa Senhora do Carmo em Sabará || PIMENTA

A Igreja Nossa Senhora do Rosário é uma obra inacabada. Edificação fica bem no centro de Sabará e começou a ser construída por volta de 1767. A obra foi abandonada pelos escravos, assim que saiu a abolição, em 1888. A edificação foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Casas antigas no centro de Sabará || Foto PIMENTA

Outras edificações tombadas são as igrejas de São Francisco de Assis, Nossa Senhora da Conceição, Igreja de Nossa Senhora do Ó, Nossa Senhora do Carmo, além das capelas de Santana e Santo Antônio. A Nossa Senhora do Carmo reúne várias obras de Aleijadinho.

A antiga Câmara e Cadeira é hoje biblioteca municipal || Foto PIMENTA

O Iphan também tombou o Centro Histórico de Sabará, e a Rua Direita (Rua Dom Pedro II), que é uma das mais importantes áreas do conjunto arquitetônico e urbanístico do município mineiro. O turista pode dar uma passada ainda pelo prédio da antiga Câmara e Cadeia, onde hoje funciona a Biblioteca Pública Municipal. O imóvel não mantém mais a estrutura original, mas guarda traços do Brasil Colonial.

Praça de Sabará

A dica para quem pretende visitar Sabará é ficar hospedado em Belo Horizonte. Além de ônibus, o turista tem a opção do transporte por aplicativo, que oferta preço entre R$ 70 e R$ 120, a depender da empresa e horário escolhido para o deslocamento.  E aqui vale um esclarecimento: não há imagens do interior das igrejas nessa reportagem porque, inexplicavelmente, no dia em que estivemos na cidade, os templos estavam fechados.

Museu da Inconfidência em Ouro Preto || Foto PIMENTA
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Ouro Preto, que no dia 8 deste mês de julho completou 312 anos de fundação, abriga um rico acervo e dezenas de monumentos tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan). Um passeio pelo município mineiro significa uma viagem para conhecer mais sobre a história do movimento contra o “Derrama”, o imposto que a população era obrigada a pagar para a Coroa Portuguesa.

Relíquias no Museu da Inconfidência || Foto PIMENTA

Entre os monumentos que devem constar no topo da lista do roteiro do turista estão o Museu da Inconfidência, Palácio dos Governadores, Casa dos Contos, Chafariz da Praça de Marília de Dirceu. O turista deve reservar, pelo menos 3 horas, para um passeio pelo Museu da Inconfidência, que tem entrada gratuita e funciona de terça a domingo, das 10 às 18h, mas o acesso só é permitido até às 17h.

A Casa dos Contos abriga um rico acervo || PIMENTA

Dedicado à preservação da memória da Inconfidência Mineira, o Museu disponibiliza um painel da sociedade e cultura do período da mineração de ouro e diamantes, no século XVII. O turista tem acesso a relíquias produzidas pelo escultor Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e pelo pintor Manuel da Costa Ataíde, o Mestre Ataíde.

registro de óbito de Aleijadinho || PIMENTA

ACERVO COM MAIS DE 4 MIL ITENS

Inaugurado em 1944, o Museu abriga um acervo com mais de 4 mil itens, reunindo peças históricas e artísticas que retratam uma parte do período colonial brasileiro, além indicar a relação dos moradores da então Vila Rica (atual Ouro Preto), com a Inconfidência Mineira. O local também abriga restos mortais do líderes da Inconfidência Mineira. O Instagram é: museudainconfidencia.

Interior do Museu da Inconfidência || Foto PIMENTA

Antes de ser transformado em Museu da Inconfidência, o prédio foi sede do governo municipal, Casa de Câmara e Cadeia da então Vila Rica. Na visita, o turista tem a oportunidade de contemplar as estátuas que representam Justiça, Temperança, Caridade e Fortaleza.

O outro monumento tombado pelo Iphan é a Casa dos Contos, que foi construída por João Rodrigues de Macedo, cobrador de impostos. O imóvel foi confiscado pela Coroa Portuguesa. No período de combate aos inconfidentes, o espaço funcionou, em 1789, como quartel da Companhia do Esquadrão do Vice-Rei. A tropa foi enviada para combater os revoltosos.

Mobiliários da Casa dos Contos|| PIMENTA

O prédio foi ainda sede da Administração e Contabilidade Pública da Capitania de Minas Gerais. Durante o século XX abrigou diferentes órgãos públicos. No local, o turista pode conferir exposições documentais numismáticas da Casa da Moeda do Brasil e do Banco do Brasil, além de mobiliários do Brasil colonial. No subsolo tem uma senzala. A Casa dos Contos funciona de terça a sábado, das 10h às 16h. Aos domingos funciona das 10h às 14h. A entrada é franca. O Instagram é:museucasadoscontos.

Uma das muitas senzalas de Ouro Preto. Esta fica no subsolo da Casa dos Contos|| PIMENTA

OUTROS MUSEUS

O turista tem ainda a opção de conhecer o Museu Boulieu, que reúne esculturas, pinturas, objetos e mobiliário doados pelo casal Jacques e Maria Helena Boulieu. O acervo reúne obras de origem asiática, latino-americana, sendo a maioria das peças do período barroco.

Local onde estão os restos mortais dos inconfidentes || Foto PIMENTA

O espaço é fechado na terça-feira e funciona em horários diferentes nos demais dias da semana. Na quarta-feira fica aberto das 13h às 21h. Nos demais dias, abre das 10 às 18h. A entrada custa R$ 10 inteira.

A lista de atrativos inclui ainda a Escola de Farmácia de Ouro Preto, que é integrada à Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). O acervo formado por material didático de origem europeia, mobiliário,  equipamentos do final do século XIX, além de documentos com registro de vida acadêmica e administrativa da Instituição, livros, periódicos e teses.

Museu de Inconfidência no centro histórico de Ouro Preto || PIMENTA

Outros museus de Ouro Preto são o de Ciência e Técnica da Escola de Minas da UFOP, do Chá Parque Itacolomi, do Oratório, Aleijadinho, no interior da Paróquia Nossa Senhora da Conceição e  Casa dos Inconfidentes. Este último funciona de segunda a sexta, das 10h às 15h30min. É fechado aos sábados, domingos e feriados. A entrada é franca.

As igrejas São Francisco de Assis e Nossa Senhora do Carmo no centro de Mariana || Foto PIMENTA
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Quem gosta de história e arquitetura antiga apaixona-se por Mariana, única cidade colonial mineira com traçado planejado. Com verdadeiros tesouros culturais, a primeira capital de Minas Gerais está entre os municípios brasileiros com maior número de patrimônios históricos tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O turista que escolhe fazer o Circuito do Ouro precisa reservar ao menos um dia para conhecer museus, igrejas e casarões edificados ao longo de ruas estreitas e íngremes.

Um lugar para passeio tranquilo em Minas Gerais || Foto PIMENTA

É tanta riqueza histórica que o dia passa tão rápido sem que o visitante perceba. Por isso, é importante traçar, antes de sair para a aventura pelas ruas de pedra, um roteiro, definindo por onde começar o passeio e o que não deve deixar de fora. Muitos dos atrativos ficam próximos uns dos outros, como é o caso da Casa Cadeia (Paço Municipal) e das igrejas São Francisco de Assis e Nossa Senhora do Carmo, que formam um lindo e rico conjunto arquitetônico na Praça Minas Gerais.

A arte barroca na Nossa Senhora do Carmo || Foto PIMENTA

Um dos últimos exemplares da arte rococó em Minas Gerais, a Igreja Nossa Senhora do Carmo (foto acima) tem, no seu interior, uma beleza impressionante, sendo que a sua estrutura conta com traços marcantes do artista Francisco Xavier Carneiro, discípulo do mestre Manuel da Costa Athaíde. Xavier é apontado como responsável pela pintura do teto e o douramento dos altares laterais da igreja.

O risco do retábulo-mor é de autoria do reverendo e escultor Félix Antônio Lisboa. A Igreja sofreu o incêndio (até hoje não se sabe como foi causado) em janeiro de 1999, e foi completamente restaurada em 2002.

Igreja de São Pedro dos Clérigos é um dos patrimônios de Mariana || Foto PIMENTA

Meio que ao lado, quase em frente à Nossa Senhora do Carmo, fica a Igreja São Francisco de Assis, que apresenta traços de artistas como Manuel da Costa Athaíde, Francisco Vieira Servas e Francisco Xavier Carneiro. Athaíde foi responsável pelo douramento do retábulo do altar-mor e do altar de Santa Izabel. De acordo com o Iphan, os trabalhos de douramento dos demais altares foram realizados entre fins do século XVIII e início do século XIX.

A antiga cadeia de Mariana está sendo restaurada || Foto PIMENTA

Terceiro patrimônio do conjunto arquitetônico, a Casa de Câmara e Cadeia é o local onde funcionou a casa de fundição e senzala, além de ter sido cadeia. Atualmente abriga a Câmara de Vereadores de Mariana, mas está fechada para visitação, pois passa por reforma. Quando em funcionamento, o turista pode visitar a sala de exposições Antônio Pacheco Filho, com obras de artistas de Mariana.

Centro histórico de Mariana || Foto PIMENTA

Do conjunto arquitetônico, somente a Igreja Nossa Senhora do Carmo encontra-se aberta à visitação. A Igreja São Francisco e a Casa de Câmara passam por obras de restauração. A previsão é de que a igreja seja reaberta para visitação a partir de agosto, quando o trabalho de restauração será concluído.

O patrimônio histórico de Marina conta ainda com as igrejas Catedral Nossa Senhora de Assunção (Igreja da Sé), Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, São Pedro do Clérigos, Nossa Senhora dos Anjos, Bom Jesus do Monte, Nossa Senhora das Mercês, Nossa Senhora da Conceição e Nossa Senhora de Nazaré.

Centro de Mariana (MG) mantém calçadas da época do Brasil colonial || Foto PIMENTA

Além das capelas de Santo Antônio, Sant´Ana e Nossa Senhora de Boa Morte e São Jorge; Seminário Maior São João José, Centro de Cultura Cine Teatro Mariana, e dos museus Arquidiocesano de Arte Sacra e Casa dos Alphonsus de Guimaraens, Casarão dos Morais, Casa do Conde Assumar. São cobradas taxas simbólicas de visitação e, com exceção  do Arquidiocesano de Arte Sacra, o turista pode fotografar as obras sem usar flash.

Entrada de Mariana (MG) || Foto PIMENTA

O Museu Arquidiocesano é considerado o mais rico em arte sacra de Minas Gerais e tem em seu acervo obras do Mestre Athayde e peças atribuídas ao escultor Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, além de esculturas, pinturas, indumentária e vestes litúrgicas; mobiliário e objetos de cerimônias religiosas.

O museu funciona de terça a domingo, das 9h às 12h e das 13h às 17h, na rua Frei Durão, 49, Centro. É cobrada taxa de R$ 5,00 e o visitante é proibido de filmar e fotografar as obras no seu interior. O turista pode escolher se hospedar em Mariana ou Ouro Preto. Recomendamos a segunda cidade, pois oferece mais opções e mais atrativos.

Farol da Barra Conquista prêmio internacional || Manu Dias/GOVBA
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Cartão-postal da Bahia, o Farol de Santo Antônio, em Salvador, recebeu o prêmio Farol Patrimônio 2020, concedido pela Associação Internacional de Auxílios Marítimos (Iala), com sede na França. O conhecido Farol da Barra é dos principais atrativos na capital baiana. A premiação ocorreu somente agora por causa da pandemia

A premiação levou em conta ações de manutenção, acesso público e educação, para preservar a mais antiga sinalização marítima em operação no Brasil, mantida pelo 2º Distrito Naval (DN). A cerimônia foi realizada, na segunda-feira (5), no Museu Náutico, na Barra, com a participação de autoridades civis e militares. O evento teve o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Turismo (Setur-BA).

“Esse é um prêmio de importância mundial, que incentiva o turismo. Ele é resultado da parceria da Marinha com o Governo da Bahia e a Prefeitura de Salvador, que trabalham em conjunto pela valorização desse patrimônio que atrai milhares de turistas”, ressaltou o comandante do 2º DN, vice-almirante Antonio Carlos Cambra.

“Utilizamos critérios bem rigorosos, com um grupo de especialistas. A premiação avalia a arquitetura, as funções mecânicas do farol, sua herança cultural e valor histórico para a cidade”, explicou o secretário-geral da Iala, Francis Zachariae.

O equipamento baiano venceu faróis de países como Índia, Japão, Reino Unido e Portugal. O Farol da Barra foi instalado em 1698, como o primeiro sistema de sinalização náutica a entrar em operação nas Américas. A torre atual é de 1839 e tem 22 metros de altura, uma das maiores atrações da zona turística Baía de Todos-os-Santos.

Santuário Bom Jesus de Matozinhos || Foto PIMENTA
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Hoje o PIMENTA desembarca em Minas Gerais para uma viagem pelos tesouros culturais no Circuito do Ouro, levando você para conhecer um pouco dos museus,  igrejas, santuários, senzalas, casarões e personalidades da história de Congonhas, Ouro Branco, Sabará, Mariana e Ouro Preto, na Estrada Real. É dia de conhecer um pouco sobre as riquezas de Congonhas, com destaque para arte barroca de Antônio Francisco Lisboa, o famoso Aleijadinho (1738-1814), um dos maiores escultores brasileiros de todos os tempos.

Os 12 profetas, obra-prima do escultor Barroco Aleijadinho || PIMENTA

Quem viaja de férias ao Circuito do Ouro não pode deixar de incluir no roteiro uma visita ao Santuário ou Basílica Bom Jesus de Matozinhos, um conjunto formado pela Igreja do Bom Jesus, com interior no estilo rococó, e uma escadaria, “guardada” pelas estátuas de 12 profetas (Amós, Abdias, Jonas, Baruque, Isaías, Daniel, Jeremias, Oseias, Ezequiel, Joel, Habacuque e Naum). Obra de Aleijadinho.

Obra de arte de Aleijadinho || PIMENTA

O conjunto edificado inclui ainda seis capelas, com cenas da Via Sacra. As capelas estão dispostas lado a lado no aclive frontal ao templo. A escadaria e o interior da igreja são os espaços mais disputados para registro de imagens pelos turistas que visitam a cidade de Congonhas.

Centro histórico de Congonhas || PIMENTA

SANTUÁRIO DE BOM JESUS DE MOTOZINHOS

De acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Santuário Bom Jesus Matozinhos reúne o maior conjunto de arte colonial do Brasil, sendo reconhecido, em 1985, pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) como Patrimônio Cultural da Humanidade. As estátuas dos profetas são em pedra-sabão. No interior das capelas, encontram-se 66 esculturas de madeira policromada em tamanho natural, consideradas verdadeiras obras-primas do escultor Aleijadinho.

Centro Histórico de Congonhas || Foto PIMENTA

O visitante também pode passear pela história do povoamento de Congonhas, com casas construídas nos séculos XIX e XX. Ao lado do Santuário Bom Jesus Matosinhos o turista pode conhecer um pouco mais sobre a cultura, costumes e a religiosidade ao acessar o Museu de Congonhas, um prédio de 3400 metros quadrados. O imóvel possui três pavimentos, com sala de exposições, biblioteca, auditório, ateliê, espaço educativo, cafeteria, anfiteatro ao ar livre e áreas administrativas.

O interior da Igreja do Bom Jesus || Foto PIMENTA

No Museu, o turista também encontra estátuas dos profetas Joel e Daniel, além de cópias digitais das esculturas de todos eles. O ingresso para acessar o prédio custa R$ 10, sendo cobrada metade do valor para estudantes e pessoas acima de 60 anos. As crianças até 11 anos são isentas da taxa. O espaço funciona das 9 às 17h, de terça a domingo. Você pode seguir as atividades no museu pelas redes sociais (@museusdecongonhas, no Instagram, e @museudecongonhas, no Facebook.

Quatro dos 12 profetas || PIMENTA

A poucos metros do museu, no final da Alameda das Palmeiras, fica a Romaria, um conjunto arquitetônico e urbanístico tombado pelo Iphan em 1941. Os imóveis da “vila” eram usados como pousada de romeiros e fiéis até o início da década de 60. Mesmo tombado, o imóvel foi parcialmente demolido depois de ser vendido a um grupo empresarial. O espaço voltou para posse do município de Congonhas em 1995 e restaurado pelo Iphan.

 

Entrada da Romaria de Congonhas

A entrada é gratuita, mas tenha um pouco de atenção porque, perto dali, usuários de drogas costumam fazer abordagem para pedir dinheiro. No próximo final de semana a reportagem do PIMENTA desembarca em Ouro Branco para apresentar mais um atrativo da Estrada Real.

 

Jardim Botânico de Curitiba. A vista é quase que obrigatória || Foto Secretaria de Turismo do Paraná
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Hoje o PIMENTA convida o leitor a conhecer os principais atrativos de Curitiba, que possui quase 2 milhões de habitantes e é a maior cidade do Sul do País. A capital paranaense guarda uma herança muito forte dos imigrantes europeus, e, embora populosa, ainda hoje apresenta, em determinadas regiões da cidade, aspectos de interior.

É considerado um destino barato para se fazer turismo no Brasil, pois o acesso a maioria dos atrativos é gratuita. Alimentação de qualidade não custa muito caro e há opções de hospedagem para diferentes bolsos.

O nosso passeio em Curitiba começa no Jardim Botânico, com uma parada obrigatória logo na chegada para registro de lindas imagens dos belos jardins da entrada. Mas o visitante precisa de muita disposição para caminhar pelos jardins e conhecer a estufa de 458 metros quadrados que abriga dezenas de espécies de plantas típicas. O Jardim (chamado de parque pelos visitantes) possui 278 mil metros quadrados de área verde e tem como maiores atrativos uma estufa de 458 metros quadrados e Jardim das Sensações.

Jardim Botânico possui 278 mil metros quadrados de área verde || Foto Pedro Ribas/SMCS

Inspirada na arquitetura europeia, a estufa abriga plantas originárias da Mata Atlântica. Durante a caminhada, o visitante tem a oportunidade de conhecer exemplares de araucária, erva-mate, juvevê, tarumã, imbuia, canela preta, cedro rosa, aroeira, pimenteira, pitangueira, cerejeira, bromélias e orquídeas.

O jardim abriga espécies como gambá, tatu, caxinguelê, preá, cutia, sapo, perereca, rã; bem-te-vi, joão-de-barro, sabiá-laranjeira, sabiá-cavaleiro, sanhaço, pomba asa-branca, quero-quero e coruja.

A entrada para visitar essas e outras essas riquezas é gratuita. O Jardim Botânico fica na rua Engenheiro Ostoja Roguski, 350, no bairro Jardim Botânico, e pode ser acessado de segunda a domingo, das 6h às 19h30min. Porém, o Jardim das Sensações, que você não pode deixar de fora da visita, não abre na segunda-feira, dia destinado a manutenção do local.

A unidade funciona das 9h às 17h, mas atenção: como o percurso deve ser feito em uma hora, o acesso é permitido até as 16h30min. Você pode chegar ao local de carro próprio (os estacionamentos são pagos), ônibus coletivo ou aplicativo.

MUSEU OSCAR NIEMEYER

O turista precisa reservar, ao menos, um dia para contemplar o riquíssimo acervo do Museu Oscar Niemeyer, na Rua Marechal Hermes, 999, no Centro Cívico de Curitiba, numa área de 17 mil metros. São mais de 4 mil peças de artistas paranaenses, além de obras de Tarsila do Amaral, Cândido Portinari, Oscar Niemeyer, Andy Warhol, Di Cavalcanti e Francisco Brennand.

Museu Oscar Niemeyer possui um rico acervo || Foto STPR

No espaço também funciona uma biblioteca com mais de 9 mil publicações e periódicos, como livros sobre história da arte, revistas especializadas, catálogos de exposições e vídeos com depoimentos de artistas e curadores, além de arquivo fotográfico.

No maior museu de arte da América Latina, o visitante tem acesso às obras e objetos asiáticos – esculturas, mobiliário, cerâmica, porcelana, pinturas, objetos em metal, gravuras, caligrafias e têxteis, de países como China, Japão, Índia, Paquistão, Butão, Irã, Afeganistão e Myanmar. Além disso, o museu conta com esculturas no jardim, piso, um café e uma loja de souvenires.

O turista precisa de, pelo menos, um dia para visitar o museu Oscar Niemeyer || Foto PIMENTA

O ingresso custa R$ 30,00 (inteira) R$ 15,00 meia para idosos a partir de 60 anos, doadores de sangue e menores de 12 anos, dentre outros grupos. Nestes casos, o beneficiário deve apresentar documentação com foto. A visita pode ser feita de terça a domingo, das 10h às 18h, mas o acesso às salas de exposição ocorre até as 17h30min.

PARQUES

Que tal uma passada pelos bosques da capital paranaense? Entre os lugares que não podem ficar de fora do seu roteiro, as áreas verdes da cidade de Curitiba. Como são mais de 30 parques para a visitação pública, a equipe PIMENTA vai lhe apresentar somente um pequeno resumo sobre os bosques do Alemão e João Paulo II, mas, se você tiver um pouco mais de tempo na passagem pela capital, vale a pena uma visita a todos. Praticamente todos têm entrada gratuita.

Bosque Alemão é um dos lugares mais visitados em Curitiba || Foto Ricardo Almeida/SMCS

O Bosque do Alemão fica numa área de 38 mil metros quadrados e foi construído em homenagem aos descendentes germânicos. O turista deve iniciar o passeio no prédio do Oratório de Bech – uma réplica de uma antiga igreja presbiteriana. Depois deve seguir pela Trilha de João e Maria, Casa da Bruxa (uma biblioteca infantil), passando pela Torre dos Filósofos, mirante com vista panorâmica de Curitiba; até a Praça da Poesia Germânica.

O Bosque do Alemão fica na rua Niccolo Paganini, esquina com Franz Schubert, em Vista Alegre, e a visitação pode ser feita das 6h às 19h, todos os dias.

Bosque João Paulo II tem entrada gratuita || Foto SCMCS

No Bosque Papa João Paulo II, os atrativos são sete casas feitas de troncos (que integram um memorial da imigração polonesa). No parque, que é uma homenagem ao povo polonês, com destaque para as figuras do papa e astrônomo Nicolau Copérnico, é possível conhecer um pouco das tradições daquele país, arte e crenças.

O parque fica situado à Rua Mateus Leme X Rua Vieira Santos X Rua Mário de Barros, no Centro Cívico. Ele funciona das 7h às 20h, todos os dias da semana. O memorial tem funcionamento diferente, ficando aberto de terça a domingo, das 9h às 18h.

Memorial Ucraniano é dos atrativos mais visitados. A entrada é gratuita || Foto Daniel Castellano/SCMS

É possível o acesso a uma parte dos bosques e outros atrativos com aquisição de um bilhete único de R$ 50,00 e pode ser reutilizado pelo passageiro no deslocamento de um ponto para outro da cidade (linha turismo).

No uso do mesmo veículo, o cartão de embarque só pode ser reutilizado após um intervalo de 30 minutos. Ele pode ser adquirido diretamente nos ônibus, que operam de terça-feira a domingo, das 8h30min às 17h. Acesse aqui para saber mais sobre outros atrativos.

Obelisco do Marco das Três Fronteiras || Foto Marcos Labanca
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São vários os atrativos para quem viaja de férias para Foz do Iguaçu, no Paraná, fronteiras com Argentina e Paraguai. Para os amantes da natureza que pensam em ficar, pelo menos, cinco dias no município do oeste do Paraná, uma das indicações de passeio é o Parque das Aves.

O parque fica bem em frente às Cataratas do Iguaçu, e recebe mais de 700 mil visitantes por ano, segundo a Secretaria de Turismo do Paraná. Na área, em meio às belezas da Mata Atlântica, vivem quase 1.300 aves de 150 espécies brasileiras e oriundas da África, Ásia e Austrália.

Parque das Aves é uma das atrações em Foz do Iguaçu || Foto Rodrigo Chibiaqui

Focado na conservação de aves da Mata Atlântica, o Parque ocupa uma área de 16 hectares, onde existem cerca de 100 araras, além de espécies como tucanos, papagaios, periquitos e jacutingas. Há mais de 300 periquitos vivendo no Cecropia, considerado o maior viveiro de aves resgatadas no Brasil.

O ingresso para o Parque das Aves custa R$ 80 inteira.

Para conhecer a unidade de conservação, onde você pode acompanhar voos rasantes de araras, o ingresso custa R$ 80 inteira. O passeio pode ser feito das 8h30min às 16h30min, todos os dias. As regras para quem tem direito a meia entrada ou outros benefícios podem ser acessadas no site oficial. Acesse aqui.

A política para cancelamento ou alteração de data de visita ao Parque das Aves é flexível. Caso desista de conhecer a unidade, o cliente tem até a data do passeio para cancelamento sem custos. A mudança no dia da visita também pode ser feita sem maiores burocracias nem custos extras. Mais informações pelo telefone (45) 35298282 ou ainda pelo email atendimento@parquedasaves.com.br.

MARCO DAS TRÊS FRONTEIRAS

Outro atrativo entre os mais procurados pelo turista que passa por Foz de Iguaçu é o Marco das Três Fronteiras (Argentina, Paraguai e Brasil).

Inaugurado em 1903 numa área de 700 metros quadrados, o Marco possui uma edificação com três estruturas, uma em cada país e presta homenagem aos Jesuítas. A visita ao local pode ficar mais para o período da tarde, pois o final do dia é o momento ideal de contemplação do pôr do sol. À noite, uma das estrelas é o obelisco de mais de 100 anos.

Obelisco do Marco das Três Fronteiras existe há mais 100 anos || Foto Marcos Labanca

É no Marco das Três Fronteiras que ocorre o encontro dos rios Iguaçu e Paraná, que abastece a Usina de Itaipu. É ponto em que se tem uma vista privilegiada de Foz de Iguaçu e Ciudad Del Este. O local conta com praça de alimentação, loja de presentes e apresentação de shows culturais à noite, com ritmos como samba, tango e a polca em homenagens aos três países.

Encontro dos rios Iguaçu e Paraná || Foto Marcos Labanca

O ingresso custa R$ 45,00, dos quais R$ 3,00 de contribuição para o Fundo de Desenvolvimento e Promoção Turística do Iguaçu. Idosos a partir de 60 anos e crianças pagam metade.

Caso tenha um pouco mais de tempo em Foz de Iguaçu, também vale uma visita ao Templo Budista Chen Tien, que funciona de terça a domingo, das 9h30min às 16h30min. Fica no bairro Jardim Califórnia, na rua Doutor Josivalter Vila Nova, e conta um pouco sobre o budismo.

A entrada no Templo Budista é gratuita || Foto José Fernando Ogura/ANPr

No local, onde tem-se uma vista privilegiada de Foz do Iguaçu e Ciudad Del Este, o visitante pode fazer uma caminhada pelos belos jardins e ver de perto as estátuas de budas, reis celestiais, crianças iluminadas, dentre outros. O templo possui 120 estátuas, cada uma com um significado. A entrada é gratuita. A próxima reportagem destaca os principais atrativos de Curitiba.

A abertura de vertedouro é uma das atrações da Itaipu || Foto da Assessoria de Comunicação de Itaipu
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A segunda reportagem especial de turismo do PIMENTA destaca um dos atrativos mais visitados no Sul do Brasil. O espetáculo proporcionado pela água liberada pelo vertedouro (estrutura usada para escoar o excedente do reservatório), a história e curiosidades sobre a construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu estão entre os principais motivos para uma visita a maior geradora de energia limpa e renovável do mundo.

Os ingressos para conhecer de perto as belezas da usina são bem concorridos. O Passeio Especial, com visita panorâmica e interna, é o mais disputado. O Passeio Especial custa R$ 160 por pessoa e dura cerca de 2h30min. A opção inclui um passeio de ônibus, com paradas em dois mirantes no trajeto denominado panorâmico, e uma terceira parada no topo da barragem, que fica a 255 metros de altura em relação ao nível do mar.

Vista do vertedouro de outro ângulo || Foto PIMENTA

A segunda etapa do passeio é uma visitação interna, com passagem pela casa de máquinas, onde o turista tem o privilégio de ver de perto as catedrais de concreto, eixo de turbina, galeria das unidades geradoras e sala de comando central. Na etapa interna do passeio, os guias contam a história da construção e operação da maior usina hidrelétrica do mundo, que pertence ao Brasil e Paraguai.

Para passear pelo interior da usina, o turista precisa atender a uma série de requisitos, entre os quais ter mais de 14 anos, apresentar documento de identificação oficial com foto e não carregar bolsas, que ficam retidas num armário. Deve chegar para o embarque, pelo menos, 30 minutos antes do horário agendado para o passeio. O uso de drones não é permitido.

PASSEIOS PANORÂMICO E ITAIPU ILUMINADA

Outra opção de passeio é o Panorâmico, em um ônibus de dois andares (abertos nas laterais) que saem do Centro de Recepção do Visitante – terminal de entrada da usina-, passando pela chamada avenida dos condutos forçados e topo da barragem.

Nesse passeio são feitas duas paradas, uma no mirante central e uma segunda no vertedouro. Depois dessa parada para o registro de imagens e a contemplação das belezas do local, o visitante é levado de volta para o terminal de partida dos ônibus. As saídas ocorrerem a cada 30 minutos, a partir das 8h30min. A última partida acontece às 16h e não existe limitação de idade para o passeio, que custa R$ 56 por pessoa, sendo R$ 6 para o Fundo Iguaçu.

Outro lado da hidrelétrica de Itaipu || PIMENTA

Nas duas opções de passeio, o turista, se tiver em um dia de sorte, pode acompanhar o espetáculo das águas com abertura do vertedouro da Usina de Itaipu. Dia de sorte porque a liberação da água só ocorre com aumento do nível do reservatório. Às vezes, isso leva mais de um ano para acontecer. A nossa reportagem fez a visita bem no dia do espetáculo, mas só conseguiu fazer o passeio Panorâmico, pois não havia mais ingresso disponível para o Especial, que deve ser adquirido com antecedência.

Os turistas podem também escolher fazer o passeio Itaipu Iluminada, no ponto de embarque para visitantes, na entrada da usina. Eles são levados, de ônibus, até o mirante central para contemplação da barragem iluminada. No mirante central, o visitante é convidado a ouvir músicas ao vivo da chamada tríplice fronteira. O ingresso individual custa R$ 48, e o passeio é ofertado somente às sextas-feiras e aos sábados, sempre à noite, com duração de duas horas.

Um dos pontos de parada para registro de imagens || Foto PIMENTA

Os amantes da natureza podem escolher ainda o passeio pelo Refúgio Biológico Bela Vista, com embarque em um veículo no Centro de Recepção de Visitantes e passagem pelas margens do lago de descanso do Parque Piracema.  O segundo trecho é considerado o mais interessante, com o turista sendo convidado a participar do plantio de uma árvore nativa, conhecer o portinho do refúgio, que ficam às margens do lago de Itaipu.

Pinel na Usina de Itaipu || Foto PIMENTA

Outro passeio disponível é a visita ao zoológico. O ingresso custa R$ 40 e o passeio é feito de quarta a segunda. Como o veículo utilizado em uma das etapas do passeio não possui janelas, é recomendado que o visitante leve consigo capa de chuva e agasalhos nos dias de “tempo fechado”. Existe ainda o atrativo do Ecomuseu, mas as visitas estão suspensas neste momento porque a unidade passa por reforma.

UM POUCO SOBRE A CONSTRUÇÃO DA HIDRELÉTRICA

A hidrelétrica de Itaipu começou a ser planejada na década de 60, mas as obras só foram iniciadas em 1974, um ano depois da assinatura do tratado entre Brasil e Paraguai. Além de estabelecer os termos do financiamento, o documento definiu que cada país tem direito a 50% da energia produzida. No período de 1975 a 1978, mais de 9 mil moradias foram construídas nas duas margens do Rio Paraná e um hospital erguido para atender os trabalhadores. Em 10 anos, a Foz de Iguaçu passou de cerca de 20 mil para 101 mil habitantes.

Parte interna de Itaipu || Foto Ascom de Itaipu

As obras foram concluídas em outubro de 1982. Em seguida, foi iniciada uma operação para retirada de mais de 36 mil animais que viviam na área a ser inundada pelo lago, conforme informações da Usina Itaipu. O reservatório foi completamente inundado em apenas 14 dias. A lâmina de água soma 135 mil hectares. O Parque das Aves e o Marco das Três fronteiras são os destaques da próxima reportagem.  Acesse aqui e saiba mais sobre todos os passeios.

As Cataratas numa visão panorâmica || Foto Sérgio Mendonça Júnior
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O PIMENTA inicia, neste mês de maio, uma série de reportagens especiais sobre alguns dos destinos e atrativos mais procurados no Paraná, São Paulo e Minas Gerais. A nossa viagem começa em altíssimo nível pelo Sul do País, e convida você para um passeio por uma das Sete Maravilhas Naturais do Mundo, as Cataratas do Iguaçu (PR).

O maior conjunto de quedas d´água do mundo recebeu 150.827 pessoas em abril, um recorde histórico para o mês, conforme informações da concessionária que administra o Parque Nacional, um Patrimônio Natural da Humanidade, título concedido pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

Turistas de todo o mundo buscam o espaço para foto em Cataratas || Foto PIMENTA

Milhares de turistas brasileiros e estrangeiros que todos os anos visitam o parque se encantam com o cenário deslumbrante criado pelas 275 quedas d´água das Cataratas do Rio Iguaçu, na fronteira do Brasil com a Argentina. O visitante pode assistir ao espetáculo de diferentes ângulos, inclusive do lado do país vizinho. Mas se tiver de escolher um dos lados, opte pelo brasileiro, pois a visão é perfeita.

A famosa e belíssima Garganta do Diabo é a mais impressionante das 275 quedas d´água das Cataratas do Iguaçu, com 150 metros de largura e 80 metros de altura. O cartão-postal do Parque Nacional tem forma de “U” e é o local onde turista fica a maior parte do passeio, contemplando a paisagem criada pela natureza.

Turistas buscam o melhor ângulo para assistir ao espetáculo na “Garganta do Diabo” || Foto PIMENTA

As cachoeiras podem ser vistas bem de perto, em um deck superior (vídeos abaixo); acessando uma ponte a poucos metros da queda de água ou numa aventura no Macuco Safari. Neste último caso, é uma opção de aventura de barco bimotor contratado à parte do passeio tradicional, numa das lojas próximas às bilheterias de acesso ao Parque de Iguaçu.

VALORES DE ATRATIVOS

A aventura custa R$ 385,00 por pessoa (inteira) e é dividida em etapas, começando com passeio num veículo elétrico. Ao término desse percurso, os aventureiros seguem a pé por uma trilha de cerca de 600 metros até um deck, onde embarcam no Rio Iguaçu, passando por corredeiras acima até ficarem frente a frente com a Garganta do Diabo.

Esse passeio dura cerca de duas horas e o valor pode ser parcelado em até 10 vezes no cartão de crédito. É uma aventura diferente e emocionante, mas, se não couber no seu orçamento, não se preocupe, pois na escolha do passeio tradicional também é possível contemplar todas as belezas das Cataratas do Iguaçu.

O valor para visitar as Cataratas, sem incluir a aventura do Macuco Safari, é R$ 78,00 (R$ 75,00 do ingresso mais R$ 3,00 para o Fundo de Desenvolvimento e Promoção Turística do Iguaçu) para brasileiros e moradores de países do bloco o Mercosul. Os demais turistas precisam desembolsar R$ 83,00 (R$80,00 de ingresso e R$ 3,00 para o Fundo Iguaçu). Moradores de 14 municípios próximos ao Parque Nacional pagam 20% do valor cobrado aos brasileiros. As crianças de até seis anos de idade não pagam. Acesse para página de aquisição de ingressos e outras informações.

Além das Cataratas e da aventura do Macuco Safári – aquele passeio que coloca o turista praticamente debaixo das quedas d´água-, existem as opções do sobrevoo de helicóptero e as trilhas do Poço Preto e das Bananeiras. Contemplar as belezas naturais das alturas custa R$ 580,00 por pessoa e o passeio dura, em média, 10 minutos. Esse passeio depende das condições do tempo.

A turista itabunense Daniela Vieira faz pose para foto

Há limite de ingressos para a visitação diária ao Parque Nacional, que completou 84 anos em janeiro deste ano. A primeira partida é às 9h30min. O ideal é que comece o dia de diversão parando no último ponto, para contemplar as belezas da Garganta do Diabo, porque este é, de longe, o local mais concorrido para registro de imagens.

Existem fotógrafos de uma empresa para registrar os momentos especiais, mas o serviço é caro e pode não valer a pena. Empolgada, a nossa equipe adquiriu um pacote mínimo com 10 fotos por R$ 350,00, porém, as imagens não são de primeira qualidade. Pelo menos, as nossas não foram.

DICAS PARA FACILITAR A SUA VIAGEM

Para quem está pensado em conhecer o Patrimônio Natural da Humanidade e outros atrativos de Foz Iguaçu, o PIMENTA apresenta informações adicionais para tentar facilitar o seu passeio, com dicas que devem ser consideradas. Uma delas é sobre o local de hospedagem, que deve ser mais ao centro da cidade. Assim, poderá deslocar-se perdendo menos tempo até os principais atrativos da cidade paranaense. No centro você ficará, por exemplo, entre as Cataratas e a maior hidrelétrica do mundo, a Usina de Itaipu, uma das Maravilhas da Engenharia Moderna. Há cerca de 25 mil leitos de hospedagem em Foz de Iguaçu.

A Usina de Itaipu fica na região oposta às Cataratas. A hospedagem ao centro de Foz de Iguaçu facilita também a vida de quem planeja “um pulo” em Ciudad Del Este (Cidade do Leste), no Paraguai, ou em Puerto Iguazú (Porto Iguaçú), na Argentina, que exige apresentação de documento oficial com foto para entrada do turista no país. A província (cidade) argentina é mais organizada e parece ser mais segura para o turista, mas o lado paraguaio oferece mais opções para quem pretende fazer compras.

Caso não esteja de carro, o visitante pode deslocar-se para a maioria dos atrativos de Foz do Iguaçu usando o transporte público. A passagem no coletivo custa R$ 5,00. Para os locais sem opção de ônibus, o recomendável é o serviço de transporte por aplicativo.

As mulheres que recorrem à escovinha devem fazer outros passeios antes da visita às Cataratas, pois os pingos d´água da “Garganta do Diabo” não molham apenas o cabelo, mas todo o corpo do visitante. Mas você não se arrependerá de ficar de frente para a gigante queda d´água.

São 275 quedas d´água das Cataratas do Iguaçu || Foto PIMENTA

Entre as opções de deslocamento de moradores baianos até Foz Iguaçu está o aéreo, saindo de aeroportos de Ilhéus, Porto Seguro, Vitória da Conquista e Salvador.

O ingresso para atrativos como Cataratas e Hidrelétrica de Itaipu deve ser comprado com a antecedência porque a existe uma grande procura. A nossa equipe não conseguiu, por exemplo, comprar na bilheteria o ingresso para passeio especial na usina, que, junto com outros atrativos, será tema da reportagem do próximo final de semana.