Empresários vão receber orientação para obter empréstimos do Fundo Geral do Turismo || Imagem Divulgação
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A Prefeitura de Ilhéus promove, na próxima quarta-feira (1º), um encontro voltado ao acesso às linhas de crédito do Fundo Geral do Turismo (Fungetur). A ação conta com apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do Conselho Municipal de Turismo (Comtur), com foco na orientação de empresários do setor.
O evento será no auditório do Sebrae, a partir das 9h, com abertura institucional que reúne o prefeito Valderico Júnior (UB), o secretário de Turismo, Maurício Tavares, e a coordenadora regional do Sebrae, Claudiana Figueiredo. Em seguida, uma palestra apresenta as formas de acesso ao crédito e os bancos credenciados. Das 11h às 12h, uma equipe técnica orienta os participantes no cadastramento no Cadastur, sistema do Ministério do Turismo.
Durante a programação, os empresários terão acesso a informações sobre os R$ 826 milhões disponibilizados pelo Governo Federal para o setor em 2026. As linhas de crédito permitem financiamentos de até R$ 15 milhões, com juros a partir de 9% ao ano e prazos de até 240 meses. Os recursos podem ser aplicados em capital de giro, compra de veículos, reformas e modernização de equipamentos.
Podem participar donos de pousadas, agências de viagens, bares, restaurantes, transportadores turísticos e outros prestadores de serviço. As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas no site da Sympla.
Cidade é dos destinos mais procurados do litoral sul da Bahia durante a festa || Foto PMI
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Itacaré deve receber cerca de 50 mil turistas durante o Carnaval, segundo estimativa da Secretaria Estadual de Turismo (Setur-BA). O município, na Costa do Cacau, integra a lista de destinos com maior fluxo de visitantes no interior da Bahia durante o período festivo.
De acordo com a Setur-BA, até a Quarta-feira de Cinzas, a Bahia deve registrar a circulação de aproximadamente 3,7 milhões de visitantes nas 13 zonas turísticas, com impacto econômico estimado em R$ 8 bilhões. Mais de 150 municípios contam com apoio do Governo do Estado em ações nas áreas de infraestrutura, turismo, segurança, saúde, direitos humanos e contratação de atrações.
Em Itacaré, a programação reúne cerca de 60 atrações, entre fanfarras, blocos culturais e alternativos (confira detalhes aqui). A secretária municipal de Turismo, Patrícia Veras, destaca que o município figura entre os destinos considerados mais seguros do país durante a festa, fator que contribui para o crescimento da procura.
No cenário estadual, Salvador registra taxa média de ocupação hoteleira de 95%, com picos de 100% nas áreas próximas aos circuitos do Carnaval. No interior, a ocupação média chega a 85%. Em Porto Seguro, a expectativa é de 250 mil foliões e movimentação econômica de R$ 650 milhões, enquanto Barreiras alcançou 100% de ocupação hoteleira no domingo (15). Destinos como Cairu e Lençóis também registram forte presença de turistas, incluindo visitantes de outros estados e do exterior.
A Setur-BA avalia que os números deste ano tendem a superar os de 2025, impulsionados pela combinação entre programação cultural, estrutura de serviços e fluxo turístico nacional e internacional.
Orca aparece perto de embarcação no litoral sul-baiano || Imagem Fernando Filho/FF Pesca
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Um grupo de pesca esportiva foi surpreendido pela aparição de orcas, nesta quarta-feira (7), no litoral de Ilhéus, sul da Bahia. A presença e o registro da espécie são raros na costa do Nordeste.
Eufórico, o pescador Fernando Filho, da FF Pesca, fez imagens em vídeo e divulgou nas rede sociais. Nelas, as orcas aparecem perto da embarcação e provocam gritos de alegria dos privilegiados que viram tudo de perto. Abaixo, assista ao espetáculo da vida marinha.
À esquerda, congestionamento no Savoia; à direita, na zona sul || Fotomontagem PIMENTA
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Motoristas que se dirigem às praias de Ilhéus encaram congestionamento nas zonas norte e sul do município. No litoral sul, sentido Olivença, o trânsito fica mais lento após o fim do trecho duplicado da BA-001. Já na zona norte, a lentidão começa na Barra do Itaípe. As imagens acima registram a intensa movimentação de veículos no início desta tarde de sexta-feira (2).
Com cerca de 80 quilômetros de litoral, o maior da Bahia, Ilhéus é dos destinos mais procurados do estado na alta temporada. Também dá acesso a quem viaja pela BA-001 para o distrito turístico de Serra Grande, em Uruçuca, e Itacaré.
Virada Ilhéus agitou cidade com quatro noites de festa || Foto Sucom
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No embalo da Virada Ilhéus 2026, que marcou a retomada do réveillon promovido pela Prefeitura após seis anos, a Secretaria Municipal de Turismo divulgou o Calendário Turístico de Eventos deste ano. A agenda começou com a Expo Ilhéus – Feira de Turismo, que foi aberta em dezembro e segue ao longo deste mês de janeiro. Também está em curso o receptivo dos visitantes que chegam à cidade na temporada de navios de cruzeiros, de novembro a março.
De 10 a 12 de janeiro, Olivença promove a tradicional Puxada do Mastro de São Sebastião, que também será homenageado pelo cortejo de 18 de janeiro, no Centro. No dia 20, será a vez a Lavagem da Escadaria da Catedral de São Sebastião. O mês termina com 29ª Regata Salvador–Ilhéus, de 29 a 31 de janeiro, no Ilhéus Iate Clube.
No próximo mês, as atenções se voltam para o turismo religioso e para o Carnaval. O Dia de Iemanjá é celebrado em 2 de fevereiro, no litoral norte, Maramata e Praia do Cristo. No dia 7, tem o Rally dos Mares. A programação carnavalesca inclui o pré-Carnaval do bloco As Muringuetes e o Carnaval Oficial.
O mês de março traz ações voltadas à valorização cultural e histórica. No dia 21, ocorre a Semana Municipal do Turismo Literário, no Circuito Ilhéus. Já entre 30 de março e 5 de abril, a cidade recebe o Ilhéus Old School – Encontro de Carros Históricos, na Avenida Soares Lopes e no estacionamento da antiga Luminárias Linhares.
O mês de abril terá a Paixão de Cristo e o Aleluia Festival, nos dias 3 e 4, em frente à Catedral de São Sebastião. O esporte náutico marca presença com o Campeonato Baiano de Canoa Havaiana e Canoeca, de 25 a 27, no Iate Clube de Ilhéus. O mês inclui ainda as celebrações do Padroeiro da Cidade, São Jorge dos Ilhéus, no dia 23, e a Lavagem do Canhão do Mirante, no dia 27.
Exemplar de Ophiocordyceps que transformou formiga em "zumbi" || Foto Wikimedia Commons
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Thiago Dias
A história da série O Último de Nós (The Last of Us) começa em 1968, num programa de TV. Diante do auditório e das câmeras, o apresentador interage com dois epidemiologistas. O primeiro especialista fala sobre os danos que uma pandemia viral poderia causar. O segundo, Dr. Neuman, admite que o evento mataria milhões de pessoas, mas diz não se preocupar com essa possibilidade. Pondera que, apesar das baixas, os humanos sempre venceram as guerras contra os vírus.
Teríamos problemas maiores se, ao invés de viral, a pandemia fosse provocada por um fungo, acrescenta Neuman, citando espécies que parasitam formigas e outros insetos. Elas assumem o comando do sistema nervoso e usam o corpo do hospedeiro para se desenvolver e se dispersar.
Quando Neuman descreveu a hipótese de uma pandemia fúngica, o outro epidemiologista refutou, lembrando que os parasitas desse reino não ameaçam os humanos. Os fungos não sobrevivem a mais de 35 graus, e a temperatura média do corpo humano é de 36 graus. Mas, retrucou Neuman, se as condições ambientais passassem a exigir, por exemplo, uma adaptação dos seres vivos a temperaturas maiores:
– Aí, sim, o fungo teria por que evoluir. Um gene sofre mutação, e um Ascomiceto, Candida, Esporão-do-centeio, Cordyceps, Aspergillus, qualquer um deles poderá se cravar no nosso cérebro e tomar o controle, não de milhões de nós, mas de bilhões. Bilhões de fantoches com a mente envenenada, voltados a um objeto comum: espalhar a infecção a todo ser humano vivo, custe o que custar. E não há tratamento. Não há profilaxia nem cura.
“E se isso acontecer?”, pergunta o apresentador do programa. “Vamos perder”, responde Neuman. Assim termina o prólogo da série.
CORDYCEPS, NÃO ESTAMOS A PERIGO
Estudioso do Reino Fungi, Alexandre Rafael Lenz explica que o fungo representado na série é do gênero Cordyceps, que foi dividido em dois, Cordyceps e Ophiocordyceps. “Eles infectam insetos, artrópodes, e conseguem controlar o sistema nervoso, transformando esses insetos em zumbis”.
Também esclarece que, na distopia adaptada de um videogame e lançada pela HBO em 2023, o salto evolutivo do fungo destoa do ritmo real de transformação dos seres. Ao contrário dos personagens Joel Miller e Ellie Williams, protagonistas da ficção distópica, não corremos o risco de ser tomados pelo fungo que devasta a maior parte da humanidade na história.
“Pode ser que um dia esse fungo evolua para infectar humanos. Se isso ocorrer, a gente não vai estar mais aqui, porque a evolução é um processo lento. Não ocorre de um dia para o outro. Na atualidade, o que a gente tem é infecção de insetos”, disse ao PIMENTA o professor da Universidade do Estado da Bahia (Uneb).
Cientista da Computação e doutor em Biotecnologia pela Universidade de Caxias do Sul, Alexandre coordena pesquisas sobre bioinformática e é um dos idealizadores do projeto Micotrilhas da Bahia, que formatou quatro trilhas para a observação de fungos. Duas delas ficam na Chapada Diamantina, e as outras no Parque Estadual da Serra do Conduru, que se estende por mais de nove mil hectares, nos limites de Ilhéus, Uruçuca e Itacaré, no sul do estado.
A série inspirou o nome da trilha Cordyceps, mas a ideia do projeto se deve ao documentário Fungos Fantásticos, lançado em 2019 e dirigido por Louie Schwartzberg. A referência à série, diz Alexandre, é um link com a cultura pop e uma forma de despertar a curiosidade do grande público para o universo pouco conhecido dos cogumelos.
De todas as possibilidades de uso dos fungos, Alexandre tem se dedicado, especialmente, às da farmacologia e orienta pesquisas na área. “Trabalho com prospecção de moléculas de cogumelos que tenham potencial anticâncer”. Ele explica que seu giro da Ciência da Computação para a Farmácia tem como pano de fundo o entendimento do potencial da biodiversidade do Brasil, sobretudo da Mata Atlântica. Com as Micotrilhas, o pesquisador abriu caminho nesse bioma para os visitantes do Parque Estadual da Serra do Conduru.
A TRILHATipo de fungo orelha-de-pau || Foto Thiago Dias/PIMENTA
O PIMENTA se juntou à segunda turma de visitantes da trilha Cordyceps, que foi inaugurada em 2024. O trajeto tem pouco mais de um quilômetro, mas é feito vagarosamente, sob a orientação de guias treinados para localizar e descrever as dezenas de espécies de cogumelos encontradas no percurso. A trilha Amanita fica no mesmo parque. Juntas, as duas trilhas já tiveram mais de 160 espécies de fungos catalogadas.
Além do PIMENTA e dos guias, o grupo da incursão incluiu dois seguranças da empresa que administra o Parque e cinco visitantes. A busca pelos cogumelos foi minuciosa e bem-sucedida. No percurso, encontramos alguns exemplares do Cordyceps acoplados a insetos, sobretudo formigas.
A trilha também é um prato cheio para quem aprecia a culinária baseada no Reino Fungi. Com ajuda do catálogo disponibilizado aos visitantes e com a experiência dos guias, é possível distinguir espécies comestíveis.
Fungo ‘zumbi’ acoplado a formiga na Serra do Conduru, em Uruçuca || Foto Thiago Dias/PIMENTA
A experiência na trilha ajuda a dimensionar apenas uma fração do imenso Reino Fungi. Um universo ainda pouco conhecido pela ciência e quase invisível para o grande público, apesar de seu potencial para enfrentar alguns dos principais problemas criados pelo próprio ser humano.
“A gente pode usar fungos para resolver, praticamente, qualquer problema que o homem criou até hoje”, afirma Alexandre Lenz. Segundo o pesquisador, eles já são estudados e utilizados na degradação de plásticos, na limpeza de ambientes contaminados, no tratamento de água poluída, na produção de embalagens recicláveis, biocombustíveis, medicamentos e alimentos. “São várias alternativas utilizando os fungos, e a população não conhece”.
Esse desconhecimento também se expressou na institucionalidade. Durante décadas, os fungos ficaram à margem das políticas de conservação. “Eles sempre foram muito negligenciados. Para você ter uma ideia, até 2018 nenhum programa de conservação previa a proteção dos fungos, apenas de flora e fauna”, explica o pesquisador.
Foi nesse contexto que surgiu o termo funga, criado para colocar o Reino Fungi no mesmo patamar das plantas e dos animais nas estratégias de preservação ambiental. “Está tudo conectado. A floresta não fica de pé sem fungos.”
INTELIGÊNCIA EMERGENTEDiversidade de espécies é atrativo de micotrilha na Serra do Conduru || Foto Thiago Dias/PIMENTA
A conexão entre as diversas formas de vida vai além do visível. Cerca de 90% das árvores dependem de fungos associados às raízes para sobreviver. São as micorrizas, responsáveis por formar uma vasta rede subterrânea que permite a troca de nutrientes e sinais químicos entre as plantas, descreve Alexandre Lenz. “Se uma árvore é infectada por um patógeno, ela consegue avisar às outras árvores por meio da rede dos fungos”.
Estudos conduzidos em universidades da Europa e da América do Norte já demonstraram esse tipo de comunicação, que vem sendo descrita por pesquisadores como uma forma de inteligência distribuída da floresta.
O conceito de inteligência, nesse caso, não se refere a uma consciência individual, como estamos acostumados a pensar, mas à capacidade de armazenar informações, responder a estímulos e tomar decisões coletivas em favor da autopreservação do sistema. “Estamos falando de memória e tomada de decisão. Uma rede que abrange uma floresta inteira pode ter muito mais conexões do que um cérebro humano”, constata o pesquisador.
Demonstrar isso em grande escala ainda é um desafio científico. “É algo extremamente complexo de avaliar, mas pequenos estudos indicam que essa inteligência distribuída pode existir”, afirma. Essa perspectiva, segundo ele, desloca a forma como a humanidade se vê em relação ao meio ambiente. É a própria noção de equilíbrio ecológico: “Se todos os seres estão conectados e um depende do outro, eliminar alguns vai desequilibrar tudo”.
FLORESTA EM PÉTrilha mostra beleza – e valor – da floresta viva || Foto Thiago Dias/PIMENTA
No Parque Estadual da Serra do Conduru, o turismo científico pode ajudar a difundir essa perspectiva sobre a Casa Comum. “Hoje, a maioria da população nem sabe que o parque existe”, pondera Lenz. A expectativa é de que atividades de baixo impacto, como as micotrilhas, tragam visibilidade a um dos trechos mais preservados da Mata Atlântica, um dos biomas mais biodiversos do planeta.
Os resultados científicos reforçam a singularidade da área. Nos parques da Chapada Diamantina e da Serra do Conduru, a equipe já coletou 266 espécies de fungos. Cem delas tiveram o DNA sequenciado. Desse total, 62 ainda não puderam ser identificadas. “Há uma grande chance de serem espécies novas para a ciência”, especula Alexandre Lenz.
Um dos exemplos é o cogumelo que dá nome à trilha Amanita, encontrado até hoje apenas naquele trecho do Parque. “O fato de ocorrer somente ali nos deixa atentos, porque pode ser uma espécie endêmica e sob risco de extinção”, alerta.
Entre o que já se conhece e o que ainda permanece oculto no solo da floresta, as micotrilhas revelam um reino silencioso, fundamental para a vida na Terra — e que começa, pouco a pouco, a sair da invisibilidade.
QUER CONHECER?
Na manhã do próximo domingo (28), o projeto Micotrilhas receberá nova turma de visitantes na Serra do Conduru. Interessados podem agendar participação pelo telefone/WhatsApp (73) 99920-3331. Pela BA-001, no trecho Ilhéus-Itacaré, o acesso ao parque fica em Serra Grande, distrito litorâneo de Uruçuca.
Estrada do Chocolate é incluída no Mapa Brasileiro || Foto Divulgação
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A Estrada do Chocolate, no sul da Bahia, foi incluída no Mapa Brasileiro do Turismo Responsável, entre 210 iniciativas escolhidas, na categoria Sustentabilidade, do total de 410 avaliadas. O roteiro temático está localizado na rodovia que liga os municípios de Ilhéus e Uruçuca, na Costa do Cacau. A rota foi requalificada recentemente pela Secretaria de Turismo do Estado (Setur-BA).
O reconhecimento faz parte do projeto “Brasil, essa é a nossa praia”, uma iniciativa do Ministério do Turismo (MTur). O mapeamento de roteiros, experiências e destinos distribuídos pelas cinco macrorregiões brasileiras tem o objetivo de mostrar como o turismo pode ser uma ferramenta de inclusão, desenvolvimento e cuidado com o patrimônio natural e cultural.
Da Bahia, também foram incluídas no Mapa as seguintes iniciativas: Água pela Lagoa (Ilhéus), Aliança Futuri (Una), Pátio FlorAção (Andaraí) e Experiências entre Queijos & Búfalos, Organic Festival Trancoso e Organização Turismo de Trancoso (Porto Seguro), na categoria Sustentabilidade; Comuni Culturi (Salvador) e Povoado da Raposa (Iramaia), na categoria Turismo de Base Comunitária; Reserva Pataxó Porto do Boi e aldeias Pataxi Pataxó e Akuã Tarakwatê (Porto Seguro), Tiba e Trilha do Saber da Aldeia Kaí (Prado) e Taba Jairy (Ilhéus), em Etnoturismo.
BANDEIRA AZUL
Outro reconhecimento da Bahia como destino sustentável é a certificação internacional Bandeira Azul, concedida na temporada 2025/2026 às praias da Viração e da Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe, na Ilha dos Frades (Salvador); à Praia do Paraíso, em Guarajuba (Camaçari); e à Marina do Yatch Clube da Bahia (Salvador).
As escolhas foram da Foundation for Environmental Education (FEE), organização global com atuação em 81 países, que premia zonas costeiras com altos padrões de qualidade ambiental, gestão sustentável, segurança e infraestrutura.
A Setur-BA firmou parceria com o Instituto Ambientes em Rede (IAR), que representa a FEE no Brasil, para avaliar o potencial de outras praias baianas, como candidatas ao selo Bandeira Azul, nas localidades de Mangue Seco (Jandaíra), Baixio (Esplanada), Morro de São Paulo (Cairu) e Barra Grande (Maraú).
Ticiana Villas Boas durante visita ao Bataclan, em Ilhéus || Foto redes Sociais
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A jornalista Ticiana Villas Boas Batista compartilhou relato de visita recente a Ilhéus e fez elogios ao Bataclan, restaurante e espaço cultural do Centro Histórico da cidade do sul da Bahia, eternizado no romance Gabriela, Cravo & Canela, do itabunense Jorge Amado (1912-2001).
Nascida em Salvador e herdeira da Fazenda Lealdade, em Maraú, que administra há um ano, Tici afirmou que, nas viagens à propriedade, durante os pousos e decolagens em Ilhéus – que tem o aeroporto mais próximo da fazenda -, sempre alimentou o desejo de conhecer a Terra da Gabriela com calma. “Dessa vez, consegui me organizar e dar uma volta pela cidade”, contou a cacauicultora, nesta quarta-feira (15), em uma rede social.
Apesar do encantamento com o Bataclan, a jornalista sentiu falta de mais espaços culturais e prédios históricos preservados. “Ilhéus tem uma história linda ligada ao ciclo do cacau, mas confesso que me entristeceu ver tantos casarões e construções históricas abandonadas. Museus fechados, espaços vazios – uma herança que merecia mais cuidado”, avaliou.
“Ainda assim, uma boa – e irônica – surpresa: o @bataclanilheus, um antigo e famoso cabaré, imortalizado por Jorge Amado é o único espaço cultural em funcionamento na cidade”, acrescentou. Na mesma publicação, mas em vídeo, lembrou que prédios históricos da cidade, como o Palácio Paranaguá e a Casa de Cultura Jorge Amado, estão fechados para visitação.
Secretário Maurício Bacelar apresenta o estande da Bahia na Abav Expo 2025 || Foto GovBA
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O secretário de Turismo da Bahia, Maurício Bacelar, avalia que a atuação em parceria com o Governo do Estado tem sido um dos pilares do contínuo desenvolvimento do turismo em Itacaré, na Costa do Cacau. “O turismo é uma atividade transversal. É preciso que todos os atores trabalhem em conjunto. Na Bahia, estamos trabalhando coletivamente. É por isso que a Bahia é sucesso. É por isso que Itacaré é sucesso. É trabalho conjunto”, reforçou o titular da Setur-BA.
Para o secretário de Turismo de Itacaré, Marcos Souza ‘Japu’, a interlocução constante com a Setur-BA é estratégica para a toda a Costa do Cacau. Tanto o gestor municipal quanto Maurício Bacelar participaram da 52ª Abav Expo, na última semana, na cidade do Rio de Janeiro.
“Na Abav, mostramos que, além de sol e praia, temos opções como o rafting, as tradições quilombolas e uma viagem imersiva na cultura da lavoura cacaueira e produção de chocolate. O verdadeiro turismo de experiência”, acrescentou Japu.
Marcos “Japu”, David Seromenho, da TAP Linhas Aéreas, e Daniela Quadros na Abav Expo || Foto Redes Sociais
Para a gerente de Vendas do Grupo Aguilar Lima, Daniela Quadros, a participação da Costa do Cacau superou todas as expectativas, especialmente por causa do grande volume de negócios fechados durante o evento. “Um movimento grandioso dos agentes de viagem. Volto com o coração grato e super satisfeita pelo trabalho desenvolvido com o trade turístico”, afirmou.
Terra da Gabriela é destaque na 52ª edição da Abav Expo, no Rio de Janeiro || Foto Sucom/PMI
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Representantes da gestão municipal e do trade de Ilhéus uniram forças para representar o município na 52ª edição da Abav Expo Internacional de Turismo 2025, que teve início nesta quarta-feira (8) e segue até amanhã, na cidade do Rio de Janeiro.
O secretário municipal de Turismo, Maurício Tavares, que participa do evento, dimensiona a importância da representação ilheense na maior feira de negócios do segmento em toda a América Latina. “Estar na Abav é essencial para consolidar Ilhéus entre os grandes destinos do Brasil. Estamos nos preparando com planejamento e parcerias, para promover nossa cidade de forma integrada e competitiva”, assegurou.
A Secretaria Municipal de Turismo executa plano estratégico voltado à consolidação como referência no cenário nacional e internacional, com foco no turismo náutico, de sol e mar, rural, histórico e cultural. À Abav, a Prefeitura e empreendedores do setor levaram peças promocionais e ações interativas que valorizam a diversidade de atrações do município.
A participação na feira está alinhada com a Jornada Turismo 2030, uma iniciativa da própria Adav, que discute caminhos para o turismo sustentável, inteligente e inovador no Brasil. “Ilhéus se junta a esse movimento, com o compromisso de fortalecer práticas responsáveis, integradas e voltadas para o futuro”, afirmou a Prefeitura, em nota.
Titular da Setur-BA, Maurício Bacelar comanda estande baiano na Abav Expo 2025, no Rio || Foto Tatiana-Azeviche/GovBA
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A Secretaria de Turismo da Bahia (Setur-BA) lançou novos produtos de destinos das 13 zonas turísticas do estado em seu estande na bav Expo 2025, a feira da Associação Brasileira das Agências de Viagens. maior vitrine de destinos do país foi aberta, na quarta-feira (8), para três dias de programação, na cidade do Rio de Janeiro, com duas mil marcas expositoras e expectativa de 42 mil participantes.
As novidades dos destinos baianos são nos segmentos comunitário, ecológico, gastronômico e religioso, entre outros. A Pasta também anunciou a Semana do Turismo Internacional, em agosto de 2026, em Porto Seguro, na Costa do Descobrimento, com a participação de operadores e agentes de viagens do Brasil e do exterior.
“Na Costa do Descobrimento, teremos uma grande ação internacional, no próximo ano, visando atrair mais turistas do exterior. O trabalho está em sintonia com a liderança dos baianos no turismo nacional e na entrada de estrangeiros no Nordeste”, explicou o titular da Setur-BA, Maurício Bacelar, que também teve encontros com representantes das companhias aéreas Latam e TAP e da plataforma Decolar.
“É importante para o mercado o lançamento com antecedência desse evento internacional em Porto Seguro, onde iremos reunir os melhores operadores e agentes de viagens nacionais e estrangeiros, para que eles conheçam novas experiências e ampliem suas vendas para a Bahia”, ressaltou Tércia Vasconcelos, diretora da Itaparica Tour, parceira da Setur-BA.
No estande da Bahia na Abav Expo, além das informações sobre as potencialidades do estado no turismo, estão disponíveis degustação de acarajé, oficina de turbantes e ativações de destinos baianos.
“Trouxemos o trabalho que o nosso município tem feito para o incremento do turismo comunitário e um novo empreendimento hoteleiro de alto padrão, que irá qualificar o destino”, relatou André Reis, secretário de Turismo de Vera Cruz, na Baía de Todos-os-Santos.
Porto Seguro está entre os destinos mais procurados por turistas estrangeiros neste ano || Foto Divulgação
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O desembarque de turistas estrangeiros na Bahia cresceu 58% nos primeiros nove meses deste ano, em relação ao mesmo período de 2024, quando 94.703 pessoas visitaram o estado de Dorival Caymmi, Jorge Amado, Caetano Veloso, Carybé, Gilberto Gil e tantos outros gigantes da cultura brasileira. Entre janeiro e setembro, a Bahia recebeu 149.648 visitantes de fora do Brasil.
Somente no mês passado, a Bahia recebeu 15.940 turistas internacionais, 29,6% a mais que em setembro de 2024, quando este número foi de 12.297. Os dados são da Embratur, do Ministério do Turismo (MTur) e da Polícia Federal (PF).
Os dados mostram que a Argentina liderou o ranking dos principais emissores de turistas internacionais para a Bahia de janeiro a setembro deste ano, com 68.130 chegadas, 69,30% a mais que no mesmo período de 2024. Em segundo lugar, Portugal registou 15.366 desembarques, cerca de 50,37% de aumento.
Na terceira posição, o Uruguai enviou 13.547 viajantes ao estado, um aumento de 23,96%. A França, na sequência, teve o maior aumento percentual, com 11.465 entradas, valor 216% maior que o mesmo período anterior. Em quinto lugar, a Itália teve 9,5 mil entradas, 48,93% a mais que o registrado entre janeiro e setembro do ano passado.
Para o secretário de Turismo do Estado (Setur-BA), Maurício Bacelar, a Bahia conquista mais um novo marco na atração de turistas estrangeiros, performance que tem sido contínua. “É o resultado do esforço do Governo do Estado em ações estruturantes, qualificação dos serviços, promoção e ampliação da malha aérea. Temos indicativos de que iremos seguir em rota de crescimento, também no próximo verão, com a ampliação das frequências de voos internacionais e a retomada da rota do Panamá”, avaliou.
Festival de Gastronomia de Itacaré será de 14 a 26 de outubro || Foto Tárek Roveran
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Itacaré se prepara para a sua 11ª edição do Festival Sabores, que, neste ano, ocorrerá no período de 14 a 26 de outubro. O evento gastronômico contempla da alta gastronomia ao street food e tornou-se um dos mais esperados do calendário do município do sul da Bahia de pouco mais de 27 mil habitantes e deve abranger diversas cadeias produtivas que movimentam a economia da região, além de receber milhares de turistas no período.
Promovido em duas etapas, de 14 a 23 com Festival Gastronômico, e de 24 a 26 com a Feira Gastronômica e Cozinha Show, o Festival mantém o escopo original do projeto com a permanência de ações como lançamentos de pratos promocionais. O evento neste ano terá 24 restaurantes participantes e 34 pratos inscritos. Dentre as opções estão entradas, pratos principais, sobremesas, drinks e lanches inspirados no tema Cacau e Chocolate.
Além de Feira Gastronômica e Vila do Chocolate, contará com exposições de produtos e produtores da agricultura familiar e atrações musicais e culturais que ainda serão definidas. “A geração de renda direta e indireta é a principal linha de crescimento econômico por meio do evento, que se consolida em sua 11ª edição. Esperamos um aumento entre 20% e 30% na taxa de ocupação hoteleira. É um evento que também vai impulsionar as vendas de produtos, artesanato e insumos nos estabelecimentos participantes”, avalia o secretário de Turismo de Itacaré, Marcos Souza, Marcos Japu.
O tema do festival será Cacau e Chocolate || Foto Tárek Roveran
GRANDES CHEFS
Um dos momentos mais aguardados pelo público, a Cozinha Show contará com grandes chefs, como Lucas Corazza, apresentador, palestrante e pesquisador da confeitaria brasileira, eleito duas vezes Melhor Confeiteiro do Ano pela Prazeres da Mesa; Cadu Moura, que conquistou os paladares mais exigentes em sua participação no reality Mestre do Sabor, e Mirian Rocha, mestre chocolatier e única sommelière de chocolate do Brasil.
Outros nomes confirmados são Marly Katarina (Café com Cacau), Dani Façanha (Morro dos Navegantes), Mia Carazoli (Restaurante Uçá – Hotel Aldeia do Mar), Thiára Novas (Mirante Marina), Suélio Nascimento (São José Beach Club), Nena (Txai Resort), Léia Tavares e Léa Batiston (Coco Pimenta Gastrobar) e Deia Lopes (Restaurante da Fazenda Dengo – Grupo Origem). O evento ainda terá Cozinha Kids com o palhaço Shampoo (Sorveteria Show de Bola) e Mia Carazoli (@verdeverdinho).
NOVIDADES
Neste ano, o Festival traz novidades. Uma delas é a mudança do local do evento para a Praça das Mangueiras. A iniciativa visa melhorar a circulação e o contato com o trade turístico. A curadoria retorna às mãos do chef Júnior França (Restaurante Mandio – Hotel Resende Imperial), defensor da culinária regional e contemporânea.
“Já trabalhamos com o tema cacau em outras edições. Desta vez, pensamos, inicialmente, em chocolate, mas por sua complexidade em pratos salgados, optamos por ampliar para cacau e chocolate, dando mais liberdade criativa aos chefs”, explicou o curador.
O XI Festival Sabores de Itacaré é promovido pela Carambola Produções e Prefeitura de Itacaré, por meio da Secretaria de Turismo. O evento ainda conta com apoio do Conselho Municipal de Turismo de Itacaré (Comtur Itacaré), Câmara de Vereadores, SPHA, Sebrae, CAR, SDR, CESOL, Secretaria Estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Secretaria de Turismo da Bahia e Governo do Estado da Bahia.
Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe venceu 199 concorrentes || Foto Divulgação
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Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe, na deslumbrante Ilha dos Frades, em Salvador, foi eleita a melhor praia das Américas e da Península Ibérica. O reconhecimento veio após avaliação conduzida pelo Centro Internacional de Formação em Gestão e Certificação de Praias (CIF Playas), que analisou 200 praias de 11 países.
Com uma nota expressiva de 0,97 em uma escala que vai até 1, a praia de Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe garantiu o topo do ranking geral, reafirmando seu status de joia natural do litoral brasileiro. Esta não é a primeira vez que a praia se destaca no exterior: ela possui o selo internacional Bandeira Azul, concedido a locais que cumprem rigorosos critérios de qualidade socioambiental.
Outros pontos do litoral de Salvador também figuraram na relação do CIF Playas, como o Farol de Itapuã (103º), a Praia da Paciência (117º), o Porto da Barra (118º), a Praia do Flamengo (121º) e Piatã (122º).
“Esse reconhecimento reforça o que os brasileiros já sabem: temos um dos litorais mais belos e diversos do mundo! O Ministério do Turismo tem atuado para ampliar o acesso a esses destinos, promovendo iniciativas como o ‘Conheça o Brasil: Voando’ e trabalhando pela qualificação dos serviços turísticos em todo o país”, destacou o ministro do Turismo, Celso Sabino.
O ESTUDO
O estudo do CIF Playas considerou praias do Brasil, Argentina, Cuba, Colômbia, República Dominicana, México, Equador, Espanha, Chile, Venezuela e Peru. No entanto, a análise não contemplou todo o litoral brasileiro, com exceção das praias baianas.
Além da liderança no ranking geral, o Brasil se destacou em outros grupos da premiação. Jurerê Internacional, em Florianópolis (SC), na categoria urbana; Estaleiro, em Balneário Camboriú (SC), na categoria vila; e Praia do Forte, em São Francisco do Sul (SC), na categoria rural.
Na temporada 2024/2025, 49 localidades brasileiras, sendo 38 praias e 11 marinas de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Bahia, Alagoas e Ceará, apresentam a certificação Bandeira Azul. O selo, concedido pela Fundação para a Educação Ambiental (FEE), é um dos mais respeitados reconhecimentos mundiais de qualidade ambiental, exigindo o cumprimento de diversos critérios de sustentabilidade.
Brasil recebe número recorde de turistas em janeiro || Foto Ministério do Turismo
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O Brasil se torna um destino turístico cada vez mais atrativo. No mês passado, 1.483.669 turistas desembarcaram em solo brasileiro. É o melhor primeiro mês do ano desde 1970, início da série histórica. O aumento foi de 55% em relação ao mesmo período de 2024, quando o país recebeu 956.737 visitantes.
O volume registrado em janeiro deste ano também superou o recorde anterior, que pertencia ao primeiro mês de 2017, quando o Brasil recebeu 1.107.628 turistas. O crescimento representa um avanço de 34%, consolidando janeiro de 2025 como o mais movimentado para o turismo internacional.
A Argentina se destacou como o principal país emissor de turistas para o Brasil. O número de visitantes do país vizinho praticamente dobrou em relação a janeiro de 2024. No primeiro mês do ano passado, 452.136 argentinos visitaram o Brasil, enquanto, em 2025, esse número saltou para 870.318.
A presença dos chilenos também representa um aumento expressivo. Em janeiro de 2025, 103.620 turistas do Chile estiveram no Brasil, um crescimento de 34% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
SUL DO BRASIL FOI A REGIÃO MAIS PROCURADA
Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina foram responsáveis por receber 924.138 visitantes internacionais, o que representa 62% do total de turistas que chegaram ao Brasil em janeiro de 2025.
A proximidade com a Argentina fez do Rio Grande do Sul o destino com o maior fluxo de chegadas internacionais. Ao todo, 518.557 turistas entraram no Brasil pelo estado gaúcho. O Paraná recebeu 206.861 visitantes vindos de outros países, enquanto Santa Catarina registrou 198.720 turistas de fora do país.
Em números absolutos, depois do Rio Grande do Sul, o Rio de Janeiro, com 240.151 visitantes, e São Paulo, com 219.787, foram os estados que receberam mais turistas internacionais.