O corpo de Edmundo Alves Costa, de 81 anos, morto em um acidente de trânsito, na manhã desta sexta-feira (13), no bairro São Caetano, em Itabuna, será sepultado neste sábado (14). O idoso foi atingido por uma motocicleta no momento em que tentava atravessar a Avenida Princesa Isabel, uma das mais movimentadas da cidade.
O atropelamento foi flagrado por câmeras de segurança. As imagens mostram que o aposentado Edmundo Alves está com sacolas de compras e tenta apressar os passos, mas não consegue chegar ao outro lado da via porque foi atingido antes. Ele morreu a hora. O piloto da motocicleta, que continuou no local do acidente, foi conduzido para a delegacia para prestar esclarecimentos.
Proprietário de uma oficina mecânica, no Banco Raso, mesmo bairro onde morava com a família, Edmundo Alves era uma pessoa muito ativa e querida. Ele deixa esposa, dois filhos e netos.
O ministro da Casa Civil e ex-governador da Bahia, Rui Costa, reservou a tarde e início de noite desta sexta-feira (13) para participar de ato político da candidata a prefeita de Ilhéus pelo PT, Adélia Pinheiro. Era por volta das 13h quando o ministro desembarcou no Aeroporto Jorge Amado, onde concedeu entrevista e abordou eleições 2024.
Acompanhado de Adélia Pinheiro e dos deputados Rosemberg Pinto e Josias Gomes, ambos do PT, e de Paulo Magalhães, Rui disse que cumpriu acordo eleitoral com a ex-secretária e com o prefeito Mário Alexandre de somente se posicionar e fazer campanha em Ilhéus em setembro, optando pela candidatura da base estadual melhor posicionada.
– Eu havia conversado com Adélia e com [o prefeito] Marão e havia dito que quem chegasse melhor até setembro [entre a petista e o ex-secretário Bento Lima] teria meu apoio. Adélia reúne todas as condições de ganhar a eleição. Pela primeira vez na história, Ilhéus eleger uma mulher e acho que pode fazer a diferença daqui para frente – acrescentou.
RISCOS
Ainda durante a entrevista, Rui citou o risco de, ao não se posicionar sobre a disputa na Terra da Gabriela, Ilhéus não ter nome alinhado com os governos estadual e federal. “Nós não podemos, em hipótese nenhuma, por tudo que trabalhamos e pelo que ainda falta, correr o risco de Ilhéus não estar alinhada com o governo do estado e o governo federal”.
Na sequência, o ministro da Casa Civil elencou qualidades da petista. “Acho que podemos fazer muito e, portanto, acho fundamental ter alguém com experiência e sensibilidade política e que possa trazer para Ilhéus os projetos federais e estaduais, a exemplo da escola de tempo integral, da universalização de creches. O presidente Lula quer chegar ao fim do mandato com o maior número de creches possível, ampliar o atendimento a saúde, geração de emprego, turismo”.
Durante a entrevista, o otimismo somente deixou o semblante ao falar da noite anterior. Torcedor do Bahia, lamentou, entre risos, a derrota e eliminação para o Flamengo nas quartas de final da Copa do Brasil, ontem (12), quando o Tricolor de Aço perdeu por 1 a 0, no Maracanã. O Rubro-Negro carioca havia vencido a partida de ida, na Fonte Nova, também por 1 a 0.
ESTRATÉGIA
Brincou ao dizer que gravava vídeos de apoio a candidatos da base na Bahia e ficava de olho na TV. Ainda riu ao ser questionado pelo repórter da Interativa FM, Neto Terra Branca, se a escolha para o ato em Ilhéus em um dia 13, número de legenda do PT, foi estratégico. “Foi coincidência. Não foi estratégico, mas casou bem”, disse aos risos, para, novamente, enaltecer a candidata: “Acredito muito na candidatura de Adélia, foi minha secretária, reitora de universidade, tem experiência, capacidade de fazer parcerias com os governos estadual e federal”.
Adélia ainda na entrevista agradeceu a confirmação de apoio e participação do ministro da Casa Civil em atividade pública da campanha. “A presença do ministro Rui Costa traz a força,a energia da responsabilidade do nosso partido. É reforço à nossa candidatura. É sextou diferente, é sextou com Adélia, com Rui Correria, e isso reafirma o compromisso que temos de trabalhar pelas pessoas, com as pessoas, cuidando de gente, fazendo a virada de chave para a vida melhorar”.
O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) publicou editais do processo seletivo para ingresso no ano letivo de 2025 nos cursos da Educação Profissional Técnica de Nível Médio, na forma integrada, e para admissão nos cursos técnicos subsequentes ao Nível Médio. São ofertadas 5.375 vagas distribuídas por 22 cidades baianas, sendo 3.295 para cursos integrados e 2.080 nos subsequentes.
Para o campus de Ilhéus, na modalidade integrado, são 180 vagas nos cursos de técnico de Edificações, Informática e Segurança do Trabalho. Na modalidade subsequentes, são 60 oportunidades nos cursos de Edificações e Segurança do Trabalho. Acesse aqui o edital para o campus de Ilhéus.
Na edição deste ano, o campus Ubaitaba oferta 70 vagas para o curso técnico de Informática, na modalidade integrada. O processo para ingresso nos cursos integrados é destinado a estudantes que, até a data da sua matrícula no IFBA, tenham concluído o Ensino Fundamental (1ª a 8ª série / 1º ao 9º ano).
Além de Itabuna e Ubaitaba, as vagas estão espalhados pelos campi de Barreiras, Brumado, Camaçari, Euclides da Cunha, Eunápolis, Feira de Santana, Jacobina, Jequié, Juazeiro, Irecê, Paulo Afonso, Santo Amaro, Simões Filho, Santo Antônio de Jesus, Seabra, Lauro de Freitas, Vitória da Conquista, Salvador, Porto Seguro e Valença.
INSCRIÇÕES
As inscrições começam na terça-feira (17) e poderão ser feitas até o dia 4 de outubro, via internet. Será cobrada a taxa de inscrição para o ingresso nos cursos integrados, no valor de R$ 60,00. A isenção da taxa pode ser solicitada até o dia 4 de outubro.
A prova será aplicada no dia 1º de dezembro, conforme edital para Ingresso de Estudantes – Cursos Integrados, disponível em ingresso.ifba.edu.br. A prova terá exclusivamente questões objetivas das áreas de Linguagens, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza.
O ingresso nos Cursos da Educação Profissional Técnica de Nível Médio na forma de oferta Subsequente em 2025 é destinado a estudantes que, até a data da sua matrícula no Instituto Federal da Bahia, tenham concluído o Ensino Médio (1º ao 3º ano).
A seleção dos candidatos para os Cursos Técnicos Subsequentes para ingresso em 2025 será por meio de sorteio eletrônico. O sorteio das 2.080 vagas para os cursos subsequentes ocorre no dia 3 de dezembro, com transmissão pela internet, no canal da TV IFBA no Youtube. O resultado definitivo dos sorteios está previsto para o dia 10 de janeiro de 2025, conforme cronograma do edital.
A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) recebeu do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil a placa representativa do Selo OAB Recomenda de excelência ao Curso de Direito da Uesc. O selo foi entregue, simbolicamente, pela presidente da OAB-BA, Daniela Lima de Andrade Borges, e pelo presidente da subseção ilheense da OAB, Jacson Cupertino, nesta semana.
O ato de entrega ocorreu com a presença do pró-reitor de Ações Afirmativas e Permanência Estudantil, Guilhardes Júnior, da diretora do Departamento de Ciências Jurídicas (DCJUR), Fernanda Viana, e do coordenador do Colegiado do Curso, Wagner Rodrigues.
“O Selo de Qualidade OAB Recomenda é um instrumento em defesa da educação jurídica brasileira”, afirma a diretora do DCJUR, Fernanda Viana. O selo leva em conta os resultados dos exames da Ordem e do Enade. “Triênio após triênio nosso curso tem recebido o Selo OAB, o que para nós significa o reconhecimento do esforço coletivo (professores, estudantes, servidores e colaboradores terceirizados) que fazemos para a sua qualidade”, disse, enfatizando os 65 anos de existência do curso. Segundo Fernanda, o curso na Uesc “está sendo preparado para uma renovação que vai revolucionar o ensino e a visão do Direito na nossa região”.
Para o professor Guilhardes Junior, receber o selo representa o reconhecimento do trabalho realizado por todos que estão envolvidos no cotidiano do curso. “O Curso de Direito da Uesc é ensino, extensão, pesquisa, inclusão, internacionalização, ação afirmativa. Enfim, é a realização de muitos sonhos de quem passa por ele”.
NÃO É RANKING
A presidente da OAB-BA, Daniela Lima de Andrade Borges, lembra que o Selo OAB Recomenda é editado a cada três anos e se constitui em ferramenta para avaliar a qualidade do ensino jurídico no Brasil. “O selo é uma validação da qualidade do curso e fortalece a reputação das instituições de ensino superior no mercado educacional. A OAB considera que a educação não pode ser tratada como mercadoria, mas sim como um direito social constitucionalmente assegurado”.
O Selo OAB Recomenda, enfatiza a presidente, foi idealizado para contribuir para o aprimoramento do ensino jurídico no País. “A distinção expressa o reconhecimento às instituições de educação superior que tiveram cursos de graduação em Direito que apresentaram elevado padrão de qualidade, sem jamais funcionar como um ranking entre as universidades ou ainda um mecanismo de desaconselhamento de cursos jurídicos aos estudantes,” conclui.
A relação direta entre a fome e as mudanças climáticas foi debatida por pesquisadores que se reuniram na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) nesta semana, no 6º Encontro Nacional de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, que termina nesta sexta-feira (13). Coordenadora do evento e professora do Instituto de Nutrição Josué de Castro, da UERJ, Rosana Salles da Costa explica que a insegurança hídrica, por exemplo, pode ser uma consequência das mudanças climáticas que também reduz o acesso à alimentação saudável.
“A segurança alimentar se relaciona a diversas questões. Podemos colocar como uma delas as mudanças climáticas com, por exemplo, o prejuízo no acesso à água em quantidade e qualidade”, explicou à Agência Brasil. “Estamos debatendo no país a questão da segurança hídrica, que, com as mudanças climáticas e as queimadas que estão acontecendo, acaba prejudicando várias áreas de plantio de alimentos produzidos para o consumo nacional”.
A professora ressalta também ser importante observar o aumento do preço dos alimentos, resultado de uma sequência de acontecimentos que dificultam o acesso à alimentação. “Uma vez que você prejudica o plantio e o cultivo de alimentos destinados ao consumo da nossa população, infelizmente, o preço também é afetado. A partir daí, temos que pensar em políticas públicas e em como reverter os efeitos das mudanças climáticas, porque elas estão presentes e temos que pensar agora em como vamos enfrentar as dificuldades relacionadas à segurança alimentar, articulando com os Governos Federal, Estaduais e Municipais medidas de redução da fome e promoção da alimentação saudável.”
Realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), o encontro trouxe como tema “Pesquisa e políticas públicas em soberania e segurança alimentar e nutricional no enfrentamento das desigualdades, da fome e das mudanças climáticas”, reunindo pesquisadores nacionais e internacionais, alunos de graduação e de pós-graduação para debaterem as influências das mudanças climáticas no acesso à alimentação adequada pela população.
SEGURANÇA ALIMENTAR
Rosana Salles da Costa esclarece que segurança alimentar se relaciona ao acesso à alimentação adequada para todas as pessoas de uma família, refletindo o direito humano à alimentação adequada. Por outro lado, a insegurança alimentar se faz presente quando uma das questões relacionadas à alimentação, seja em quantidade ou qualidade, não é garantida. No Brasil, a insegurança alimentar é avaliada a partir da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA). “Os níveis de insegurança alimentar são três: insegurança alimentar leve, moderada e grave. A insegurança alimentar grave reflete a fome na nossa população, ou seja, famílias que passam o dia todo sem comer ou que fazem uma única refeição ao dia”.
No país, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, referentes ao último trimestre de 2023, 10,8% dos lares comandados por mulheres convivem com a insegurança alimentar moderada ou grave. Considerando os lares chefiados por homens, essa porcentagem passa para 7,8%, revelando uma diferença de três pontos percentuais. Com relação à cor ou raça, 74,6% dos domicílios que enfrentam a insegurança alimentar grave são chefiados por pessoas pretas e pardas.
“Infelizmente, temos o grupo classicamente mais afetado que são os lares chefiados por mulheres, especialmente as mulheres negras”, analisa a professora. “Esse também é um tema de debate de alguns dos painéis e de vários trabalhos do 6º EPISSAN. O encontro não debate apenas resultados, mas também é muito propositivo. Os pesquisadores presentes analisam e fazem propostas de políticas que, principalmente para os lares chefiadas por mulheres negras, são urgentes”, complementa.
Além dos debates realizados, foram apresentados durante o evento dados preliminares sobre pesquisas conduzidas no país pela Rede Penssan e com apoio do App VIGISAN, aplicativo desenvolvido pela própria instituição para auxiliar na abordagem aos pesquisados que compõem, muitas vezes, grupos sociais vulnerabilizados. No encontro, também foi apresentada a plataforma FomeS, elaborada com financiamento do Ministério da Saúde (MS) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A ferramenta agrega dados nacionais sobre mudança climática, insegurança alimentar, insegurança hídrica, saúde e estado nutricional de crianças.
O encontro contou com patrocínio do Ministério da Saúde (MS), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
A sexta-feira (13) traz oferta de mais de 210 vagas de emprego em municípios das regiões sul, extremo-sul e sudoeste da Bahia. São oportunidades para profissionais como analista ambiental, Analista administrativo, subgerente de pousada, camareira e garçom, segundo o SineBahia.
Para disputar uma das vagas, o candidato deve se cadastrar numa das unidades do SineBahia em Eunápolis, que oferta 72 vagas; Ilhéus, com 50; Jequié, com 48; Itabuna, com 32; e Porto Seguro, com 17, preferencialmente na manhã de hoje.
O atendimento nas unidades vai até as 16h, exceto em Jequié, que encerra às 17h. Para o cadastramento, o candidato deve apresentar carteiras de Trabalho e de Identidade, comprovantes de residência e de escolaridade e CPF.
ONDE FICA O SINEBAHIA
Se o (a) candidato (a) reside ou quer disputar vaga em Eunápolis, deve buscar o SineBahia na 5 de Novembro, no Centro.
A unidade de Jequié fica na Avenida Octávio Mangabeira, no Mandacaru.
A unidade de Itabuna está situada no segundo piso do Shopping Jequitibá, na Avenida Aziz Maron (Beira-Rio).
Em Ilhéus, o SineBahia atende na Rua Eustáquio Bastos, no Centro.
A unidade de Porto Seguro atende no Shopping Central Park, na Assis Chateaubriand, no Centro.
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Foram séculos de uma separação imposta por forças colonizadoras, que conquistaram, mataram e roubaram parte fundamental da existência tupinambá. Nos últimos três dias, representantes dos indígenas puderam celebrar e se reconectar, de forma reservada, no Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro, com um dos principais símbolos dessa ancestralidade.
A líder dos Tupinambá de Olivença, em Ilhéus, cacica Jamopoty, falou sobre o reencontro com o manto sagrado. “Primeiro, fui eu com minhas irmãs. Por ser também a primeira cacica do povo tupinambá, tive esse momento com o manto. Foi muito emocionante. Mostrou uma força, que eu imagino ter vindo por meio das memórias de outros parentes e ancestrais. Algo extraordinário, que trouxe união, força e pertencimento de um povo que era silenciado e considerado extinto. Para muitos livros, nós sequer existíamos”, queixa-se Jamopoty.
Desde a chegada do manto ao Brasil, no início de julho desse ano, houve críticas dos indígenas à forma como o artefato foi recebido. Eles desejavam participar ativamente da recepção nos primeiros dias. Mas, segundo a cacica, essas questões ficaram no passado.
“Num primeiro momento, foi muito difícil, mas hoje tudo isso foi superado. O manto está nos reencontrando e reencontrando as autoridades que podem tomar conta dele para nós, preservar mais e cuidar com muito carinho, porque ele é um ente vivo. É um ancião, que tem uma força e veio buscar o seu povo para levar até ele. E nós abrimos as portas não só para os Tupinambá, mas para outros povos também. E nós todos saímos maravilhados daqui, pelo lugar que ele está hoje”, disse a cacica.
Mesmo agradecidos pela forma como o Museu Nacional está cuidando e protegendo o manto sagrado, os tupinambás dizem estar em diálogo com as autoridades para que tenham acesso frequente ao artefato e para que, no futuro, ele possa estar ainda mais perto do povo indígena.
“A gente esta conversando com o Ministério dos Povos Indígenas e o próprio museu para criarmos protocolos. Porque hoje estamos aqui, mas não sabemos sobre o amanhã. Queremos que as futuras gerações entendam o que o manto representa para o povo tupinambá”, disse Jamopoty. Da Agência Brasil.
Uma grávida e o companheiro conseguiram escapar, na quarta-feira (11), de uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) depois que a mulher fingiu que estava passando mal e precisava de atendimento médico. O veículo onde o casal estava foi parado no km 677 da BR-116, em Jequié, no sudoeste da Bahia.
O casal estava em um veículo Renault Oroch, quando o condutor afirmou que sua esposa – com aproximadamente sete meses de gravidez, estava passando mal. Vendo a mulher praticamente desfalecida, os policiais orientaram o motorista a seguir até a unidade operacional da PRF para receber socorro.
Mas, ao vez de buscar ajuda, o casal iniciou uma fuga em alta velocidade. O motorista fez manobras perigosas, com ultrapassagens em locais proibidos e dirigiu na contramão. Os policiais rodoviários federais perseguiram os dois suspeitos, mas eles conseguiram escapar. O veículo foi abandonado no perímetro urbano de Jequié.
Os policiais constataram que o Renault Oroch era, na verdade, um veículo roubado e adulterado, com restrição de furto registrada em São Paulo. No interior do carro, os policiais encontraram os documentos da mulher, o que pode ajudar nas investigações para localizar o casal fugitivo.
O Instituto Federal Baiano (IF Baiano) abre, a partir de segunda-feira (16) inscrições no processo seletivo para o ingresso de mais de 2.400 estudantes nos cursos técnicos integrados ao nível médio em 14 unidades distribuídas pelo interior da Bahia. As vagas são os campi de Alagoinhas, Bom Jesus da Lapa, Catu, Governador Mangabeira, Guanambi, Itaberaba, Itapetinga, Santa Inês, Senhor do Bonfim, Serrinha, Teixeira de Freitas, Uruçuca, Valença e Xique-Xique.
Gratuitos, os cursos têm duração de três anos e são voltados para quem concluiu (ou concluirá até a data da matrícula) o 9º ano do Ensino Fundamental e deseja se qualificar profissionalmente enquanto cursa o nível médio. De setembro a outubro, cada unidade lançará um edital específico com informações detalhadas sobre os cursos, sobre como se inscrever e o cronograma.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pela internet, por meio de formulários digitais, ou presencialmente nas unidades. O candidato pode escolher duas opções de curso e será convocado para a segunda opção somente se houver vaga remanescente após a chamada dos candidatos classificados na primeira opção. Os editais são publicados a partir de segunda-feira.
O critério de seleção para os cursos será o cálculo da média final, resultante das médias dos componentes curriculares de Língua Portuguesa, Matemática, História, Ciências e Geografia do 8º ano do Ensino Fundamental, com base na análise do histórico escolar anexado à documentação no ato da inscrição. São requisitos para o ingresso nos cursos integrados, após aprovação: ter concluído o Ensino Fundamental II (9º ano) até o momento da matrícula e apresentar a documentação exigida pelo edital.
O IF Baiano é reconhecido por oferecer uma educação humana, integral e de qualidade, pautada nos eixos ensino, pesquisa e extensão. Seus alunos têm conquistado excelente desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio e em olimpíadas de conhecimento.
As escritoras Silvana Almeida e Kelly Dourado lançarão Descobri que minha mãe pode ser narcisista, e agora? na Bienal do Livro de São Paulo, no próximo domingo (15). As autoras dizem que o livro é relato de oito filhos e uma nora de provável mãe narcisista.
A obra aborda o Transtorno de Personalidade Narcisista (TPN) no início e a mãe narcisista nos seguintes, “com reflexões e propostas para seguir em frente e viver a vida com maior plenitude e leveza”. Segundo Kelly Dourado, uma das autoras, o último capítulo da obra propõe ao leitor exercitar o perdão por meio da escrita.
LANÇAMENTO NO SUL DA BAHIA
Sul-baiana, Kelly Dourado anuncia para os dias 26 e 27 de setembro o lançamento, respectivamente, em Ilhéus e Itabuna. Na Terra da Gabriela, o evento será às 19h do dia 26, na Faculdade de Ilhéus. O evento em Itabuna já está marcado para um dia depois, às 18h, no Shopping Jequitibá.
Após os eventos de lançamento, a obra da Editora Dourada ficará disponível em plataformas de venda tanto o livro físico (impresso) como e-book e áudio book. Informações podem ser obtidas pelo telefone (71) 99161-6958.
Iniciadas em dezembro de 2022, as obras da nova ligação Ilhéus-Itabuna atingiram 80% de execução, informou ao PIMENTA a Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra). A BA-649 terá 18 quilômetros de extensão e custo total de aproximadamente R$ 196 milhões, de acordo com o Governo da Bahia, e está sendo construída na margem direita do curso do Rio Cachoeira.
A ligação da nova Ilhéus-Itabuna com a rodovia já existente, a BR-415, será feita via quatro pontes, das quais duas já estão com obras em andamento. Na parte itabunense da estrada, um viaduto será construído para fazer a ligação do trecho estadual da BR-415 com a ponte construída nas proximidades do Cidadelle e a BA-649.
A licitação para definir as empresas que vão construir as pontes na região da Ceplac e no Salobrinho (pontes 2 e 3) foi iniciada com a publicação do edital no último dia 21 de agosto, no Diário Oficial do Estado, e abertura dos envelopes com propostas das empresas concorrentes na última segunda-feira (9).

Devido ao atraso na licitação destas duas pontes, todo o complexo viário deverá ser concluído em 2025, mas o trecho de 18 quilômetros ligando Ilhéus e Itabuna atingiu 80% de execução, conforme a Seinfra informou ao PIMENTA. Confira vídeo de ZéDrone com imagens aéreas que mostram o andamento da obra.
Mais vídeos estão disponíveis no Canal do ZéDrone (clique aqui).
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Bahia (Sinjorba) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI) emitiram nota em que prestam solidariedade a Maurício Maron. O jornalista foi agredido com uma cusparada, ontem (11), na Câmara Municipal de Ilhéus, pelo vereador Tandick Resende, do União Brasil (relembre aqui).
Tandick reagiu agressivamente ao ter sido contraditado pelo jornalista. O vereador acusava o jornalista de cumprir agenda político-eleitoral na TV Santa Cruz supostamente em horário de expediente no Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio. O fato foi desmentido pelo jornalista, que anunciou a apresentação de provas na seara judicial.
Abaixo, confira a nota de solidariedade das duas entidades.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Bahia e a Associação Bahiana de Imprensa repudiam com veemência as ofensas e a agressão cometidas pelo vereador Tandick Resende, do União Brasil, contra o jornalista Maurício Maron, após o encerramento da sessão plenária na Câmara Municipal de Ilhéus.
Mauricio Maron, que é diretor da ABI no Sul da Bahia, compareceu à Câmara nesta quarta-feira, dia 11, para conversar com o vereador sobre estar sendo vítima de fake news durante a campanha eleitoral, quando foi xingado pelo edil – que é conhecido pela agressividade -, com cenas lamentáveis presenciadas por algumas pessoas que deixavam o plenário.
Maurício Maron tem uma longa trajetória no jornalismo sul-baiano, marcada pela ética e pelo compromisso com a verdade.
O Sinjorba e a ABI manifestam solidariedade ao jornalista e solicitam que as autoridades apurem esse caso com a máxima brevidade, ao mesmo tempo em que estudam a possibilidade de adoção de medidas legais contra o vereador.
Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Bahia
Associação Bahiana de Imprensa
A inflação desacelerou para todas as classes de renda em agosto na comparação com julho deste ano. Para as famílias de renda muito baixa, ela recuou de 0,09% para -0,19% no mês passado. Para as famílias de renda alta, que registraram aumento de 0,80% em julho, o resultado de agosto ficou em 0,13%. Os dados são do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Todas as classes de renda apresentaram desaceleração da inflação acumulada em 12 meses. As famílias de renda muito baixa tiveram a menor inflação acumulada no período (3,72%), enquanto a faixa de renda alta anotou o percentual mais elevado (4,97%).
Os grupos alimentos e bebidas e habitação foram os principais pontos que influenciaram a queda inflacionária para praticamente todos os segmentos de renda. As deflações registradas em setores importantes – cereais (-1,3%), tubérculos (-16,3%), hortaliças (-4,5%), aves e ovos (-0,59%), leites e derivados (-0,05%) e panificados (-0,11%) – provocaram um forte alívio inflacionário, especialmente para as famílias de menor poder aquisitivo, visto que a parcela proporcionalmente maior do seu orçamento é gasta com a compra desses bens.
ENERGIA ELÉTRICA
Em relação à habitação, a queda de 2,8% nos preços de energia elétrica – refletindo o retorno da bandeira tarifária verde e das reduções tarifárias em algumas capitais – contribuiu para diminuir a inflação em agosto.
No caso das famílias de renda alta, mesmo com a deflação dos alimentos, da energia e a queda de 4,9% nos preços de passagens aéreas, o reajuste de 0,76% das mensalidades escolares fez com que o grupo educação exercesse forte contribuição para a inflação dessa classe.
O aumento dos planos de saúde (0,61%), dos serviços médicos e dentários (0,72%) e das despesas pessoais (0,25%) também ajuda a explicar esse quadro de pressão inflacionária nos segmentos de renda mais elevada, em agosto.
“A desaceleração da inflação corrente em relação ao registrado em agosto do ano passado é explicada, em grande parte, pela melhora no desempenho dos grupos habitação e saúde e cuidados pessoais. No primeiro caso, a alta no preço da energia elétrica em 2023 (4,6%) ficou bem acima da queda apontada em 2024 (2,8%). Já para o grupo saúde e cuidados pessoais, o alívio inflacionário em agosto deste ano veio da deflação de 0,18% dos artigos de higiene, que contrasta com os reajustes de 0,81%, em agosto de 2023”, diz o Ipea.
O vereador Tandick Resende, do União Brasil, de Ilhéus, cuspiu no rosto do jornalista Maurício Maron ao ser informado que não procedia uma denúncia feita por ele no plenário da Câmara Municipal, nesta quarta-feira (11). Maurício estava na Câmara, e foi surpreendido com o vereador acusando-o de cumprir agenda política numa emissora de televisão em horário de trabalho no Hospital Materno-Infantil, do qual é assessor de comunicação.
Ao término da sessão, Maurício aproximou-se do vereador. “Pela proximidade que eu tenho com doutor Tandick, por que fui assessor da Câmara, me aproximei dele para tentar explicar que não procedia a denúncia. E que, por estratégia jurídica, não iria adiantar quais os motivos que garantiam a minha inocência”, relata Maurício.
Tandick não reagiu bem. “Eu não quero conversa com você, seu petista de merda”, disse ele conforme relatos da vítima. Na sequência, cuspiu no rosto do jornalista. A reação do vereador surpreendeu Maurício pela relação construída ao longo do período em que respondia pela comunicação da Câmara e eram os primeiros anos de mandato de Tandick.
O vereador do União Brasil usou sua conta no Instagram para apresentar uma versão diferente do fato. Sem informar que agrediu o profissional de comunicação, cuspindo-o na cara, disse ter sido abordado por um profissional transtornando, o que é contestado.
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Maior que o inestimável prejuízo financeiro seria a humilhação, pois, inevitavelmente, seria manchete dos jornais, rádios e televisões. Como àquela época não existiam as redes sociais a decepção seria bem menor, mas essa não é hora para avaliações.
Walmir Rosário
O sugestivo título não é apenas uma apelação de editores de publicações sensacionalistas. É verdade e dou que fé que o que passarei a contar nas próximas linhas é por demais verdadeiro, embora manterei oculto o nome de um dos personagens: o autor de tal proposta, o professor que marcou o tal e absurdo horário para uma prova.
O fato aconteceu na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), no início da década de 1990, portanto, no século passado, e continua gravado em minha carcomida memória, por ser esdrúxula até onde não pode mais. Não me lembro com riqueza de detalhes, pois não fui uma das pessoas atingidas, embora tenha sido abastecido com robustas informações.
Numa tarde fui procurado no jornal A Região, de Itabuna, do qual era editor, por alguns estudantes do curso de Direito, que pretendiam fazer uma séria denúncia. Uma verdadeira bomba, diziam. Eles queriam, de uma só vez, lavar a honra e a alma, além de conseguirem provas e subsídios para ingressar com uma ação contra o dito professor e a Uesc.
A Redação inteira parou para ouvir a história, inclusive Daniel Thame, com quem eu dividia as responsabilidades, as artes e manhas do semanário de maior circulação de Itabuna, à época. Ouvimos toda a história, contada e recontada por cada um dos alunos, sempre com um detalhe a mais, enquanto nós, de início não os levássemos a sério.
E não era pra menos a nossa desconfiança, embora não estivéssemos cara a cara com alunos dos cursos fundamentais e sim com homens e mulheres, muitos deles casados, pais e avôs. Por certo não teriam deixado seus afazeres de família e trabalho e se deslocados ao jornal para promover uma pegadinha em nós e nos leitores.
O que mais afligia aos estudantes do curso de Direito era não participar da colação de grau agendada para semanas próximas, pelo fato de não terem realizada a última prova de Direito Civil VI. Pior, ainda, para os que claudicavam com os resultados e notas nem tão positivos, sendo que alguns poderiam ir buscar uma repescagem na famigerada prova final.
E como ficariam os providenciamentos da colação de grau e a famosa festa de formatura praticamente quitada. E era um preço altíssimo, valor inestimável, pagos em prestações mensais com muitas dificuldades. Sem falar nos convites, já distribuídos para amigos mais chegados e familiares, muitos dos quais moradores de outras cidades, estados.
Seria uma vergonha dispensar os convidados e, ainda por cima, mudar a foto da turma, e ter que arcar com os novos custos. Maior que o inestimável prejuízo financeiro seria a humilhação, pois, inevitavelmente, seria manchete dos jornais, rádios e televisões. Como àquela época não existiam as redes sociais a decepção seria bem menor, mas essa não é hora para avaliações.
E os formandos em Direito pela Uesc (turno noturno) já se sentiam avacalhados pelo horrendo professor, capaz de ter proposto a realizar a quarta prova do último semestre num horário altamente impróprio, às 3 da madrugada, fora do expediente da universidade. Viviam uma situação assombrosa que os marcariam para o resto da vida. Que futuro profissional teriam?
E somente aí é que se encorajaram a contar a terrível história, objeto da denúncia que pretendiam fazer à sociedade. Pelo que relataram, eles estavam assustados com a exiguidade do tempo e propuseram ao professor, um conceituado advogado, que marcasse a prova do quarto crédito para a semana seguinte, como meio de facilitar a vida de todos.
De pronto, o professor não aceitou a proposta, sob a alegação que teriam um calendário a cumprir, no sentido de satisfazer a frequência (carga horária) e a apresentação dos temas da grade curricular. Sem acordo, a discursão foi aumentando e professor e alunos se distanciando de aparar as arestas para o pretendido acordo do dia da prova.
Lá pras tantas, o dito professor resolve dar um chega na questão e propõe realizar a prova, não na sexta-feira pretendida pelos alunos, mas no sábado às 3 da madrugada, horário que dispunha em sua apertada agenda. A proposta, mesmo estranha, bizarra, estapafúrdia, foi vista pelos alunos como viável, apesar de exigir um pouco de sacrifício. Mas, ao final de cinco anos, valeria.
E na data aprazada chegaram ao campus da Uesc, convenceram o vigia sobre a prova e entraram para o pavilhão de Direito. Restava apenas uma prova, cujo o tema estava por demais estudado. Tudo na cabeça. Bastava tirar boas notas e, cada um estaria livre da viagem diária, dos sacrifícios em chegar quase à meia-noite em casa. Agora, sim, todos fariam jus ao título de doutor advogado.
Em vão aguardaram o professor até os primeiros raios de sol, quando começaram a considerar que teriam sofrido uma pegadinha de muito mau gosto. Um crime, talvez, e que mereceria ser reparado nos tribunais. Mesmo assim, foram tirar a prova dos nove com o professor, que estranhou a ida na madrugada de um final de semana à universidade para uma prova. Brincadeira.
Após os ânimos amainados, consegui convencê-los a se submeterem à prova no dia estipulado pela universidade, pois o professor e a direção da Uesc deveriam fazer de tudo para que não fossem prejudicados. De minha parte, ao contrário da pretendida matéria e manchete estampada na primeira página, fiz uma notinha divertida na coluna Malha Fina, na página 3. E tudo se resolveu.
Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado, além de autor de livros como Os grandes craques que vi jogar: Nos estádios e campos de Itabuna e Canavieiras, disponível na Amazon.





















