
Aprovada no início deste mês pela Comissão Especial sobre Igualdade de Direitos Trabalhistas da Câmara dos Deputados, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 478/10 poderá mudar as relações de trabalho de aproximadamente 6,6 milhões de brasileiros.
Apelidada de PEC das Domésticas, a proposta amplia os direitos dos empregados domésticos, igualando-os aos dos demais trabalhadores urbanos do país. O texto revoga o parágrafo único do Artigo 7º da Constituição Federal, que trata especificamente dos domésticos e lhes garante apenas alguns dos direitos a que tem acesso o conjunto dos trabalhadores.
A PEC prevê 16 novos benefícios à categoria, incluindo a definição da carga horária semanal de 44 horas, o pagamento de hora extra e de adicional noturno para atividades entre as 22h e as 5h. A proposta também torna obrigatório o recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) que, de acordo com o advogado trabalhista Sérgio Batalha, representa o principal impacto da medida, caso seja aprovada e promulgada.
DIANTE DA MÁQUINA, ABRA UMA VEIA

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Dromedários são niilistas e fatigados
Luto profissionalmente com as palavras já faz pra lá de meio século, mais tempo do que tem de vida a gentil leitora (e o faço, tal qual o poeta, mal rompe a manhã). Por isso, tenho cá os meus truques, ditados pela prática, que não é pouca, não pela teoria, quase nenhuma. Sou, portanto, um dromedário, gíria antiga das redações, tão antiga que é difícil encontrar alguém na Fenaj que a conheça: dromedário é o antônimo de foca – o foca está sempre de nariz pra cima, farejando o grande “furo” de sua vida; o dromedário é niilista, fadigado, acha que já viu tudo (de tudo?) e pouco há no mundo que valha a pena. Dromedário é foca com desencanto; foca é dromedário com esperanças de mudar o mundo.
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A escrita entre o trabalho e o prazer

(ENTRE PARÊNTESES)
Dia desses mencionei Fernando Leite Mendes e seu livro de crônicas, cujo título presta homenagem à professora Alina, filha do advogado Afonso de Carvalho (nome que ela deu à escola famosa, já extinta). Conta-me Lino do Vale Coelho, coleguinha do lendário Instituto Municipal de Educação, que esse Afonso de Carvalho era homem fino, pra lá de elegante. Tanto assim que, certa vez, provocado por um desafeto, achou-se no dever de dirigir a este uns desaforos, mas o fez sem perder a linha. De paletó, gravata e colarinho duro de goma, foi ao Correio e de lá enviou ao mal educado um telegrama vazado nestes termos enigmáticos e ameaçadores: “PLANTEI BANANEIRA PT AGUARDE CACHOS SDS”. Xingar a mãe do atrevido nunca lhe passou pela cabeça.
UMA FOLHA DE ALFACE PREGADA À LAPELA

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“Desligado, insociável e taciturno”
Certa vez lhe perguntaram quem exercera maior influência sobre ele. A resposta: “Eu, naturalmente”. Depois de um começo difícil (sua música era tida como “incompreensível”), o sucesso lhe chegou a tal ponto que o levou à capa da Time, indiscutível atestado de êxito. É descrito como casmurro, difícil, insociável, taciturno, solitário, desligado. Conta-se que passou os dois últimos anos de sua vida quase sem falar, alheio a tudo que o cercava. Tem lugar no panteão do jazz, como um dos maiores pianistas do gênero. Entre seus temas mais conhecidos estão Misterioso, Crepescule with Nellie, Monks´dream, Something in blue e, o meu preferido, Round midnight.
Uma cantora de jazz muito “brasileira”

Maysa e os “clássicos” americanos
As gravações de Round midnight mais divulgadas são instrumentais, mesmo que entre as versões cantadas estejam nomes como Sarah Vaughan e Ella Fiztegrald. No Brasil, Maysa, que cantou os grandes clássicos da música americana, gravou Round midnight (e também I love Paris, Mean to me, What’s new? Autumn leaves e outros standards). Aqui, por invenção da coluna, Carmen McRae canta sobre imagens do filme Por volta da meia-noite, de Bertrand Tavernier, que vocês já conhecem.
(O.C.)
O Vitória ganhava o jogo contra o Joinville por 1 a 0, mas permitiu que o time catarinense empatasse a partida aos 43 minutos do segundo tempo. O placar final adiou por mais uma rodada o sonho de retorno à Serie A do Brasileiro de Futebol.
Time que disputa a última das quatro vagas na Série A 2013 com o Vitória, o São Caetano acabou empatando com o Goiás e está a dois pontos do rubro-negro (68 a 70).
A equipe baiana definirá a classificação à Série A em partida no próximo sábado, 24, contra o Ceará, no Barradão (Salvador), na última rodada. Goiás e Criciúma-SC (com 75 e 72 pontos) já estão garantidos no Brasileirão 2013. Confira os gols do jogo rubro-negro.
A polícia ainda está à caça dos homens que executaram o guarda municipal Armando Batista dos Santos, 46, anos, ontem à noite, no Bairro Santa Inês, em Itabuna.
De acordo com testemunhas, a vítima saiu da rua 2 de Julho para buscar documentos pessoais em casa, momento em que foi cercado por bandidos e levou, pelo menos, cinco disparos. Segundo apurou o site Radar, Armando era usuário de drogas e deixa esposa.
Quando questionado sobre o deputado Marcelo Nilo, que quer continuar como presidente da Assembleia Legislativa pela quarta vez consecutiva, Wagner lançou mão de um republicanismo, digamos, filosófico.
O governador Jaques Wagner, em entrevista ao jornal A Tarde, admitiu o impacto das greves dos professores e da Polícia Militar nos resultados das eleições.
O governador disse o que muitos petistas queriam dizer, mas não tiveram coragem. Ou seja, que as greves contribuíram para a derrota de alguns candidatos da base aliada.
Wagner também declarou que é contra a eternização dos políticos no poder: “O político tem que ser profissional no sentido de ser competente, mas não pode ter na política um emprego”.
Quando questionado sobre o deputado Marcelo Nilo, que quer continuar como presidente da Assembleia Legislativa pela quarta vez consecutiva, Wagner lançou mão de um republicanismo, digamos, filosófico.
Para não atritar com Nilo, que é do PDT, partido da base aliada, Wagner respondeu que é contra a eternização filosoficamente falando. Que faz política e não filosofia. Uma saída politicamente perfeita.
MEDO DAS RUAS
Alguns deputados, por enquanto só federais, vêm defendendo o fim das carreatas, das caminhadas, da distribuição de santinhos, do corpo a corpo, dos palanques e de tudo que possa afastar o político do eleitor.
Os filhotes da ditadura, como diria Leonel Brizola, querem o retorno do famigerado colégio eleitoral e da indicação biônica para prefeitos e governadores.
Os inimigos da democracia, saudosistas do regime autoritário, têm nojo do contato físico com o eleitor. Querem distância do povão de Deus.
EXPRESSÕES LATINAS

Outras, no entanto, até que ajudam quando os políticos estão enroscados com a justiça. Quando o assunto é o mensalão, José Dirceu apela para a Probare oportet, non sufficit dicere (Dizer não é suficiente, é preciso provar).
Joaquim Barbosa, eminente ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), é ardoroso seguidor da expressão Dura Lex, sed Lex. A lei é dura, mas é lei.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

Há dez anos, o Rio Cachoeira já registrava grau elevado de poluição, principalmente no trecho urbano de Itabuna. A foto acima, de Ed Ferreira, é de 2002.
O cenário piorou nos últimos anos. Ao avaliar as condições dos rios baianos, o coordenador do sistema de monitoramento do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Eduardo Topázio, assim definiu a situação atual do Cachoeira:
– O rio Cachoeira, por exemplo, quando atravessa Itabuna, piora as suas condições por causa da coleta irregular de lixo, falta de educação da população, que joga objetos em seu curso e, ainda, pelo esgoto a céu aberto que é despejado em suas águas.

O vice-governador baiano, Otto Alencar, recebeu representantes da Associação de Praças da Polícia Militar (APPM) e garantiu apoio pela anistia aos militares considerados líderes da greve e que não se envolveram em episódios de violência no início do ano.
De acordo com dirigentes da APPM, Otto prometeu que “não vai medir esforços” para assegurar a anistia aos policiais. Na Bahia, cerca de 80 policiais responderam a inquéritos e a maior parte foi afastado da corporação via Processo Administrativo Disciplinar (PAD).
O aumento do preço do cigarro é o principal motivo para a redução em quase 50% no número de fumantes no Brasil. É o que apontam pesquisadores do Centro de Câncer Lombardi Comprehensive, da Universidade Georgetown, em Washington, Estados Unidos, e do Instituto Nacional de Câncer (Inca). O estudo foi publicado no final de outubro, na edição mensal da revista científica PLOS Medicine, e mostrou que, de 1989 a 2010, a proporção de fumantes na população adulta brasileira caiu de 35,4% para 16,8%.
A coordenadora de pesquisas do Instituto Nacional de Câncer, Liz Maria de Almeida, afirma que o enfrentamento mais efetivo ao tabagismo no mundo é o aumento dos preços e das taxas ligadas ao setor do fumo. Os pesquisadores utilizaram o modelo matemático SimSmoke, desenvolvido pelo americano e coautor do estudo David Levy.
Eles descobriram que quase metade dessa redução de fumantes (46%) veio do aumento de preços, 14% das leis antifumo, 14% das restrições de propaganda, 8% das advertências à saúde, 6% das campanhas antitabagismo promovidas na mídia e 12% dos programas de tratamentos que ajudam o paciente a deixar o fumo.

O trabalho sobre Clarindo é de autoria do escritor e jornalista Vander Prata, que compilou mais de 80 horas de entrevistas com o ilustre proprietário da Cantina da Lua, além de amigos e parentes.
Durante muitos anos, a Cantina foi um dos centros da efervescência cultural da capital baiana e símbolo da luta pela preservação do Pelourinho como patrimônio arquitetônico da humanidade. Relata o autor que “sob o comando de Clarindo Silva, (a Cantina da Lua) tornou-se um espaço democrático, que reunia poetas, músicos, jornalistas, radialistas, artistas, políticos, nativos e turistas, reinando absoluto como ponto de encontro da cena cultural baiana, principalmente durante as décadas de 1970 e 1980”.
Ainda segundo Prata, “Clarindo Silva estimulava a pluralidade de pensamentos, proporcionando boa comida e bebida de primeira, apreciadas principalmente quando rolava samba”. O livro que conta a bela história de Clarindo e de seu boteco mágico no Pelourinho tem prefácio do escritor e jornalista José de Jesus Barreto e contracapa do poeta Fernando Coelho.

Depois de perder 57 quilos em sete meses sem fazer cirurgia, José Vivaldo, diretor-executivo da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vive tendo que explicar o fenômeno.
Na terça-feira, 13, quando participou de uma mesa redonda no Congresso Brasileiro do Cacau, em Ilhéus, Vivaldo contou que a decisão de se submeter a uma dieta radical se deu quando ele subiu na balança e o equipamento não servia mais para indicar seu peso (a balança só pesava até 150 quilos e o diretor já estava com 152).
A diminuição de quase metade do peso ainda não foi suficiente, pois ele ainda pretende se livrar de mais 9 quilos e depois entrar em uma etapa de “manutenção”. O fato é que a mudança na silhueta foi tamanha, que Vivaldo precisou renovar todos os documentos pessoais. Pelo menos fisicamente, pode-se dizer que é outra pessoa.
Do A Tarde
O Hertha Berlim prometeu, em nota no seu site oficial, fazer “um seguro educação” para a filha de 13 anos do jogador Alex Alves, Alessandra. O ex-atacante de 37 anos faleceu na última quarta-feira, 14.
Segundo o diretor esportivo do Hertha, Michael Preetz, que chegou a jogar com Alex Alves no time alemão, Alessandra poderá usar os recursos (valor não divulgado) quando for maior de idade, para dar continuidade em seus estudos.
O time também prestará uma homenagem ao jogador baiano na partida da próxima segunda-feira, 19, contra St. Pauli, quando jogará de luto e fará um minuto de silêncio antes do início do jogo.

O Torneio Master de Handebol começou ontem, na Vila Olímpica, em Itabuna, com dois jogos. No masculino, Itabuna bateu o Olímpicos por 37 a 31. Já no feminino, a Seleção de Itabuna derrotou Santa Cruz da Vitória por 20 a 8.
A competição tem sequência nesta noite de sexta, 16, com três jogos. Às 18h30min, Itabuna enfrenta o Poli, no masculino. O Olímpicos encara o selecionado de Itapetinga, às 19h45min. Logo após, Itabuna e Santa Cruz da Vitória voltam a se enfrentar no feminino.
As semifinais e finais serão disputadas amanhã, na Vila Olímpica. A competição idealizada pela professora Júvia Dantas e a atleta Eliana Santos entra na quarta edição e atrai equipes baianas e de outros estados.
O Ministério da Saúde decidiu suspender repasse de recursos para a área de vigilância sanitária a 96 municípios baianos. A decisão está publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União e atinge outros 1,3 mil municípios brasileiros que deixaram de abastecer o Sistema de Informação Ambulatorial.
Dentre os municípios baianos atingidos, estão Camamu, Caravelas, Dário Meira, Itagi, Itamaraju, Itapitanga, Mascote, Maraú, Valença e Ubatá, localizados na macrorregião sul-baiana.
As verbas somente serão liberadas quando os municípios atualizarem os dados. De acordo com a portaria, os municípios não repassavam informações de vigilância sanitária há, pelo menos, dois meses.

Anda a passos largos em determinados setores do governo Jaques Wagner o debate sobre a substituição de alguns quadros na administração. Embora ainda não se possa dizer que o governador pretenda fazer uma reforma administrativa, tudo indica que as mudanças ocorrerão já no primeiro semestre do ano que vem, afetando pelo menos quatro secretarias consideras estratégicas.
Encontra-se em vigor desde o dia 1º de novembro a lei segundo a qual a velocidade média da internet banda larga oferecida no Brasil deve ser de 60% da franquia contratada, enquanto a mínima não pode ficar abaixo de 20%. A velocidade média deverá equivaler a 70% no ano que vem e 80% em 2014, situando-se a mínima, respectivamente, em 30% e 40%.
Por enquanto, a Oi “Velox” (utililzar esse nome, que sugere velocidade, é uma piada de mau gosto) está longe de cumprir a lei. Em Itabuna, onde a empresa reina, praticamente sem concorrência (as opções são os serviços de internet a cabo e a rádio, não muito melhores), o usuário sofre até para fazer uma pesquisa no Google. Baixar um arquivo de uns 4 Mb representa verdadeiro suplício.
Pouco antes de redigir esta nota, o PIMENTA realizou um teste em um serviço Oi Lentox (mais correto chamar assim), cuja franquia é de 2 Mbps. Na real, a velocidade chegou a sofríveis 270,7 Kbps, correspondente a pouco mais de 10% da contratada.
Somente a falta de alternativa que represente vantagem relevante faz com que o usuário continue preso a um serviço descarado (desculpem, mas essa é a palavra) como o da Oi. Com certeza, a lei não será suficiente para fazer a empresa respeitar seus clientes/vítimas, principalmente onde – como em Itabuna – estes são reféns do mau serviço. Muito mais do que a lei, o que faz uma empresa melhorar na economia de mercado é a concorrência.
























