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Quadrilhas especializadas vem agindo há mais de dois meses nas principais estradas do sul da Bahia tendo motociclistas como alvos. O número crescente de roubo espalhou pânico em quem mora na região e muitos são aqueles que têm evitado trafegar de moto pela BR-101 ou por estradas vicinais movimentadas. Os trechos mais visados pelos bandidos são Itabuna-Uruçuca e Itabuna-Buerarema, além da região de Ferradas.
De acordo com vítimas, foram mais de 20 motos roubadas nessas regiões no período. E, pior, a queixa cumpre apenas mera formalidade, pois dificilmente o veículo é recuperado. A forma de abordagem das quadrilhas é única: sempre de carro, eles ficam à espreita e atacam as vítimas em trechos longe de policiamento rodoviário ou de postos de combustíveis.
Os motociclistas são perseguidos e ameaçados, caso resistam a entregar a moto. Em maio, o mototaxista Danilo de Jesus seguia para Ubaitaba quando foi abordado por três bandidos. Passando-se por policiais, eles mandaram o rapaz parar ou seria baleado. Danilo ainda tentou fugir, mas a quadrilha, usando Fiat Uno, emparelhou e colocou o motociclista e o carona sob a mira de revólveres.

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Enquanto o PCdoB de Davidson Magalhães e Wenceslau Júnior esnoba o ex-vereador Luís Sena, o sindicalista é cortejado por outras legendas do campo progressista.
O PSB de João Carlos Oliveira escancarou as portas para o cururu. O flerte pode dar em casamento. Só depende do ex-vereador.
Por enquanto, Sena aperta o play e manda recado com Esnoba, do grupo Moinho.

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A deputada estadual Ângela Sousa (PSC) conseguiu, por via judicial e em segunda tentativa, censurar o Blog do Gusmão. O site foi obrigado a retirar postagens que tratavam das suspeitas de gatunagem e desvios de dinheiro da Secretaria de Ação Social, quando era comandada por Augusto Macedo, ex-assessor de gabinete da parlamentar.
Ângela havia ingressado com ação no Juizado Especial Cível no ano passado, mas a juíza Raquel François negou o pedido, alegando atentado à liberdade de imprensa e livre manifestação de pensamento. A deputada estadual decidiu entrar com a mesma ação na 3ª Vara Cível. O juiz Jorge Luiz Dias Ferreira entendeu diferente da colega do Juizado Especial e obrigou o blog a retirar três postagens que relacionavam apontavam suspeitas dos desvios de dinheiro na Secretaria de Ação Social para a campanha da deputada.
Editor do blog, Emílio Gusmão disse que retirou as postagens, mas seus advogados já recorreram ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). No primeiro semestre deste ano, o mesmo juiz Jorge Luiz Dias Ferreira já havia imposto censura ao Blog do Gusmão, em processo movido pelo secretário de Serviços Públicos de Ilhéus, Carlos Freitas. A decisão do juiz ilheense foi cassada pelo TJ-BA em decisão da desembargadora Ilza Maria da Anunciação (relembre aqui).

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Escorpião capturado por morador do Novo Jaçanã

Moradores do bairro Novo Jaçanã, em Itabuna, passaram a conviver com a incômoda e perigosa companhia de escorpiões. Os animais peçonhentos são encontrados em quintais e até no interior das casas, inclusive dentro de sapatos.
Segundo o morador José Alfredo de Souza, a prefeitura já foi comunicada e o Centro de Controle de Zoonoses mandou uma equipe ao local, mas não foi tomada nenhuma medida contra a invasão. “Eles dizem que a equipe não encontrou nada, embora os escorpiões estejam espalhados por toda parte”, afirma o morador.

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O governo ilheense informa, por meio de nota oficial, que ainda não foi intimado da liminar concedida pela juíza Carine Nassri da Silva, da Vara da Fazenda Pública, contra a fiscalização eletrônica do trânsito na cidade.
Pela liminar, as multas emitidas pela fiscalização eletrônica (os populares “pardais”) não têm valor. Os motoristas notificados pelo sistema receberam orientação para não pagar as multas, aguardando a decisão de mérito.
O governo afirma que contestará a liminar e brigará em todas as instâncias para manter os “pardais” em funcionamento.

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Com as alterações no Código de Processo Penal (após aprovação da Lei 12.403/11), que passam a vigorar nesta segunda (4) no Brasil, algo em torno de 7.700 presos em toda a Bahia ganham chance de sair de trás das grades para responder às acusações em liberdade – praticamente metade da população carcerária no Estado, que é de 15.500 pessoas, de acordo com o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária do Ministério da Justiça.
Conforme a nova lei, somente os presos que ainda aguardam julgamento e respondem por crimes cuja pena máxima não ultrapassa quatro anos de detenção – como casos de furto simples, receptação de mercadoria roubada e homicídio culposo (quando não há intenção de matar) – podem ser beneficiados. Porém não significa que ganharão liberdade imediata.
“Não vai ser uma espécie de passe livre. Todo o histórico de vida do cidadão será analisado antes de qualquer decisão”, ponderou a juíza Nartir Weber, presidente da Associação dos Magistrados da Bahia. Assim como ela, o professor Marcos Paulo Dutra, mestre em direito processual pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e defensor público naquele Estado, avalia que o principal foco da nova lei é atenuar a superlotação nas prisões. Informações d´A Tarde.

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A subseção da OAB-Itabuna, o Ministério Público estadual e a Associação Grapiúna dos Paraplégicos (AGP) entraram com medida cautelar contra a Rota e o Governo da Bahia, para que os deficientes visuais tenham assegurada a gratuidade nas linhas intermunicipais que cobram tarifa única no sul da Bahia.
A ação teve a assinatura de, pelo menos, dez deficientes visuais, das promotoras públicas Cleide Ramos e Renata Lazzarini e do presidente da OAB-Itabuna, Andirlei Nascimento. Eles alegam que a gratuidade é garantida pela Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CDPD), da qual o Brasil é signatário. A gratuidade valeria em linhas que partem de Itabuna para municípios como Ilhéus, Buerarema, Itajuípe e Barro Preto, consideradas com características semiurbanas.
Desde o mês passado, os deficientes visuais realizaram quatro protestos, o maior deles na última quarta (29), quando fecharam a avenida Inácio Tosta Filho, centro de Itabuna, por quatro horas, retendo ônibus da empresa. A Rota divulgou nota de esclarecimento em que afirma ser ilegal a concessão de gratuidade aos deficientes. A empresa alega que, para isso, necessitaria de lei estadual e não reconhece o previsto na CDPD.

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Do G1 Bahia:
O delegado titular da cidade de Buerarema, Pedro Chauí, foi assaltado na manhã desta segunda-feira (4), em Itabuna, onde mora.
De acordo com a polícia, dois homens armados entraram em um laboratório de análises clínicas e abordaram o delegado pedindo a chave do carro, o celular e o revólver.
A polícia informa que, durante o assalto, os criminosos teriam perguntado se ele era policial e o delegado teria dito que sim. Logo depois, os criminosos pediram que Chauí entrasse em uma sala e saíram do laboratório. Um deles estava encapuzado. O laboratório fica na praça Olinto Leoni, centro de Itabuna.
Segundo a polícia, o veículo da marca Golf, cor prata, já foi recuperado na Favela do Bode, próximo ao centro comercial da cidade. Equipes estão em diligência no local e na região vizinha em busca dos suspeitos.

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O ex-vereador Luís Sena (PCdoB) nega qualquer rusga entre ele e o correligionário Wenceslau Júnior. Um blog local informou que os dois se encresparam por causa da indicação do novo coordenador do Núcleo de Tecnologia Educacional de Itabuna.
Sena apresentou o professor Corbulon Batista Filho para o NTE e a posse do novo coordenador ocorreu na última terça-feira, 28. “Foi tudo muito tranquilo e não houve qualquer disputa”, desconversa. Ele diz que Wenceslau não compareceu à posse porque tinha compromisso fora de Itabuna.
O motivo da celeuma tem a ver com o nome que o PCdoB lançará para a disputa da Prefeitura de Itabuna em 2012. Sena, Wenceslau e o presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães, disputam a indicação.
Na semana passada, um professor ouviu de Magalhães que ele ou Wenceslau seria o candidato comunista. Em conversa com o PIMENTA, Sena descartou a “fritura”, afirmando que esta é uma prática “da direita”.

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Foi sepultado às 16 horas deste domingo, 3, no cemitério do Campo Santo, Erenilton Ferreira Santos, que era operário do setor de telefonia e morava no bairro Jardim Primavera, em Itabuna.
Erenilton estava em um dos carros envolvidos no acidente ocorrido na manhã de ontem, na BR-101, próximo a Camacan. Na colisão, também perdeu a vida o empresário Jairo Seixas, enterrado em Ilhéus.

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VINÍCIUS E O MONOSSÍLABO IMPUBLICÁVEL

Ousarme Citoaian
Imaginei não levantar o assunto, por ser tão, mas não resisti – talvez por isso mesmo.  Falo de Tonga da mironga do cabuletê, de Vinícius-Toquinho, que tem uma “tradução” impublicável circulando na internet (e até integra um livro!): diz tratar-se de expressão em nagô, falando dos pelos que florescem no centro da região que Deus escolheu para ser a mais carnuda do corpo da mãe. Não entendeu? É um monossílabo que começa com c e termina com u (embora já haja até música gravada, usando tal palavra, recuso-me a grafá-la em blog de família. Pois dizem que Gessy Gesse (foto), paixão baiana do poetinha, lhe ensinara essa coisa em nagô, com que ele xingou os militares, sem que estes percebessem.

UMA “TRADUÇÃO” SEM NADA DE CIENTÍFICO

Vinícius dizia que o título não tinha sentido, mas apoiou a versão aqui referida, e até parece ter se divertido com isso: certa vez, afirmou sentir-se seguro, pois  “na Escola Superior de Guerra não tem um milico que saiba falar nagô”. Pior é que Toquinho, o parceiro, também defende essa “tradução”, que nada tem de científico. O professor Cláudio Moreno, do site Sua língua (também na tevê), diz que “não significa nada” a tal expressão: “Era a época da ditadura, no entanto, e muitos preferiram acreditar que o poeta tinha escondido atrás dessas palavras africanas uma ofensa ao governo militar” – explica o mestre. Quis consultar o Novo dicionário banto do Brasil, de Nei Lopes, mas foi impossível.

EXPRESSÃO MISTURA QUICONGO E QUIMBUNDO

A obra está esgotada em todas as livrarias (e também na editora). Então, vali-me, outra vez, do professor Cláudio Moreno, que – mais precavido do que eu – reservou seu exemplar e hoje é um feliz possuidor do Novo dicionário…, obra recomendada por Antônio Houaiss. No maior repositório de africanismos da língua portuguesa, o professor gaúcho encontrou:  (1) tonga (do Quicongo) – “força, poder”; (2) mironga (do Quimbundo) –  “mistério, segredo” (Houaiss acrescenta “feitiço”) e (3) cabuletê (de origem incerta) –  “indivíduo desprezível, vagabundo” . Portanto, palavras de línguas diferentes, isoladas – que não xingam os milicos, são apenas um barulhinho simpático ao ouvido.

EM SARAMAGO, A RELAÇÃO PEIXE E LEITOR

“Abordamos aqui, há tempos (com referência a um personagem de Flávio Moreira da Costa, no romance “noir brasileiro” Modelo para morrer), a necessidade de “fisgar” o leitor. Alguns de vocês se lembram: é pegar o sujeito pelo colarinho, logo nas primeiras frases, e, assim manietado, levá-lo até o ponto final. Pois encontro, em análise primorosa da jornalista Débora Alcântara (Caderno 2 – A Tarde), a retomada desse tema, em torno do livro póstumo de José Saramago O silêncio da água, um exercício de literatura infantil. Registre-se que Saramago, único prêmio Nobel conquistado em língua portuguesa, morreu há um ano (18 de junho de 2010). E que a visão apresentada na matéria é, obviamente, muito melhor do que a minha.

ÀS MARGENS DO TEJO, UM MENINO PESCANDO

“A palavra não morre quando se impregna na memória, feito um anzol na guelra de um peixe”, sentencia a articulista. E emenda: “O leitor, como o peixe, ao abocanhar a isca, mesmo não sendo resgatado do silêncio profundo da água onde habita, é remetido ao choque de singularidades, de modos de ver e de sentir. É transformado para sempre, levando o gosto do anzol desferido”. Quisera eu, ao crescer, escrever assim… A autora explica a analogia entre anzol e linguagem, peixe e leitor, a partir de O silêncio da água. A história se passa nas margens de um rio (o Tejo, é óbvio!), onde um menino tenta pescar um grande peixe. Quase fisgado, o bichão escapa, como nas estórias de pescadores, e é neste momento que a lucidez toma o personagem.

“ESCREVER É JOGAR UMA GARRAFA NO MAR”

É curioso que tal clareza lhe venha de um encontro em que o bicho saiu vencedor. Mas ao menino restou uma certeza: “De uma maneira ou de outra, porém, com o meu anzol enganchado nas guelras, tinha [o peixe] a minha marca, era meu”. Aqui, a analogia, bem explicada pela poeta Myriam Fraga: “É essa marca transformadora que pode sanar em parte a frustração de não se conseguir fisgar o leitor por inteiro”. É ainda a autora de O risco na pele quem esclarece a relação autor-leitor: “O autor mostra o sentimento de quem escreve, que é como jogar uma garrafa no mar, sem saber quem vai achá-la e como vai concebê-la”. Penso que é isto que procuro transmitir a quem, menos experiente do que eu, escreve: cuidado, atenção e respeito a leitor. É o meu anzol.

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ENTRE O BOLERO DERRAMADO E A ANTOLOGIA

Os Tincoãs – nome de uma ave do cerrado – surgiu em 1960 (formado por Erivaldo, Heraldo e Dadinho, todos de Cachoeira), cantando boleros  ao estilo Trio Irakitan. O grupo era afinado, arrumadinho, mas não deu certo, e o disco Meu último bolero encalhou.  Após três anos de luta, com Erivaldo substituído por Mateus, os rapazes deixaram os boleros derramados e foram beber em fontes puras – sambas de roda do Recôncavo, temas de candomblé e cantos católicos. Os terreiros constituem a principal inspiração do trio. Em 1973 gravam um disco antológico (Os Tincoãs), produzido por Adelzon Alves (foto), com marcante presença da legítima música afro-baiana.

INCORPORAÇÃO DE NOSSA HERANÇA AFRICANA

Os arranjos de Os Tincoãs valorizam o canto coral do trio afinado, com destaque para o acompanhamento só  com violão, atabaque, agogô e cabaça. O disco foi recordista de vendas, não pelo ineditismo do repertório, pois a temática negra já tinha sido muitas vezes gravada, mas pela beleza das canções e a excelência dos vocalistas, incorporando, como nunca antes, o sentimento de nossa herança africana. Para o critico Luiz Américo Lisboa Jr., especialista em música baiana (com pelo menos dois livros publicados sobre o assunto) o LP Os Tincoãs “é a afirmação da identidade de uma cultura que nos engrandece e nos faz ver o quanto devemos aprender com ela”.

DISCO CHEGA AO MERCADO 20 ANOS DEPOIS

Em 1975, com Badu em lugar de Heraldo (que morrera naquele ano) sai mais um LP, em que se destaca a música “Cordeiro de Nanã”. A partir de 1983, Os Tincoãs, em Luanda, participa de  projetos da Secretaria da Cultura de Angola,  e grava o disco Afro Canto Coral Barroco, só lançado 20 anos depois, quando o grupo não mais existia. Resta dizer que este registro foi “pautado” pela leitora leidikeiti e baseou-se na única fonte escrita de que tenho conhecimento: um artigo do pesquisador Luiz Américo Lisboa Jr. O grupo se desfez em 2000 e, segundo Luiz Américo (foto), “deixou um legado dos mais primorosos para a música popular brasileira”. Clique e ouça Deixa a gira girar.


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O.C.