Dois acidentes violentos registrados neste final de semana causaram sete pessoas que residiam em Itabuna. O primeiro ocorreu no quilômetro oito do Semianel Rodoviário, às 22h30min do sábado (13), quando um Fiat Siena com sete pessoas bateu na cabeceira de uma ponte em frente ao condomínio Pedro Fontes, no São Roque, em Itabuna. Cinco pessoas morreram na hora e duas delas eram crianças (clique aqui para ler matéria completa).
Outro acidente aconteceu no trecho Buerarema-São José da Vitória da BR-101. Alexsandro Gama, conhecido como Alex Negão, 27, pilotava uma moto Honda Fan, placa NTQ-6632, que colidiu contra um ônibus da Rota Transportes ao perder o controle e invadir a pista contrária na Curva do Casemiro.
Alex morreu na hora, assim como Katimile da Cruz Santos, 20, que viajava com ele. O motociclista reside no Pedro Jerônimo e a carona, no bairro São Caetano.
Os relatos do motorista do ônibus e de amigos do casal morto revelam que o motociclista entrou na curva em alta velocidade, colidindo frontalmente com o veículo que fazia a linha Itabuna-Pau Brasil, apurou o Radar Notícias. O cobrador do ônibus fraturou uma das pernas na colisão e foi encaminhado para o Hospital de Base.
Depois de amargar uma derrota em casa na segunda rodada do Intermunicipal 2011, a Seleção de Itabuna voltou a perder e distanciou-se ainda mais da liderança do Grupo 9. E a derrota por 1 a 0 foi justamente para a seleção a líder, Ibicaraí, no estádio Euclides Rosalino, casa do adversário.
Itabuna amarga a terceira posição do grupo 9, com 3 pontos, tendo à frente Itororó, com 4. Firmino Alves somou apenas 1 ponto até agora. Com nove pontos, Ibicaraí está entre as cinco seleções com 100% de aproveitamento na competição estadual após três rodadas. Confira abaixo todos os resultados deste domingo (14), que trouxe uma invicta, mas desafinada Ilhéus:
Mascote 0x1 São José da Vitória
Ilhéus 1×1 Camacan
Ibicaraí 1×0 Itabuna
Itororó 1×1 Firmino Alves
Gongogi 1×0 Itapitanga
Ubaitaba 2×1 Coaraci
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O que seria uma festa para comemorar o Dia do Estudante acabou em tragédia no Grapiúna Tênis Clube nesta madrugada de domingo. A festa terminou com o saldo de duas pessoas baleadas. Uma delas levou cinco tiros quando deixava o clube, na rua Juca Leão. O atirador também estava no evento. Já na parte externa do Grapiúna, ele aproximou-se do alvo e efetuou os disparos na cabeça e no peito da vítima.
O Bahia arrancou um empate heroico diante do Internacional, há pouco, no estádio de Pituaçu, após estar perdendo por 1 a 0 e ter o jogador Fabinho expulso aos 16 minutos do segundo tempo.
O Internacional abriu o placar numa bobeira do jogador Thiego, aos 41 minutos de jogo. O zagueiro do tricolor baiano foi enganado pelo quique da bola, após cobrança de tiro de meta por parte do Inter. Leandro Damião pegou a sobra e fuzilou Marcelo Lomba. 1 a 0.
O tricolor sofria com a expulsão de Fabinho, mas não entregava o jogo. Aos 4min do segundo tempo, o time chegou pertinho do gol com Carlos Alberto, que recebeu dentro da grande área e chutou para bela defesa de Muriel.
O gol de empate nasceu numa cobrança de escanteio de Lulinha. Thiego, que entregou “ouro” no primeiro tempo, foi derrubado por Índio. Pênalti, seguido de expulsão do jogador do Internacional. Jobson converteu em bela cobrança, no cantinho direito de Muriel.
O resultado deixou o Bahia na 13ª colocação da Série A, com 19 pontos, e o Inter, na 7ª, com 23. O tricolor baiano volta a jogar na quinta (18) contra o Palmeiras. O time gaúcho pega o Botafogo na quarta.
Confira os dois gols:

De acordo com os organizadores do congresso, a escolha de Edna Dora como destaque em 2011 se deve a sua “grande contribuição à fitopatologia durante toda a sua vida profissional”.
Edna Dora expressou satisfação pelo reconhecimento ao seu trabalho como pesquisadora e afirmou que a homenagem “é uma demonstração da qualidade da área de pesquisas da Ceplac, que tem contribuído significativamente para o fortalecimento da lavoura cacaueira e outras culturas”.

Ser pai é delicioso e desafiante, é acordar de madrugada preocupado com o choro do filho, mas é também lhe oferecer o conforto.
Todo pai de primeira viagem descobre rapidamente o quanto seu novo papel é delicioso e desafiante. Delicioso porque voltamos ao mundo da fantasia e sonhamos com mais intensidade, ao mesmo tempo nos tornamos menos vulneráveis às provocações externas. Desafiante porque, com nossas experiências de filho, somos impelidos a superar nossos pais. Somos chamados a transcender nossos limites. É aí, talvez, que reside o motivo maior da paternidade.
Sempre estive literalmente infenso às datas comemorativas, como o natal, dia das crianças, dia das mães, e outras. Entretanto, às portas dos meus 40 anos, algo começou a mudar. Num momento em que já não alimentava qualquer aspiração à paternidade, ela me apanhou e me virou pelo avesso. Foi então que percebi o quanto ser pai é um exercício constante de generosidade, abdicação, tolerância, paciência. É, também, viver em estado permanente de transformação interior.
Ser pai é delicioso e desafiante, é acordar de madrugada preocupado com o choro do filho, mas é também lhe oferecer o conforto necessário dos nossos braços para que volte a dormir. É saber que o filho vai requerer para si todo o tempo que sua mãe tiver, e mesmo assim seremos completamente loucos por eles. Ser pai é trocar fraldas, limpar cocô, perder noites de sono. É chegar exausto ao final do dia e mesmo assim encontrar mais um pouquinho de energia para dedicar-se ao filho. Mas também é se emocionar com um sorriso, com os primeiros passos, primeiras palavras. Ser pai é comemorar o dentinho que está nascendo e ficar parecendo um tolo quando se ouve o primeiro… papai.
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Quem passa neste fim de semana pelas margens do Rio Cachoeira, trecho da Ilha do Jegue, centro de Itabuna, é desafiado a se perguntar sobre o próprio comportamento com relação ao rio. Bem ao lado da ilha, em uma pequena balsa, há uma faixa com a indagação que cada pessoa deve fazer a si mesma (a que está no título desta nota).
A balsa foi construída com 2 mil garrafas-pet, recolhidas nos bairros Mangabinha, Jardim Primavera, Manoel Leão e na escola Curumim. A iniciativa do protesto é dos integrantes do projeto Memórias do Rio Cachoeira, que está produzindo um CD com 12 poemas de autores grapiúnas sobre o rio, musicados pela banda Manzuá.
Em tempo: hoje é celebrado o Dia de Combate à Poluição.

Pintadinho tinha 83 anos e foi vítima de uma insuficiência respiratória. Ele deixa a esposa, Rosa, uma dezena de filhos, além de netos e bisnetos.
Três das cinco pessoas mortas no acidente ocorrido às 22h30min deste sábado, no Semianel Rodoviário de Itabuna, foram identificadas pela polícia. As duas crianças eram Yhuhonan Cerqueira dos Santos, de 4 anos, e Beatriz Aparecida Almeida do Vale, 6, além de Raimunda de Jesus Cerqueira, 36.
As vítimas estavam no Fiat Siena, placas JOE-2158, que seguia sentido BR-101-BR415 quando invadiu a pista contrária e bateu na cabeceira da ponte do quilômetro 28 do Semianel Rodoviário, em frente a um condomínio do Minha Casa, Minha Vida.
As primeiras pessoas identificadas ainda no local foram o motorista Joel Almeida do Vale, dono da Joelmac, e Antônio Lima dos Santos. De acordo com o repórter Costa Filho, da Rádio Jornal, as vítimas estavam em um aniversário e voltavam para casa. O Fiat Siena estava superlotado.
Duas pessoas estão internadas em estado grave no Hospital de Base de Itabuna. Apenas Evanilda da Silva Oliveira, 22, esposa de Joel, foi identificada. A outra vítima é do sexo masculino e tem aproximadamente 35 anos.
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ITABUNA: ACIDENTE MATA 5 PESSOAS NO SEMIANEL RODOVIÁRIO
É PRECISO PACIÊNCIA COM MAUS REDATORES
Falamos aqui da condenação do artigo indefinido, do qual os plumitivos (dicionário, urgente?) abusam tanto quanto os políticos da nossa paciência. Exemplos dados, não serão repetidos, por desnecessários. Mas ficamos devendo uma referência a abusos com os artigos definidos, que, igualmente àqueles, não melhoram a linguagem. Ao contrário, conspurcam-na. E aqui estão alguns “abonos” que, para evitar que a coluna seja acusada de injuriosa, maledicente e difamatória, foram colhidos na mídia impressa regional. Antes (quem avisa, amigo é) uma advertência: se houver pronome possessivo por perto, redobre seus cuidados com os artigos definidos, porque, juntos, eles são uma mistura indigesta. Dito o que, vamos à colheita.
FRASE NÃO QUER CORREÇÃO, QUER ESPONJA
Um articulista ensina que “todo mundo tem a sua própria opinião”; numa coluna sobre política partidária descubro que “Alcides Kruschewsky reassumiu o seu posto na Câmara”; perspicaz, um analista conclui que “é necessário ter coragem de exibir a sua opinião”; outro, na mesma linha doutoral e perdulária, disserta sobre a conveniência de “compartilhar a sua ideia”. Não entendo a razão de não se escrever (com notável economia, e sem prejuízo da clareza) ”exibir sua opinião”, “compartilhar sua ideia” e que o vereador “assumiu seu posto na Câmara”, com varrição radical dos artigos inúteis. Sobre a primeira frase, digo como aquele ministro da ditadura: “Nada a declarar”. É passar-lhe a esponja e construir outra. COMENTE » |
CINCO LIVROS E A REVELAÇÃO DE UMA VIDA
O crítico Hélio Pólvora foi submetido a uma prova que não me dá inveja: ditar, para Gabriel Kuak (presidente da União Brasileira de Escritores) a lista dos cinco livros que mais pesaram em sua formação. Apenas cinco, e é isto que faz espinhosa a tarefa. Creio que os leitores (para quem esta notícia seja nova) tenham curiosidade em saber a preferência do autor de O grito da perdiz, por isso antecipo os escolhidos, na ordem em que foram citados (Hélio se ateve apenas aos brasileiros): O Guarani (José de Alencar), Dom Casmurro (Machado de Assis), Angústia (Graciliano Ramos), Fogo Morto (José Lins do Rego) e O Continente (parte de O Tempo e o Vento, Érico Veríssimo). Lista inesperada, à exceção de Machado de Assis.SEM CLARICE LISPECTOR E GUIMARÃES ROSA
Hélio parece temer que a originalidade lhe custe caro. “Corro o risco de bordoadas dos fãs de Clarice Lispector e João Guimarães Rosa”, reconhece, mas defende sua escolha de cinco livros que não vão para a ilha deserta nem ficam à cabeceira, ao alcance da mão. “Preferem o leito da memória, onde ardem ou palpitam sob cinzas”. De minha parte, tentei antecipar alguns votos e errei feio. Mas acertei com Dom Casmurro, sabendo que Hélio Pólvora é um dos especialistas no mais célebre triângulo amoroso da literatura brasileira – até escreveu um ensaio “provando” que a traição de Capitu a Bentinho, discutida há mais de um século, ocorreu de fato. Minha “previsão” incluiu Guimarães Rosa e Graciliano Ramos. Passei longe de um, raspei o outro.EM ANGÚSTIA, O NASCIMENTO DO ESCRITOR
Imaginava que Hélio incluiria São Bernardo ou Vidas Secas, quando ele preferiu Angústia. Imagino que não me equivoquei de todo. O ensaísta explica que Angústia lhe deu “um estalo”, com a arte de escrever a roçar-lhe o rosto, “qual leve asa de pássaro”, e afirma que o livro “talvez perca, em estrutura, para São Bernardo e Vidas Secas, mas revela uma intimidade cúmplice que acentua a comoção”. Mais adiante, na hipótese de uma relação de dez livros, ele lembra Os Sertões (Euclides da Cunha), Minha Formação (Joaquim Nabuco), Capítulos de História Colonial (Capistrano de Abreu), Jubiabá (Jorge Amado, na rede) e Dora, Doralina (Rachel de Queiroz). E encerra com extrema elegância: “Perdão Pompeia, Lygia, Adonias e Autran Dourado”.ENTRE ERRO E LICENÇA POÉTICA, O ABISMO

A PRINCESA, O REVOLUCIONÁRIO E O BODE
Muito citado para identificar algo confuso, O samba do crioulo doido, de Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto), me parece um atípico caso de licença poética – em que a manipulação não é da gramática, mas da história: a abertura (“Foi em Diamantina/onde nasceu JK”) guarda fidelidade histórica – o sorridente Juscelino (foto) nasceu naquela cidade mineira, em 1902 – mas em seguida o letrista parece “endoidar de vez” e não fala mais coisa com coisa: a princesa Leopoldina “arresolveu” se casar, mas Chica da Silva entra pelo meio e mistura a princesa com Tiradentes! E o refrão? “Lá iá, lá, iá, lá, iá/o bode que deu vou te contar”. Só podia dar bode.CAOS TOTAL: “PROCLAMARAM A ESCRAVIDÃO”
Está implantado o caos irremediável: “Joaquim José/que também é (breque!)/da Silva Xavier/queria ser dono do mundo/e se elegeu Pedro II”. Depois, mancomunados, Dom Pedro e Anchieta proclamam a escravidão, “Dona Leopoldina virou trem/ e Dom Pedro é uma estação também”. Fechando esse pacote tão insano quanto saboroso, um refrão anárquico: “Ô, ô, ô, ô, ô, ô/o trem tá atrasado ou já passou”. Além de nada bater com o que ouvimos na escola, a falta de lógica é absoluta: dizer que Tiradentes “se elegeu Pedro II” é de uma desordem inconcebível, um “desrespeito” com a história que deixou muita “otoridade” em pé de guerra naquele plúmbeo 1968.
BOM HUMOR CONTRA A BURRICE VERDE-OLIVA
(O.C.)
Neste fim de semana em que o calendário acha por bem festejar o Dia dos Pais, o PIMENTA presta homenagem ao ilustre José Raimundo Alves Argôlo, ou simplesmente Dudé, figura emblemática que nasceu na cidade de Esplanada, norte da Bahia, e há mais de 60 anos mora em Ilhéus, cidade na qual fincou raízes e formou uma belíssima e numerosa família, que hoje tem gente espalhada por todos os cantos do país.
Com seu jeito brincalhão e a presença de espírito de quem tem sempre a resposta “na ponta da língua” e tiradas impagáveis, Dudé se tornou um personagem folclórico do povoado de São José, zona rural de Ilhéus, onde mora há cerca de duas décadas. Nesse lugar, o homem é autoridade, com direito a batizar ruas com nomes curiosos como “Calção Furado”, “Devolução” e, naturalmente, a “Rua Argôlo”. Sobre cada nome, uma história pra contar…
Na foto, o velho Dudé com a filha Sandra Argôlo, amiga-irmã deste blog.
Pelo menos cinco pessoas morreram há pouco (22h30min) em um acidente no quilômetro 28 do Semianel Rodoviário (BA-967). De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual, os passageiros do Fiat Siena, cinza, placas JOE-2158, morreram no choque do veículo com uma mureta de proteção da ponte em frente a um condomínio do Minha Casa, Minha Vida, no São Roque. O semianel liga as BRs 101 e 415.
O carro transportava sete pessoas, dentre elas duas crianças. Corpo de Bombeiros, Samu 192 e Polícia Rodoviária se deslocaram para atendimento às vítimas e remoção dos corpos. O veículo do acidente está em nome de Ana Telma Gusmão Araújo, mas a polícia não confirma se a proprietária estava no veículo.
Lucas Vieira, porteiro do condomínio em frente ao local do acidente, disse ao PIMENTA que o carro ia no sentido BR-101 bairro Califórnia. “Eu só ouvi o baque”, diz. O local é conhecido pelo alto número de acidentes, segundo Lucas.
Atualização às 00h55min – Foram confirmadas as identidades de duas das cinco pessoas mortas no acidente. São elas Antônio Lima dos Santos, 41 anos; e Joel Almeida do Vale, 27 anos.
Dos ocupantes do Siena, dois sobreviveram e foram encaminhados pelo Samu 192 para o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem). Uma das vítimas foi identificada como sendo Evanilda Silva Oliveira, 22 anos.
Ainda não foi informado o estado de saúde da sobrevivente. A outra pessoa que sobreviveu é do sexo masculino e aparenta 35 anos, de acordo com Lucas Vieira, primeira pessoa a chegar ao local do acidente. Confira mais fotos do acidente no “Leia mais”.
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Geraldo via a conquista desse empreendimento como sendo a educação de nível universitário a principal conquista e da consolidação das vocações de Itabuna.
A criação da Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufsulba) é uma dessas paternidades assumidas por muitos que mal conheciam ou tiveram qualquer relacionamento com a “ideia-mãe”.
Ao ser feito o anúncio da decisão do Ministério da Educação, sobre a criação de mais duas universidades federais na Bahia – uma no Oeste, com sede em Luís Eduardo Magalhães, e outra no Sul da Bahia, com sede na cidade histórica de Porto Seguro ou Itabuna, omitiram que o verdadeiro “pai” da ideia foi o deputado federal Geraldo Simões.
Em 2002, a pedido de Geraldo, quando era prefeito de Itabuna, o então candidato a presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, se comprometeu publicamente em criar a Ufsulba, reconhecendo a dívida que o governo federal tinha com a Bahia, que só dispunha de uma universidade federal, a UFBA, em Salvador.
No seu pedido a Lula, Geraldo via a conquista desse empreendimento como sendo a educação de nível universitário a principal conquista e da consolidação das vocações de Itabuna, ao lado do comércio; da medicina e da prestação de serviços.
A vitória agora anunciada com a decisão do MEC em implantar a Universidade Federal do Sul da Bahia, foi fruto, mais uma vez, da luta silenciosa do deputado Geraldo Simões, ao solicitar ao deputado Nelson Pellegrino, líder da bancada baiana no Congresso Nacional, a reunião realizada no MEC, que contou com a presença de 22 deputados baianos em apoio à medida.
Vinte e um deputados presentes apoiaram o pleito de Geraldo para que a sede (Reitoria) seja instalada no campus de Itabuna ao invés de Porto Seguro, como havia sido definido pelo MEC, apenas levando em conta a questão histórica, ligada ao Descobrimento do Brasil.
Quando for concretizada, a luta iniciada por Geraldo deverá ser vista e considerada como o maior presente recebido por Itabuna, pelo seu centenário. Representará verdadeiramente a consolidação de Itabuna, como polo estadual e regional de educação universitária, abrindo as portas para a criação de um novo polo de desenvolvimento de excelência.
Gerson Menezes é publicitário.

Meu pai era quem me dava banho, levava para a escola, para o médico, para passear, penteava meus cabelos, cortava minhas unhas e até brincava de boneca comigo.
Este domingo (14), será o dia dos pais. Infelizmente, não poderei comemorar a data ao lado do meu, já que estamos separados por mais de 700 quilômetros. A vantagem é que, mesmo com grande distância física, sempre estamos próximos em coração. E as tecnologias ajudam a diminuir a saudade. Compartilhamos nossas vidas através de longas conversas por telefone, ele vê um pouco do que estou fazendo pela internet… Mas nada substitui o contato físico, que é o único remédio eficaz contra a saudade.
Meu pai e eu sempre fomos próximos, apesar de sermos bem diferentes. Quando eu era pequena, era ele quem cuidava de mim enquanto minha mãe trabalhava. Costumo dizer que tive uma criação às avessas. Meu pai era quem me dava banho, levava para a escola, para o médico, para passear, penteava meus cabelos, cortava minhas unhas e até brincava de boneca comigo. Uma das lembranças mais gostosas é quando ele me colocava para dormir, aconchegada em seu peito e cantando alguma música de Roberto Carlos ou impostando a voz bem grave para imitar Nilo Amaro e seus cantores de Ébano: “Ô, leva eu, minha saudade. Eu também quero ir, minha saudade. Quando chego na ladeira tenho medo de cair…”
Eu não posso me queixar que não tive um pai participativo. Ele é um pai tão completo que já chegou ao ponto de não precisar de mim para desempenhar o papel e receber as honras do título. Quando eu estava na pré-escola, o colégio organizou uma festa diferente para homenagear os pais. Nada de apresentação de coral infantil ou lembrancinhas feitas com macarrões colados. Seria uma corrida de pais, levando ao extremo a ideia de “pai super-herói”. A competição seria na manhã do domingo dos pais, na Avenida Soares Lopes.
Quando cheguei com a proposta da corrida do dia dos pais, o meu velho se empolgou na hora. Ele sempre foi meio tirado a atleta, pulava corda, exercitava-se com um par de alteres, fazia flexões, barras, abdominais… Todos os exercícios ritmados com inspirações violentas que faziam suas narinas vibrarem e expirações pela boca, as quais geravam pequenos assovios. Eu sabia que ele não faria feio na competição e estava doida para torcer por sua vitória.
Na manhã do domingo, acordei e não encontrei o meu coroa em casa. Conferi a hora e vi que estava mais que atrasada para a corrida dos pais. Já passava das 9h30min e o evento estava marcado para as 8 horas. Fiquei tão desapontada, pois meu pai tinha prometido participar da competição e ele nem em casa estava. Mas a frustração durou pouco tempo. Quando ouvi o barulho da corrente do portão de entrada, fui correndo para receber meu pai com uma bronca, mas fiquei meio sem reação quando o vi. Ele estava todo suado, com a camisa da corrida e uma medalha feita de broa, pendurada no pescoço por uma fita verde.
– Oxe, painho! Onde é que o senhor estava? – indaguei.
– Ora, fui participar da corrida. Você não acordou na hora. – respondeu.
Confesso que a frustração acabou se transformando em raiva. Como é que meu pai foi participar de uma homenagem aos pais sem o principal: a filha. Afinal, ele só era pai por minha causa.
– Mas e por que o senhor não me chamou?
– Você estava dormindo tão bonitinho!
Essa foi a resposta que quebrou minhas pernas. Mesmo sabendo que participar da competição seria apenas uma chance de exibir seu bom condicionamento físico para
as professoras solteironas ou frustradas, o meu velho demonstrou o que fazia dele um pai. Sua preocupação constante com o meu bem-estar.
Karol Vital é comunicóloga.































