O problema é a chuva. Aliás, a falta de chuva. Não se tem notícias de chuvas torrenciais nesse mês. Aliás, no sábado (6), a região enfrentou um dia típico de inverno. Chuva fina, durante todo o dia. Nada tão torrencial que motivasse um decreto de Situação de Emergência.
Esse decreto cheira, na verdade, a manobra para conseguir uma folga no orçamento, já que dá direito a celebrar convênios, fazer compras sem licitação e pegar dinheiro no Ministério da Integração Nacional e outros órgãos do Estado e da União.
A prática não é inédita, mas sempre funciona.
Confira o “decreto-trambique” aqui
Do G1
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região concedeu nesta sexta-feira (12) habeas corpus ao secretário nacional de Programas e Desenvolvimento do Turismo e ex-deputado pelo PMDB, Colbert Martins.
Colbert foi um dos 36 presos pela Polícia Federal na Operação Voucher, que investiga desvio de verbas com o suposto envolvimento de servidores e integrantes da cúpula do Ministério do Turismo, além de entidades privadas que firmaram convênios com o ministério. Ele foi preso em São Paulo e transferido para superintendência da PF em Macapá (AP), onde a investigação é sediada.
A defesa de Colbert Martins ingressou com pedido de liberade nesta quarta-feira (10). Nesta terça, a Operação Voucher da Polícia Federal prendeu 36 pessoas em Brasília, São Paulo e Macapá, suspeitas de desvio de recursos no Ministério do Turismo. Após a prisão, ele foi transferido para o Amapá, onde prestou depoimento e permanece detido.
O advogado de Martins, Thiago Machado, afirmou que a decisão do TRF-1 será encaminhada ao juiz responsável pelo caso, em Macapá, que vai expedir o alvará de soltura. A defesa ainda não tem estimativa de quanto tempo deve levar esse processo até que o secretário seja libertado.

Sinalizando a mudança, a prefeita participa do Congresso Nacional do PP, que reúne a alta cúpula progressista na capital baiana. Uma das últimas baixas do DEM na Bahia foi o prefeito de Feira de Santana, Tarcízio Pimenta. Outras perdas para os democratas são esperadas até o final de setembro, quando acaba o prazo para filiação ou troca de legendas para aqueles que pretendem disputar cargo eletivo em 2012.
Pelo teor das discussões travadas na manhã desta sexta-feira, 12, em Itabuna, na audiência da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, a cidade está muito longe de encontrar uma solução para os problemas na gestão do SUS. Como esperado, ficou evidente que o embate político, focado nas eleições do próximo ano, supera a noção de urgência que a demanda exige. Uma claque, contratada – ao que parece – pela prefeitura, sabotava as discussões toda vez que alguém se posicionava pela estadualização do Hospital de Base de Itabuna ou fazia críticas à gestão da atenção básica.
O certo é que cada vez mais há um distanciamento entre os polos que poderiam resolver a questão do Hospital de Base e da gestão da Saúde em Itabuna, cada um querendo manter ou retomar o seu naco de poder e gestão sobre a grana do SUS. Vergonhoso!
Ninguém, aí incluindo o próprio Aleluia, ousava desafiar as ordens do chefe ACM.
O senador João Durval, eleito pelo PDT do saudoso Leonel Brizola, não pode ser crucificado pelo fato de ter retirado sua assinatura do requerimento de criação da CPI dos Transportes.
Se a presidente Dilma Rousseff estivesse tratando com desdém os sucessivos escândalos que tomam conta da República, o recuo de Durval seria imperdoável.
A maior autoridade do país está sendo implacável com os abutres do dinheiro público. Não é à toa que a aprovação ao governo tem 50% de ótimo e bom.
A impunidade, sem dúvida o maior câncer da administração pública, não pode ser alimentada pelo pretexto da governabilidade, pelo medo de perder a maioria parlamentar nas duas Casas do Congresso Nacional.
Ao fazer o jogo da oposição, o ex-governador da Bahia foi politicamente ingênuo. Qualquer oposicionismo, seja do PT, PSDB ou outra legenda, é adepto do quanto pior, melhor.
O estranho da história, até certo ponto hilariante, é José Carlos Aleluia, presidente estadual do Democratas (DEM), ficar indignado com o “servilismo” do senador Durval.
Aleluia esquece dos tempos do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, quando o carlismo dominava a política da Bahia na base do mandonismo e do chicote.
Aleluia sabe que o “servilismo” e a subserviência foram marcas registradas do carlismo. Ninguém, aí incluindo o próprio Aleluia, ousava desafiar as ordens do chefe ACM.
O destempero emocional de ACM com os subordinados, como bem disse o jornalista Samuel Celestino, “ia do desrespeito total e público ao tratamento às vezes carinhoso que não supria os ataques pessoais, invadindo o campo familiar do auxiliar ou até do aliado”.
No então governo FHC, os governistas do PFL, hoje democratas, se recusaram a assinar o pedido de instalação de uma CPI para apurar as denúncias de corrupção nas privatizações.
Depois, no mesmo governo tucano, estourou outro escândalo envolvendo a PEC da Reeleição, que terminou permitindo o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso. Nada de CPI.
Na época, os jornais, inclusive os grandes de São Paulo, falavam em R$ 200 mil para cada voto de deputado e senador a favor da Proposta de Emenda Constitucional, a famosa PEC da Reeleição.
O discurso da moralidade da coisa pública, quando protagonizado por políticos que no passado eram contra a qualquer Comissão Parlamentar de Inquérito, não tem consistência e, muito menos, credibilidade.
PS – Ironicamente, o deputado Rubens Bueno, do PPS do Paraná, foi o que melhor definiu as sucessivas denúncias de corrupção no governo Dilma: “Parece saco de caranguejo. Você puxa um e vem outro grudado”.
O VICE DE AZEVEDO
O nome do candidato a vice na chapa encabeçada pelo prefeito Azevedo, que legitimamente busca sua reeleição, já faz parte das conversas entre os democratas (DEM).
O PMDB é o plano A não só do azevismo como do geraldismo. As duas correntes estão de olho no tempo da legenda no horário eleitoral destinado aos partidos políticos.
O PT tem outra preocupação: afastar qualquer possibilidade de coligação do PMDB com o PCdoB. A opinião de que os comunistas só terão candidatura própria com o apoio do PMDB é unânime entre os petistas.
O plano B do DEM é o PSDB do deputado estadual Augusto Castro. O jornalista José Adervan, presidente do diretório municipal, é o nome mais cotado do tucanato.
Falhando os planos A e B, vem o C com Marilene Duarte, a Leninha da Auto-Escola Regional, até agora a mais ilustre filiada do MSP (Movimento dos Sem Partidos).
O Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus está fechado nesta sexta-feira, 12, devido à chuva que cai desde o início da manhã. De acordo com a Infraero, uma frente fria provocou a suspensão das atividades por tempo indeterminado. Nenhum avião decolou nem pousou no aeroporto durante esta manhã.
A Infraero informou que três voos não puderam pousar em Ilhéus e foram encaminhados para Salvador. Alguns passageiros que esperavam para embarcar no Aeroporto Jorge Amado foram encaminhados para hotéis da cidade.
O aeroporto chegou a ser aberto por volta das 11h50, mas voltou a fechar ao meio-dia. Não há previsão para que o funcionamento volte ao normal.
Informações da TV Santa Cruz
O prefeito de Ilhéus, Newton Lima, assina nota em que afirma ter tomado a iniciativa de investigar supostas irregularidades envolvendo a contratação de serviço de transporte escolar. O caso é cabeludo e está na mira do Ministério Público, que entrou com uma ação civil pública contra uma armação que provocou o desvio de R$ 336 mil dos cofres do município (leia aqui).
O próprio Newton, que agora se arvora de investigador, é apontado como um dos envolvidos no esquema. Os outros seriam o ex-secretário da Educação, Sebastião Maciel, e os empresários Sérgio Teles (ST Transportes) e Jameson de Souza, e a empresa GR Construções e Terraplenagem.
Na tentativa de sair das cordas, o prefeito alega que ele mesmo mandou apurar o mal-feito por meio da portaria 032/2011. Esta designou, no dia 15 de julho, uma “Comissão de Inquérito Administrativo para apuração das irregularidades”.
Pelo que corre na cidade, a empresa ST Transportes tem fortes ligações com o vereador Jailson Nascimento, apesar de oficialmente pertencer a Sérgio Teles de Oliveira.
Do Correio:
Um casal morreu eletrocutado na tarde de quinta-feira,11, na comunidade de Santa Maria Eterna, no município de Belmonte, no sul da Bahia. Elizabete Bispo dos Santos, 30 anos, e Diego Medina Silva, 22, teriam morrido após tentar fazer com que o aparelho celular ficasse com sinal através de uma antena de televisão, de acordo com informações da polícia.
Segundo agente da delegacia da cidade, a prática é comum na região. Moradores usam antenas externas para conseguirem comunicação via telefone móvel, devido a distância das estações de rádio, que interfere na qualidade do sinal dos celulares.
Elizabete estava com o celular na mão, enquanto o marido tentava melhorar o sinal. Um dos bastões da antena acabou pegando em um fio de alta tensão. Diego teve uma descarga elétrica e morreu. A esposa dele, que segurava o aparelho conectado ao cabo da antena, também recebeu o choque e não resistiu. Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML).
Representantes dos servidores da Ceplac estiveram nesta quinta-feira (11) em audiência com o líder do Governo na Câmara, Cândido Vacarezza, acompanhados pelo deputado Geraldo Simões. O grupo foi discutir com o líder o encaminhamento do projeto de lei a tramitar no Congresso Nacional que trata da correção das distorções salariais dos servidores do órgão federal e da proposta de revitalização do órgão.
Cândido Vacarezza afirmou que após o encaminhamento do projeto de lei pelo executivo envidará esforços para que “a tramitação do mesmo se dê no menor espaço de tempo possível”, por reconhecer que é um pleito justo.
O grupo se reuniu mais cedo com o secretário de Relações do Trabalho, do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva, junto com o deputado Josias Gomes. Duvanier disse que o projeto está entre as prioridades da pasta.
Na foto abaixo, aparecem da esquerda para a direita Brasilino Correa, representante dos ceplaqueanos do Pará; Silvio Roberto, diretor de imprensa do Sintsef; Cândido Vacarezza, líder do Governo; Geraldo Simões, deputado federal; e Carlos Calazans, representante dos ceplaqueanos da Bahia.

Ultrapassa as raias da irresponsabilidade um nível de discussão em que representantes de Estado e Município só faltam calçar luvas de boxe, enquanto nas unidades de saúde faltam outras luvas, esparadrapo, gaze e equipamentos essenciais. Ao mesmo tempo em que figuras investidas na posição de autoridades trocam farpas, seres humanos morrem num Hospital de Base em precárias condições de funcionamento.
Certa vez, ocorreu um acidente grave com funcionários de uma poderosa multinacional e logo veio a artilharia contra a empresa, acusada de ser a responsável pelo fato ocorrido. Diante da pressão, um executivo da companhia afirmou que aquele não era o momento de se discutir culpa, mas sim de atender e suprir as necessidades das pessoas atingidas.
Em Itabuna, faz-se exatamente o contrário. A opção aqui tem sido politizar da maneira mais vergonhosa, mesquinha e cruel possível uma questão em que o socorro às “pessoas atingidas” se faz urgente. Não achamos que as responsabilidades devam ser ignoradas, muito pelo contrário. Contudo, não é aceitável permitir o sofrimento diante de mortes que poderiam ser evitadas, caso o hospital funcionasse em condições decentes.
Resolvido o primeiro problema, que é atender às necessidades dos seres humanos, as autoridades têm sim que discutir o melhor modelo para a gestão do hospital, investigar desvios e ilícitos, e punir criminosos que se locupletam em uma estrutura feita para salvar vidas. Nesse ponto, as instituições podem e devem cumprir o seu papel, o que inclui o Ministério Público, que tem permanecido num espantoso afastamento e mutismo, quando a saúde pública em Itabuna beira a calamidade.
Nesta sexta, os deputados estaduais discutem o assunto em Itabuna. Um deles, o Coronel Gilberto Santana, indicou há pouco a irmã para o Hospital de Base, no que até o momento se resume sua contribuição. Ele e os demais podem fazer algo mais ou o que se verá nesta audiência vai ser apenas mais do mesmo, as velhas trocas de acusações, poses para jornal, releases que nada dizem e nenhuma solução?
Os pacientes esperam para ver… Nem todos, é verdade. Muitos morrerão antes.
O pessoal do blog “Amaladireta” registrou esse curioso protesto de moradores da rua Castro Alves, no bairro do Pontal, em Ilhéus. Inconformados com o descaso da Prefeitura, eles “agradeceram” ao secretário de Desenvolvimento Urbano, Carlos Freitas, por mais um buraco na via pública.
Eta secretário generoso!


Fora o costumeiro “reme-reme”, há promessa de pelo menos um assunto que deverá fazer o chão tremer. Segundo informações preliminares, será apresentada a história de uma privilegiadíssima clínica oftalmológica de Itabuna que, em meio ao perrengue geral do setor, receberia R$ 3 milhões por mês do SUS.
Se tem muita catarata para tratar ou se o problema é mesmo olho grande, não se sabe. Mas o fato é que tem gente com o globo ocular focado nessa derrama. O Ministério Público, inclusive, deverá submeter o caso a um exame de vista.
Um vídeo produzido por três alunos do curso de comunicação social da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) está entre os finalistas do Festival Claro Curtas, promovido pelo Instituto Claro e Ministério da Cultura. Com Meu pai de prata, Daniele Malta, Edilane Amaral e Philipe Monção concorrem com na categoria Universitários com outros quatro vídeos.
Meu pai de prata conta a história de uma menina de sete anos que tem um pai, digamos, diferente. Clarice brinca com a dúvida. “Acho que isso é só coisa de criança mesmo, mas, enquanto isso, amo meu pai do jeito que ele é, de prata!”. O vídeo é uma bela sacada do trio de alunos do curso de comunicação.
Quem decide o vencedor é o internauta – no voto. Assista e dê seu pitaco acessando http://www.clarocurtas.com.br/resultados#video_7. O resultado do festival de curtíssima metragem sai no dia 23, em São Paulo.

Defino amor de mãe como sublime e profundo. Aconchego. E acho que amor de pai é cuidado, zelo, confiança.
Eu sempre fico um pouco saudosa nessa semana que antecede o Dia dos Pais. Uma saudade sadia, de um tempo bom que não volta mais, de alguém que se foi muito cedo, especialmente porque eu só tive o prazer de conviver breves 13 anos. O suficiente para entender o sentimento de uma filha diante da falta que a figura de um pai faz.
Terça-feira, chego em casa no finalzinho da tarde e encontro minha mãe perplexa com o que acabara de assistir: um apresentador mostrou, em seu programa, a história de um pai que entregou sua própria filha a traficantes, como pagamento por uma dívida de drogas. Cheguei a questionar se a menina ainda estava viva. Sinceramente, ficaria mais aliviada se minha mãe me respondesse que não.
Defino amor de mãe como sublime e profundo. Aconchego. E acho que amor de pai é cuidado, zelo, confiança. Que me perdoem as feministas, mas a própria figura masculina já impõe isso nas nossas vidas. É da figura do pai que vem, teoricamente, a segurança. E imaginar que uma filha se viu entregue a marginais, para ser estuprada, usada, massacrada, é imaginar cenas de um filme de terror e humilhação que ser humano algum merece, sequer, assistir.
Confesso que, mesmo diante de uma realidade crua e perversa que observo nas mídias, diariamente, jamais ousei imaginar tal infelicidade. Estamos vivendo um tempo lamentável de degradação humana, e não sabemos onde e nem quando iremos parar.
Caberia, neste exato momento, adentrar numa discussão a respeito do crescimento exacerbado do consumo de drogas no país. Caberia também concordar com o apresentador, numa bandeirada a favor da pena de morte por aqui. Mas estou CHOCADA, sem forças para argumentar…
Taí uma discussão muito interessante (e preocupante) trazida por uma leitora do blog Querido Leitor, da jornalista Rosana Hermann, sobre o mundo “livre” da internet, mais exatamente sobre os filtros e o que é “relevante” para o internauta a depender do que ele acessa, do lugar de onde acessa e o que procura.
O vídeo é um pouco longo, mas vale muito pelo conteúdo. Trata-se de conferência de Eli Pariser no TED 2011 sobre os efeitos dos “filtros-bolha”, uma teoria do executivo que rendeu até livro. Confira.

























