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Jogadores do Tigre e do Touro do Sertão disputam bola em partida ganha pelo Flu (Foto Luiz Tito).

O Colo-Colo de Ilhéus perdeu em casa, neste domingo, 3, para o Fluminense de Feira, e ficou em situação complicadíssima no torneio da morte do Campeonato Baiano. Com a derrota por 2 x 0, o time do técnico Mário Sérgio tornou-se forte candidato ao rebaixamento.

A equipe ilheense soma apenas três pontos e é a última entre as quatro que lutam para sobreviver na série A do estadual. O Flu lidera o torneio, seguido por Ipitanga e Juazeiro.

É o próprio Juazeiro que o Colo-Colo enfrentará na próxima quarta-feira, 6, fora de casa. E com a obrigação de vencer!

Após o infortúnio deste domingo no Mário Pessoa, a torcida ilheense perdeu a paciência e muitos torcedores ficaram em busca de culpados pela a situação. Parte da torcida hostilizou profissionais de imprensa de Itabuna presentes no estádio. Eles foram acusados de “secar” o Tigre.

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Israel Nunes: "eu não sou besta pra tirar onda de heroi"

Comunistas ilheenses estão alvoroçados com uma possível pré-candidatura do procurador federal e professor Israel Nunes, que seria opção do PCdoB para a sucessão municipal.

No Blog do Gusmão, noticia-se que Nunes seria apresentado pelo partido como um postulante a vice em alguma chapa de esquerda. Já um cururu ouvido pelo PIMENTA pondera que ninguém é lançado a vice e o nome do procurador entra no jogo mesmo para disputar uma cabeça de chapa.

Ocorre que, no seu próprio blog (aliás, uma excelente fonte de denúncias contra desmandos administrativos), Israel Nunes postou o clipe da música “Cowboy fora da lei”, antigo sucesso de Raul Seixas, que já começa dizendo “Mamãe não quero ser prefeito…”.

O título da postagem é “Para bom entendedor, meia palavra basta”.

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Os candidatos inscritos no concurso público da prefeitura de Ilhéus reclamam que a empresa SR Concursos e Pesquisas ainda não divulgou os locais de prova, mesmo estando a só uma semana do exame.

A prova objetiva está marcada para o próximo domingo, dia 10. Até aqui, a empresa somente publicou a relação de inscrições aceitas (confira).

O concurso público em Ilhéus oferece 548 vagas em diversas áreas e tem validade de um ano. Os salários variam de R$ 549,39 a R$ 1.813,82

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O prefeito de Itabuna, José Nilton Azevedo, confirmou ao PIMENTA seus planos de sair do partido Democratas e filiar-se a alguma legenda da base de apoio ao governador Jaques Wagner (PT). As maiores chances, segundo o gestor, são de uma mudança para o Partido Progressista, mas outras legendas são cogitadas, como o incipiente PSD, só que este ainda não garante possibilidade de disputa eleitoral em 2012. A incerteza praticamente anula a alternativa.

Mas a mudança para o PP tampouco oferece caminho livre de obstáculos para o prefeito. Em Ilhéus, fala-se numa aliança entre PP e PT, com o ex-prefeito Jabes Ribeiro, secretário-geral do Partido Progressista na Bahia, encabeçando chapa com um petista na vice.

Uma construção desse tipo tornaria difícil o governador Jaques Wagner apoiar um candidato do PP em Itabuna, já que é quase certa uma candidatura do PT nesta cidade. O acordo poderá ser apoio do PT ao PP em Ilhéus e o inverso em Itabuna.

Ao lado do prefeito, quando ele conversava com o blog em evento no Jequitibá Plaza Shopping, estava o vereador Ruy Machado (PRP), que também possui influência hoje no PTB. Diante do cenário turvo, Azevedo brincou: “sei lá, qualquer coisa eu vou para o partido de Ruy”.

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Será que algum de nós compactuaria com o surgimento de uma geração de estressados, surdos e neuróticos?

 

Por email, o leitor que assina Augusto Quintas reclama da poluição sonora que toma conta das ruas de Itabuna. Republicamos a bronca na íntegra e manifestamos a mesma indignação com a barulheira:

“Saudações senhores:

Gostaria de saber se eu sou o único cidadão incomodado com a abusiva poluição sonora em nossa cidade de Itabuna.

Gostaria de saber se os profissionais de imprensa, os formadores de opinião, blogueiros, editores de jornais, respeitáveis cronistas não compartilham dessa causa e se não poderiam se manisfestar a respeito desse mal que incide tão radicalmente, para detrimento da saúde pública.

Nas vias públicas não se consegue mais falar ao celular, conversar em tom normal com alguém, até mesmo num banco de praça não se consegue ler um livro. Lugar este que deveria ser de paz, lazer e refazimento.

Andar pela Cinquentenário, meu Deus!, é um sofrimento. As lojas disputam no grito e no berro em alto e bom som, amplificado para ganhar os clientes na marra.

A intensidade dos decibéis é tamanha, que invade nossos lares nos tirando o sossego e o direito à paz. Nossos tímpanos estão sendo agredidos, já que foram projetados para absorver no máximo 80 dB.

Finalmente, gostaria de saber até quando o poder público negligenciará a fiscalização dos publicitários de carro de som e dos veículos particulares também. Estes últimos são os piores, pois não respeitam sequer a lei do silêncio nas madrugadas.

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Ninguém acertou as seis dezenas sorteadas na noite deste sábado, 02, no concurso 1.271 da Mega-Sena. Os números  que garantiriam uma fortuna de R$ 22 milhões são: 01 – 02 – 39 – 48 – 52 – 59.

De acordo com a Caixa Econômica Federal, 65 apostadores acertaram a quina e cada um irá receber R$ 35.889,76. A quadra saiu para 6.281 pessoas, sendo que cada uma delas levará R$ 530,58.

O próximo concurso, na quarta-feira, 26, deverá sortear um prêmio de R$ 27 milhões.

 

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O agricultor José Cardoso, as 34 mil moedas de R$ 1,00 e o objeto de desejo perseguido em sete anos (Foto Marcos Frahm/Jequié Repórter).

Das séries Essa vai pro Guiness e Isto é incrível

A compra à vista de um Fiat Uno na concessionária Disvel, em Jequié, poderia ser mais uma das milhares do segundo veículo que mais vende no Brasil não fosse por um detalhe curioso: o dono comprou o veículo, de R$ 34 mil, usando apenas e tão somente moedas de R$ 1,00. A descoberta é do blog Jequié Repórter, do jornalista Wilson Novaes.

O autor da façanha foi o agricultor José Cardoso dos Santos, que juntou as moedinhas desde 2004 para adquirir o veículo nas Bodas de Ouro do seu casamento. A grana foi levada para a concessionária em seis sacos, num total de 238 quilos. José Cardoso já possuía um Fiat Uno, que terá como dona a filha caçula do agricultor, Mariana.

Confira a história completa no Jequié Repórter

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Faltou espaço para tantos líderes partidários na festa que o PCdoB de Itabuna realizou há pouco para comemorar os 89 anos do partido. A legenda, segundo o ex-vereador Luís Sena, chega perto dos 90, mas não está velha e sim “rejuvenescida”.

Wenceslau Júnior, vereador e primeiro suplente da legenda na Assembleia Legislativa, emitiu sinais sobre 2012. “Se a festa dos 89 anos está bonita, podem ter certeza que a dos 90 será muito melhor”, profetizou o comunista, talvez sonhando com a cadeira de prefeito.

Entre os cururus, alguns petistas: a presidente do diretório local, Miralva Moitinho, ex-filiada do PCdoB, iniciou o discurso sob um esboço de vaias (um provável resíduo de ressentimento dos camaradas, mas também uma manifestação de hostilidade contra o partido que não abre mão de novamente ser protagonista das esquerdas no processo sucessório).

Também no palanque, o deputado federal Geraldo Simões (PT), que não cede a batuta dos chamados partidos progressistas, procurou conter a empolgação cururu. O discurso de GS deixou nas entrelinhas que os companheiros do PCdoB são bons para compor um governo, mas que nem pensem em encabeçar um em Itabuna.

Davidson Magalhães, o último a falar no evento, repetiu sua defesa de uma discussão “em torno de projetos e não de pessoas”. Recado direto para GS, que pretende novamente lançar a própria esposa, Juçara Feitosa, como candidata a prefeita.

O comunista da Bahiagás também criticou o fato de Itabuna ser governada pelo DEM. Segundo ele, a “mudança” chegou ao Brasil e à Bahia, mas ainda não aportou em Itabuna.

Também estiveram na festa o deputado federal Josias Gomes (PT), o ex-deputado estadual Renato Costa (PMDB) e representantes do PP, PSDB, PSB, PMN, PV, entre outros partidos.

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A aposta do Grupo Chaves na área do consumo não se restringirá ao shopping itabunense. Hoje, o grupo anunciou que construirá também um centro de compras em Teixeira de Freitas, no sul da Bahia.

Manoel Chaves Neto, executivo do grupo, disse que o empreendimento terá 20 lojas-satélites e uma âncora. Neto concedeu entrevista exclusiva ao PIMENTA e explicou o andamento deste novo projeto.

Sobre o Jequitibá, ele antecipou que já trabalha no projeto de uma segunda expansão do shopping, que viria acompanhada do novo cinema. Pesquisas indicariam que há espaço para mais um lance ousado do empreendimento.

Confira.

Qual é o cronograma desse novo projeto, a construção de um shopping em Teixeira de Freitas?
O terreno já foi comprado em Teixeira de Freitas, já temos o projeto do shopping. Ainda tá faltando irmos ao município para conversarmos com o prefeito… Eu acredito que estejamos lançando o shopping em setembro, outubro deste ano com expectativa de inauguração entre novembro do próximo ano e março de 2013.

Já há uma idéia de qual vai ser o formato desse projeto?
Continua sendo um shopping regional com uma característica diferente por ser um shopping de estrada, a um quilômetro da BR-101 e do centro da cidade. O projeto está em fase de concepção, estamos contratando lojas âncora e satélites e temos certeza de que será um shopping adequado à realidade regional.

O grupo projetava uma expansão do Jequitibá como esta, que praticamente dobra o tamanho do empreendimento?
Sendo franco, nós esperávamos. Eu acreditava muito na expansão. Essa expansão era para ter ocorrido, parcialmente, há três, quatro anos. A gente viu agora essa nova oportunidade. Dobramos o shopping e deu tanto certo que nós temos lojistas em fila de espera, tanto para âncora como lojas-satélites.

Isso significa que o grupo já pensa em outra ampliação?
Justamente, no segundo piso. A nossa idéia é trabalhar nessa outra expansão com um segundo piso com umas 20 lojas-satélites e uma âncora.

Todo investimento que a gente tem feito é em cima de pesquisa. Nós contratamos a melhor empresa do mercado no segmento shopping center.

As pesquisas das quais o grupo dispõe indicam que há mercado para uma segunda expansão?
Acomodando esta expansão de agora, a gente vai analisar, mas acredito que há mercado sim, porque todo investimento que a gente tem feito é em cima de pesquisa. Nós contratamos a melhor empresa do mercado no segmento shopping center. Tudo está sendo feito com total consciência, responsabilidade e a nossa região tem essa demanda.

Agora estão sendo criadas 320 vagas de estacionamento. E como seria numa segunda expansão?
Nós faremos um deck park, com 800 a 1000 vagas de estacionamento.

A primeira expansão será entregue mesmo em 15 de maio?
Fechamos a data e a inauguração será mesmo no dia 2 de junho.

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Helenilson defende empreendedorismo (Foto Pimenta).

O Grupo Chaves bateu o martelo e vai inaugurar as obras de expansão do Jequitibá Plaza Shopping no dia 2 de junho.  O anúncio foi feito na tarde deste sábado pelos empresários Helenilson Chaves e Manoel Chaves Neto, durante encontro com empresários e políticos sul-baianos no canteiro de obras.

O grupo investe R$ 20 milhões na expansão que contará com 27 novas marcas, num total de 50 operações (lojas). O shopping ganhará mais 7,2 mil metros quadrados de área construída e ganhará outras 320 vagas de estacionamento, de acordo com o projeto apresentado.

Helenilson Chaves abriu a apresentação com uma homenagem aos pais. E lembrou que o pai, Manoel Chaves, sempre incutiu na família a cultura empreendedora. Ele também falou de “risco, ousadia e esperança” e completou: “não podemos nos acovardar”.

A plateia era formada, além de empresários, por políticos como o prefeito Capitão Azevedo (DEM), o deputado federal Josias Gomes (PT) e o presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães. Quando abordou a necessidade de ousar e a crença numa nova era, Helenilson observou que “investir é olhar também para o seu próximo como merecedor de oportunidades”.

O evento também teve uma palestra sobre varejo, tendências de mercado e relações de consumo com o publicitário Luiz Alberto Marinho, sócio da Brandworks e especialista em marketing no segmento shoppings centers. Marinho destacou o poder de compra da classe C (C1 e C2), que hoje corresponde a 53% da população brasileira e, segundo estudos, tem uma média de R$ 1 mil de “sobra” para gastar, todo mês.

Luiz Marinho ainda chamou a atenção dos empresários na palestra ao destacar a necessidade de valorização dos vendedores. E o recado para os lojistas: “o vendedor é o nosso principal cliente”, disse ao explicar que o comerciário é quem faz a abordagem à clientela e, por isso mesmo, deve ser bem tratado.

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O CACOETE, ANTIGO INIMIGO DA LINGUAGEM”

Ousarme Citoaian

Dentre os vícios que nossa linguagem oral adquire, um dos mais incomodativos é o cacoete – o uso repetitivo de palavra ou expressão. Conheci um prefeito de Itabuna que era incapaz de fazer uma frase sem antecedê-la de um “realmente”. Criava-se uma situação esdrúxula nas entrevistas. Por exemplo, se algum puxa-saco lhe perguntava  como estava passando de saúde, a resposta vinha mais ou menos neste formato: Realmente, eu estou… E este nem é dos piores. Ruim mesmo é quando o cacoeteiro usa perguntas (sabe, entendeu, percebe?). O ex-jogador Pelé termina 99,99% das frases com uma amolante interrogação: entende?

UMA EXECUÇÃO “TREMENDAMENTE DOLOROSA”

Em Ilhéus, famoso professor de História do lendário I. M. E. (na foto de Mendonça) tinha, apesar de sua riqueza vocabular, predileção pelos termos “tremendo” e “doloroso”. Toda ocorrência incomum, chocante, era para ele “uma coisa tremenda” (ou “dolorosa”). “Certos” alunos anotavam as vezes em que ele dizia tais palavras e, ao fim da aula, não raro discutiam: “quatro tremendos e dois dolorosos”, dizia um; “foram quatro tremendos e três dolorosos”,  contestava o outro. Certo dia, o mestre, emocionado ao descrever, em cores vivas, a execução de Tiradentes, disse ter sido aquilo um ato… “tremendamente doloroso”. Foi difícil conter nosso entusiasmo.

ILUSTRE, ELEGANTE, PREPARADO E ÍNTEGRO

A referência, se parece jocosa, não teve essa intenção. Ao contrário, registra, com respeito e saudade, a ausência “dolorosa” (se me permitem) de um ilustre, preparado e dedicado educador, homem público reto, decente, elegante no trato, íntegro como poucos (foi secretário da Educação de Ilhéus), morto em 2008, em Brasília: Leopoldo Campos Monteiro, sergipano de nascimento e ilheense por escolha – e que nos faz hoje uma falta “tremenda”. Autoridade em História (o Palácio Paranaguá é nome sugerido por ele), também sabia muito de economia municipal, heráldica e numismática. O brasão de Ilhéus, criado em 1954, é de sua autoria.

PINTURA COM SOBRAS DE TINTA ROXO-TERRA

Por falar em Instituto Municipal de Educação (I. M. E.), ele acaba de receber mais um desserviço do poder público: uma pintura ao belo estilo “mistura de tintas”, indigna do prédio que foi modelo de cartão postal de Ilhéus. Essa intervenção – ao que parece, feita com sobras de material – agride o olhar e traumatiza a história, sugerindo obra de quem não tem sequer noção do que o I.M. E. significa para a cultura local. O tempora, o mores! (“Oh tempos, oh costumes!”), diria o cônego Mário, latinista da casa, que deve estar – tanto quanto Leopoldo, Mário Pessoa, Eusínio Lavigne, Heitor Dias e outros – dando pulos no túmulo.

ABRIL DESPEDAÇADO QUE NUNCA TERMINOU

Não pretendo perder de vista que há 47 anos, naquele abril despedaçado de 1964, ocorreu no Brasil um golpe militar de consequências desastrosas.  E no conjunto da burrice que se institucionalizou no país – quando algumas das maiores inteligências nacionais foram engessadas – aparece com destaque a tentativa de prisão de famoso teatrólogo, que, felizmente para as nossas relações diplomáticas com a Grécia, não aconteceu. Aliás, tal prisão seria uma absoluta impossibilidade histórica, só admissível por um governo que não tinha cabeça. Aconteceu no Teatro Jovem, no Rio de Janeiro, no fim dos anos 60.

MULHER MORRE POR CONTESTAR LEI INJUSTA

Levava-se a tragédia Antígona, de Sófocles, peça escrita há mais de quatro séculos a.C. Recorde-se que Antígona é irmã de Etéocles e Polinice, e os três são filhos de Édipo (aquele mesmo!), que morrera tragicamente. Os dois irmãos morrem em luta (um contra, outro a favor de Tebas). Creonte, o governador, determina que um dos mortos, o que era “amigo” da cidade, tivesse honras fúnebres e ao outro, “traidor”, tudo fosse negado – e seria também traidor quem não cumprisse esse édito. Antígona se insurge contra a decisão e o governador, seu cunhado, a condena à morte.  Creonte acha que todos são iguais perante a lei.

“AI DE MIM!”, O GRITO DOS TORTURADOS

Um bando de agentes do governo invadiu o Teatro Jovem, de pergunta em punho: “Onde está o Sr. Sófocles? Temos ordens de levá-lo para interrogar”. Como fazer aquela gente perversa entender que o autor morrera há 406 anos antes de Jesus? Mas milagres acontecem. Eles entenderam,desistiram da “prisão” e se contentaram em tirar a peça de cartaz, alegando que a mesma era subversiva. O grito secular de Antígona, feito por Anecy Rocha, irmã mais nova de Glauber (Ai de mim, zombam da minha desgraça!) prenunciava a noite sem luz que viria. Este registro é em homenagem aos que tiveram as unhas arrancadas a alicate. Sófocles escapou.

CARNE FRITA, A LENDA, PASSOU POR AQUI

A citação do livro Malagueta, Perus e Bacanaço, há dias, trouxe à baila o nome de Carne Frita (Walfrido Rodrigues dos Santos), a maior lenda da sinuca no Brasil. Sua fama foi feita no boca a boca, num tempo em que a mídia não divulgava o joguinho, considerado coisa de vagabundo. Mesmo assim, terminou na televisão e no cinema. Alagoano de Penedo (há quem diga que ele nasceu em Propriá/SE), viajou muito pelo Brasil. Em Itabuna, teria perdido para Rui Falcão (provavelmente o maior jogador que o Sul da Bahia já teve), num match memorável travado no Elite Bar. Ganhou poucos títulos: quando a sinuca foi organizada como esporte ele teve a visão prejudicada por um acidente. Mora em São Paulo, e joga raramente.

ITABUNA JÁ PRODUZIU UM GRANDE CAMPEÃO

O itabunense Rui Matos de Amorim, o Rui Chapéu (foto), foi motorista de caminhão até os anos 70, quando largou a atividade para viver do seu talento, a sinuca. Conta que não fez isso antes devido ao preconceito que tinha de enfrentar (o jogo era tido como coisa de malandro). Embora tenha uma penca de títulos, Rui não gostava de competir no Brasil, pois os prêmios são pagos em troféus. “Os campeonatos não rendem prêmio em dinheiro, e eu precisava levar dinheiro para casa. Nós não íamos comer as taças”, brinca. Da segunda metade dos 80 até 1992, deu aulas de sinuca na Rede Bandeirantes, transmitidas aos domingos. Seu maior feito foi, em1981, vencer o inglês Steve Davis, campeão mundial.

NOEL “FECHA”, NA MAIOR TACADA POSSÍVEL

Noel Rodrigues Moreira, o Noel, 39 anos, é de Roncador (área rural do Paraná), e um dos mais temidos tacos da nova geração. Desde os sete anos se interessava pelo joguinho (próximo à casa dele havia um boteco, com uma velha mesa, sua primeira experiência). Aos 18, já em Curitiba, deslumbrou-se com o estilo do goiano Roberto Carlos, intensificou os treinamentos e se profissionalizou. Dentre os títulos conquistados, estão os de campeão estadual (várias vezes), campeão brasileiro (duas vezes) e campeão sul-americano. Aqui, ele dá uma demonstração de como “fechar” o jogo, com a maior tacada possível: 112 pontos (observe que ele faz a proeza de encestar a bola sete treze vezes).

(O.C. )

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O Colo-Colo terá um final de semana decisivo. No domingo, às 16 horas, pelo quadrangular da morte, o time enfrenta o Fluminense de Feira no Estádio Mário Pessoa, em Ilhéus.

Se perder a partida, o Colo-Colo ficará muito perto da segunda divisão do Campeonato Baiano de 2012. Após três rodadas, o Tigre soma apenas três pontos e ocupa a terceira colocação no torneio da morte.

Já o Fluminense está invicto com sete pontos e mais uma vitória o garante na divisão da elite do Campeonato Baiano. Ainda no domingo, também às 16 horas, Ipitanga e Juazeiro se enfrentam.

Na última rodada o Juazeiro venceu o adversário por 7×4 e assumiu a vice-liderança do torneio, ficando com quatro pontos. O Ipitanga soma três. Informações d´A Região.

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Osias Lopes

A regra de financiamento de campanha atual oportuniza distorções odiáveis, fazendo com que surjam situações que a imprensa está sempre noticiando.

Essa questão da reforma eleitoral, por seu vasto espectro, é deveras muito séria. Aliás, seríssima. Por assim entender, penso até que para enfrentá-la seria ideal a convocação, mediante eleição, de uma exclusiva, especial, assembléia nacional com poderes constituintes. Finda a reforma, a assembléia seria dissolvida.

É que, decerto, uma reforma eleitoral não pode ser elaborada a partir de interesses ou preferências partidárias, de predileção para com este ou aquele político, muito menos para satisfação de conveniências próprias. Para tarefa de tal envergadura é necessário se pensar Brasil.

Registre-se que não se esgota o assunto desse jaez num artigo desta dimensão, tampouco sua modesta autoria poderia ter essa pretensão. Longe disto. A idéia é instigar o debate. Só.

Dito isto, passemos a ponderar sobre alguns pontos dessa reforma que vem ocupando significativo espaço na mídia nacional:

1. Financiamento público de campanha.

2. Sistema de lista fechada para as eleições proporcionais.

3. Fidelidade partidária.

O ponto nº 1 é óbvio:

A regra de financiamento de campanha atual oportuniza distorções odiáveis, fazendo com que surjam situações que a imprensa está sempre noticiando: a ocorrência de licitações fraudulentas, comissões percebidas de fornecedores por agentes públicos; superfaturamento de obras, e por aí vai.

Além disso, sem o financiamento público, como na regra atual, de um modo geral somente o candidato rico pode concorrer aos cargos públicos eletivos mais importantes (ou rico ou financiado por alguém, alguma empresa, que o faz com que intenção?). E assim as lideranças populares ficam à margem do processo. E as ideologias… bem estas são cruel e perversamente imoladas.

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Marco Wense

O morador mais ilustre do Palácio de Ondina, reconhecendo a importância dos partidos na sua eleição, evitou fazer campanha aberta para os candidatos do PT.

Na sua lista de culpados pela derrota de Juçara Feitosa na sucessão municipal de 2008, além da equipe do marketing político, o deputado Geraldo Simões inclui também Jaques Wagner.

Para o ex-prefeito, o governador “deixou as eleições correrem frouxas”, facilitando assim a vitória do adversário, tanto da oposição como da base aliada.

Para Geraldo Simões, adversário é adversário, não importa se é do DEM, PSDB, PMDB ou de partido aliado ao governo. São tudo farinha do mesmo saco.

Que coisa, hein! Pura ingratidão. As agremiações partidárias que Geraldo Simões considera como adversárias foram imprescindíveis para a vitória de Jaques Wagner.

O morador mais ilustre do Palácio de Ondina, reconhecendo a importância dos partidos na sua eleição, evitou fazer campanha aberta para os candidatos do PT.

Geraldo Simões defende uma participação maior do governador na campanha eleitoral de 2012. Uma posição mais dura com os aliados e de apoio explícito ao petismo.

O engraçado é que a “frouxidão” do governador na sucessão de 2008 permitiu que Juçara Feitosa saísse candidata. Wagner queria Geraldo Simões. Deu no que deu: o candidato do DEM ganhou com 12 mil votos de frente.

Geraldo Simões sonha com uma disputa polarizada entre Juçara Feitosa e o demista José Nilton Azevedo (reeleição). Os partidos da base aliada ficariam de fora.

Em relação ao PCdoB, que pretende lançar candidatura própria, Geraldo defende uma interferência do governador: “Wagner não vai deixar as eleições correrem frouxas dessa vez”.

O PT de Itabuna, pelas circunstâncias políticas, não pode deixar de ter o seu representante na eleição de 2012. O PT é a principal força de oposição ao governo do DEM.

A maneira como Geraldo vem se posicionando no processo, querendo impedir a qualquer custo outra candidatura, só faz dificultar o diálogo com os partidos aliados do governo estadual.

O republicano governador não vai conduzir o processo eleitoral na base do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Não é o seu estilo de fazer política. O tempo do chicote e do mandonismo já passou.

Marco Wense é articulista da Contudo.