As “meninas” do bloco “As Marrietes” desfilaram na tarde deste domingo, 20, pelas ruas, travessas e ladeiras do bairro Conceição, em Itabuna, um dia após a Lavagem do Beco do Fuxico. Famílias inteiras participaram da brincadeira de um grupo de amigos que curtem a folia de Momo, apesar de a cidade e seus administradores não promoverem mais a festa popular. Confira alguns lances captados pelas lentes de Luiz Conceição.
O Colo Colo voltou a vencer e salvou a cabeça do treinador Zanata em partida disputada contra o Feirense, no estádio Mário Pessoa. O placar foi definido em trinta minutos de jogo. Nem (5min) e Jucimar (30min) garantiram a vitória do Tigre Ilheense, que chega aos 12 pontos.
Com a vitória, o Colo Colo mantém a quarta posição do Grupo 1, liderado pelo invicto Bahia de Feira, que virou o jogo contra o Ipitanga e venceu a partida por 2 a 1, no estádio Joia da Princesa, em Feira de Santana. O Tigre ilheense volta a campo no próximo domingo (27) contra o Ipitanga, às 16h.
Outros resultados
Bahia 2 x 0 Vitória
Atlético 2 x 2 Camaçari
Vitória da Conquista 3 x 2 Serrano
Juazeiro 5 x 2 Fluminense
O Colo Colo volta a campo daqui a pouco contra o Feirense pela oitava rodada do Baianão 2011. A partida será às 16h, no estádio Mário Pessoa. Chance de tirar o pé da lama e salvar a cabeça do técnico Zanata.
O Tigre ilheense venceu apenas uma partida sob o comando de Zanata. No mais, acumulou três empates e duas derrotas. O clube é o quarto do Grupo 1 e precisa vencer para não despencar ainda mais na tabela.
A equipe anunciou nesta semana a contratação do atacante Marcos Chaves. Ele estava atuando no sul do País, mas já fez muitos gols no Baianão em times como o Camaçari.
Uma adolescente de 16 anos tentou se jogar de uma torre de telefonia celular em Santa Luzia, no sul-baiano. A vida da adolescente foi salva por um heroico sargento da Polícia Militar, que escalou a torre, negociou com a garota e a convenceu a desistir da tentativa. Ela foi resgatada sem ferimentos pelo sargento Do Carmo. Acompanhe o vídeo enviado pelo leitor Mangabeira Júnior.
Jânio de Freitas (Folha):
É uma deformação interessante, essa que leva o PMDB a exigir cargos no governo federal para os seus candidatos derrotados, como Hélio Costa, Geddel Vieira Lima, José Maranhão e muitos outros. Se derrotados, é uma razão a mais para que não recebam postos e cofres federais: o eleitorado considerou-os incapazes de merecer mesmo os cargos locais que pretendiam.
Além disso, ao PMDB não basta querer a nomeação que compense as derrotas. Também quer indicar os cargos. Sempre envolvidos com destinação de altas verbas.
Para Geddel Vieira Lima, remanescente dos “anões do Orçamento”, o cargo desejado pelo PMDB é o de vice-presidente de Crédito de Pessoa Jurídica da Caixa. Aquele que cuida dos financiamentos a empreiteiras e incorporadoras. Esse, não levará.

Folha:
As duas tetranetas de Tiradentes que pretendiam pedir pensão especial do governo pela morte do mártir da Inconfidência disseram que desistiram de reivindicar o benefício. Uma delas, Carolina Menezes Ferreira, 67, argumentou que o pedido traria “muito desgaste”.
No último dia 26 de janeiro, a Folha revelou que as irmãs Carolina e Belita Menezes Benther, 71, queriam pedir a pensão.
Uma outra irmã delas, Lúcia de Oliveira Menezes, 65, já recebe o benefício graças a uma lei de 1996.
Em nova entrevista anteontem, Carolina disse que “não quer saber disso” e que ficou incomodada com a repercussão do caso e com o assédio de jornalistas.
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A maioria dos nomes que gravitam em torno da sucessão municipal itabunense é de políticos que se cacifaram pelo carisma ou pelo apadrinhamento. Enquadram-se em uma ou outra categoria os principais pré-candidatos, exceto o atual prefeito José Nilton Azevedo, que pode ser alocado em ambas. Tem carisma próprio, é verdade que um tanto desgastado, e é uma cria política do ex-prefeito Fernando Gomes.
O que falta, porém, são perfis de gestor público. Alguém que tenha se preparado, estudado e conheça bem as demandas e a estrutura da máquina, que saiba administrar na dificuldade e otimizar os recursos para que a coletividade tenha o maior benefício.
O voluntarismo, os tapinhas nas costas, as promessas desligadas de qualquer projeto bem construído não deveriam mais determinar a escolha dos governantes, embora seja isso que ocorra quase sempre. E não é por outra razão que o desencanto logo substitui a esperança do eleitor.
A um ano e oito meses das eleições de 2012, novos postulantes aparecem no cenário. O PT deverá vir com Juçara Feitosa ou Geraldo Simões, correndo por fora o vereador Claudevane Leite. O PCdoB tem três postulantes: Wenceslau Júnior, Luís Sena e Davidson Magalhães. O PP ensaia o empresário Roberto Barbosa, ainda sujeito a possíveis turbulências. Há também os deputados estaduais Augusto Castro (PSDB) e Coronel Santana (PTN), que irão esperar o desenho das nuvens.
Azevedo, naturalmente, é candidato à reeleição (pelo DEM ou outro partido ao qual venha a se filiar). E nessa lista não se deve esquecer o “highlander” Fernando Gomes (PMDB), que pensa em tentar o quinto mandato!
É altamente provável que o futuro governante itabunense seja pinçado dessa relação. Agora, se algum deles tem o devido preparo para administrar o município e solucionar suas carências históricas, é outra conversa. Uns já demonstraram sua inaptidão para a empreitada, ficando praticamente limitados a ações cosméticas e à administração da folha de pagamento e outras demandas relativas ao custeio da máquina.
Faltam ousadia, criatividade e espírito público, ao passo que sobra apego ao poder pelo poder em um sistema que usa o povo como massa de manobra e se alimenta de suas expectativas, mantendo-as insatisfeitas para usá-las novamente na próxima eleição. Como a memória das vítimas é curta, o ciclo sempre se repete. Lamentavelmente.
Ricardo Ribeiro é um dos blogueiros responsáveis pelo PIMENTA e também escreve no blog Política Etc.
Que o itabunense adora (e sabe fazer) carnaval, não é novidade. E quem foi à avenida neste sábado, pôde constatar que falta que o som do trio elétrico e a irreverência dos blocos tradicionais fazem na terra que revelou Luiz Caldas para o mundo.
Foi um sábado para lavar não só o Beco do Fuxico. O folião lavou a alma. A praça Adami estava tomada, cheia de gente. A avenida do Cinquentenário foi palco de desfile de blocos e três trios elétricos. Atrás deles, gente, muita gente. Pra lá de dez mil foliões e uns outros cinco mil “olheiros”.
Foi uma festa como há muito o folião não curtia. Eram travestidos com as esposas e filhos ao lado, gente que ia dar uma olhadinha na festa e acabou puxando a namorada – ou namorado, os amigos. Gente que saiu (ops!), gente que tirou a fantasia do armário.
Maria Rosa, Mendigos de Gravata, Casados I… Responsáveis estavam lá. A festa coroou os 80 anos do mais antigo bloco de Itabuna, o Maria Rosa. As meninas “arrasaram” na avenida.
E teve novato fazendo bonito na avenida. Os Ousados saíram do São Caetano ao cair da tarde e passava das 10 da noite quando eles alcançaram a praça Adami. A festa acabou mesmo à meia-noite, como planejava a organização. Ano que vem tem mais. Confira as imagens mais engraçadas da lavagem. Clique no “leia mais”, abaixo.
Desde quando votou contra o governo na questão do salário mínimo, o deputado federal Luiz Argôlo (PP-BA) sumiu do mapa. Desde a última quinta-feira (17) que o PIMENTA tenta ouvi-lo para ter a versão do deputado sobre o voto que poderá provocar desgastes na sua relação com o governo. Na quinta, a assessoria do nobre parlamentar disse que ele estava em trânsito e retornaria o contato o mais rápido possível. Até agora…
Ok. Ainda deve estar de cabeça inchada. Ou procurando a melhor desculpa para a derrapada na estreia no Congresso Nacional. Para amigos mais próximos, Argôlo teria dito que não pretendia votar com os tucanos. Se assim procedeu, foi por que apertou a tecla errada na hora de votar. “Tiriricou” o voto…
Quem deu as caras hoje à tarde na Lavagem do Beco do Fuxico, em Itabuna, foi o presidente da Bahiagas, Davidson Magalhães. E chegou cheio de novidades…
Tido como um dos possíveis nomes da esquerda para candidatar-se a prefeito em 2012, Magalhães, que é vice-presidente estadual do PCdoB, anunciou que voltará a fixar residência em Itabuna, onde deverá estar com mais frequência, dividindo-se para dar conta de suas ocupações na empresa estadual que preside.
A mudança para a terra natal tem razões óbvias e estreitamente ligadas à peleja do ano que vem.
A concentração já começou no centro de Itabuna para mais uma Lavagem do Beco do Fuxico. Pelo menos nove blocos carnavalescos vão desfilar alegria e irreverência pela avenida do Cinquentenário, praça Adami e rua Ruffo Galvão, a partir das 17 horas. E tudo vai acabar na Adolfo Leite com a tradicional lavagem feita por carros-pipas, lá pra meia-noite.
A festa deste ano é especial. O bloco de travestidos Maria Rosa, o mais antigo de Itabuna, completa 80 anos na avenida, momento máximo para a agremiação comandada pelo irreverente Geraldo Ribeiro (Caçolinha!).
Além do Maria Rosa, blocos tradicionais como Casados I…Responsáveis, Mendigos de Gravata e mais novos, como Os Ousados e Pó de Giz, garantem a animação.
A festa da Lavagem começou em 1998, quando a cidade ficou sem carnaval e a galera do Maria Rosa, Mendigos e dos Casados arregaçaram a manga e mantiveram a tradição. Tradicionalmente, e quando Itabuna realizava carnaval, a festa momesca era aberta com a lavagem. Agora, tudo termina lá. A concentração dos blocos já começou, no Jardim do Ó.
Uma mulher conhecida como “Rasta” foi estuprada e assassinada com requintes de crueldade numa das transversais da avenida José Soares Pinheiro, em Itabuna. O corpo foi encontrado no início da manhã de hoje. A face estava irreconhecível pela sequência de golpes aplicados pelo algoz. Este é o 32º assassinato ocorrido em Itabuna neste ano.
Daniel Thame | danielthame@hotmail.com
Os verdadeiros inimigos do Porto Sul e da Ferrovia não são os ambientalistas, alguns apenas inocentes úteis e outros úteis, mas não necessariamente inocentes.
Em muito boa hora, o governador Jaques Wagner aproveitou a abertura dos trabalhos na Assembléia Legislativa da Bahia para pregar uma ampla mobilização em defesa da construção do Complexo Intermodal, que inclui a Ferrovia Oeste-Leste, o Porto Sul, o Aeroporto Internacional de Ilhéus e a implantação de uma Zona de Processamento de Exportações.
“Ninguém aqui está querendo dilapidar o meio-ambiente. Esta ferrovia e o Porto-Sul são fundamentais para garantir o desenvolvimento, investimentos e empregos para a Bahia. Essa briga não é do governador. Essa briga não é de empresários. Essa briga é desta Casa, do Poder Judiciário, do Ministério Público e da imprensa baiana. Faço esse apelo. Assim como a imprensa levantou a bandeira contra a divisão do nosso estado, peço que seja feito um apelo pela Ferrovia Oeste-Leste e pelo Porto-Sul. A Bahia estava abandonada da logística nacional. Agora não nos tirarão a Ferrovia Oeste-Leste e o Porto-Sul. E, para isso, preciso desta Casa e da imprensa baiana”.
Essas foram as palavras de Jaques Wagner na Assembleia Legislativa. Um verdadeiro chamamento aos baianos comprometidos com mudanças que passam pelo fortalecimento da economia estadual, com geração de emprego e redução das desigualdades sociais.
O Complexo Intermodal, cujos recursos já estão disponíveis no Plano de Aceleração do Crescimento (as obras da ferrovia, inclusive, já foram iniciadas) é um desses empreendimentos capazes de por fim a uma crise que há duas décadas castiga impiedosamente a região e de gerar um novo e duradouro ciclo de desenvolvimento sustentável no Sul da Bahia.
Entretanto, a implantação do Intermodal enfrenta fortes resistências, usando como bandeira a causa ambiental.
Mas os verdadeiros inimigos do Porto Sul e da Ferrovia não são os ambientalistas, alguns apenas inocentes úteis e outros úteis, mas não necessariamente inocentes. Também não é o pequeno grupo de fazendeiros, recém-convertidos à cruzada ecológica. Muito menos os artistas globais, recém-recrutados pela ex-companheira de Caetano Veloso, que fazem qualquer coisa para aparecer.
O governador Jaques Wagner quer chamar a atenção é para os grandes interesses que estão por trás da tentativa de inviabilizar o Intermodal. São forças nem tão ocultas assim, grandes empresários que não têm interesse numa ferrovia e num porto que escoem 20 milhões de toneladas de minérios, competindo com seus rentáveis negócios. E muito menos desejam ter no Sul da Bahia as empresas que fatalmente serão atraídas pelo Intermodal.
Para eles, pouco importa que uma região inteira continue mergulhada na estagnação econômica, que milhares de pessoas fiquem sem emprego. Esse é um tipo de gente que olha o próprio negócio, que só pensa no próprio lucro.
Os terrenos do dono da Natura, Guilherme Leal, em Serra Grande, ou a mansão de Roberto Irineu Marinho, um dos donos da Rede Globo (usada insistentemente como trincheira contra o Intermodal) são ninharia perto dos bilhões que estão em jogo, daí a permanente tentativa de matar no nascedouro o projeto redentor do Sul da Bahia.
O governador Jaques Wagner nos conclama para uma luta em defesa da Bahia e dos baianos e não apenas do Sul do Estado.
Pior do que dividir a Bahia (e isso hoje não faz qualquer sentido) é condenar os sul-baianos a uma crise eterna, já que o cacau, mesmo em recuperação, jamais terá a força econômica de outrora.
Em defesa do Porto Sul, em defesa da Ferrovia Oeste-Leste, em defesa do desenvolvimento sustentável.
Na Bahia de todos nós, essa é uma luta de todos nós.
Daniel Thame é jornalista.

As partes envolvidas acham que tudo está muito normal, mas é na verdade altamente inusitada a situação na Secretaria de Relações Institucionais do governo Wagner. Por lá, quem assumiu a chefia de gabinete do secretário Cezar Lisboa foi o ex-deputado estadual Pedro Alcântara, do PR.
Ocorre que o PR faz oposição ao governo na Assembleia Legislativa e, mais do que isso, a legenda ocupa a liderança do bloco oposicionista, com Reinaldo Braga.
Braga diz que não há problema em seu correligionário ter uma boquinha no governo Wagner, acrescentando a observação de que Alcântara, por não se encontrar no exercício de mandato, pode fazer o que lhe der na telha.
Nunca imaginei ter um vizinho ladrão de jornal. Mas, pasmem, acontece nos melhores bairros.
Minha mãe descobriu os prazeres da internet. Passa horas navegando e lendo as notícias do mundo afora. E, claro, como em toda família em que existe jornalista, vem comentar comigo. Essa semana me contou de um caso interessante, que leu num site nacional: uma mulher foi encontrada morta, na Europa, dentro do seu próprio apartamento, quase nove anos depois. Sentiram falta dela, mas não fizeram muita coisa diante de tal desaparecimento.
Fiquei me perguntando: que família seria a dela, que vizinhos ela teria, que vida essa mulher levava. Procurei a matéria e, mesmo lendo a descrição dos mais próximos de que ela seria uma pessoa isolada, fechada, fiquei estarrecida com a situação. Que triste fim!
Lembrei do meu vizinho, um senhor inconveniente que, vez ou outra, bebe e faz gracinhas. Nada que venha a tirar o sono de todos, já que geralmente ele denigre a própria imagem, gritando, falando alto, discutindo com sua sombra. Sequer sei o seu nome, tamanha a minha aproximação com ele. Mas sentiria sua falta.
Dia desses, aconteceu um fato interessante: meu irmão, ao acordar muito cedo para ir trabalhar, o viu, com um cano de PVC nas mãos, furtando pela grade os nossos jornais, entregues ainda na madrugada. Entendeu porque, muitas vezes, sentia falta dos periódicos. Eu achava que Marcelo, por sair sempre cedo, levava as edições com ele. Ele achava que muitas vezes a entrega era tardia, e que eu lia e ‘dava fim’.
Nunca imaginei ter um vizinho ladrão de jornal. Mas, pasmem, acontece nos melhores bairros. Daria uma crônica interessante, se contada ao mestre Odilon Pinto, já que meu irmão se sentiu constrangido com o episódio e ficou quieto, com vergonha de ser flagrado. Acontece que, ao passar na porta da residência do ‘cabra’, o viu sentado, na companhia do vigia da rua, de jornal em punho, lendo. Parou o carro e disse: “quando terminar de ler, devolva!”
Manuela Berbert é jornalista, estudante de Direito e colunista da Contudo.

































