
Nos últimos anos, o criador da Fundação Pau-Brasil enfrentava problema renal crônico, segundo Fátima Alvim, filha do cientista. A família informará, nesta tarde, onde o corpo do cientista será velado e horário e local de sepultamento. Paulo Alvim era casado com Simone Alvim, tinha seis filhos, seis netos e uma bisneta e deixa um grande legado para a ciência.
O jornalista Walmir Rosário, ex-ceplaqueano, lembra que Paulo de Tarso Alvim entrou para a Ceplac na fundação do órgão federal. “Ele trabalhava na Organização das Nações Unidas (ONU) quando veio para cá, emprestado. e já era um cientista de renome internacional”. Veio para cá e ficou.
Alvim foi responsável por arregimentar grandes pesquisadores para a Ceplac e colocar o órgão federal no circuito internacional científico. Mineiro de Ubá, Paulo Alvim também lutou pela ampliação da pesquisa e extensão na região cacaueira. Deixa ainda a Fundação Pau-Brasil, hoje presidida pelo cientista Raúl Vale.
Paulo de Tarso Alvim se formou em Agronomia na Universidade Federal de Viçosa e possuía doutorado em Fisiologia Vegetal pela Universidade de Cornell (EUA). O cientista era aposentado da Ceplac desde 1989, e era professor honorário da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Tinha o título de doutor honoris causa da Universidade Federal do Amazonas.
Órfão de pai já aos dois anos de idade, Alvim e os três irmãos eram sustentados com o que a mãe tirava como costuteira, lembra o site da Associação Brasileira de Ciência (ABC). Ele se formou em Agronomia em 1940 e seus estudos em mais de 70 anos de pesquisas renderam diversos títulos, honrarias e premiações pelo mundo.
As pesquisas de Alvim no período em que residiu no Peru resultaram na descoberta do fenômeno identificado como “hidroperiodismo”. Conforme a Associação Brasileira de Ciência (ABC), ele foi o inventor do primeiro porômetro portátil, batizado depois como “Porômetro de Alvim”.
Atualizado às 12h31min
Um princípio de rebelião ocorrido nesta quinta-feira, 17, na cadeia pública de Camacan, no sul da Bahia, foi controlada pela polícia. Vinte e um detentos colocaram fogo em lençóis, livros e caixas. Segundo reportagem da TV Santa Cruz, o motim se deu em protesto contra o cardápio servido na cadeia. Um agente carcerário disse que os presos se recusam a comer frango e peixe.
Para controlar a situação, os policiais tiveram que invadir a carceragem. Giletes, estiletes e um vergalhão de 80 centímetros foram apreendidos nas celas.
Os presos, além de serem bastante exigentes com o cardápio, fazem questão de viver com relativo conforto. Nas celas invadidas pelos policiais, havia aparelhos de TV e DVD, além de seis ventiladores.
O deputado federal Josias Gomes (PT-BA) considerou acachapante a vitória obtida pela presidenta Dilma Rousseff, na quarta (16), durante a votação do novo salário mínimo de R$ 545,00. Mais que isso, ressalta, o governo federal implementa uma política de valorização que garantirá ganho real de 30% do salário mínimo em até 2015.
Na avaliação do parlamentar e ex-presidente do PT baiano, o ajuste de agora permitirá ao governo definir um salário mínimo acima dos R$ 600,00 em 2012. Por fim, dá uma estocada em centrais sindicais como a CTB e Força Sindical. “Lamentável que alguns desavisados sindicalistas tenham embarcado no escorregadio discurso oposicionista”. Aprovado na Câmara dos Deputados, o valor ainda precisa ser submetido à votação no Senado, mas Josias acredita que ocorrerá outra “vitória acachapante” na Câmara Alta.

O programa N´Blogs de amanhã vai entrar no clima da Lavagem do Beco do Fuxico. A festa será realizada ao meio-dia de sábado, em Itabuna, mas o programa traz um pouco da história da lavagem nesta sexta (18), a partir das 19 horas.
No estúdio da TV Cabrália, os convidados são o jornalista Walmir Rosário, do blog Cia da Notícia, Cabôco Alencar, do ABC da Noite, e Geraldo “Caçolinha” Ribeiro, presidente do bloco Maria Rosa.
Os três e o apresentador Tom Ribeiro vão abordar a tradicional Lavagem do Beco do Fuxico, que acontecerá mais uma vez sem que Itabuna realize carnaval. Pense aí no que vai dar essa combinação de Cabôco Alencar, o ministro do Beco do Fuxico, e Caçolinha comemorando os 80 anos do bloco de travestidos Maria Rosa…
Pra temperar, Walmir Rosário, assíduo frequentador do Beco e também editor do blog da Confraria do Alto Beco do Fuxico, ele mesmo uma testemunha ocular e personagem de muitas histórias daquelas paragens. No meio disso tudo, Tom Ribeiro puxa os casos e causos da Lavagem. Tá imperdível o programa.

Eis o motivo: nas suas viagens à capital Brasília, somente um deputado o recebeu bem, o pepista Luiz Argôlo. No mais, teria recebido tratamento frio do peemedebista Lúcio Vieira, ACM Neto, Roberto Britto (PP), Josias Gomes (PT) e Félix Júnior (PDT). Era uma resposta à votação recebida em Itabuna, fruto do empenho eleitoral do prefeito.
Talvez só Azevedo acreditasse que o programa “Apoio para Todos” iria dar certo.

O município recebeu, no ano 2000, R$ 80 mil para realizar serviços de reforma e ampliação da unidade de saúde. As obras foram licitadas no final daquele ano e a empresa chegou a receber o pagamento integral, pouco antes da execução ter sido embargada, em janeiro de 2001.
O embargo foi determinado pelo sucessor de Moacyr Leite, Dilson Argolo. Segundo o depoimento, no dia 2 de janeiro de 2001, pouco depois de tomar posse, Argolo procurou o empreiteiro Marcos Telles, representante da empresa que fazia a reforma, e exigiu que ele devolvesse o pagamento. Diante da recusa, o prefeito teria determinado o embargo, mas o empresário ficou com o dinheiro.
Argolo fez denúncias contra Moacyr Leite junto ao Ministério da Saúde e ao Tribunal de Contas da União, o que resultou em processo contra o atual prefeito na Justiça Federal. O réu se diz inocente e afirma que o culpado pela descontinuidade da obra foi o antecessor.
Também no depoimento, Moacyr Leite declarou que a reforma do centro de saúde foi finalmente realizada em 2009, quando ele reassumiu o governo, após dois mandatos de Dilson Argolo. Leite declarou ter determinado à Procuradoria-Geral do Município que acionasse a empreiteira de Marcos Telles para retomar os serviços. Segundo o prefeito, não houve novo ônus para os cofres públicos, naturalmente porque a empresa já havia recebido o pagamento há nove anos.
Não se sabe muito bem como funcionava a matemática na Secretaria da Fazenda de Itabuna em passado recente, mas o fato é que, desde a posse de Geraldo Pedrassoli na pasta, os recursos que andavam sumidos começaram a aparecer.
Em pouco tempo, o novo secretário conseguiu regularizar o pagamento dos servidores (pelo menos o último ordenado foi pago em dia, o que não acontecia há meses), quitou pendências com fornecedores e ainda teve condição de aquinhoar a empresa responsável pela coleta de lixo, que acumulava oito meses sem ver a cor do dinheiro do município.
Será milagre?

Logo após ser confirmada como a nova presidente da Comissão de Infraestrutura, a deputada, que tem sua principal base em Illhéus, no sul da Bahia, declarou que uma de suas primeiras ações será convocar uma audiência pública para discutir o projeto do Complexo Intermodal Porto Sul.
Após dois dias de paralisação, os trabalhadores do Hospital São José, da Santa Casa de Misericórdia de Ilhéus, retomaram as atividades nesta quinta-feira, 17. A decisão ocorreu em assembleia conduzida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Itabuna e Região, depois que a direção do hospital se comprometeu a quitar os salários atrasados.
Outros compromissos assumidos pela instituição foram o de assegurar a estabilidade dos funcionários pelo período de 90 dias, além de não descontar os dias parados.

Defensor do novo mínimo de R$ 545,00, o presidente da Associação dos Municípios do Sul, Extremo-Sul e Sudoeste da Bahia (Amurc), Cláudio Dourado (PTB), disse ao PIMENTA que um reajuste acima desse valor teria forte impacto negativo sobre as finanças das prefeituras baianas.
Ele avaliou ainda o resultado da votação na Câmara dos Deputados e disse que o placar mostrou a força da presidenta Dilma Rousseff. “Ela saiu fortalecida”. Os deputados aprovaram a matéria por 376 votos a 106, tendo sete abstenções.
Um salário mínimo acima de R$ 545,00, afirma Dourado, traria transtornos à economia brasileira num momento em que os governos federal e baiano anunciam cortes bilionários no orçamento.
– As prefeituras iriam ser as maiores prejudicadas com um mínimo maior que R$ 545,00. Existe, na realidade, tendência de certa queda na receita das prefeituras e dos repasses constitucionais – diz o prefeito.
Cláudio Dourado faz as contas e lembra que um mínimo de R$ 560,00 ou R$ 600,00 em momento de ajustes na economia teria impacto sobre as folhas das prefituras. “Iríamos aumentar despesas (com funcionalismo) e diminuir receita. Fatalmente, teríamos problemas com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que nos impõe limite [de gastos com pessoal] em 54% das receitas”.
O mínimo em R$ 545,00 ainda será votado pelo Senado Federal. O presidente da Amurc toca em um ponto que, para ele, é lógico: se o governo federal anunciou corte de R$ 50 bilhões, os repasses constitucionais aos municípios serão afetados. “E são as pequenas prefeituras que mais dependem desses repasses”, acrescenta ele, que é prefeito da pequena Ibicuí, no centro-sul baiano.
Dourado está em Salvador para participar de audiência com o subchefe de Assuntos Federativos da Presidência da República, Olavo Noleto. A reunião é promovida pela União dos Municípios da Bahia (UPB).

De olho no avanço da construção civil e os investimentos bilionários anunciados para o sul da Bahia, a Unime Itabuna vai oferecer já em março o primeiro curso de nível superior em Arquitetura e Urbanismo.
A aposta da instituição que há quase um ano foi adquirida pela Kroton-Pitágoras é também na demanda gerada pelas políticas habitacionais implementadas pelo governo federal, a exemplo do Minha Casa, Minha Vida, além da instalação do Complexo Intermodal Porto Sul.
De acordo com ele, os estudos de viabilidade do curso de Arquitetura e Urbanismo começaram em 2009, quando também foi apresentado o projeto ao Ministério da Educação (MEC). “Agora, com todo esse desenvolvimento do eixo Itabuna-Ilhéus, a tendência é crescer bastante a demanda nas áreas de arquitetura e engenharia em geral”, disse ao PIMENTA.
A instituição investirá aproximadamente R$ 600 mil no novo curso. Os professores já foram contratados e a parte de estrutura conta com dois laboratórios de prancheta, um laboratório de maqueteria e dois outros para disciplinas do segundo ano do curso, salas de aula e biblioteca específica, segundo o diretor da Unime Itabuna, Alfredo Omena.
O curso superior terá 70% da sua grade curricular preenchida com disciplinas práticas e tem duração de cinco anos, segundo a coordenadora Débora Santa Fé. Serão oferecidas 120 vagas por ano.
Os alunos, diz a coordenadora, aprenderão técnicas de edificações, monumentos, arquitetura paisagística e de interiores, conjuntos arquitetônicos e planejamento físico e de urbanismo. O primeiro vestibular para o curso será realizado neste sábado (19). Mais informações, clique aqui.

Após uma manhã de protestos pelo centro da cidade e fechar os acessos ao Centro Administrativo Firmino Alves, uma comissão de mototaxistas conseguiu ser recebida pelo prefeito Capitão Azevedo (DEM) há pouco. O movimento pede urgência na regulamentação do serviço de mototáxi em Itabuna.
A imprensa foi impedida de acompanhar a audiência do grupo com o prefeito Azevedo. Homens da Guarda Municipal vedaram o acesso de repórteres ao gabinete, alegando que cumpriam ordens superiores.
Os manifestantes lembram que o prefeito se elegeu com a promessa de regulamentar o serviço mototáxi em Itabuna. Hoje, Azevedo é acusado de “enrolar” a categoria. Os mototaxistas cobram a regulamentação imediata do serviço para que não sejam mais “confundidos com centenas de bandidos que usam motos para cometer crimes”.
Mais cedo, cerca de 150 mototaxistas fecharam os dois sentidos das avenidas Mário Padre e Aziz Maron, na Beira-Rio, em um protesto em frente à sede do Ministério Público estadual. Estima-se que Itabuna conta hoje com 1,5 mil mototaxistas.
Leia mais: MOTOTAXISTAS PROTESTAM

Estreando na Assembleia Legislativa, o deputado Gilberto Santana (PTN), que é coronel da polícia militar, usou estes dados publicados pelo blog para cobrar mais atenção do governo baiano a Itabuna e ao sul da Bahia. Itabuna, oficialmente, registrou 143 assassinatos em 2010 e já neste ano foram contabilizados 31. 75% das mortes violentas estariam relacionadas ao tráfico de drogas.
O deputado acredita que mais policiamento nas divisas da Bahia com os estados do Sudeste brasileiro e investimentos em inteligência vão possibilitar uma reversão de quadro. O policiamento nas divisas inibiriam, diz ele, o movimento de migração do crime do Sudeste para a Bahia.
Para Santana, que não esconde a vontade de aproximação com o governo baiano, são positivas as mudanças feitas pelo governador Jaques Wagner na área de segurança pública em 2011. Além de trocar o comando da Secretaria de Segurança Pública, a gestão estadual promoveu mudança em toda a cúpula da polícia civil baiana.
Do Estadão:
Por cerca de três minutos, os telespectadores do Jornal da Cultura puderam assistir, na noite de terça-feira, a uma cena praticamente inédita na televisão brasileira – alguém criticar, ao vivo, o próprio noticiário que estava sendo levado ao ar, qualificando uma reportagem de “merchandising”.
O episódio ocorreu quando a apresentadora Maria Cristina Poli perguntou aos dois comentaristas do jornal, Demétrio Magnoli e Eugênio Bucci, o que achavam de uma reportagem exibida, que exaltava várias realizações da Secretaria da Saúde paulista, incluindo uma entrevista do secretário Guido Cerri.
“Eu fiz jornalismo e aprendi que notícia, quando se trata de governo, é uma coisa prática, já adotada. Notícia é quando o governo tomou uma atitude, não quando diz que vai fazer alguma coisa”, disse Magnoli. A apresentadora estranhou: “Você está criticando a matéria, Demétrio?” A resposta: “O que estou dizendo é que isso parece merchandising do governo”.
Com a naturalidade possível, ela voltou-se para Bucci, perguntando-lhe se concordava. “Eu concordo sim”, avisou o comentarista. “É importante ter claro que o protagonista de notícia é o interesse público. Ou então, uma medida que modifica a realidade. Mas intenções não têm esse poder.” Cristina ameaçou outra pergunta, mas Bucci foi em frente: “Elas (as intenções) podem criar uma expectativa que não será confirmada. Deve-se usar o jornalismo mais para cobrar o poder do que para promover suas ações.”
Cerca de 150 mototaxistas fazem buzinaço neste momento na Prefeitura de Itabuna. Eles querem ser recebidos pelo prefeito José Nilton Azevedo (DEM) e exigem que o governo municipal apresente projeto regulamentando a profissão.
Representantes da categoria lembram que Azevedo, em sua campanha para prefeito, comprometeu-se com a legalização do moto-táxi. “Desde então, ele só vem nos enrolando”, afirma o mototaxista Robson Pólvora.
Antes do protesto na sede do governo local, os manifestantes interditaram vias públicas do centro da cidade por alguns instantes. Eles também fizeram buzinaço em frente ao escritório regional do Ministério Público.























