O vendedor José Pimentel diz que se arrepende amargamente da opção que fez há um mês, quando decidiu adquirir um carro zero. Na loja Bavel, em Ilhéus, ele comprou seu Fiat Uno e saiu feliz da vida, mas a alegria durou bem pouco.
Com apenas um mês de comprado, o Fiat tem se revelado um mico. A água do ar-condicionado vaza para o interior do carro e o motor apresenta problemas que a concessionária, pelo que ele afirma, não consegue resolver. Já foram cinco visitas à assistência técnica nos últimos 30 dias.
Na manhã desta segunda-feira, 29, Pimentel perdeu a paciência. Em frente à concessionária Brione em Itabuna, o cliente exibia uma faixa com os seguintes dizeres: “Não compre esta porcaria. (Não presta)”.
Segundo Pimentel, o carro foi retirado na Bavel, em Ilhéus, mas a nota fiscal foi emitida pela Brione. A gerente desta loja, Néa Lemos, reconheceu que o veículo já tinha sido recebido pela assistência técnica em outras ocasiões. “O carro chegou com os mesmos problemas, que foram solucionados. Agora, retorna novamente”, dizia a gerente, um tanto desnorteada com a situação.
O infeliz comprador pede à empresa o ressarcimento do dano e diz que, se for necessário, irá recorrer à Justiça.
Editorial do Jornal Bahia Online:
A jovem Letícia Lázaro, a ex-amante do secretário afastado Augusto Macedo, não era apenas servidora do Bolsa Família em Ilhéus. Era beneficiária do programa, destinado pelo governo federal para aqueles que vivem em situação de extrema pobreza, o que não vem a ser, nem de longe, o caso de Letícia. Seria apenas mais um exemplo de descontrole público e de desrespeito aos que mais precisam, não fosse um instigante detalhe. Letícia é estudante. Cursa uma universidade pública – portanto, paga por todos nós -, Ciências Sociais. Estuda todos os dias os aspectos sociais da vida humana e se prepara para atuar e refletir criticamente sobre os problemas da realidade social, sobretudo a brasileira.
Ao que parece, Letícia não tem aprendido a lição. Prefere, na prática, exercer o papel inverso daquele herói mítico inglês que teria vivido no século XIII que, para uns, nada mais era do que um fora-da-lei. E, para outros, um dos maiores heróis da Inglaterra. Robin Hood, roubava dos ricos para dar para os pobres. Era ajudado por seus amigos “João Pequeno” e “Frei Tuck”, entre outros moradores de Sherwood. Trazendo a “realidade” do interiorzinho da Inglaterra, para a não menos provinciana Ilhéus, enriquece-se esta história virada ao avesso adicionando uma pitada quente de uma relação afetiva que, ao seu fim, revelou trocas de acusações e farpas e uma população que já não sabe mais em quem acreditar. E nem o que fazer.
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Os nove policiais militares suspeitos de envolvimento na morte do garoto Joel Castro, de 10 anos, serão ouvidos hoje (29) e nesta terça-feira (30) pela 58ª Companhia Independente da Polícia Militar, em Salvador.
O menino Joel foi baleado no dia 21 de novembro, quando se encontrava dentro de sua própria casa, no bairro de Amaralina, em Salvador. No momento, a criança se preparava para dormir. Segundo testemunhas, os tiros foram disparados pelos PMs, que ainda se negaram a prestar socorro à vítima.
O inquérito aberto pela 58ª CIPM apura especificamente a suspeita de omissão de socorro. Outra investigação, conduzida pela Polícia Civil, procura elucidar as circunstâncias em que se deu a morte de Joel.

Uma mensagem de texto enviada para Diego informava o seguinte: “Amor, vou ter que guardar o aparelho porque a cadeia tá sinistra. O dia de segunda é arriscado os vermes invadir (sic). Firmeza. Ass.: PJL”.
A polícia já sabe o número do qual foi enviado o torpedo. Só falta saber a cela de onde ele partiu.
Caso o vereador Ruy Machado (PRP) seja eleito presidente da Câmara de Itabuna, já está definido o nome do próximo diretor administrativo da casa. Será o ex-diretor da Biofábrica de Cacau, Moacir Smith Lima, amigo de Machado e do deputado federal Geraldo Simões (PT).
Lima foi secretário de Governo da Prefeitura de Itabuna na segunda gestão de Simões. Foi também por indicação do petista que ele assumiu a Biofábrica e, recentemente, a coordenação da campanha do deputado estadual Fábio Santana (PRP), que não conseguiu a reeleição.
O nome de Moacir Smith Lima teria obtido consenso entre os vereadores que apoiam Ruy Machado. Acredita-se que a ligação do indicado com a esquerda favorece a imagem do candidato a presidente do legislativo, cuja conduta política não inspira muita confiança.
Entre esquerda e direita, Machado sempre optou pelo “depende”…
É possível que a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Itabuna não aconteça nesta terça-feira, 30. Diante da possibilidade de derrota para o grupo que se uniu em torno do vereador Ruy Machado (PRP), o bloco afinado com o líder do governo, Milton Gramacho (PRTB), opera para mudar a data da votação. A intenção é ganhar tempo para as cooptações.
No momento, um dos vereadores mais assediados pelo grupo de Gramacho é Milton Cerqueira (DEM). Ele fechou com Machado e diz que não volta atrás, mas até a presidência da mesa já lhe foi oferecida para que reconsidere a decisão. A oferta foi feita pelo novo (e inimaginável) bloco que se formou na Câmara: Gramacho, mais o presidente Clóvis Loiola (PPS) e o primeiro-secretário Roberto de Souza (PR).
Roberto apoiaria Machado, mas pulou do barco quando lhe negaram a permanência na primeira-secretaria, o cargo mais importante depois do presidente e que Roberto tem mantido há bastante tempo sob seu controle. Neste domingo, 28,o vereador Wenceslau Júnior (PCdoB) confirmou o rompimento com o colega do PR e deixou claro o motivo: “ele exigia a primeira-secretaria, mas ninguém pode ter cadeira cativa na mesa diretora”.
O caldo entornou e, isolado, Roberto de Souza foi apegar-se ao “inimigo” Loiola, de quem passou a ser amigo “desde criancinha” e agora dispara contra os ex-aliados Wenceslau Júnior, Ricardo Bacelar e Claudevane Leite.
O grupo que apoia Machado também tem seu lado dentro do governo municipal. Seu padrinho é o secretário da Administração, Gilson Nascimento. Já a chapa encabeçada por Gramacho foi montada no gabinete do prefeito, com pinceladas de sua secretária particular, Joelma Reis. Esta já teria feito as indicações para os cargos mais importantes na administração da Câmara.
José Roberto de Toledo
Os números definitivos do Censo 2010 começam a ser divulgados hoje pelo IBGE. Levará meses para que todos os dados sejam processados e tornados públicos. Riqueza e diversidade de informações como as que vêm por aí, para todos os municípios, só de dez em dez anos.
Por enquanto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística deve divulgar os dados de população total dos 5.565 municípios brasileiros, a divisão por sexo dos moradores e a localização de sua residência, se rural ou urbana.
Parece pouco, mas já basta para escanear o Brasil literalmente de A a Z, de Abadia de Goiás à catarinense Zortéa. Do maior município, São Paulo e seus 10,7 milhões de habitantes, ao menor deles, Borá e seus 805 moradores.
As novas informações devem corrigir eventuais erros detectados nas tabelas publicadas em 4 de novembro no Diário Oficial da União. Algumas merecem investigação de outros órgãos públicos, como a Justiça Eleitoral.
Há casos mais do que curiosos. Em Dom Pedro de Alcântara (RS), na região metropolitana de Porto Alegre, há 31% mais eleitores do que moradores: 3.335 a 2.538. A diferença é recorde nacional, em termos proporcionais.
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O representante comercial Juvenal Nonato de Oliveira Filho, assassinado no dia 17 de maio de 2009, foi uma das vítimas do traficante Sidmar Soares Santos, o Bolota, preso na última sexta-feira, 26, em Porto Seguro. Além dele, a polícia também prendeu Áureo Santos da Silva e Elisson Simões Leal.
Bolota é acusado de vários homicídios em Itabuna, inclusive o de um garoto de 10 anos de idade, crime ocorrido em junho do ano passado no bairro Pedro Jerônimo. Já o representante comercial Juvenal Nonato foi morto supostamente por engano. O traficante o teria confundido com um vaqueiro de quem era inimigo. Juvenal recebeu cinco tiros, todos pelas costas.
Em função dos diversos crimes cometidos pelo traficante Bolota em Itabuna, o delegado regional Moisés Damasceno solicitará sua transferência para o conjunto penal desta cidade.
O grupo Se Toque, que oferece apoio a pessoas com câncer, realizará palestra no próximo sábado, dia 4, a partir das 9 horas, no auditório do Hospital Calixto Midlej Filho. O tema será “Reeducação alimentar para uma melhor qualidade de vida”, com exposição a cargo da nutricionista Ana Júlia Mafuz.
As pessoas interessadas em assistir devem levar um quilo de alimento.
A paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Itabuna, iniciou as celebrações relativas ao dia de sua padroeira. Mas o cenário não agrada aos fiéis, principalmente por causa da sujeira. Na Praça dos Capuchinhos, em frente à Igreja da Conceição, o lixo se mistura ao mato e a impressão é de abandono.
Dada a gravidade da situação, muitos devotos já incluíram um pedido especial à santa: que ela ajude Itabuna a ter um governo decente.

Se não fica claro que caminho é esse citado pelo deputado, não é necessário muito esforço para entendê-lo. Machado é muito próximo de Geraldo. Como também é da cozinha de Fernando Gomes e de Capitão Azevedo. É tido nos bastidores como o mais habilidoso “leva-e-traz” da (porca) política itabunense. Tendo Machado na presidência, Geraldo pensa ter, assim, algum poder (ou naco de poder) na Câmara – num enredo já cheio de traições.
Não se sabe, aliás, o que teria feito Geraldo voltar atrás nesse lamaçal da Câmara. Na sexta, dizia a amigos que só a candidatura de Vane à presidência da Casa seria fator de moralização. Entre o “leva-e-traz” e a “moralização”, já está claro com quem o deputado ficou.

De cada quatro ministros em atividade nos tribunais que compõem a cúpula do Judiciário, três deverão sua indicação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O levantamento não inclui os ministros do TSE, já que o sistema de escolha segue um critério diferente das demais cortes.
A previsão é do Anuário da Justiça 2010, com a informação de que o atual presidente da República já nomeou 51 ministros dos 78 em ação. E mais: Lula, até o fim de seu mandato, ainda pode indicar 15.
Alguma coisa tem que ser feita – uma urgente reforma na Constituição, por exemplo – para evitar que o Judiciário se torne coadjuvante e submisso. Uma instituição sob a batuta do presidente da República de plantão.
Sem a necessária e imprescindível independência entre os Poderes, como preceitua a Carta Magna, no título dos Princípios Fundamentais, o Estado democrático de Direito, que custou muito suor, sangue e lágrima, fica ameaçado.
O primeiro passo para fortalecer o Judiciário, acabando com essa nociva e cada vez mais escancarada dependência, é criar critérios constitucionais para o sistema de escolha dos ministros.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), instância maior da Justiça brasileira, é nomeado pelo presidente da República depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal.
Ora, basta o presidente da República ter maioria na Casa Legislativa para nomear o nome da sua vontade, independente do critério constitucional do notável saber jurídico e reputação ilibada.
O critério de escolha, que deveria ser técnico, baseado no que diz o artigo 101 da CF (notável saber jurídico e reputação ilibada), passa a ser político. O ministro escolhido fica devendo “favores” ao presidente da República e aos senhores senadores.
A discussão sobre a Lei da Ficha Limpa no STF, se seria aplicada na eleição de 2010 ou não, parou em decorrência da falta de interesse do presidente Lula em nomear o décimo-primeiro integrante para ocupar a vaga deixada pelo ministro Eros Graus.
“Provavelmente teremos que aguardar a nomeação do décimo-primeiro ministro do Supremo para desempatar”, disse o ministro Ricardo Lewandowski sobre o impasse (e o empate) na votação da Lei da Ficha Limpa.
O Poder Judiciário, principalmente sua Corte máxima, o nosso digno Supremo Tribunal Federal (STF), não pode ficar subordinado aos interesses e as conveniências políticas dos governantes de plantão.
O presidente Lula fará sua nona nomeação para o STF. O chefe do Executivo, até o fim de seu mandato, terá nomeado nada menos que nove ministros de um total de 11 que compõem a Alta Corte.
Que os Poderes da República sejam independentes e harmônicos entre si. É o que todo o povo brasileiro deseja.
COISA FEIA

Pouquíssimos edis, talvez dois ou três, no máximo quatro, não estão atolados no lamaçal que toma conta da Casa Legislativa. Os outros, indignos representantes do povo, são “viriadores”.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.
Verdadeira convulsão política na Câmara de Vereadores de Itabuna. Na disputa pela mesa diretora da casa, que terá eleição nesta terça-feira, 30, aconteceu o inimaginável: Roberto de Souza (PR) acaba de se tornar aliado do presidente Clóvis Loiola (PPS), de quem até poucos dias atrás era arqui-inimigo.
Souza rompeu com os ex-aliados Wenceslau Júnior (PCdoB), Ricardo Bacelar (PSB) e Claudevane Leite (PT), que estão apoiando a eleição de Ruy Machado (PRP) para a presidência, tendo Didi do INSS (PDT) como primeiro secretário. Segundo Machado, o próprio Roberto de Souza foi quem o incentivou a ser candidato, mas exigia a primeira-secretaria.
Há pouco, o PIMENTA finalmente conseguiu fazer contato com os vereadores Claudevane Leite, Wenceslau Júnior e Ricardo Bacelar. Eles confirmaram o apoio a Ruy Machado e o rompimento com Roberto de Souza, por iniciativa deste.
“Ninguém pode ter a pretensão de possuir cadeira cativa na mesa diretora”, declarou Wenceslau, criticando a postura do vereador do PR. Segundo o comunista, a partir do momento em que a oposição perdeu a maioria política, foi necessário iniciar a discussão de alternativas. Além de Machado, os nomes de Milton Cerqueira (DEM) e Milton Gramacho (PRTB) foram cogitados.
POUCO CONFIÁVEL
Gramacho teria sido descartado por causa da pouca confiança junto aos demais vereadores. “Ele não cumpre acordo”, afirmou Wenceslau, acrescentando que “dar a presidência a Gramacho seria o mesmo que entregar a Câmara ao Executivo” (como está, com Loiola).
O vereador Ricardo Bacelar assegurou que não existe “acordão” com o Executivo. Segundo ele, Machado assumiu compromisso com “a moralização e a independência da Câmara”. Segundo ele, com Gramacho presidente, os cargos do legislativo já estariam loteados pela secretária particular do prefeito, a poderosa Joelma Reis. A diretoria, por exemplo, seria de Otaviano Burgos, filho do secretário da Fazenda da Prefeitura, Carlos Burgos.
“Você vai ver, nosso diretor será um nome respeitado pela esquerda e que é consenso (entre os vereadores que apoiam Machado)”, disse Bacelar, acrescentando que o candidato a futuro diretor teve passagem no governo do ex-prefeito Geraldo Simões (PT). Ele só não quis antecipar o nome.

“Geraldo (Simões) me telefonou e disse que eu estou no caminho certo, que relevasse a resolução do PT”, declarou o vereador. Para Claudevane Leite, a opção por Ruy Machado seria “a menos grave”.
Sobre a não-entrega do relatório da Comissão Especial de Inquérito da Câmara de Vereadores ao Ministério Público, Claudevane Leite informou que o documento ainda não foi encaminhado por causa de obstáculos criados pelo presidente da do legislativo, Clóvis Loiola. Ele estaria utilizando prerrogativas regimentais para impedir o encaminhamento do relatório e dos autos da investigação.
“Loiola quer entregar o relatório e os autos somente após a eleição da mesa (na próxima terça-feira)”, declarou o petista.

















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