Leandro Afonso | www.ohomemsemnome.blogspot.com

São dois personagens, um homem e uma mulher (os bons Gregório Duvivier e Érika Mader), que diz estar de partida e que tem apenas uma hora para ficar com ele. Woody Allen e Domingos Oliveira, Richard Linklater e seu Antes do Pôr-do-Sol são as óbvias e principais referências ou lembranças. São, em suma, 80 minutos de um filme falado, calcado na palavra de dois personagens e de poucos coadjuvantes.
Pode-se dizer que a mise-en-scène beira o desleixo de tão minimalista, mas sua função parece ser, primeiramente, não atrapalhar o texto; pode-se ainda frisar a crítica ao alegar que ou ele não domina a linguagem, ou a relega para segundo plano.
Por outro lado, da mesma forma que o conteúdo de alguns filmes está na forma, no estilo, é lógico dizer que a relevância de sua obra está no diálogo, na escrita a mão. A palavra é o que importa, a comédia vem em seguida. E nos dois casos ele funciona, especialmente por causa do caráter nonsense, que atinge níveis estratosféricos.
São comentários sobre Backstreet Boys, Star Wars, Transformers e Godard; aranhas, terapia, He-Man, e Itabuna e sua mosquitada.
Em quase todos esses momentos, todavia, Matheus Souza deixa clara a diferença de investimento, a límpida preferência de profundidade para o homem. Ele é tão mais interessante quando fala que ela se assemelha a um subterfúgio para que ele (personagem) divague, da mesma maneira que o audiovisual fica como apenas o meio para que ele (diretor) exercite o que sabe fazer. Quando se exige uma sensibilidade mais aguçada, como no momento em que o casal chora, ele (via atores) demonstra que não transpõe a sensação, para a tela, com a mesma fluência.
Ao término, pode-se falar em exibicionismo, como também pode-se dizer que, pelo menos aqui, Matheus Souza dá sinais de ser mais esperto e inteligente que cinematográfico. Mas esse porém, pequeno, pode ser uma simples questão de (falta de) experiência. E, mesmo que não seja, seria ótimo se as falhas da média de filmes do gênero, no Brasil, fossem como as daqui.
Filmes da semana
1. Lola Montés (1955), de Max Ophüls (DVDRip) (***)
2. Coco Chanel e Igor Stravinsky (2009), de Jan Kounen (Cinema do Museu) (***)
3. Uma Mulher é Uma Mulher (1961), de Jean-Luc Godard (DVDRip) (***1/2)
4. Noite de Estréia (1977), de John Cassavetes (DVDRip) (****)
Curta:
5. Os Filmes que eu não fiz (2008), de Gilberto Scarpa (Canal Brasil) (**1/2)
6. Noite de Sexta Manhã de Sábado (2006), de Kleber Mendonça Filho (Vimeo) (****)
Filmes do mês
10. Uma Mulher é Uma Mulher (1961), de Jean-Luc Godard (DVDRip) (***1/2)
9. O Sol por Testemunha (1960), de René Clément (DVD) (***1/2)
8. Apenas o Fim (2008), de Matheus Souza (DVDRip) (***1/2)
7. Tudo Pode dar Certo (2009), de Woody Allen (Cinema do Museu) (***1/2)
6. Meu Nome é Sabine (2007), de Sandrine Bonnaire (Sala Walter da Silveira – DVD) (***1/2)
5. Noite de Estréia (1977), de John Cassavetes (DVDRip) (****)
4. Antes do Amanhecer (1995), de Richard Linklater (Cine Vivo – DVD) (****)
3. Os Incompreendidos (1959), de François Truffaut (Sala Walter da Silveira – DVD) (****)
2. Antes do Pôr-do-sol (2004), de Richard Linklater (Cine Vivo – DVD) (****1/2)
1. Lola (1982), de Rainer Werner Fassbinder (DVD) (****1/2)
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Leandro Afonso é comunicólogo, blogueiro e diretor do documentário “Do goleiro ao ponta esquerda”.
<p style=”text-align: center;”><a href=”http://www.pimentanamuqueca.com.br/wp-content/uploads/Final-3.jpg”><img class=”aligncenter size-full wp-image-30092″ title=”Final 3″ src=”http://www.pimentanamuqueca.com.br/wp-content/uploads/Final-3.jpg” alt=”” width=”42″ height=”13″ /></a></p>
<p style=”text-align: center;”>
<p><strong>Leandro Afonso</strong> | <a href=”http://www.ohomemsemnome.blogspot.com”>www.ohomemsemnome.blogspot.com</a></p>
<p><em><img class=”alignright” src=”http://roteiroceara.uol.com.br/wp-content/uploads/2009/09/BLOG2_viajo_porque_preciso_volto_porque_te_amo_cultura.jpg” alt=”” width=”368″ height=”182″ />Viajo porque preciso, volto porque te amo</em> (<em>idem</em> – Brasil, 2009), de Karim Aïnouz (<em>O Céu de Suely</em>, <em>Madame Satã</em>) e Marcelo Gomes (<em>Cinema, Aspirinas e Urubus</em>), é um <em>road-movie </em>experimental (também por isso inevitavelmente irregular) que tem de melhor o que de melhor seus dois diretores podem oferecer – especialmente Aïnouz. É um filme em um meio, o semi-árido nordestino, e sobre sentimentos – carinho, amor, rejeição – já visitados por ambos, mas trata também e principalmente das divagações e aflições do personagem principal.</p>
<p>Faz sentido dizer que a maioria dos planos de <em>Viajo porque preciso…</em> não tem significado concreto ou função narrativa. Do mesmo modo, praticamente tudo aquilo que visa o horizonte e paisagens afins dura mais que o que o plano de fato mostra – mas esses fatos são menos um demérito que uma defesa da contemplação. E ainda que muitas vezes simplesmente não haja o que ser contemplado, faz parte do personagem esse sentir-se parado – a agonia e o tédio do personagem chegam a nos atingir, às vezes, sem eufemismo algum</p>
<p>Em filme que se assume tão ou mais experimental quanto narrativo, temos aí, no entanto, talvez – e paradoxalmente – uma tentativa de evitar uma monotonia que a ideia do filme sugere. Quase tudo não acontece em cena, mas na cabeça do personagem principal, a escrever suas cartas – trata-se de um filme epistolar de mão única. Como, então, filmar isso – algo tão ligado a um diário, algo a princípio tão anti-audiovisual?</p>
<p>Não temos uma resposta, mas uma opção arriscada, na qual os melhores momentos vêm de depoimentos (prostituta falando em vida-lazer, por exemplo), quando percebemos que os dois souberam extrair uma sinceridade tocante que emana daqueles que dirigem. Isso sem falar do personagem como entrevistador/provocador, em situação que nos liga inevitavelmente a ele fazendo o papel de diretor.</p>
<p>Esse caráter experimental, contudo, pode camuflar desnecessários tremeliques de câmera ao mostrar o personagem em meio à sua jornada, uma vez que não dá para chamar de experimental (ou dar qualquer mérito aqui) o que já virou um quase padrão – a câmera na mão nos dias de hoje.</p>
<p>Ainda assim, vale dizer que os altos do filme atingem um nível de sensibilidade que vem, entre outras coisas, justamente dessa abstração da narrativa convencional: da por vezes completa imersão em um mundo acima de tudo sensorial. Torto, talvez fatalmente torto, talvez o mais fraco trabalho de ambos, mas com momentos de coragem e brilhantismo bem-vindos.</p>
<h2><span style=”color: #800000;”>8mm</span></h2>
<p><strong>Paixão do visível</strong></p>
<p style=”text-align: left;”><em><img class=”aligncenter” src=”http://harpymarx.files.wordpress.com/2009/03/sylvia2.jpg” alt=”” width=”480″ height=”270″ />Na Cidade de Sylvia</em> (<em>En La Ciudad de Sylvia</em> – Espanha/ França, 2007) é meu primeiro contato com José Luis Guerín, catalão que teve três de seus longas exibidos no Panorama Internacional Coisa de Cinema. (Alguém sabe falar sobre?)</p>
<p>Guerín se mostra preocupado com a cidade, às vezes mais que com seus dois personagens principais, ou – o que pinta com alguma prioridade – as relações entre personagens diversos e o lugar onde vivem. No entanto, a busca dele (Xavier Lafitte) por ela (Pilar López de Ayala) é interessante a ponto de causar angústia quando algo foge do esperado. Ele desenha e retrata a cidade, é ele o mais afetado e sobre quem é o filme, é ele que não sabemos de fato o que sente, viveu ou viu; mas é ela que magnetiza a tela quando aparece.</p>
<p>Todavia, e felizmente, o filme vai além da contemplação de um sensacional rosto de uma boa atriz. Pode-se entrar em longas discussões e análises sobre memória e imagem, sobre miragem e dúvida; em uma palavra, sobre cinema. E, o que é melhor, através do cinema.</p>
<h2><span style=”color: #800000;”>Filmes da semana<br />
</span></h2>
<ol>
<li><strong>Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009), de Karim Aïnouz e Marcelo Gomes (Cine Vivo) (***)</strong></li>
<li><strong>Batalha no Céu (2008), de Carlos Reygadas (sala Walter da Silveira) (***1/2)</strong></li>
<li><strong>O Refúgio (2009), de François Ozon (Espaço Unibanco – Glauber Rocha) (***)</strong></li>
<li><strong>O Profeta (2009), de Jacques Audiard (Espaço Unibanco – Glauber Rocha) (***1/2)</strong></li>
<li>O Demônio das 11 Horas (1965), de Jean-Luc Godard (DVDRip) (****)</li>
<li>Na Cidade de Sylvia (2007), de José Luis Guerín (DVDRip) (***1/2)</li>
</ol>
<p>______________</p>
<p><strong>Leandro Afonso</strong> é comunicólogo, blogueiro e diretor do documentário “Do goleiro ao ponta esquerda”.</p>
1 – Neves, do DEM, faz propaganda do “time completo”
2 – Emissora de rádio pertence ao prefeito
Uma emissora de rádio do município de Ubatã, no sul da Bahia, vem cometendo crime eleitoral, a pretexto de “ensinar” o eleitor a votar “corretamente” e garantir “um festão” no município.
A Ubatã FM pertence ao ex-deputado estadual e prefeito Edson Neves (DEM), segundo colocado nas eleições de 2008 e que ascendeu ao poder após o eleito, Agilson Muniz, ter sido cassado por compra de votos.
O apresentador do programa Enfoque Geral, “Amarelinho”, erra a sequência dos votos, mas faz a propaganda dos candidatos apoiados pelo prefeito e – não por acaso – dono da emissora.
Amarelinho cita os nomes e números na urna dos candidatos Cacá Leão (candidato a deputado estadual), ACM Neto (federal), Lídice da Mata e Walter Pinheiro (senadores), Jaques Wagner (governador) e Dilma Rousseff (presidente). Neves também participa e é chamado de “doutô”.
A gravação foi repetida neste sábado e o apresentador frisa que o cidadão deveria votar “no time completo”, uma alusão à propaganda eleitoral da chapa majoritária do PT. A emissora é a mais ouvida na região que compreende os municípios de Ipiaú, Ubatã, Ubaitaba, Uruçuca e Itacaré.
Mais à frente o prefeito promete show da banda Calcinha Preta se os candidatos dele obtiverem “votação expressiva” em Ubatã.
O radialista também erra ao dizer que “o voto para senador tem que ser pela coligação. Se você simpatiza com senador de outra coligação, não pode misturar. Quando for votar, tem que ser (sic) no Lídice e no Pinheiro. Se for votar em outra senador, você perde seu voto”. A entrevista vem sendo repetida durante a programação.
O Pimenta na Muqueca tentou falar com o prefeito, por três vezes, via telefone. As ligações não foram atendidas.
Para o eleitor tirar dúvidas sobre como votar corretamente, clique aqui e acesse o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que possui vídeos e simulador de votos.

Neste democrático e histórico domingo, o cidadão-eleitor-contribuinte, vitaminado com orgulho e autoestima, vai escolher livremente os seus candidatos. Não existe democracia sem o caminho das urnas, sem o exercício soberano do voto.
A decepção fica por conta do processo sucessório presidencial, sem dúvida o mais fraco dos últimos anos. Os embates programáticos foram substituídos por uma avalanche de promessas mirabolantes, tendo a frente o tucano José Serra.
Os postulantes ao Palácio do Planalto acovardaram-se na discussão sobre temas polêmicos, como se eles não tivessem importância na construção de um Brasil mais justo, solidário e humano.
Para não incomodar a elite econômica e a classe política, cujos privilégios saltam aos olhos, deixaram as reformas política e tributária na sarjeta. Esqueceram até dos graves problemas que atormentam o sistema previdenciário.
Dilma Rousseff e Marina Silva ainda elaboraram um “plano” de governo. O José Serra nem isso. O tucano apresentou dois discursos com 14 páginas, o que é muito pouco para quem se acha preparado para ser presidente da República.
Felizmente, mesmo aos trancos e barrancos, estamos vivendo em um Estado democrático de direito. A verdadeira conquista, no entanto, só quando todos forem “iguais perante a lei”, como preceitua a nossa Carta Magna.
Aí, sim, teremos uma democracia justa, digna do povo brasileiro.
MSR

Em conversa com a modesta Coluna Wense, o principal articulador do movimento disse que o MSR já conta com a simpatia de lideranças do PSDB, PDT, PSB, PTB, PR, PP, PHS, PV, PPS, PMN e do PC do B.
O movimento, de olho na sucessão municipal de 2012, busca um nome sem nenhum vínculo com os dois ex-prefeitos e o atual, respectivamente Fernando Gomes, Geraldo Simões e o Capitão Azevedo.
O MSR é um chega-pra-lá no geraldismo, fernandismo e azevismo. Um conceituado médico foi sondado para ser prefeiturável. Outro nome, sempre lembrado pelo movimento, é o do diretor-presidente da Bahiagás, o comunista Davidson Magalhães.
A discussão sobre o processo sucessório vai ficar mais escancarada a partir do segundo semestre de 2011, quando o MSR pretende se reunir com as agremiações partidárias interessadas.
O DEM, PMDB e PT ficam de fora do MSR. O prefeito Azevedo vai atrás do segundo mandato. Fernando Gomes e Geraldo Simões, impedidos por uma provável inelegibilidade, podem acionar suas respectivas esposas, Sandra Neilma e Juçara Feitosa.
Sandra Neilma versus Juçara Feitosa. Um duelo interessante. Uma disputa entre duas pessoas de ficha limpa. A primeira, mais carismática. A petista, mais experiente no jogo político
A “Terra da Gabriela” já é conhecida como um dos maiores centros de produção de equipamentos de alta tecnologia em todo o Brasil. E a consequência natural desse status é a posicão da Infoilhéus como a maior feira de informática de todo o Norte/Nordeste.
Neste ano, a feira, juntamente com o 3º Congresso de Tecnologia e Informática, acontece de 20 a 23 de outubro, no Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães. No congresso, a Infoilhéus 5.0 (é assim que está sendo chamado o evento em sua quinta edição) abordará temas inovadores, investimentos e “cases” de sucesso. Já a feira traz apetitosas novidades para os aficionados em tecnologia e, o que é ainda mais interessante, tudo com preço de fábrica.
O evento é promovido pelo Sindicato das Indústrias de Informática de Ilhéus (Sinec) e tem a participação de importantes indústrias de setores diversos, como informática, eletrônica, logística e embalagens.
A democracia baiana forjou um acentuado pluralismo partidário, que favorece os neoaliados.
Permeia nessas eleições uma sensação estranha. Um cheiro de óleo diesel. Uma tentativa de diluir diferenças, sucumbir ideologias. Paira um espírito palaciano. Um distanciamento das relações políticas. Todos são iguais. Uma verdade inconveniente. Há diferenças. São muitas. Desde a confecção de uma peça publicitária dos candidatos majoritários até a participação de comícios adversários.
Aparentemente, nessas eleições, basta vencer. Mas, o que significa vencer? Como vencer? Por quê vencer? Devo poupar, contudo, o leitor com a comum defesa da importância da continuidade do projeto iniciado pelo presidente Lula e o governador Wagner. Prefiro explicar que vencer significa continuar esse projeto, mas, principalmente, eliminar o outro projeto.
Para eliminar o outro projeto é necessário exaurir ao máximo a correlação de forças da direita ideológica: DEM e PSDB. Diminuir o número de parlamentares desses partidos é vital para tal objetivo. Isso exige um esforço concentrado em torno de candidatos ao Senado, como Walter Pinheiro e Lídice da Mata. Mas não basta.
A democratização da democracia baiana forjou um acentuado pluralismo partidário, que favorece os neoaliados. Esses tendem a se tornar tão exorbitantes que passam a ocupar a parte mais ampla da base de sustentação do governo Dilma e Wagner, relegando a esquerda às margens. Ou seja: não basta conter a direita ideológica (DEM e PSDB); também é necessário diminuir o tamanho da direita fisiológica (PMDB e PR).
Vencer no primeiro turno neutraliza no tabuleiro baiano DEM e PSDB, além de afastar das hostes do poder o ímpeto do deputado federal Geddel Vieira Lima (PMDB) e do senador César Borges (PR). Por um lado, o DEM sofre um desgaste natural, correndo o risco eminente de refletir uma rarefeita densidade eleitoral, abaixo do desempenho histórico de 25% dos eleitores baianos creditada ao carlismo.
Por outro lado, o PMDB regional disputa o papel de opositor ao modelo vigente. Não cresce nas pesquisas, apesar de surgir como uma sombra para o DEM, quando oferece refúgio seguro para aliados de última hora, como o PR.
Mas é impossível eliminar o outro projeto. É impossível, porque, os candidatos que compõem a base aliada viabilizam alianças entre o “novo” e o “velho” projeto. Uma guerra em que, no final, não há vencidos e vencedores, é uma guerra que não alcança seu objetivo. No momento em que optamos entrar no conflito, somos aliados ou de uma parte ou de outra. Nenhum movimento pode ser, simultaneamente, de esquerda e direita. Se tudo é esquerda, não há mais direita e, reciprocamente, se tudo é direita, não há mais esquerda.
Sócrates Santana é jornalista.

– Dilma tem 65% na BA, ante 15% de Serra e 9% de Marina
A mais nova pesquisa Vox Populi/A Tarde revela crescimento de cinco pontos percentuais do governador e candidato à reeleição, Jaques Wagner (PT). No intervalo de 26 de agosto e 25 a 27 de setembro, o petista saltou de 46% para 51% das intenções de voto.
Bem atrás, Paulo Souto (DEM) oscilou negativamente – de 17% para 15%, enquanto Geddel Vieira Lima (PMDB) saiu de 11% e foi a 12%. Bassuma (PV) oscilou de 1% para 3% e os demais concorrentes não pontuaram.
O levantamento tem margem de erro de 3,1 pontos percentuais e ouviu mil eleitores em todo o estado, nos dias 25, 26 e 27. Votos Brancos e nulos atingiram 5%. O percentual de indecisos caiu de 18% para 14% em um mês. Para 68% da população, o governador sairá vitorioso das urnas no domingo.
Na pesquisa espontânea, Wagner pulou de 32% para 37% e Souto foi de 7% a 8%. Geddel saiu de 6% para 8%. Neste caso, o percentual de indecisos é de 37%, além de 6% de brancos e nulos e 1% atribuído a outros candidatos.
O Vox Populi/A Tarde também fez simulações de segundo turno. No confronto entre petistas e democratas, Wagner teria 63%, ante 22% de Paulo Souto. Quanto são confrontados Wagner e Geddel, o governador tem 64% e Geddel só 19%.
SENADO
Na corrida ao Senado, Walter Pinheiro (PT) e Lídice da Mata (PSB) lideram com 18% e 17%, respectivamente. César Borges (PR) aparece com 14%. O trio está em situação de empate técnico.
PRESIDÊNCIA
A pesquisa também aferiu a corrida presidencial na Bahia. Dilma Roussef (PT) aparece com 65%, estável. José Serra (PSDB) tem 15% e Marina Silva (PV) pontua com 9%. A pesquisa completa você confere na edição d´A Tarde deste sábado, 2. Confira aqui se for assinante.
Somente o Ibope fará pesquisa de boca de urna nas eleições baianas de 2010. Serão consultados quatro mil eleitores em todo o estado. O levantamento foi contratado pela TV Bahia e vai aferir os votos para o governo estadual, Senado e presidência da República. Os resultados da boca de urna no estado poderão ser divulgados logo após o horário de votação, às 17 horas deste domingo, 3.
Já neste sábado, 2, A Tarde publica pesquisa encomendada ao Vox Populi e feita no início da semana. Foram ouvidos mil eleitores na capital e no interior. Ainda no início da noite de hoje, sai a mais abrangente pesquisa sobre a sucessão, feita pelo Ibope, e contratada pela TV Bahia. Foram consultados 2.002 eleitores.
O Datafolha também divulga pesquisa entre a noite de hoje e madrugada do Dia D. Serão 1.720 entrevistados e levantamento com margem de erro de dois por cento. Os dados apurados são de ontem e hoje, dias 1º e 2.
DO TSE
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai divulgar os votos recebidos pelos candidatos que disputarem as eleições do próximo domingo com o registro de candidatura indeferido, mas que apresentaram recurso na justiça (sub judice). Contudo, essa divulgação terá que aguardar a totalização final dos votos. A decisão foi tomada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em sessão administrativa realizada na noite desta sexta-feira (1).
O Tribunal apoiou, por maioria, a proposta do ministro Ricardo Lewandowski para permitir a divulgação, mas por questões técnicas, apenas após o resultado da eleição. Nesse ponto, ficou vencido o ministro Marco Aurélio que defendia a divulgação imediata da votação desses candidatos.
Entretanto, o ministro Ricardo Lewandowski esclareceu que não há condições técnicas, no momento, de fazer essa divulgação imediata. Lewandowski informou ao Plenário que os votos dos candidatos com registro indeferido continuarão sendo desconsiderados para efeito de totalização, até que a justiça tenha uma decisão final sobre a situação de cada candidato.
O TSE acolheu um pedido do Partido Progressista (PP) para que fosse autorizada a divulgação dos votos dos candidatos sub judice. Ficou definido que a divulgação será feita na página do TSE na internet.
Segundo o presidente do TSE, o acesso a essas informações atende ao princípio constitucional da publicidade na Administração Pública, uma vez que “são informações de grande interesse não só do candidato, mas de todo o eleitorado”.
O prefeito de Itororó, Adroaldo Almeida (PT), não conta em detalhes qual é o “segredo”, mas – conforme dados sobre as finanças do município apresentados pelo próprio em audiência pública – seu governo pode se considerar uma raríssima exceção em meio a prefeituras atoladas em dívidas e problemas para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Segundo Almeida, de janeiro a agosto de 2010, a Prefeitura de Itororó destinou 53,13% da receita corrente líquida à cobertura de despesas com pessoal, um pouco menos que os 54% previstos como limite máximo pela Constituição.
Outros números apresentados pelo prefeito indicam que, no mesmo período, Itororó aplicou 28,07% de seus recursos em educação (a legislação estipula mínimo de 25%) e 19,27% em saúde (contra os 15% preconizados).
O prefeito atesta que o seu município está bem do ponto de vista da responsabilidade fiscal e orçamentária. Uma das diretrizes que ele afirma seguir para não se atolar é a velha regra de toda boa dona de casa: evitar gastos desnecessários.
O Sindicato Rural de Ilhéus fez parceria com a Confederação Nacional da Agricultura e inaugurou, nesta sexta-feira, 1º, uma “sala de inclusão digital” para agricultores filiados à entidade. A intenção, de acordo com o presidente do sindicato, Isidoro Gesteira, é fazer com que os produtores rurais se familiarizem com o computador e passem a utilizá-lo como ferramenta em seu dia-a-dia.
A sala, com dez terminais, foi inaugurada em solenidade que teve a presença do secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, e do secretário do Planejamento de Ilhéus, Alysson Mendonça.
O espaço ganhou o nome de “Coronel Salomão Rhen”.
Renato Costa e Fernando Gomes eram inimigos políticos, mas, como se sabe em Itabuna e região, Gomes – ou “Cuma”, como é mais conhecido – saiu do DEM para o PMDB e, por intermédio de Geddel Vieira Lima, passou a apoiar a candidatura de Renato a deputado estadual.
Ubaldo Dantas, médico, ex-prefeito de Itabuna, hoje também no PMDB, é outro que fechou apoio a Renato e até participou de um corpo-a-corpo com o candidato na tarde desta sexta-feira, 1º, caminhando pelos bairros Conceição, Zizo e São Pedro.
Mérito para Renato o de ter conseguido atrair o apoio de dois nomes de peso da política itabunense. Ele só não conseguiu, porém, fazer Ubaldo e Cuma fumarem o cachimbo da paz. Os dois continuam nutrindo verdadeira repulsa entre si, mas, desde que lhe consigam uns votinhos, Renato não se importa com a birra dos aliados.

Geraldo disse que as pesquisas internas e o Ibope confirmam a tendência de Wagner manter uma tradição: a chapa majoritária governista fazer os dois senadores.
O parlamentar federal, que disputa a reeleição, caminhou ao lado de Lídice e Pinheiro. Não conteve a euforia diante da multidão e, numa entrevista ao Pimenta, disparou petardo num alvo antigo:
– Aquele outro disse que água e óleo não se misturam, mas tava doido pra se misturar com a gente. Veja agora: Lídice e Pinheiro subindo e César Borges (PR) caindo.
Geraldo ainda manteve-se confiante em relação ao seu processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Eu não tenho pendências. Estou pronto para me defender. Por duas vezes, o TRE aprovou a minha candidatura”, disse, numa referência a representações movidas pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) e pelo PMDB do arquiinimigo Geddel Vieira Lima.
Ainda na caminhada, os candidatos ao Senado comentaram as últimas pesquisas. Lídice da Mata (PSB) não quis comentar o resultado do Datafolha. “Nas nossas pesquisas, nós estamos na frente, eu e Pinheiro, e espero que este seja o resultado [das urnas]“.
Walter Pinheiro (PT) disse que, após o trabalho, está chegando a hora da colheita. “Creio que a chapa elege os dois senadores e formará uma grande bancada. O melhor instrumento de trabalho é a mobilização. O povo da Bahia vai dar uma resposta positiva à nossa chapa”.

A Justiça liberou a venda de bebida alcoólica em cinco estados brasileiros, dentre eles a Bahia. Ok. Só que facultou ao juiz local a decisão sobre liberar ou não a venda no horário em que os amantes da mardita vão às urnas.
E.. Pimba! O juiz eleitoral Wilson Gomes de Souza optou pela prudência e, assim como em outras eleições, vai imperar a “Lei do Bico Seco”.
Assim, nada de ‘fubuia” das 7h às 17h do próximo domingo.
Petista teria 55% dos votos válidos
O tracking diário do Vox Populi a ser divulgado nesta sexta, 1º, mostra que caiu em dois pontos a diferença entre a ex-ministra Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) na disputa pela presidência da República.
Dilma deslizou e saiu de 49% para 48% das intenções de voto. Serra oscilou positivamente de 26% para 27%. Marina manteve os 12% das últimas consultas diárias. O percentual de indecisos saiu de 8% para 9%. Brancos e nulos somam 4%.
A pesquisa tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais e não pega os efeitos do debate da Rede Globo, ontem à noite, pois foi concluída horas antes do confronto com os quatro principais presidenciáveis (às 20 horas).
Além dos três já citados, lá esteve Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), que não chega a pontuar no tracking do Vox Populi. Os dados são atualizados totalmente a cada 4 dias, sendo que o instituto ouve 500 eleitores diariamente. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o número 27.428/10.
























