Trinta minutos de jogo no Barradão e o Vitória já levou um gol do Flamengo (Wagner Love). Cai uma chuva torrencial e o campo está bem encharcado.
Detalhe: o Flamengo estreia seu uniforme número 3, com uma estranha combinação de faixas horizontais azuis e amarelas. Até parece o Colo Colo de Ilhéus.
Há pouco, no início desta noite de sábado, um policial militar, a serviço na sede da 1ª Companhia da PM, no bairro da Conceição, coibia o tráfego de bicicletas pela ponte Góes Calmon (a chamada Ponte Velha). De fato, alguns ciclistas teimam em desrespeitar a proibição de circular por aquela via, ignorando inclusive as placas ali existentes.
Até aí, o policial não cumpria mais do que o seu legítimo dever. O incompreensível na história é que o PM não se conformava em parar e advertir os ciclistas. Ele gritava, esbravejava e humilhava as pessoas sem a menor necessidade.
Um homem, que levava recipientes de água mineral em sua bicicleta, foi parado, levou uns bons gritos e teve a bicicleta apreendida. Seguiu a pé com os dois garrafões que transportava. Voltou minutos depois, em companhia de uma mulher, para tentar conversar com o valentão e recebeu mais uma dose de gritos.
Infelizmente, tem gente que confunde autoridade com autoritarismo e extrapola. É o caso desse nervosinho.
Segundo a empresa responsável pela coleta de resíduos sólidos em Itabuna, uma das maiores dificuldades para a realização desse serviço é o hábito de muitos moradores de deixar o lixo na via pública fora do horário, além de mal-acondicionado.
Pois vejam o exemplo da própria Câmara de Vereadores. Nesta sexta-feira (14), havia pilhas de caixas, cadernos, livros e papeis soltos, tudo esparramado em um ponto da área externa do prédio.
O flagrante é do fotógrafo Waldir Gomes, que identificou até obras da literatura no meio do “lixo” da Câmara.

Em mensagem enviada ao Pimenta, o empresário Fernando Florêncio levanta dúvida sobre o teste ao qual a Prefeitura de Itabuna diz ter submetido as pedras que vão compor os novos passeios da avenida do Cinquentenário.
A avaliação, feita na Uesc, teria aferido somente a resistência à pressão, mas o teste mais importante é o que mede a capacidade do piso de suportar a chamada abrasão. Em outras palavras, isso significa o atrito produzido pelo pisoteio no revestimento.
Observa o empresário, que atua no setor de pisos, que os dois únicos laboratórios habilitados a realizar o teste de abrasão situam-se em São Paulo. São eles o Laboratório Falcon Bauer e a Anfacer (Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica).
Florêncio afirma ainda que o material produzido à base de cimento tem baixa resistência à abrasão e, portanto, não é recomendado para a utilização em pisos.

A festa terá entre as atrações a banda de indie rock Meu Amor e Uns Centavos, de Itabuna, e grafitagem com o artista plástico Quinho. O ingresso custa apenas R$ 5,00 e a informações podem ser obtidas pelo telefone (73) 9191-2221.
Bruno Barros Barboas, de 23 anos, morreu neste sábado (15) no Hospital Calixto Midlej Filho. Ele estava internado desde a noite de terça-feira (11), após ter sido baleado quando fazia sexo dentro de um carro, nas proximidades do Grapiúna Tênis Clube.
Informações do site Radar Notícias dão conta de que Bruno estava em companhia de uma garota de programa de 16 anos e teria sido abordado por um assaltante. Ao reagir, levou dois tiros, que lhe atingiram na cintura e em uma das pernas.
O corpo do rapaz foi trasladado para Salvador, sua cidade de origem.
O fornecimento de energia elétrica à Casa dos Artistas, em Ilhéus, foi religado nesta sexta-feira (14), como informa o diretor do espaço, Romualdo Lisboa. Segundo ele, a medida foi determinada pelo gestor regional da Coelba, Carlos Moraes, atendendo a “súplicas da sociedade ilheense”.
O Pimenta noticiou na quinta-feira (13) o corte da energia da Casa dos Artistas, que foi motivado por um débito atrasado de R$ 1,5 mil. O espaço cultural, que recebe subsídio da Secretaria Estadual da Educação, espera agora reativar um convênio com a Prefeitura.
Com a normalização do fornecimento de energia, a Casa retorna com os espetáculos noturnos de teatro, violão, cordel, oficinas e a sessão semanal do Cineclube Équio Reis.
Leandro Afonso | www.ohomemsemnome.blogspot.com

Na sua primeira hora, Robin Hood não é um filme de ação nem de aventura; é uma mistura de drama familiar com pinceladas épicas. Funciona em parte pelo caráter um pouco (com ênfase no pouco) diferenciado dentro da família blockbuster que pela construção em si, embora exista ali um certo mérito. Mas se a primeira parte é mediana, ou até comparativamente boa, a segunda é um desastre.
O uso de clichês – que a princípio pode nem ser um problema – é o que o filme tem de menos pior. São inúmeras e pouco inspiradas cenas de ação que, como se a dormência causada por elas não fosse suficiente, nos remetem a outros blockbusters melhores, de Piratas do Caribe (2003) e Tróia (2004) a Batman Begins (2005), com o qual se assemelha, inclusive, por tratar de uma faceta pouco explorada e anterior à “lenda”. Mas o que talvez melhor represente o filme seja um grito de Russell Crowe, tão constrangedor que não pode ser visto sem elevada dose de vergonha: como, salvo um ou outra exceção com boa vontade, o Ridley Scott dos últimos 20 anos.
Visto, em cabine de imprensa, no Multiplex Iguatemi – maio de 2010.
Robin Hood (idem – EUA/ Inglaterra, 2010)
Direção: Ridley Scott
Elenco: Russell Crowe, Cate Blanchett, Max Von Sydow, William Hurt
Duração: 140 minutos
Projeção: 2.35:1
8mm
Tradução não ajuda
Vidas que se Cruzam, cretina tradução para The Burning Plain (EUA/ Argentina, 2008), estreia na direção de Guillermo Arriaga (roteirista de 21 Gramas, Babel, Amores Brutos), leva à inevitável crítica pronta. “Lá vem o mágico de um truque só” ou “ele viu e reviu muito Robert Altman” são algumas das declarações feitas baseadas no título e no passado de Arriaga. Só que, até o final, as sensações são outras.
Diferente do que acontece com os filmes que roteirizou, Arriaga parece tentar investir antes na construção dos personagens que no malabarismo narrativo (ainda que algo seja “revelado” no decorrer) – e isso é ótimo. O porém é que o filme soa melhor justamente como folhetim, no momento da escolha de cortes e pausas entre flashbacks e flashfowards, que como filme de ou para os atores.
Salvo raras exceções, as cenas que demonstram as personalidades e partes dos porquês das duas serem o que são hoje parecem ter mais duração que complexidade. A construção do relacionamento entre Mariana e Santiago, por exemplo, só não é pior porque Jennifer Laurence carrega uma expressão absurda.
Mas se o acaso, em toda a projeção, não é mais obsessivo, Arriaga se perde no final, em uma sequência de cortes que o que tem de presunçosa e potencialmente bela, tem também de inócua.
Arriaga dá, à sua protagonista (sem detalhes maiores), a visão onisciente de tudo que passou e com quem passou por ela, mesmo que de leve, para chegar à sua conclusão. Soa como alguém que, por mais que tenha dado sinais de que poderia ir além de sua obsessão, ela aparece mais forte que seu talento. Uma pena.
Filmes da semana
1. Vidas que se Cruzam (2008), de Guillermo Arriaga (Cinema do Museu) (**1/2)
2. Pura Adrenalina (1996), de Wes Anderson (DVDRip) (**1/2)
3. A Hora do Pesadelo (2010), de Samuel Bayer (Multiplex Iguatemi) (**)
4. De Punhos Cerrados (1965), de Marco Bellocchio (DVDRip) (***)
5. O Primeiro a Chegar (2008), de Jacques Dillon (sala Walter da Silveira) (***)
6. Robin Hood (2010), de Ridley Scott (Multiplex Iguatemi – Cabine de imprensa) (*1/2)
7. Alice no País das Maravilhas (2010), de Tim Burton (Cinemark – 3D) (**1/2)
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Leandro Afonso é comunicólogo, blogueiro e diretor do documentário “Do goleiro ao ponta esquerda”.
O ex-zagueiro Emerson Nonato da Silva, o Borgel, do Itabuna Esporte Clube e Colo Colo, foi preso ontem à noite com sete papelotes de cocaína, na porta da Boate Ballo, na avenida José Soares Pinheiro.
O ex-atleta, na versão da polícia, estava vendendo a droga na porta da boate e tentou se desfazer de parte do “pó”. Borgel negou que a droga lhe pertencesse. Segundo o blog Xilindró Web, o atleta foi autuado em flagrante e passará alguns dias no Conjunto Penal de Itabuna.
Essa Bahia não cansa de surpreender. Matéria divulgada na edição deste sábado (15) de A Tarde denuncia o estado precário da rodovia BA-148, que liga os municípios de Malhada de Pedras e Guajeru. Segundo a reportagem, nos últimos 15 anos ocorreram 92 partos em plena estrada (média de seis por ano).
Não se trata de uma predilação das mulheres daquela região baiana, mas consequência da precariedade da via, que impede os carros de rodar a mais de 20 quilômetros por hora. E o hospital mais próximo de Guajeru fica a 70 quilômetros de distância.
São tantos os nascimentos na BA-148, que ela já ganhou o apelido de “estrada-maternidade”.

Depois de ter aparecido na novela Viver a Vida, da Globo, dando um emocionado depoimento sobre as agressões racistas que sofreu ao longo da vida e de como as superou até tornar-se (1984) a primeira juíza negra do Brasil, a baiana Luislinda Valois voltou a ser alvo de preconceito, ironicamente, justo por estar no cenário novelesco.
Participou da festa de encerramento de Viver a Vida ao lado do elenco. Ontem, o site da Rádio Banda B, de Curitiba, exibiu fotos do evento. Numa delas, a atriz Natália do Vale abraça Luislinda. Abaixo, a legenda: Natália do Vale enche de mimos a camareira.
No fim da tarde, o site tirou a matéria do ar. Mas o caso Luislinda (ontem e hoje) mostra o óbvio: em matéria de preconceito racial, o Brasil ainda tem muito a superar.

O pré-candidato a deputado estadual Fábio Lima (PTdoB) chorou as pitangas no programa Resenha da Cidade, da rádio Jornal de Itabuna. Sem medo de ser feliz, ele denunciou que o empresário Augusto Castro (PSDB) está derramando dinheiro no sul da Bahia para obter apoios de lideranças regionais e votos. O tucano também é pré-candidato a uma das 63 vagas à Assembleia Legislativa. E foi na base do dinheiro, disse, que perdeu um cabo eleitoral para Augusto.
Não satisfeito, Fábio Lima ainda disparou contra Rose Castro, vereadora em Itabuna e irmã do político do PSDB. Para Lima, a eleição de Rose não teria sido limpa.
Se Dunga deixou o Ganso de fora da lista dos 23 jogadores que vão à Copa 2010, Tião Barros, o ‘técnico’ da agência Art 3, não perdeu a viagem. Preparou um daqueles anúncios de oportunidade para um motel itabunense. Nas páginas dos jornais impressos, em ‘letras garrafais’, tá lá:

O filho de Manoelito Argolo, que aposta no apoio do “super-secretário”, ficou com uma pulga atrás da orelha. E talvez lamentando a indicação da esposa do indeciso para cargo na Adab.
Criptonita à vista…

Segundo Contreiras, as pessoas fazem uma imagem negativa dos trabalhadores em transporte coletivo e chegam a tachá-los de “baderneiros e vagabundos” por estarem em greve.
O advogado comparou a paralisação dos rodoviários com a dos serventuários da Justiça, em greve há oito dias. “Ninguém chama os serventuários de desocupados, mas o pessoal do transporte tem tratamento diferente, é discriminado”, lamentou.























