
Segundo o presidente da Associação, Francisco Aleluia, o objetivo é atender pessoas que desejam regularizar sua vida conjugal perante a justiça, mas não dispõem de recursos financeiros. A iniciativa resulta de uma parceria com o Núcleo de Prática Jurídica e alunos do 6º semestre do curso de Direito da FTC.
O secretário da Agricultura da Bahia, Eduardo Salles, visitou Ilhéus neste fim de semana e compareceu aos estandes do II Festival do Chocolate, encerrado ontem (dia 6). Durante a visita, ele anunciou que o BNDES vai liberar R$ 3,5 milhões para instalar uma fábrica de chocolate no sul da Bahia.
A fábrica será administrada pela Cooperativa Agroindustrial de Cacau e Chocolate, ligada à Associação dos Produtores de Cacau (APC). Segundo o presidente desta entidade, Henrique Almeida, será a primeira fábrica de chocolate com certificado de origem do mundo.
Almeida destacou a implantação de fábricas de chocolate como um fator importante para que a região deixe de ser apenas produtora de matéria-prima.

Em Caetité, no sudoeste baiano, o político José Barreira sempre foi conhecido por buscar manter-se ao lado de quem ocupa o poder. Seja de que partido for.
Barreira, hoje prefeito do município, é do PSB e publicamente apoia a reeleição de Jaques Wagner. Mas escalou o sogro e dois cunhados para dar total suporte à campanha do peemedebista Geddel Vieira Lima.
O prefeito também diz apoiar a eleição do ex-secretário de Relações Institucionais, Rui Costa, para deputado federal. Porém, quem goza de grande prestígio no governo de Caetité é o deputado José Rocha, do PR, que disputa novo mandato.
Lotear a família para aumentar as chances de conquistar um naco de poder é hábito conhecido na política. Em Ilhéus, por exemplo, isso acontece com a deputada estadual Ângela Sousa (PSC), que está com Wagner (ocupa diversos cargos na máquina estadual), Geddel (por conta do partido) e Paulo Souto (o filho, Mário Alexandre, é secretário do PSDB e apoia o democrata).
José Rocha reza pela mesma cartilha e, apesar de estar no PSB, tem um histórico ligado ao carlismo. Tanto que, para o Senado, ele está com a socialista Lídice da Mata, mas o outro voto está guardadinho para a direita. É de Cesar Borges (PR).

Os padres Píndaro e Moisés celebram a missa, às 18h, na Catedral de São José, em Itabuna.
Kocó Jr. morreu em nove de junho do ano passado, em um hospital em São Paulo, após lutar por três anos contra o câncer.
Ângela Góes
Historicamente, o acesso das pessoas com deficiência aos sistemas de transporte urbano é associado à adaptação dos veículos, tendo como símbolo o acesso do usuário de cadeiras de rodas, por meio de elevadores, aos diversos tipos de veículos utilizados no Brasil. Essa visão impediu uma abordagem mais adequada do problema, desconsiderando os outros tipos de deficiência existentes e suas necessidades específicas.
A acessibilidade não se resume na possibilidade de se entrar em determinado local ou veículo, mas na capacidade de se deslocar pela cidade, através da utilização dos vários meios existentes de transporte, organizados em uma rede de serviços e, por todos os espaços públicos, de maneira independente.
Tão importante quanto adequar os espaços públicos para garantir a circulação dessas pessoas, eliminando-se as barreiras existentes, é evitar que se criem novas dificuldades. Além de garantir a mobilidade das pessoas com deficiência pela cidade, também deve ser promovido o acesso a prédios públicos, estabelecimentos de comércio, serviços e áreas de lazer.
O resgate da cidadania não é feito somente com o trabalho de setores e gestão isolados e, sim, através dos esforços combinados que envolvem uma administração pública, juntamente com a participação social, norteados por uma visão de sociedade mais justa. Trata-se de fomentar um amplo processo de humanização do espaço urbano e o direito à cidade a partir do respeito às necessidades de todas as pessoas que a usufruem.
Ângela Góes é educadora e cadeirante.
Candidatos que participaram de concurso para vagas de analista e de técnico universitário da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) denunciam a violação de pacotes de provas em, pelo menos, uma das salas do certame. O exame ocorreu neste domingo.
Além de um dos pacotes de provas estar aberto, relatam os candidatos, as questões foram mal formuladas e continham diversos erros. Algumas questões haviam sido retiradas, “integralmente”, de sites como o Wikipedia. “O conteúdo das provas também não era aquele previsto em edital”, reclama um dos participantes do concurso, que pediu para não ser identificado.
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Após reunião sem a participação de representantes do PMDB, o PT e partidos da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Minas Gerais decidiram apresentar aos peemedebistas chapa para a disputa do governo do Estado encabeçada pelo ex-prefeito petista de Belo Horizonte Fernando Pimentel. A vice seria ocupada por Clésio Andrade, presidente estadual do PR. O ex-ministro das Comunicações Hélio Costa (PMDB) seria o único candidato ao Senado da chapa.
Costa e Pimentel disputam a indicação do nome da base aliada para disputar o governo do Estado.
A nova versão, costurada após encontro na casa de Andrade que terminou no início da tarde deste domingo (6), foi referendada por representantes do PR, PT e PC do B. A proposta será apresentada ao PMDB ainda neste domingo e vai contra a vontade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também do comando da campanha de Dilma Rousseff, pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto.
Texto de Bob Fernandes:
O The Butcher Shop & Grill está a vinte passos da estátua de Nelson Mandela, na praça que leva o nome do grande líder da África do Sul. Logo à entrada do tradicional restaurante de carnes, encontramos Thulani.
Thulani tem 24 anos, é engraxate há cinco. Trabalha sempre no mesmo lugar, à entrada do Butcher, do meio-dia às dez da noite.
Ele é tímido, amendrontado até. De cabeça baixa, ombros encolhidos, fala um inglês rudimentar, aos sussurros, olhando para os lados como se temesse algo.
Talvez, além do que certamente é atávico, pela presença e fiscalização ostensiva de garçons do Butcher, negros como ele. É Thulani começar a dizer algo e garçons se aproximarem, olhares de repreensão.
Entre uma mão de graxa e outra, entre uma e outra conferida em quem o vigia, Thulani murmura pedaços da sua história. Nasceu perto de Pretória, a uma hora de Joannesburgo, em família grande e pobre.
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Um Fiat Uno que trafegava na noite deste sábado, 5, pela rua Londrina, bairro Califórnia, em Itabuna, despencou de uma ribanceira e atingiu uma casa. No local, segundo moradores, diversas crianças costumam brincar, mas felizmente não havia ninguém no momento em que o carro desceu rolando pelo barranco.
Segundo o site Radar Notícias, o Uno era conduzido por um homem identificado como José Carlos, de 28 anos, que estava em companhia de sua esposa, de prenome Adriana, grávida de cinco meses, e uma filha do casal, que tem dois anos de idade. Todos os ocupantes sofreram ferimentos leves e foram removidos por uma ambulância do Samu.
Um irmão de José Carlos contou que ele bebia pouco antes do acidente e disse que o carro é locado. Testemunhas ficaram revoltadas com a irresponsabilidade do motorista.

A polícia militar prendeu na tarde deste sábado, no Jardim Italamar, em Itabuna, o assaltante de nome Luan Rodrigues dos Santos, de 22 anos. Ele é suspeito de ter cometido diversos assaltos à mão armada na cidade, além de outros crimes que estão sendo investigados. Um dos assaltos ocorreu no dia 22 de maio último em uma revenda de produtos de informática, da qual o bandido levou 14 notebooks.
A prisão do assaltante foi determinada por um mandado expedido pela juíza Antônia Marina Faleiros. Na casa onde ele estava, os policiais apreenderam uma motocicleta Honda CG 150, maconha e uma pistola 9 milímetros, que é considerada de uso restrito.
Somente pela posse ilegal da arma de fogo, Luan Rodrigues pode ser condenado a uma pena que varia de três a seis anos de prisão, além de multa.
(Informações do Xilindró e Radar Notícias)
O Pimenta visitou neste sábado, 5, a belíssima Lagoa Encantada. Conheceu figuras como “Doutor” (Deúde Neres Oliveira), nascido há 45 anos neste belíssimo pedaço do território ilheense.
Pescador e presidente da Associação de Moradores, “Doutor” é figura respeitada, que tem acompanhado o processo de degradação do que hoje é oficialmente uma área de preservação ambiental. Segundo ele, o maior problema no local é a pesca predatória, com a utilização de arpões e redes, proibidos pela lei, mas permitidos pela falta de fiscalização.
“A quantidade de peixes não é a mesma de quando meu pai me criou”, afirma Doutor. Com simplicidade e sentimento, ele diz:
“Essa lagoa é nosso pai e nossa mãe, ela vai ficar velha igual à mãe da gente. Se as autoridades não tomarem a paternidade que merece tomar, nós vamos ficar sem peixe”.
Perguntado sobre quem realiza a pesca predatória, Doutor explica que é tanto gente que vem de fora como também os próprios nativos. A necessidade de sobrevivência e a falta de oportunidades, como de praxe, são apontadas como justificativa para o uso abusivo dos recursos naturais.

Há uma semana, deu-se como certa a formação de uma aliança nas proporcionais entre o DEM e PSDB baianos, o que faria naufragar sonhos de muita gente, principalmente no sul da Bahia.
A assessoria da pré-campanha do tucano Augusto Castro sustenta que o manda-chuva do PSDB baiano, Jutahy Jr., não aceitará coligação na proporcional (deputados estaduais e federais). Não que se trate de uma imposição do tucano de bico longo, mas pré-acordo, algo discutido lá no início da celebração da aliança demo-tucana nesta terra.
Assim, o pré-candidato a deputado estadual espera ser eleito sem maiores dificuldades. Enquanto isso, há uma chiadeira sem tamanho na ala DEMo da aliança. O bombeiro Paulo Souto pode ser chamado para apagar o princípio de incêndio.
Anota o jornalista Elio Gaspari, em sua coluna n´O Globo, algo interessante: “O tucanato está tonto, sem motivo. A prova da falta de rumo está na insistência de José Serra em fazer oposição vigorosa… ao governo da Bolívia”.
Enquanto isso, no outro comitê de pré-campanha (veja mais abaixo), as notícias giram em torno de se criar mais um dossiê contra os peessedebistas. São os neoaloprados petistas.
Leandro Afonso | www.ohomemsemnome.blogspot.com

O documentário, que o diretor disse ter levado 11 anos para ficar pronto, fala sobre Os Novos Baianos, grupo que, para encurtar a conversa, viu a versão brasileira da Revista Rolling Stone, em 2007, eleger seu álbum Acabou Chorare (1972) como o maior disco brasileiro da história. No entanto, o filme investe menos numa mitificação do quão bom era o grupo e mais em questões pontuais sobre ele: o porquê do nome, a relação com João Gilberto, a mudança do som, o ápice, as relações, o porquê do fim e muitos, muitos casos e causos.
Se nos primeiros questionamentos, e em todo o filme, ficamos com a ideia de alguém que sabia exatamente o que mostrar, felizmente isso não resulta em uma já pré-concebida e obsessiva mensagem a ser passada. Dantas passa a sensação de que sabia o que perguntar e soube exatamente como editar. Ele se mostra humilde ao reconhecer a importância dos entrevistados e deixá-los levar o filme, e demonstra controle do meio para dar ritmo – mesmo que ele próprio faça ressalvas o filme.
“Nós sabíamos que a maior presença do filme seria a ausência de João Gilberto”, disse após a sessão. Ele tentou contactar o compositor, mas os oito dias de insucesso se aliaram ao baixo orçamento do filme e o fizeram desistir da ideia. Baby Consuelo, outra ausência no corte final, decidiu não liberar mais suas imagens. O que se por um lado é um contra do filme, por outro não é por demérito dele, e Dantas se vira bem com o que sobra. Desde depoimentos dos outros membros até imagens de arquivo, passando por momentos brilhantes – seja para ajudar na construção do grupo com a visão de alguém de fora, seja por divagações homéricas – de Tom Zé (foto acima).
Os muitos aplausos do final, em sala super-lotada (do meu lado vi quatro pessoas sentadas no chão, em espaço que comportava três em pé), soaram como uma espécie de suspiro de um cinema que se basta por ser bem executado e ter algo a dizer. Isso porque, semana passada, o crítico André Setaro causou polêmica ao dizer (não vi o programa, apenas ouvi os comentários) que o cinema na Bahia se resumia basicamente a Edgard Navarro – que, inclusive, tem imagens de seu Superoutro (1989) aqui.
Sem entrar na controvérsia (aqui não é o espaço), enquanto não estreia O Homem que não Dormia, novo filme de Navarro, e O Jardim das Folhas Sagradas, de Pola Ribeiro, Henrique Dantas (homem das artes plásticas e que já trabalhou até com Manoel de Oliveira) chega com força. Sem a aparente pretensão de salvar ou revolucionar nada, mas com honestidade e qualidade sempre bem-vindas – e poucas vezes encontradas nas bandas de cá num tempo recente. Triste vê-lo sair sem nenhum prêmio do evento.
Visto no Espaço Unibanco (Panorama Internacional Coisa de Cinema) – junho de 2010.
8mm
Recife Frio
O ponto mais alto do Panorama Internacional Coisa de Cinema, e que para mim levaria todos os prêmios possíveis, foi Recife Frio (idem – Brasil, 2009), de Kleber Mendonça Filho. Após o documentário Crítico (2008), seu primeiro longa, KMF volta ao curta-metragem com aquele que talvez seja seu melhor filme. Falso documentário, ficção-científica, crítica social, histórica, política e religiosa. Quando descrito, Recife Frio tem inimaginável megalomania; quando visto, a sutileza de um poema para um diário.

Recife Frio flui com a naturalidade de um filme de gênero bem comportado e calculado, só que com a inventividade de um híbrido poucas vezes visto – e com o parêntese de que, diferente de alguns casos do filme de gênero bem comportado e calculado, aqui temos alma. Alma de alguém que, como em alguns de seus outros curtas (Menina do Algodão, Eletrodoméstica), se mostra afetado – às vezes mais, às vezes menos – por sua cidade, conhecedor de suas imperfeições, e próximo da perfeição ao se expressar sobre ela e (por que não?) o cinema, através do cinema. KMF disse que pensou em fazer arquitetura (desistiu ao pensar em matemática), mas que hoje em dia ela o interessa mais quando dá errado. Seria lindo se todo erro, uma vez irreversível, resultasse em tamanho acerto.
Pouco antes do festival de Cannes, após 12 anos, KMF abandonou a crítica. Disse que a deixava, também, para se dedicar ao seu primeiro longa. Recife Frio, mais que isso, dá a impressão de que KMF deixa parte da vida (do cinema) para fazer histórias.
Panorama
Com o VI Panorama Internacional Coisa de Cinema, que aconteceu em Salvador, decidi mudar o esquema de filmes da semana. Já que vi, no mesmo período, fora do evento, apenas Tudo Pode Dar Certo (2009), de Woody Allen, e O Escritor Fantasma (2010), de Roman Polanski, eles entram na lista dos filmes do mês. O resto entra em lista específica do Panorama.
A maior falha, além de não ter visto a todos os filmes e ter ocupações que me impedem de ser onipresente e exclusivo, foi não assistir aos da Sala Walter da Silveira – não vi, entre outras coisas, nada de Kurosawa. Por questões de diversidade, terminei acampando no Espaço Unibanco.
Ps: Recife Frio ganhou o prêmio do júri jovem. Fantasmas e Pacific simplesmente não bateram. Não assisti aos outros premiados.
Ps2: Ponto alto também, e presenciado depois de texto escrito, foi Redenção (1959), primeiro longa baiano, dirigido por Roberto Pires, restaurado (com o que restou) e com a presença de dois dos protagonistas na sala. Bom citar também Terra Estrangeira (1996) em 35mm. Por mais que a cópia tivesse lá suas falhas, filme cresceu ao ser revisto – muito bom.
Filmes do mês
10. Vidas que se Cruzam (2008), de Guillermo Arriaga (Cinema do Museu) (**1/2)
9. O Leopardo (1963), de Luchino Visconti (DVD) (**1/2)
8. De Punhos Cerrados (1965), de Marco Bellocchio (DVDRip) (***)
7. O Que Terá Acontecido a Baby Jane? (1962), de Robert Aldrich (DVDRip) (***)
6. O Primeiro a Chegar (2008), de Jacques Dillon (sala Walter da Silveira) (***)
5. O Espírito da Colméia (1973), de Victor Erice (DVDRip) (***)
4. Traição em Hong Kong (2007), de Olivier Assayas (DVD) (***1/2)
3. Tudo Pode Dar Certo (2009), de Woody Allen (Cinema do Museu) (***1/2)
2. A Bela Junie (2008), de Christophe Honoré (DVDRip) (***1/2)
1. O Escritor Fantasma (2009), de Roman Polanski (UCI Multiplex Iguatemi) (****)
VI Panorama Internacional Coisa de Cinema:
- Um Lugar ao Sol (2009-PE), de Gabriel Mascaro (***)
- O Joelho de Claire (1970), de Eric Rohmer (***)
- A Fuga da Mulher Gorila (2009-RJ), de Felipe Bragança e Marina Meliande (***)
- Godard, Truffaut e a Nouvelle Vague (2009), de Emmanuel Laurent (***)
- Pacific (2009-PE), de Marcelo Pedroso (***)
- Redenção (1959-BA), de Roberto Pires (***)
- Filhos de João (2009-BA), de Henrique Dantas (***1/2)
- Terra Estrangeira (1995), de Walter Salles (***1/2)
Curtas:
9. Zigurate (2009-SP), de Carlos Eduardo Nogueira (***)
10. Recife Frio (2009-PE), de Kleber Mendonça Filho (****1/2)
11. Silent Star (2009-BA), de Alexandre Guena (**)
12. Fantasmas (2009-MG), de André Novais (**1/2)
13. Supermemórias (2010-CE), de Danilo Carvalho (**)
14. Avós (2009-SP), de Michael Warmann (***1/2)
15. Querida Mãe (2009-SP), de Patrícia Cornils (**)
16. Faço de mim o que quero (2010-PE), de Sérgio Oliveira e Petrônio Lorena (***)
17. Bailão (2009-SP), de Marcelo Caetano (**1/2)
18. Bike Ride (2009), de Bernard Attal (***)
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Leandro Afonso é comunicólogo, blogueiro e diretor do documentário “Do goleiro ao ponta esquerda”.
























