A delegação do Itabuna segue hoje, ao meio dia, para a cidade de Alagoinhas, onde fará sua estreia pelo campeonato baiano profissional de 2010.
O time Azulino enfrenta o Atlético amanhã, às 16 horas, no estádio Antônio Carneiro. No mesmo horário, o Colo Colo recebe o Bahia, no estádio Mário Pessoa.
As equipes de juniores dos quatro times também jogam amanhã, nos mesmos locais, nas preliminares das partidas principais. O Baiano de Juniores será disputado paralelamente ao profissional.
Um homem identificado como Márcio Santos Pinto foi vítima de linchamento por populares, ontem à noite, nas proximidades do loteamento do Gegéu.
Fugindo da turba enfurecida, Pinto conseguiu alcançar o posto policial do Pedro Jerônimo. De lá, foi encaminhado pelo Samu para o Hospital de Base e, depois, para o complexo policial. Ele é acusado de ter estuprado uma menina de dois anos, há cerca de quatro dias.
A criança foi encaminhada para o hospital infantil Manoel Novaes, onde foi constatada a violação. No entanto, a médica que a atendeu afirmou que não poderia emitir laudo pericial.
Resultado: Márcio Pinto foi liberado pelo delegado plantonista Laurindo Teixeira e a família da criança aconselhada a prestar queixa na delegacia da mulher, na próxima segunda-feira.

ESTOU DE LUTO HÁ 28 ANOS
É quase obrigação lembrar que perdemos, numa semana como esta (19 de janeiro), uma cantora chamada Elis Regina Carvalho Costa (foto). Aconteceu em 1982, portanto, há 28 anos. Elis ainda é considerada por muitos críticos e músicos, quase três décadas depois, a maior cantora brasileira de todos os tempos. Essa qualidade excepcional se deve à combinação, em porções certas, de emoção e técnica de cantar (em Betânia, emoção quase sem técnica; em Gal, técnica quase sem emoção).
CEMITÉRIO DOS MORTOS-VIVOS
Chamava a atenção em Elis Regina a coragem, cívica e artística. Acusada de colaborar com os militares (cantou o Hino Nacional numa solenidade, em 1972), foi inserida no “Cemitério dos mortos-vivos”, impiedosa seção que o genial cartunista Henfil (foto) mantinha no Pasquim. (lá foram “enterrados” Carlos Drummond de Andrade, Pelé, Marília Pera, Paulo Gracindo, Clarice Lispector, Tarcísio Meira e Glória Menezes). Ficou amiga de Henfil e se fez musa do movimento pela anistia, ao gravar O bêbado e o equilibrista (João Bosco-Aldir Blanc), em 1979. Essa música, com uma carga de emoção que o tempo não apaga, é considerada seu ingresso definitivo nas hostes intelectuais contrárias à ditadura. Antes, teria dito (o que não é confirmado) que o Brasil era governado por gorilas – e só sua popularidade lhe teria evitado a prisão (o “cemitério” era tão sectário que, no fim, Henfil também se “enterrou”…).
LAMENTO PELOS TORTURADOS
O texto de Aldir Blanc tem elementos nem sempre percebidos à primeira audição: o bêbado com chapéu coco é homenagem a Carlitos; o irmão do Henfil é o sociólogo Betinho, exilado; as marias e clarices são mulheres que choram pelos seus homens torturados e mortos pela ditadura – uma delas se chama mesmo Clarice (foto), mulher do jornalista Wladimir Herzog, assassinado no Doi-Codi). Uma dor assim pungente não há de ser inutilmente… A esperança dança na corda bamba, pode até se machucar, mas está viva, é a última a morrer – afinal, mesmo sob violência e iniqüidade, o show tem que continuar. Genial! Leio num site que O bêbado e o equilibrista é uma das canções mais executadas do mundo. Acho justo.
A FORÇA DADA AOS NOVOS
Nunca antes na história desse país houve uma estrela que tanto desse a mão (e emprestasse a voz) aos novos compositores (o ótimo Emílio Santiago, por exemplo, gosta de gravar o que já é sucesso). Elis Regina se arriscou com João Bosco e Aldir Blanc (foto), além de registrar os então desconhecidos Renato Teixeira, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Belchior, Tim Maia, Sueli Costa, Ivan Lins e outros. A maioria dessas gravações está na lista de “clássicos da MPB”. Fantástico (não o da Globo, mas o da vida real). Milton Nascimento foi o mais agradecido de todos, pois a elegeu sua musa e a ela dedicou várias composições.
O HOMEM E A BARBA DO HOMEM
A já um tanto prateada barba do professor Jorge de Souza Araujo (foto) esconde um dos nomes mais significativos da literatura produzida no Brasil. Não por coincidência (Jung diz que não existe coincidência, existe sincronicidade), é uma barba que nos lembra o muito citado e pouco lido Karl Marx: Jorge é militante marxista e, nesta condição, arriscou-se ter as unhas arrancadas – ou ser submetido a pau-de-arara, choque elétrico, afogamento e mimos outros com que a “Gloriosa Revolução de 64” tratava seus desafetos.
Se, à época, não fosse imberbe, arriscar-se-ia a ter a barba cortada a biscó, pois estas eram as regras do jogo – e os ditadores nos queriam todos devidamente depilados, pois barba grande e cabelo idem eram sinais inequívocos da intenção de derrubar o governo. Esse sertanejo de Baixa Grande, para o bem de todos nós, passou ao largo da tortura, sem abdicar de suas convicções: se perdeu anéis, ao menos manteve intatos os dedos, as unhas e o buço emergente, de grande futuro.
BOM OUVINTE E BOM FALANTE
“ELEMENTO PERIGOSO”
Feitas as contas, de Eu nu e algumas curtas estórias, em 1969, até Floração de imaginários, em 2008, ele publicou quase um livro por ano. A leitura em si é tema recorrente (“Ler é evitar que a alma infarte”, diz em Agenda de emoções extraviadas), mas o espectro de interesse do autor é muito amplo: vai do citado Vieira à análise literária propriamente dita (Jorge Amado, Jorge de Lima, Graciliano), do mito do conquistador D. Juan às pegadas de Anchieta na praia, com passagem pelo teatro – Auto do descobrimento: o romanceiro de vagas descobertas (foto) – sem gastar o espaço cativo da crônica de jornal (Ainda que nos precipitem) e da poesia (Os becos do homem, com prefácio de Antônio Houais). O liame político jamais foi rompido, pois o autor não pode e não quer fazê-lo. Está lá, em “Escrevo para me manter vivo”, no livro Caderno de exercícios – algumas reflexões sobre o ato de ler: “A escrita é minha prática subversiva, sempre a minha forma de ver o outro lado do mundo, de ver não oficialmente como me convidam a ver”. Conforme se vê, Jorge Araujo não se emenda: continua, depois de grande, a ser “elemento perigoso”.
PATRIMÔNIO CULTURAL
A última proeza literária de Jorge Araújo, abstraindo-se uma premiadíssima biografia de Graciliano Ramos, é o ensaio Floração de imaginários (foto), editado pela Via Litterarum/Itabuna). Vão pensar que minto, mas me arrisco a dizer: são 77 romancistas com suas obras analisadas num espaço de 490 páginas – o que significa dizer uns 380 livros lidos, pesquisados, resenhados, virados pelo avesso, mas todos tratados com generosidade e respeito. Se você ouviu falar de um obscuro baiano que escreveu um romance há anos tantos (desde que no século XX), ele estará em Floração, o maior acervo de conhecimento da literatura baiana que já se publicou. O livro ganhou o prêmio Braskem de ensaios, mas isso não atesta sua verdadeira dimensão. Merece muito mais, pois é o manual, o inventário, o vade-mécum, o alfa e o ômega, o “quem-é-quem” do romance neste Estado.
TRAUMA DE JARARACA ENSABOADA
O UNIVERSO DERRAPOU
<h3 style=”padding: 6px; background-color: #0099ff;”><span style=”color: #ffffff;”>E FRED JORGE CRIOU CELLY CAMPELLO!</span></h3>
<div style=”padding: 6px; background-color: #0099ff;”><span style=”color: #ffffff;”>No auge do sucesso, em 1965, a música teve uma versão no Brasil, gravada por Agnaldo Timóteo. Como costuma ocorrer com as
A Bahia Mineração (Bamin) investe também no esporte para consolidar a sua marca no sul da Bahia, sem perder o seu principal alvo, os ilheenses. Além de adquirir a cota de principal patrocinador do Colo Colo no Estadual de 2010, a Bamin joga pesado também na segunda edição da Corrida Temática da Costa do Cacau.
A empresa é a patrocinadora master da competição que pretende reunir mais de 300 atletas e será disputada neste domingo, 17. A prova começa às 8h30min, na avenida Soares Lopes. De acordo com a assessoria da empresa, atividades ligadas à preservação ambiental serão desenvolvidas durante o evento.
A Bamin está integrada ao Complexo Intermodal Porto Sul, que prevê construção de porto, aeroporto e ferrovia em Ilhéus. A mineradora construirá um armazem para estocagem de ferro extraído em Caetité, também na Bahia, e transportado para o sul do estado através da ferrovia que deve começar a sair do papel em maio. O minério será exportado pelo porto off-shore que será construído na região norte de Ilhéus.
Se o artigo da emenda constitucional que aumenta o número de vereadores não passou a vigorar em 2010, há outro que começou o ano novo “tinindo”, o que reduz o percentual de repasse do duodécimo em centenas de câmaras de vereadores, como Itabuna.
Por aqui, o percentual caiu de 7% para 6% da receita do município, o que representa em torno de R$ 100 mil por mês a menos no caixa.
Diante da boa notícia, Clóvis “Clorum” Loiola, presidente da Câmara de Vereadores, já fala em cortar cabeças. Vai sobrar para os assessores de vereadores e, claro, alguns contratados.
O governo baiano anunciou R$ 5,7 milhões para recuperação e ampliação de aguadas públicas em 107 municípios. Os recursos vão para localidades que decretaram estado de emergência por falta d´água. Quem assegurou a liberação dos recursos foi o governador Jaques Wagner, nesta sexta, 15, durante visita a Encruzilhada.
A região, que também envolve municípios como Vitória da Conquista e Ibotirama, sofreu com a estiagem dos últimos dias. Vitória da Conqusita, município com a maior população rural do Nordeste, está sendo beneficiado com a limpeza de 48 aguadas públicas, informa o governo.
Exonerada do cargo de secretária de Saúde de Ilhéus, Marleide Figueiredo foi recrutada para trabalhar na área de planejamento da Saúde na vizinha Itabuna.
Um padrinho forte intercedeu por ela e o prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo (DEM), deu o “ok” para contratá-la.
Marleide será auxiliar direta do contestadíssimo secretário de Saúde, Antônio Vieira. Ela foi exonerada em Ilhéus na semana passada, após o ‘surto’ do prefeito Newton Lima, sendo substituída pelo médico Antônio Rabat.

Daqui a pouco, às 19h, quem se apresenta no Boteco do Carioca, no Hotel Tarik, é o cantor Nico Rezende, com participação especial do sul-baiano Marcelo Ganem.
Sumido das paradas musicais, Nico Rezende fez muito sucesso na década de 80 cantando músicas como “Transas”, “Perigo” (eternizada na voz de Zizi Possi) e “Esquece e vem”, notadamente românticas.
Antes do cantor paulista entrar em cena, haverá também o lançamento da Feijoada do Tarik, evento que vai para a sua oitava edição e atrai a nata da política baiana. Neste ano, a feijoada acontecerá no dia 6 de fevereiro, às 13h.
Instalado em fevereiro de 2007, o radar em frente à sede regional da Ceplac, na rodovia Ilhéus-Itabuna, até hoje não tem serventia. É mais um daqueles monumentos ao desperdício de dinheiro público.
A sua “utilidade”, aliás, tem sido provocar acidentes. Motoristas que desconhecem a palavra prudência promovem ultrapassagens sob o radar. Outros, desrespeitam os limites de velocidade estabelecidos para aquele trecho.
Há uma semana, um engavetamento na área envolveu cinco veículos. Enquanto isso, há um jogo de empurra entre a polícia rodoviária estadual e o Derba sobre quando o radar fixo entra em atividade.

Essa não caiu no vestibular da Uesc, mas o leitor tem cinco chances de acertar. Olhando a foto acima, é possível afirmar que:
a) A cara feia de Burgos é porque ele acredita que, mesmo sendo a R$ 2,00 cada refeição, a conta do restaurante vai sobrar pra ele;
b) Azevedo sorri tanto, sozinho, porque descobriu como levar todos da mesa para ‘gongá’, incluindo o ‘pilhoso’ Fábio Lima;
c) A alegria das funcionárias ao fundo é porque têm a ilusão de que, por terem caprichado no prato do prefeito e de outras ‘otoridades’, receberão aquele sonhado aumento;
d) Roberto Brito tá de cabeça baixa porque fechou os olhos para a comida ou porque está triste ao descobrir que o apoio que era seu, apenas seu, foi repartido “para todos que ajudarem Itabuna”; e
e) Todas as alternativas anteriores
O cônsul geral do Haiti no Brasil, George Samuel Antoine, causou revolta entre os brasileiros ao declarar que o Haiti é uma nação amaldiçoada por conta da religião. A desgraça do país que se despedaçou depois de um grande terremoto no início da semana, é vista pelo diplomata como uma “oportunidade” para se fazer – ele, próprio – conhecer pelo mundo.
Em uma declaração extremamente racista e desumana, ele disse que tudo é culpa do povo africano, que seria, segundo pensa, amaldiçoado. Veja o vídeo da reportagem do SBT, publicado no You Tube.
Os sul-baianos que dependem do sinal aberto de TV não puderam se ver na telinha da TVE, ontem. Dito de outra forma, não tiveram chance de assistir ao documentário Os Magníficos, do francês Bernard Attal.
O documentário retrata o início, o auge e ocaso da civilização cacaueira e foi exibido pelo canal estatal de televisão ontem à noite, às 23h30min.
O sul da Bahia, Ilhéus e Itabuna à frente, está sem o sinal da TVE.



























