O ex-dirigente do Bahia e agora comentarista da Tudo FM (Salvador), Paulo Carneiro, deu entrevista ao site Bahia Notícias, em que fala sobre sua passagem pela direção do clube tricolor.
Bem ao seu estilo, Carneiro desanca desafetos e dá sua opinião sobre os motivos que levaram o Bahia a ir tão mal na disputa da Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro.
O Bahia, depois de estar entre os oito primeiros colocados na Segundona, se vê, a cada rodada, lutando para sair, ainda que momentaneamente, da zona de rebaixamento para a Terceira Divisão. Isso depois de comprar dezenas de jogadores e contratar – e demitir – vários treinadores.
Uma das explicações de Carneiro para esse quadro: “o futebol não é uma ciência exata”. Nada poderia ser menos original. Mas, em se tratando de Paulo Carneiro, a polêmica vem logo em seguida. Clique aqui e confira tudo.
De hoje até o próximo sábado (7), pesquisadores, extensionistas e técnicos do Ministério da Agricultura, Superintendência Federal da Agricultura, Ceplac, Seagri, Adab e EBDA participam de um curso para prevenção da monilíase do cacaueiro no Brasil.
As duas atividades integram as ações do Plano de Contingência da Moniliáse do Cacaueiro preconizado pelo Ministério da Agricultura, Ceplac e Seagri. A simulação vai buscar o máximo de realidade, e vai imitar desde a interferência do público e da imprensa até “políticos” exercendo pressão temporal sobre as equipes.
O objetivo é simular até as situações de estresse que ocorrem durante emergências sanitárias reais. O ataque fictício do fungo Moniliophthora roreri, agente causador da pior doença da cultura cacaueira latino-americana, se dará também em um “país imaginário”.
O Curso sobre Medidas de Controle e Exercício Simulado de Emergência Fitossanitária com Ênfase na Monilíase do Cacaueiro estão sendo realizados em Ilhéus.
O PODER DA OBSERVAÇÃO

A pré-estreia em Salvador de No Meu Lugar (idem – Brasil/ Portugal, 2009), do carioca e também crítico Eduardo Valente, é um expoente dos casos em que o debate pós-sessão consegue ser tão ou mais interessante do que o filme – sem que, para isso, o demérito da obra seja maior que o mérito da discussão.
O enfoque do filme está em três famílias de classes sociais diferentes, interligadas por uma tragédia. Baseado aí, as lembranças imediatas vão de Alejandro González Iñárritu (Babel, Amores Brutos) a Robert Altman (Short Cuts – Cenas da Vida, Nashville). Mas o filme de Valente, caro ao cinema brasileiro como forma de abordar a representação do ser humano e da violência, chama mais atenção pela sua abordagem do que pela sua forma de narrativa.
A resolução da primeira cena, por exemplo, deixa uma sensação de falta de coragem (ou competência) para Valente mostrar sua (in)capacidade de encenador em um momento de tensão. Terminado o filme, contudo, a certeza é de que a recusa do início não só se justifica como potencializa o efeito da obra. Ao deixar sua câmera – e a plateia, consequentemente – alheia ao que acontece, Valente demonstra que o como aquilo acontece é menos importante do que como e o que cada um viveu até chegar ali. A impressão, depois de digerida, é semelhante à do acidente no final de O Desprezo (1963), de Jean-Luc Godard, onde o resultado é muito mais importante do que o diretor mostrar sua capacidade de saber decupar e cortar uma cena de ação.
Aqui, Valente filma o dia-a-dia de seres humanos de carne e osso, sem que precise transformar os momentos ordinários da existência em um romance épico. Ele sabe que falar do viver, aliado ao conviver com outras classes, é uma tarefa cuja profundidade é significativa o suficiente para tornar a própria observação espinhosa. E essa observação – que a princípio pode parecer apática –, se por um lado é focada basicamente em acontecimentos banais (e que algumas vezes são demasiado genéricos), por outro é filmada com uma riqueza de detalhes que transforma essa trivialidade de ações em algo notável, cuja unicidade é trazida – ou reforçada – pelos pormenores. De uma certa tensão sexual, existente em mais de uma das famílias, à resolução (ou falta dela), muita coisa fica sem resposta ou obscura; mas não por negligência ou prolixidade desnecessária – e sim por se admitir a complexidade do que trata.
Esse mostrar o caminho sem ter que finalizá-lo numa linha de chegada talvez seja exatamente o ponto mais positivo de No Meu Lugar. Um filme que trata e se passa no Rio de Janeiro, de um carioca que lá viveu praticamente seus 34 anos de vida, e que fala de uma região e de um bairro que conhece (Laranjeiras) – sem que esse universo se torne excessivamente fechado ou, no outro extremo, recheado de recursos fáceis proporcionados por tudo a que o Rio se liga.
Diferente de um Cidade de Deus e sua aparência de documento oficial-estilizado, e de Tropa de Elite e sua resolução simplória (ainda que sejam filmes interessantes), No Meu Lugar é mais contido por não querer responder e/ou documentar/estilizar em busca de uma auto-importância que ele não necessariamente tem. E, talvez justamente por isso, é mais contundente na sua força como possibilidade de um cinema ligado a política (ainda que o enfoque seja maior no ser humano do que em uma suposta ideologia – o que não é nenhum demérito) sem soar irresponsável e/ou constrangedoramente panfletário. O que Valente faz, no fim das contas, é simplesmente dar ouvidos (e vida) aos personagens e voz a um tipo de cinema – cuja coerência com o naturalismo apresentado é dos maiores altos do cinema brasileiro recente.
Filme: No Meu Lugar (idem – Brasil/ Portugal, 2009)
Direção: Eduardo Valente
Elenco: Marcio Vito, Dedina Bernardelli, Luciana Bezerra
Duração: 113 minutos
8mm
Debate
Poderia (e gostaria de) falar muito mais do debate, mas o tempo é escasso. Ainda assim, bom dizer que o Valente, apesar de um cara com um incrível tesão pela fala, sabe ouvir e respeitar a opinião alheia – e inclusive admitiu que a trilha sonora principal, considerado ponto negativo por um dos espectadores, já havia sido considerada um revés do filme por outras pessoas (o que ele não precisava dizer).
Bom lembrar ainda o fato de a Vídeo Filmes ser uma das produtoras do filme. Video Filmes, de Walter Salles que – junto com seu irmão João Moreira Salles – já havia sido criticado pelo Valente crítico, o que não impediu o diretor de Central do Brasil perceber o potencial do roteiro do filme. É ótimo perceber não só a generosidade (palavra usada pelo próprio Valente) como a maturidade de Salles para separar as coisas. Por incrível (ou não) que possa parecer, a postura de Salles não é regra.
Rápido
Ah, e embora o www.imdb.com diga que o filme tenha 113 minutos (única minutagem disponível lá é a da França), a que assisti, acho, tinha menos – salvo engano, o Valente falou em 90 minutos.
Filmes da semana:
- 1. No Meu Lugar (2009), de Eduardo Valente (cinema – pré-estreia) (***1/2)
- 2. Herbert de Perto (2009), de Robert Berliner e Pedro Bronz (cinema) (***)
- 3. Delicatessen (1991), de Marc Caro e Jean-Pierre Jeunet (cinema) (**1/2)
- Ladrão de Casaca (1955), de Alfred Hitchcock (***1/2)
- 5. Enquanto o Sol Não Vem (2008), de Agnès Jaoui (**) (cinema)
Top 10 de outubro:
10. Amantes (2008), de James Gray (***1/2)
9. O Homem que Incomoda (2006), de Jens Lien (***1/2)
8. A Primeira Noite de Tranquilidade (1971), de Valerio Zurlini (***1/2)
7. Ladrão de Casaca (1955), de Alfred Hitchcock (***1/2)
6. No Meu Lugar (2009), de Eduardo Valente (***1/2)
5. Por um Punhado de Dólares (1964), de Sergio Leone (***1/2)
4. Por uns Dólares a Mais (1965), de Sergio Leone (***1/2)
3. Vicky Cristina Barcelona (2006), de Woody Allen (***1/2)
2. Um Filme Falado (2003), de Manoel de Oliveira (***1/2)
1. Bastardos Inglórios (2009), de Quentin Tarantino (****)
Leandro Afonso é comunicólogo, blogueiro e diretor do documentário “Do goleiro ao ponta esquerda”
www.ohomemsemnome.blogspot.com
O Dnit já está fazendo estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental na área onde passará a nova pista da BR-415. Antes da duplicação, o governo federal vai assumir a gestão da rodovia, para que a União possa injetar dinheiro na duplicação. São formalidades burocráticas, mas que indicam que o projeto, pelo menos, já está andando.
As afirmações são do engenheiro Saulo Pontes, coordenador do Dnit na Bahia. Ele assegura que um ponto já foi definido: a nova pista será à margem direita do rio Cachoeira. Um fator que muito influiu nessa decisão foi a criação de um vetor de desenvolvimento para Itabuna, à direita do rio, e a economia com desapropriações.
“Se fôssemos duplicar a pista já existente, perderíamos muito, a começar por aquela paisagem cênica maravilhosa. Outros prejuízos seriam a maior agressão ao meio ambiente, sem falar que no meio do caminho teríamos o Salobrinho e a Banco da Vitória, que seriam muito prejudicados, além dos acessos à Ceplac e à própria Uesc”.
As duas pistas serão interligadas por pontes e viadutos. “Até o final de novembro concluiremos os estudos, em dezembro daremos entrada no pedido de inserção da rodovia no Plano Nacional de Viação, para, a partir de 2010, iniciar o processo de licitação, pelo Dnit ou em convênio com o governo do estado”, assegura Pontes.
Nem todo advogado terá o gostinho do escolher os presidentes de subseção e da OAB/Bahia em urna eletrônica.
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE/BA) concordou em fornecer as engenhocas, mas ‘racionou’ a coisa. Com isso, a votação através de urna eletrônica ocorrerá em apenas 16 das subseções da OAB em todo o estado. Nas outras 15, o voto será em cédula impressa, à moda antiga.
Em tempo: as eleições ‘gerais’ na OAB, que também escolhem os membros do Conselho Federal, estão marcadas para o dia 25 de novembro.
Ninguém segurou o riso quando o deputado Félix Mendonça, durante o lançamento da Tudo FM, nessa sexta-feira, no Tarik Fontes, se dirigiu ao comerciante José Oduque Teixeira, em seu discurso. “Foi Oduque que me vendeu meu primeiro carro. Eu era jovem”.
O silêncio que se seguiu não foi outra coisa senão todos os cérebros processando contas e mais contas para precisar quando teria ocorrido esse fato, no século passado.
A energia cerebral desprendida em tantas operações matemáticas certamente daria para acender uma lâmpada. Ainda mais porque o scotch já rolava solto a essa altura da festa.
A data mais provável a que todos chegaram foi início dos anos 60. Há meio século. Direto do túnel do tempo…
Com um formato que vai aliar informação e entretenimento, a Tudo FM promete movimentar o mercado publicitário e a atividade de radiodifusão e entretenimento na região. Essa é, segundo o deputado federal Félix Mendonça, a grande preocupação da empresa que entra em atividade nos próximos dias. O lançamento foi na noite dessa sexta-feira, no hotel Tarik Fontes, em Itabuna.
A Tudo FM Sul, que transmite dos antigos estúdios da antiga Tropical FM, em Itajuípe (96,1), já está no ar em caráter experimental. Nos próximos 10 dias, segundo os diretores, receberá novos transmissores para expandir seu sinal e começar a operar oficialmente. A empresa, de Salvador, está no mercado há cinco meses, e forma rede com a inauguração de outras emissoras na região sisaleira (Serrinha) e na região do feijão (Irecê).
Mendonça, que é pai de um dos sócios da rádio, Félix Mendonça Filho, afirmou que a emissora vai resgatar eventos como concursos de beleza, com o objetivo de levantar a auto-estima da região e sacudir “um pouco” o mercado publicitário. “Vamos apoiar várias iniciativas nesse sentido, para movimentar essa atividade”.
Exaltando a qualidade dos profissionais da comunicação itabunense, ele ainda afirmou que quer fazer parcerias com jornalistas locais, a fim de garantir uma cara regional à rádio. “Dois de nossos âncoras em Salvador são de Itabuna, Raimundo Varela e Samuel Celestino. Mas assim como eles, a região tem vários nomes, com os quais queremos firmar parcerias”, revelou.
O diretor Fábio Lima, por sua vez, explicou que a FM terá em Itabuna sua base operacional, além de um estúdio de apoio. “A direção será instalada em Itabuna, que é o centro econômico da região”. Por enquanto a parte jornalística será retransmitida de Salvador, mas em breve o jornalismo local estará no ar pela manhã (6 às 8 horas), e ao meio-dia (13 às 14 horas).
O último titular da Seleção Brasileira vice-campeã mundial em 1950, o zagueiro Juvenal Amarijo, morreu nesta sexta-feira à noite, no Hospital Geral de Camaçari, aos 86 anos, devido a complicações respiratórias. Ele será enterrado neste sábado, pela manhã, no Cemitério de Vila de Abrantes, distrito de Camaçari.
Juvenal morava em Jauá com a mulher Alvanira de Souza e o filho Juvenalzinho, de 37 anos. Ele tinha mais quatro filhos: Dinah, Juni, Roberto e outro que mora no Rio de Janeiro.
Do Bahia Notícias
A Executiva Nacional do PV decidirá se o partido concorrerá com chapa própria nas eleições para governador da Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo neste sábado (31). O encontro acontece no auditório do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA), em Belo Horizonte, e contará com a presença do presidente regional, Ivanilson Gomes, além do deputado federal Luiz Bassuma, cuja legenda já declarou que ele vai concorrer na disputa pelo Palácio de Ondina em 2010.
O prefeito de Licínio de Almeida, Alan Lacerda, e o secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Juliano Matos, também participam do evento.
Servidores da prefeitura de Itabuna sustentam que houve mais mistério do que o dito aqui, em nota postada ontem. Um dos servidores agraciados no sorteio na Usemi, na última quarta, chamava-se Carla Pereira.
Carla, no entanto, morreu há quase dois meses. Servidor que conhece o RH do município de trás pra frente e de frente pra trás jura não ser este um infeliz caso de homônimo.
Marco Wense
O pré-candidato do PMDB à sucessão do governador Jaques Wagner, o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), aparece na terceira posição em todas as pesquisas de intenção de votos.
Se a eleição fosse hoje, Geddel teria a metade dos votos de Paulo Souto (DEM) e Jaques Wagner (PT), tecnicamente empatados. A vantagem do democrata sobre o petista é de menos de dois pontos percentuais.
A polarização do processo eleitoral, com Souto e Wagner disputando voto a voto, seria uma treva para os peemedebistas, principalmente para o presidente estadual da legenda, o peemedebista-mor Lúcio Vieira Lima.
O PT acredita que o maior problema do geddelismo – espécie de carlismo disfarçado, segundo petistas provocadores – é uma inevitável debandada de prefeitos do PMDB para apoiar a reeleição do governador Jaques Wagner.
Se Geddel não crescer nas pesquisas, não mostrar que sua candidatura é eleitoralmente viável, que pode sair vitorioso, vai terminar sendo vítima do próprio pragmatismo do PMDB.
O ministro, em recente entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, deixa transparecer a sua falta de confiança na legenda: “O PMDB, infelizmente, tem tido o pouco salutar hábito de não se escravizar pelo resultado das urnas. O partido precisa ter posição clara. Se é governo ou oposição”.
A declaração de Geddel é a prova inconteste de que o PMDB é politicamente instável. Não é confiável. Suas lideranças – vereadores, prefeitos, governadores, deputados e senadores –, com as honrosas exceções, seguem a cartilha da conveniência e do interesse pessoal.
Sob o comando do bom médico Renato Costa, pré-candidato a deputado estadual e presidente do diretório municipal, os peemedebistas de Itabuna, obviamente os mais esperançosos, acreditam que a disputa no segundo turno será entre Geddel e Paulo Souto (DEM).
Os peemedebistas lembram que o então candidato a prefeito de Itabuna, Capitão José Nilton Azevedo, depois de ficar um bom tempo sem nenhuma perspectiva de vitória, foi eleito com mais de 12 mil votos na frente da petista Juçara Feitosa.
A modesta coluna aposta numa disputa acirrada entre Wagner e Souto, com o ministro Geddel fora do páreo. E aí cabe uma pertinente pergunta: Geddel, em um eventual segundo turno, ficaria com o petista ou o democrata?
O ex-presidente estadual do PT, Josias Gomes, pré-candidato a deputado federal, acha que o ministro Geddel Vieira Lima, em decorrência do presidente Lula, fica com Wagner.
Aliás, muita gente tem esse mesmo raciocínio de Josias. Não acredita que Geddel, depois de tudo que Lula fez, transformando-o em um “super-Geddel”, possa trair o presidente da República.
Mas uma outra declaração de Geddel, também no Estadão, não fecha a janela de um possível apoio a Paulo Souto e, muito menos, ao governador José Serra, pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo tucanato.
Depois de fazer rasgados elogios a Dilma Rousseff, Geddel deixa nas entrelinhas que não vai aceitar qualquer tipo de indiferença em relação a sua candidatura ao Palácio de Ondina.
E mais: além de exigir a presença de Dilma no palanque, ficará vigilante a qualquer gesto da pré-candidata do PT que possa ser interpretado como favorável ao projeto de reeleição do governador Jaques Wagner.
Geddel Vieira Lima diz: “Só terei posições alternativas se for hostilizado. Se perceber que a construção de um projeto político está condicionada às relações pessoais e não política”.
Para os bons entendedores bastam poucas palavras. No caso em tela, até os incautos percebem que nas “posições alternativas” do ministro está embutida a seguinte ameaça: o apoio do PMDB baiano a Paulo Souto em um eventual segundo turno.
Como a declaração do ministro Geddel Vieira Lima está no plural – “posições alternativas” –, ela pode ser estendida para o pré-candidato do PSDB à presidência da República, o tucano José Serra.
Se o PT quer o apoio do geddelismo no segundo round, seja na sucessão estadual ou presidencial, é melhor tratá-lo com mais carinho. A ponta afiada da estrela vermelha não pode tocar no ministro Geddel.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.
Muita gente já deve ter visto um grupo de rapazes e algumas moças saltando obstáculos no prédio do Espaço Cultural Josué Brandão. Não são jovens inconsequentes. São praticantes de um dos esportes que mais ganham adeptos no Brasil, le parkour (o percurso, o caminho, em uma tradução livre do francês). O Parkour surgiu na década de 80, na França. O criador foi David Belle, que uniu técnicas desenvolvidas por ele a outras utilizadas por soldados do exército francês.
Hoje à tarde, alguns deles estavam fazendo saltos nos pórticos da praça Rio Cachoeira, e chamaram a atenção de quem passava pelo local. Alguns dos pórticos tem mais mais de três metros de altura e uns dois de vão. O salto tem que ser perfeito, muito bem calculado. Nas fotos feitas pelo Pimenta, quem voa de um aro a outro é Negão, um dos praticantes mais experiente de Itabuna.
Negão vem a ser Antônio Carlos, nome que ele faz questão de não usar. “Sou Negão”, justifica. Pronto. Negão é o jump boy de Itabuna. De salto em salto, ele e seus colegas vão criando e solidificando o parkour na cidade. Quem quiser praticar, é só procurar a galera, que sempre está nas proximidades da Câmara de Itabuna (Espaço Cultural), geralmente aos sábados.
Atualizado à 01h01min
Do Jornal Bahia Online
Apesar de estar em pleno vigor o “Decreto de Emergência” assinado pelo prefeito de Ilhéus, Newton Lima, em função das fortes chuvas que caíram na cidade e resultaram em duas mortes e em 45 famílias desabrigadas, quase todos os setores da Prefeitura de Ilhéus envolvidos na operação de socorro às vítimas resolveram “enforcar” nesta sexta-feira, por conta das comemorações do Dia do Funcionário Público.
De acordo com denúncia do programa “Expresso do Meio Dia”, do radialista Rildo Mota, o telefone colocado à disposição das vítimas não foi atendido durante toda a manhã. O próprio secretário de Serviços Públicos, Carlos Freitas, confirmou a denúncia. “Fiquei estarrecido e desesperado quando vi a Prefeitura vazia, só com o meu pessoal trabalhando”, disse ao programa.
Freitas lembrou que na véspera do feriado prolongado todas as secretarias envolvidas na operação foram informadas pelo próprio prefeito da necessidade de se manter o plantão de atendimento. Hoje, a maior parte dos celulares de secretários e cargos de confiança permanecia desligado à revelia da ordem recebida.
No início deste ano, o Centro de Referência Afrodescendente (Crad) procurou a prefeitura propondo um projeto cultural para a comunidade da Bananeira.
Segundo a coordenadora do Crad à época, Regina Florêncio, o projeto compreendia biblioteca comunitária, exibição de audiovisuais, contação de histórias e oficinas de artesanato.
“A prefeitura faria os devidos reparos num dos galpões e o Crad tornaria o projeto auto-sustentável, através de novos parceiros”, explica a ex-coordenadora. Ela lembra qua resposta foi “um sonoro ‘não’”.
A justificativa foi de que a prefeitura não tinha poderes para decidir sobre a utilização de tais espaços. “Agora eu pergunto – com muita revolta: afinal, quem decide sobre a utilização desses espaços? As igrejas pagam aluguel? E para quem?”
Regina faz questão de lembrar que não foi pedido um centavo da administração, só a autorização para utilizar um local que estava servindo como banheiro público. Os dois galpões deveriam servir para cursos profissionalizantes e ações de educação em saúde, que beneficiariam a comunidade local, mas são utilizados por duas igrejas evangélicas (leia aqui ou veja abaixo).
Ricardo “Aloprados” Berzoini é daqueles petistas que quase sempre surpreendem ao abrir a boca (pro bem ou pro mal). Indagado pelo Terra Magazine sobre a possibilidade de dois palanques para a ministra Dilma Roussef na Bahia, ele não titubeou e jogou o amigo (?) Jaques Wagner na fogueira:
– (…) Eu acho que quem tem dois palanques pode até se fortalecer.
Berzoini é presidente nacional do PT, mas está bem mais preocupado com o cenário nacional e a eleição da ministra Dilma Roussef a presidente. Quem ri, de orelha a orelha, é o ministro Geddel Vieira Lima, pré-candidato a governador da Bahia. Ele já garantiu que apoia Dilma e a ela será oferecido mais um palanque. Se cuida, “Galego”.





















