Heraldo Santana
Devido aos constantes assaltos, realizados por bandidos que utilizam motos na fuga, a direção regional dos Correios resolveu fechar as portas da Agência, em Uuçuca. Atualmente, é apenas realizadas, com bastante atraso, a entrega de encomendas e correspondências.
Os usuários da cidade reclamam constantemente dos serviços, pois estão sendo obrigados a pagar juros de cartões de créditos e boletos, devido ao atraso e recebimento após o vencimento. Por outro lado, os funcionários dos Correios vivem em constante pânico, em razão da frequência dos assaltos.
A insegurança, hoje, é uma constante em Uruçuca. Já foram assaltados ou arrombados os dois postos de gasolina da cidade, casas comerciais e até um posto de saúde. O que causa apreensão na população é que nenhum dos responsáveis pelos roubos foi identificado ou preso.
Talvez a falta de policiais civis e fechamento da delegacia em finais de semana tenha a ver com o recrudescimento da violência, além das principais autoridades judiciais e de segurança não residirem na cidade.
A população de Uruçuca aguarda uma solução urgente para o caos na segurança pública do município, que tem, já algum tempo, um dos maiores índices de violência do Brasil.
A Polícia Militar e as secretarias municipais de Indústria e Comércio e de Transporte e Trânsito foram às ruas, ontem, para uma fiscalização de carros de som em Itabuna. A operação resultou em apreensão de vários veículos (carros, motos e até bicicletas) que estavam com alvarás do serviço vencidos.
Até aí, quase tudo bem. Mas os fiscais da Indústria e Comércio entenderam de ordenar a ‘guinchada’ e levá-los para o pátio da Setran. O procedimento era desnecessário no entendimento da polícia militar e da Settran, pois a documentação dos veículos estava em dia e faltavam apenas os alvarás para operar sistema de som ambulante. Assim, poderiam ser conduzidos para o pátio pelos seus próprios donos. E sem maiores ônus…
Os poderosos fiscais da Indústria e Comércio bateram pé e disseram não. Para cada carro transportado até o pátio da Settran, R$ 150,00. Se for moto, R$ 60,00. Quem é que realmente ganha com a falta de bom senso dos fiscais? À primeira vista, só o dono do guincho, que é amigo do prefeito Capitão Azevedo. Mas será?

Já que o prefeito Capitão Azevedo se mostra disposto a expurgar de sua equipe as peças que não se encaixam, bem que ele poderia começar pela saúde. Este é, sem dúvida, o calcanhar de aquiles do governo.
A saúde pública em Itabuna tem problemas graves e, no momento, luta para recuperar a gestão plena, mas o município, em vez de corrigir, tem preferido maquiar as deficiências.
Está demonstrado que Antônio Vieira, o secretário, não tem pendores para a gestão. É pouco incisivo nas ações, deixa a rédea perigosamente solta, demora a tomar providências que deveriam ser enérgicas.
Enquanto isso, pacientes esperam em uma “fila invisível” para obter um simples exame. Humilhação e vergonha para quem não pode pagar um serviço particular ou não tem plano de saúde.
A propósito, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) é também responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde. É este mesmo CCZ que está abandonado, enquanto animais perambulam soltos pelas ruas de Itabuna, provocando acidentes como o que matou ontem à noite o PM Abimael Dias Moreira.
Por que em Itabuna não se consegue resolver problemas simples, como a retirada de animais cujos donos irresponsáveis deixam largados nas ruas? Está aí um grande mistério.
Nosso poder público é um paquiderme de muletas.
Agulhão Filho gostou da reação do prefeito de Itabuna, tido até agora como mero coadjuvante no processo administrativo (veja aqui). “O homem ameaçou murchar as orelhas, franzir a testa e partir pra cima, com gosto de gás”, festeja o trovador. E acrescenta, com os punhos cerrados: “Dá-lhe, Capitão!”
Azevedo resolveu que é hora de tomar posse… Quem escreveu e não leu verá o que é bom pra tosse!…O teto de um templo da Igreja Católica desabou na noite dessa sexta-feira em Vitória da Conquista. Uma missa estava sendo celebrada no momento do desabamento.
O padre, que teve uma perna quebrada, e seis fiéis ficaram feridos e foram levados a um pronto-socorro. Os bombeiros interditaram o local, porque ainda há risco de desabamento. Cerca de 200 fiéis assistiam a uma missa na hora do acidente.
Antes de o teto vir abaixo, alguns fiéis notaram telhas caindo perto do altar. “Os fiéis chegaram a recuar até a porta, mas, de repente, parte do telhado desabou. Não deu tempo para todos saírem”, explicou um sargento do Corpo de Bombeiros.
O telhado da igreja havia sido reformado há quatro meses. As causas do desabamento ainda não foram identificadas. Com informações do G1.
Um tiroteio, por volta de 1 hora da madrugada de hoje, tirou a vida de Alonso Oliveira dos Santos, na praça do bairro Sarinha.
Segundo a polícia militar, na hora do crime a vítima estava com um cavalo, que não ficou ferido, e foi conduzido para a cavalaria.
Uma hora depois, nas proximidades do Ranchos Bar, no bairro Emanoel Leão, outra vítima. Ednaildo Bispo dos Santos, o Chocolate, 21 anos, foi alvejado por disparos de arma de fogo.
Nenhum dos autores foi identificado. Mais dois crimes que têm tudo para entrar para o rol dos insolúveis.
A Companhia de Polícia Rodoviária Estadual de Itabuna emitiu nota de pesar pela morte de Abimael Dias Moreira, agente da Unidade Operacional do município. A companhia destaca as qualidades do policial rodoviário e dirigiu condolências a familiares e amigos do policial militar.
Abaixo, a nota.
NOTA DE PESAR
A Companhia de Polícia Rodoviária Estadual de Itabuna vem a público manifestar seu pesar diante do falecimento do Policial Militar ABIMAEL DIAS MOREIRA, Agente de Trânsito desta Unidade Operacional. Bima, como era conhecido, se destacava na presteza que dava aos companheiros, na luta constante do dia a dia. Estendemos aos familiares, amigos e colegas nossas condolências e colocamos a instituição à inteira disposição.
Itabuna, 17 de outubro de 2009.
Assessoria de Imprensa
Companhia Independente de Polícia Rodoviária Estadual
O policial Abimael Dias Moreira, de 41 anos, morreu há pouco (23h50min) em acidente na avenida Manoel Chaves (Kennedy), em frente ao Colégio Militar e ao 15º BPM. Ele foi surpreendido por um animal na pista.
O impacto foi tão grande que a moto em que o policial militar estava (CBX 750F, placa JKY-8034) foi lançada a 300 metros do ponto do atropelamento do animal.
Uma equipe do Samu chegou ao local, mas pouco pôde fazer. O policial militar já estava sem vida. Abimael morava no bairro Jaçanã, segundo apurou o repórter João Ailton.
Alterado às 10h35min
O Eduardo Suplicy anda numa fase daquelas. Quer aparecer a qualquer custo. A última foi vestir um cuecão vermelho para atender aos pedidos da bela e estridente Sabrina Sato, do Pânico, da Rede TV. Por essa (a foto vai abaixo), o Romeu Tuma, colega do senador e corregedor da Casa, já avisou que vai investigar o cabra por uma tal quebra de decoro parlamentar.
Disse Tuma que o comportamento de Eduardo Suplicy está fora de um padrão ético que um parlamentar deve ter. Que Suplicy desempenhou um papelão, vá lá que seja, mas falar de ética logo ali naquela Casa, não convence ninguém, né? O senador deve ter embolado a língua. Então, em vez de pronunciar “fora de um padrão estético”, citou ético. Deve ter sido isso…
Abaixo, na foto de Ricardo Stuckert Filho, ele, o petista do cuecão vermelho.
O prefeito Capitão Azevedo abriu a boca numa reunião com membros do governo e da sociedade civil para deixar claro o seu descontentamento com alguns setores da sua gestão.
Ele anunciou que até dezembro terá secretário descendo o Cachoeira não em canoa, mas em ‘tábua de graxa’.
– Algumas coisas não estão andando certo, na linha que queremos.
Para quem ficou surpreso, Azevedo deixou o seu estilo ‘vaselina’ de lado e foi ainda mais claro:
– Algumas secretarias estão deixando a desejar…
O prefeito, no entanto, não quis nominar os secretários ‘improdutivos’.

O time de Rafle Salume está definido para a disputa da subseção da OAB/Itabuna. Rafle terá Cosme Reis na vice, Raimunda Crispim na secretaria-geral, Ana Luzia Velanes como adjunta e Rainer Rehem, tesoureiro. A eleição que escolherá a nova diretoria acontecerá no dia 25 de novembro.
Rafle é atual conselheiro da OAB/Bahia e também defende a reeleição do presidente Saul Quadros. Para ele, o atual dirigente garantiu representatividade no cenário nacional à OAB baiana.
Após uma temporada de 25 dias em Salvador, a Exposição Fotográfica Rio do Engenho: Festas, Saberes e Sabores chega a Ilhéus. Até este sábado (17) pode ser visitada no foyer do Auditório Paulo Souto, na Uesc. A partir do próximo dia 5, a exposição estará no Teatro Municipal de Ilhéus.
Anabel Mascarenhas e Joliane Olschowsky assinam os trabalhos – a curadoria é de Juliana Menezes, Gisane Santana e Mércia Cruz. A mostra retrata a cultura e vivência da comunidade do Rio do Engenho, distrito rural de Ilhéus, e explora o ambiente cultural, a gastronomia, a produção agrícola e a comercialização dos produtos cultivados.
Em Salvador, a exposição – na galeria Nelson Daiha, no Museu da Gastronomia Baiana, no Senac Pelourinho -, teve centenas de visitantes de São Paulo, Minas, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Paraná, além de turistas de alguns países, como Reino Unido, Argentina, França, Alemanha, Austrália, Chile e Dinamarca.

O escritor e pesquisador Gustavo Felicíssimo lança, nos próximos dias 22 (Ilhéus) e 23 (Itabuna), seu mais recente trabalho – Diálogos – Panorama da nova poesia grapiúna.
Antes, nessa sexta-feira, ocorre o pré-lançamento durante o 1º Congresso Nacional Linguagens e Representações, que se realiza na Uesc até amanhã.
Em Ilhéus, o lançamento será na Academia de Letras, e em Itabuna, na Biblioteca Plínio de Almeida. Quem for aos eventos poderá ouvir também um texto baseado em nos estudos – Poesia Grapiúna: Da sua fundação aos dias de hoje.

Se a média geral de qualidade dos blockbusters é baixa, menor ainda é a média dos filmes de horror que chega à maioria de multiplexes e derivados. Assim, quando qualquer coisa tem, além de um mínimo de respeito ao espectador, relances de domínio sobre as especificidades de gênero (para dribá-las ou para usá-las), ela pode dar a impressão de ser mais do que é. E um exemplo de filme que me passou exatamente essa sensação foi A Órfã (Orphan – EUA/ Canadá/ Alemanha/ França, 2009), de Jaume Collet-Serra (do A Casa de Cera de 2005).
A apresentação à história é eficiente ao mostrar, além de um sangue que marca, o suposto parto de um bebê “nati-morto” que parece filho do demônio, tornando inevitável a lembrança de O Bebê de Rosemary (1968); onde, é bom diferenciar, o investimento maior era na sugestão, menos no horror do no terror. Aqui, no entanto, quase tudo parece sugado, como referência ou cópia disfarçada, de A Profecia (1976), de Richard Donner. O porém é que, se no caso anterior a questão era uma coisa ligada a uma certa para-normalidade não didaticamente convencível, o mistério aqui persiste até ser revelado palavra por palavra antes do final. Não há espaço para o (que pode ser charmoso e funcional) incompreensível.
Embora não tenha a mesma proposta de Pânico (1996), por exemplo, A Órfã trabalha com várias referências (apesar de em menor quantidade e tom diferente do filme de Wes Craven), mas não consegue fazer com que o filme funcione como uma coisa só. Se por um lado detalhes – ou bem mais – remetem imediatamente a clássicos, e se a princípio assistimos a uma versão interessante do já (bem) feito e filmado, por outro presenciamos o finalizar do filme com uma citação a O Chamado 2 (2005).
Esse percurso, que alguns podem (não sem razão) dizer que se foi do luxo ao lixo, não significa tornar necessariamente o resultado ruim. Mas passa a sensação de que A Órfã usa a voz de outros de maneira decepcionante. Ao invés de estudá-las para se tentar emitir um som treinado e bem referenciado (uma primeira impressão otimista), ela dialoga com elas para alcançar um timbre final apenas afinado – parece faltar talento natural para se ir além.
A personagem “diabólica”, os sustos, um possível humor, a construção do ambiente, da atmosfera, do medo, de possíveis cenas indeléveis, tudo isso não chega a ser mau feito ou constrangedor, mas não vai além do bem executado. Se for para avaliá-lo fora do gênero, ele tende a pecar já que as concessões tendem a se tornar menos indulgentes no que diz respeito à complexidade de personagens; o drama parece pré-programado a ponto de termos de voltar a vê-lo como um filme de terror para buscar alguma relevância nele. Que tem momentos inspirados, é verdade, mas que se tornam pequenos quando pensamos, também, em equivalentes (de ideia ou imagem-som) nas fontes das quais ele bebe.
Filme: A Órfã (Orphan – EUA/ Canadá/ Alemanha/ França, 2009)
Direção: Jaume Collet-Serra
Elenco: Vera Farmiga, Peter Sarsgaard, Isabelle Fuhrman
Duração: 123 minutos
8mm
Inglório
Outra vez de mudança e com tempo naturalmente escasso, o texto dessa semana chega com antecedência. O que vem na contra-mão da ideia inicial, que seria atrasá-lo para poder rabiscar as primeiras sensações após a sessão de Bastardos Inglórios (2009) – de Quentin Tarantino. A sessão não muda – se tudo der certo, verei sim no sábado (17) aqui em Salvador –, mas o texto sobre ele fica pra semana que vem.
Filmes da semana:
1. Antoine e Colette (1962), de François Truffaut (curta) (***1/2)
2. Na Natureza Selvagem (2007), de Sean Penn (**1/2)
3. A Órfã (2009), de Jaume Collet-Serra (**1/2) (cinema)
4. Por um Punhado de Dólares (1964), de Sergio Leone (***1/2)
5. Por uns Dólares a Mais (1965), de Sergio Leone (***1/2)
Leandro Afonso é comunicólogo, blogueiro e diretor do documentário “Do goleiro ao ponta esquerda”
www.ohomemsemnome.blogspot.com
























