A Secretaria de Segurança Pública está apresentando agora, no CAB, em Salvador, 19 pessoas que foram presas como suspeitas de envolvimento aos ataques a ônibus e módulos policiais. As prisões são resultados de operações realizadas nos últimos dias, especialmente no que se refere ao trabalho de inteligência e investigações de campo, empreendidas pelas Polícias Civil e Militar.
Os presos são oriundos de diversos pontos da região metropolitana. A SSP vai instaurar inquérito para apurar a participação de cada um deles nos episódios de vandalismo. Nos últimos dias, foram registrados ataques e destruição de 14 ônibus e disparos contra diversos módulos da polícia militar. As informações são da Agecom/BA.
Ilton Cândido | iltoncj@hotmail.com
A assinatura do convênio de cooperação técnica entre a UESC e a Prefeitura de Ilhéus pode ser o pontapé para a saída do estado de letargia em que se encontra a universidade nos últimos anos, sobretudo no que diz respeito à interação com a sociedade regional. A ausência da UESC no debate sobre temas importantes para a região, como o gasoduto, a implantação do complexo intermodal Porto Sul, a demarcação de terras indígenas, a criação de uma Universidade Federal e outros de igual relevância, há muito vem provocando indagações.
Muitos jornalistas e blogueiros da região já abordaram o distanciamento da UESC dos assuntos de interesse das cidades da região e alguns chegam a afirmar que as faculdades particulares estão mais antenadas com o cotidiano. Muitos vêem a UESC como um universo paralelo, em que os assuntos de seu interesse não têm ponto em comum com as principais demandas regionais, apesar de situadas no mesmo plano.
Das “teorias” que tentam explicar tal fenômeno, pelo menos três chamam mais a atenção. A primeira tentativa de explicação se refere à localização geográfica da universidade. Para os defensores desta tese, o fato de encontrar-se relativamente longe dos centros urbanos justificaria o isolamento da universidade.
A segunda é a mais defendida e a menos assumida, pois envolve questão melindrosa que, se mal explicada ou mal interpretada, pode resultar em peleja das brabas. Diz respeito ao grande número de professores de outras regiões do país na universidade. Segundo os adeptos deste pensamento, “os estrangeiros”, por não possuírem vínculos culturais com a região, geralmente não se sentem parte dos problemas locais. Os mais radicais chegam a afirmar que a UESC tem servido apenas para turbinar os currículos lattes desses professores, que depois voltam para seus locais de origem ou se transferem para as federais, atraídos pelas vantagens salariais.
A terceira tentativa de explicação, não menos polêmica, afirma que o inegável crescimento da UESC nos últimos anos na área de pesquisa teve como ônus a diminuição da importância dos demais pilares que sustentam uma universidade, o ensino e a extensão, apesar da ampliação significativa no número de cursos, inclusive de pós-graduação. Para os que defendem esta tese, a UESC é o império da tecnocracia.
Professor ou estudante que não estiver envolvido em nenhum projeto de pesquisa e que se dedique apenas ao ensino é discriminado; que o diga o professor Walter Silva, quando da eleição para reitor. Se além de não pesquisar ainda for “metido em política”, a coisa fica pior do que doença contagiosa. Obviamente aqui não se pretende desmerecer a atividade de pesquisa no âmbito acadêmico, mas antes evidenciar e criticar a falta de relevância social de muitos projetos e até mesmo o excesso de tecnocracia.
O fato concreto é que das universidades estaduais da Bahia, a UESC é, inegavelmente, a mais conservadora e a menos articulada politicamente. A UESB, sobretudo com o campus de Vitória da Conquista, participa ativamente da política local (o ex-reitor é deputado estadual no segundo mandato e líder do governo; o ex-prefeito é doutor/professor/pesquisador com muitos trabalhos publicados). Na UESC, o máximo que se consegue em termos de participação política são aqueles debates insossos realizados com candidatos a prefeitos de Ilhéus e de Itabuna.
Nesse contexto uesquiano, como não poderia deixar de ser, as pessoas que ainda insistem em debater questões sociais ou que tentam resgatar entidades como o DCE, a ADUSC e a AFUSC encontram muitas dificuldades. A região espera muito mais da sua única instituição pública de ensino superior – mas tal expectativa esbarra na cortina de ferro erguida pelos grupos hegemônicos que compõem a comunidade acadêmica.
Ilton Cândido é economista
A advogada Juliana Burgos já pode se sentir mais confortável na cadeira de procuradora-geral do município de Itabuna. Ontem, o procurador-geral adjunto, Carlos Frederico Brito dos Santos, emitiu parecer no qual considera inconstitucional o artigo 85 da Lei Orgânica. É esse artigo que submete a nomeação da procuradora à aprovação de dois terços da Câmara de Vereadores.
Na opinião do procurador, a norma municipal extrapola parâmetros constitucionais e viola “o princípio que estabelece a independência e a harmonia entre os poderes”.
A nomeação de Juliana é contestada pela Câmara Municipal, que tem rejeitado documentos oficiais com a assinatura da procuradora. Para garantir a permanência da advogada no governo, o executivo entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade contra o artigo 85 da LOM.
Na opinião do advogado Bruno Adry, que representa o governo na ação, o parecer do Ministério Público representa uma vitória, embora não vincule os desembargadores. O processo deverá ser encaminhado ao pleno do Tribunal de Justiça, mas o advogado não descarta a possibilidade de voltar a pedir uma liminar que suste de imediato os efeitos do artigo 85.
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, soltou o verbo pela descriminalização do uso da maconha. Foi para uma platéia qualificada, durante um show da Tribo de Jah. Por alguns minutos ele deixou de lado o protocolo e até cantou um reggae com a banda.
Defendeu a preservação da amazônia, exaltou as comunidades que tiram a subsistência da mata, e comparou a luta pela descriminalização da maconha com um jogo contra a Argentina. Eles estão ganhando, afirma o ministro. “Lá, juízes não prendem mais usuários”, elogiou.
Assista ao vídeo e viaje com o ministro.
O policial militar de prenome Jackson, autuado em flagrante ontem em Itabuna, por ter roubado R$ 7 mil de um adolescente, já se encontra recolhido a um presídio militar na capital baiana.
O PM foi transportado para Salvador durante a madrugada de hoje. De acordo com o tenente-coronel Ivo Silva, o soldado ficará preso enquanto aguarda julgamento pela justiça militar. “Não se trata de corporativismo, mas de cumprir o que determina a Constituição Federal nesses casos”, afirmou o oficial, em entrevista ao repórter Oziel Aragão (Difusora).
Ainda de acordo com o tenente-coronel, o soldado não é lotado no 15º Batalhão da Polícia Militar, mas na 7ª Companhia Independente de Eunápolis.
O Juízo de Conciliação de Segunda Instância do TRT5 realiza, nos próximos dias 14 a 18, um esforço concentrado tentando acordos em 227 precatórios vencidos de municípios da Bahia. Ilhéus, claro, marca presença – como réu.
Além dos 227 precatórios no estado, entrarão na pauta da próxima semana 250 requisições de pequeno valor (RPVs) envolvendo o município de Ilhéus e que somam quase R$ 2 milhões.
De acordo com o juiz auxiliar do Juízo de Conciliação, João Batista Sales Souza, essas requisições dizem respeito a dívidas públicas que têm prazo de 60 dias para quitação.
O objetivo do órgão é aproveitar a semana da Meta 2 do Conselho Nacional de Justiça e adiantar ao máximo a solução dos 480 precatórios municipais ainda pendentes de negociação em todo o Estado e, até o fim do ano, zerar esse passivo.
A Meta 2 envolve processos que ingressaram até 2005 na Justiça e ainda estão sem decisão. Além dessa, outras dez foram estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para serem cumpridas pelo Judiciário até o fim de 2009.
A formatura de novos soldados da Polícia Militar, nesta sexta, provocou mudanças no tráfego da área central de Itabuna, desde ontem à noite. O tráfego da avenida Firmino Alves foi desviado para a avenida do Cinquentenário. Todas as linhas de ônibus que têm a Beira-Rio como parte do itinerário também foram desviadas para a avenida. Paradas de ônibus também foram improvisadas ao longo da avenida. A prefeitura atendeu a uma solicitação da PM. O tráfego na região volta à sua normalidade ao meio-dia.
O deputado federal Geraldo Simões (PT) discursou no plenário da Câmara e voltou a fustigar o colega ACM Neto (DEM). Neto havia feito um discurso sobre a violência na Bahia, responsabilizando o governo pela onda de ataques em Salvador e acusando Jaques Wagner de negligenciar a segurança pública.
Simões disse que os ataques dos bandidos são reação a uma atitude do governo Wagner de desarticular o crime no estado e que a iniciativa deveria ser apoiada pela oposição.
O deputado petista acusou a oposição de desmantelar a segurança pública da Bahia em governos anteriores e de “torcer para que tenha problema”. Segundo o petista, a prática do democrata revela a “velha maneira de fazer oposição”. Com informaçoes do Bahia Notícias.
Se depender da interpretação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, novas vagas em câmaras municipais somente seriam legais em 2012. De acordo com o ministro, a proposta de emenda constitucional que amplia o número de vereadores só deveria valer para as próximas eleições municipais, porque uma pessoa que não foi eleita não deveria, segundo ele, assumir cargo eletivo.
“A jurisprudência do TSE entende que se pode sim aumentar o número de vereadores (por PEC), mas só vale para a legislatura subseqüente, porque uma emenda não pode substituir a voz das urnas”, disse o ministro. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, também defendeu que a PEC só seja válida depois de 2012.
Ele afirmou nesta quinta-feira (10) que a entidade pode entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso os juízes eleitorais realizem a diplomação de suplentes de vereadores com base na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que aumenta o número de vagas nas câmaras municipais em mais de 7 mil. Com informações do site G1.
Bahia no Palácio Paranaguá, sede do Executivo em Ilhéus, não é apenas nome de time, é também sobrenome do chefe de gabinete do prefeito Newton Lima, o Jorge Bahia. O sujeito é invocado e, segundo dizem, ‘se acha’.
Semana passada, o chefe de gabinete chega ao Palácio Paranaguá e percebe que a torneira do toalete do gabinete de Sir Lima não pingava o ‘líquido precioso’. Decidiu interfonar para o guarda municipal que estava na portaria e mandou acionar a bomba d´água.
O guarda disse que nada faria, pois aquele trabalho não era função dele. O chefe de gabinete, cheio de autoridade, deu a carteirada:
– Você sabe quem eu sou?
Do outro lado, silêncio do guarda invocado.
O ajudante-mor do prefeito Newton Lima encheu os pulmões e soltou:
– Eu sou Bahia!
O guarda, não se sabe se zombando do superior ou mesmo sem entender a seriedade da coisa, deu um nem te ligo:
– E eu sou Vitória.
A cena cômica deixou Jorge Bahia irritado. Mas teve que recorrer a outro funcionário para garantir água no toalete do chefe, porque o guarda estava ali para coisa mais séria…

Chegou ao fim o mistério de Semenya. Depois do técnico da seleção sul-africana, Wilfred Daniels, pedir demissão por se sentir insultado e ela própria considerar os questionamentos sobre seu sexo “apenas uma brincadeira”, exames realizados durante o Mundial de Berlim, em agosto, comprovaram que a campeã dos 800m na competição é hermafrodita.
Os testes mostraram que a atleta não possui ovários, apesar de na aparência externa apresentar ógão sexual feminino, e tem testículos internos “escondidos”, que produzem grande quantidade de testosterona.
O porta-voz da Federação Internacional de Atletismo (Iaaf), Nick Davies, confirmou a informação, mas afirmou que Semenya não irá perder a medalha de ouro conquistada em Berlim.
“Essa é uma questão médica e não doping, o que caracterizaria uma trapaça dela. Esses testes não sugerem nenhuma suspeita de má conduta, que daria uma vantagem a Semenya sobre as adversárias. Não há uma desqualificação de resultados em casos desse tipo”, disse o porta-voz. Com informações do globo.com
Da varanda de casa, o policial percebe um jovem de aproximadamente 19 anos em movimento “suspeito” nas imediações de um frigorífico do bairro da Conceição, em Itabuna. Ele desce, faz a abordagem e leva o rapaz “em cana”. O adolescente estava, por assim dizer, cheio da grana. R$ 7 mil. Pronto, “era ladrão”.
O policial, cumpridor do seu dever, some com o garoto. Foi encaminhado para a delegacia? Ledo engano! O PM o levou para um local ermo, conhecido como Volta da Cobra, próximo ao Hospital de Base de Itabuna. Tomou todo o dinheiro do rapaz e disse que, por sorte, não iria lhe tirar a vida, segundo contou a vítima.
O jovem teve ali o sentimento de que viveu de novo. Rumou para a empresa e contou toda a história. O empresário foi ao Ministério Público, denunciou o policial. A justiça foi acionada, assim como o comando do 15º Batalhão de Polícia Militar.
Todos decidiram ir à casa do policial, bem ali próximo de onde tudo começou, no bairro de Fátima. Lá, foram encontrados os R$ 7 mil. O dinheiro estava sobre a mesa e o celular do jovem – sim, até o celular! – estava no bolso do policial.
A versão de ambos está para ser conhecida. Há menos de uma hora, quando iniciou-se a tomada de depoimentos, o PM desmaiou e foi encaminhado para o Hospital Calixto Midlej Filho, numa ambulância do Samu 192. O soldado Jackson resistiu a abrir a porta para o oficial de justiça, que decidiu arrombá-la. O flagrante contra o policial já foi lavrado.
Atualizado às 14h – 11/09
Com exclusividade, o Jornal Bahia Online anunciou no final da tarde de hoje que o empresário Jamil Ocké é o nome mais cotado para assumir o comando do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) de Ilhéus. A indicação é do ex-prefeito e ex-deputado federal Jabes Ribeiro. O nome do empresário ainda passará por avaliação do governo estadual. Jamil é presidente da executiva municipal do PP ilheense.
Prometida, desejada. A instalação de um instituto federal de educação tecnológica no sul-baiano caminha para, de fato, sair do papel. O que está praticamente sacramentado é o local onde funcionará o instituto, na Vila Cachoeira, em Ilhéus. As primeiras turmas serão inauguradas em junho de 2010, conforme planejamento já traçado pelo Ministério da Educação (MEC).
As conversações entre o MEC e Secretaria Estadual de Educação avançaram nos últimos dias. O campus sul-baiano do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifba) oferecerá cursos nas áreas tecnologia e agroecologia. Serão oferecidos cursos em níveis de ensino médio e superior. O terreno onde será construído o Ifet terá 40 mil metros quadrados. O terreno foi doado pela prefeitura de Ilhéus.
Atualizado às 20h31min
O governador Jaques Wagner diz que o PMDB cresceu no Estado às custas do PT. Enquanto isso, o presidente da executiva do PMDB na Bahia, Lúcio Vieira Lima, afirma que não é bem assim. Segundo ele, é o PT que só consegue se dar bem quando se une ao PMDB.
O irmão do ministro Geddel exemplifica: em 2002, Wagner foi candidato ao governo sem o apoio do PMDB e perdeu; já em 2006, aliançado com o PMDB, faturou a eleição no primeiro turno.
Como trilha sonora desse romance baiano, poderíamos sugerir “Entre tapas e beijos”, mas a preferência foi pelo Samba em Prelúdio, de Vinícius de Moraes (abaixo, na magnífica interpretação do mestre Baden Powell):





















