Moradores da praça São João, no Pontal, reclamam que várias torres de refletores da quadra e as lâmpadas de diversos postes do local não acendem há mais de um mês, deixando vários pontos e esquinas na escuridão total.
Para piorar, nativos e turistas que por ali trafegam, à noite, em busca do comércio do bairro, ainda tropeçam no lixo que não é retirado todos os dias, além de caírem nas crateras também existentes no lugar.
É a treva, é pau, pedra, buraco e lixo, tomando conta de um dos principais bairros de Ilhéus. Alô, Carlos Freitas!
O prefeito de Ilhéus, Newton Lima, auxiliado pelo seu guru, Alcides Kruschewsky, praticamente aniquilou o que existiu de oposição em seu governo: todos os partidos que contam com vereadores na Câmara contam com indicações no seu governo, inclusive o PP de Jabes Ribeiro. O último pedaço de resistência, o PT, sucumbiu em “nome de um projeto por Ilhéus” (sabe-se lá o que isso significa…).
A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) liberou, há pouco, o gabarito das provas de língua estrangeira, história e biologia, aplicadas ontem. O exame chega ao último dia nesta terça, 12, com a aplicação das provas de matemática, física e química.
A boa notícia para quem ainda está na corrida é que existem cada vez menos concorrentes por vagas. O vestibular deste ano, percentualmente, é o de maior abstenção de toda a história da Uesc. Até ontem, 15,83% dos candidatos desistiram do exame (2.112 faltosos em dois dias). Estão em disputa 1.440 vagas em 29 cursos de graduação.
A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos vai pedir formalmente ao Ministério Público a reabertura do caso Leal. A decisão de solicitar novas apurações foi confirmada pelo secretário de Justiça e Direitos Humanos, Nelson Pelegrino, à Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP).
O jornalista Manoel Leal, diretor do jornal A Região (Itabuna/BA), foi assassinado em janeiro de 1998 e muito por conta das investigações capengas, apenas o ex-policial civil Mozar Brasil foi condenado. Os mandantes continuam desfrutando da mais completa impunidade.
Gostaria de escrever o primeiro texto do ano de 2010 sobre esse povo fantástico que é o brasileiro e sua classe política, tão honesta e imaculada.
Para falar de hoje, no entanto, vamos nos reportar aos anos de 1958 a 1963 e 1966 a 1969. O que aconteceu durante esses períodos? Foram as épocas em que atuaram por aqui dois diplomatas ingleses, que deixaram escritas suas impressões sobre o Brasil, as quais transcreverei para uma reflexão.
O primeiro, sir G. A. Wallinger, embaixador no Rio de Janeiro, deixou treze páginas em 1963 sobre o nosso país, quando da sua despedida, uma praxe entre os diplomatas ingleses chamada de valedictory despach – uma espécie de carta livre extra-oficial. Em alguns trechos podem ser lidos:
“Um aspecto a salientar é que todo governo no Brasil ainda é intensamente “personalista”. Os três presidentes a que me refiro são chamados, simplesmente, de Juscelino, Jânio e Jango. O tamanho do poder em mãos de um presidente brasileiro é relativamente maior do que o poder do presidente dos Estados Unidos, visto que, desde os tempos de Getúlio Vargas, o Congresso nunca conseguiu se contrapor a ele… Embora o presidente dependa do Congresso para a aprovação de leis, a influência do Poder Legislativo na condução da política está viciada pela natureza primitiva da organização dos partidos políticos. Os partidos, apesar das implicações ideológicas de suas denominações, são essencialmente clubes políticos, criados para prover máquinas eleitorais a seus membros; estes, por sua vez, são homens que optaram pela atraente, lucrativa e “suja” carreira política; são frequentemente desprovidos de qualquer compromisso social ou ideológico, ou do sentido de servir à nação. Como conseqüência, a lealdade partidária é subordinada ao interesse próprio”.
Um achado político extraordinário e que mostra, desde lá, os vícios que se perpetuam no poder e que não fazemos, nós, população, nada para contrariar.
O outro embaixador, sir John Writhesley Russell, na sua despedida, não deixou por menos. Em 1969, elaborou seu último despacho oficial elencando a riqueza do país e, no item 10, pergunta: “Por que, então, o Brasil não é um país rico e próspero?” Na resposta, Russell coloca:
“O estado da Guanabara tem mais funcionários públicos do que Nova York; a Petrobras, só em São Paulo, emprega um número maior de químicos do que a Shell no mundo inteiro; pode-se comprar qualquer coisa – de uma carteira de habilitação a um juiz do Supremo Tribunal Federal; o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro ganha 500 cruzeiros mensais, enquanto os aluguéis são três vezes mais altos do que em Londres e os hotéis da cidade estão entre os mais caros do mundo (e entre os de pior atendimento); o país tem apenas 18 mil milhas de estradas asfaltadas e em 1968 os brasileiros mataram 10 mil pessoas nas estradas – mais do que o total de soldados americanos mortos no Vietnã no mesmo ano. Como já escreveu Peter Fleming, ‘o Brasil é um subcontinente com um autocontrole imperfeito’”.
Ano novo, vida nova? Renovação em todo final e começo de ano? Festas de boas-vindas ao ano bom que se inicia? Nada disso parece ser efetivamente feito no Brasil, desde longas datas.
Por isso, ao comemorar as festas nesse ano que se encerra e neste ano que começa, pense na conjuntura político-cultural em que estamos vivendo, construindo e perpetuando para as gerações vindouras. Só depois, deposite os seus votos na urna da esperança que realmente renova!
Gustavo Atallah Haun | g_a_haun@hotmail.com
Gostaria de escrever o primeiro texto do ano de 2010 sobre esse povo fantástico que é o brasileiro e sua classe política, tão honesta e imaculada.
Para falar de hoje, no entanto, vamos nos reportar aos anos de 1958 a 1963 e 1966 a 1969. O que aconteceu durante esses períodos? Foram as épocas em que atuaram por aqui dois diplomatas ingleses, que deixaram escritas suas impressões sobre o Brasil, as quais transcreverei para uma reflexão.
O primeiro, sir G. A. Wallinger, embaixador no Rio de Janeiro, deixou treze páginas em 1963 sobre o nosso país, quando da sua despedida, uma praxe entre os diplomatas ingleses chamada de valedictory despach – uma espécie de carta livre extra-oficial. Em alguns trechos podem ser lidos:
“Um aspecto a salientar é que todo governo no Brasil ainda é intensamente “personalista”. Os três presidentes a que me refiro são chamados, simplesmente, de Juscelino, Jânio e Jango. O tamanho do poder em mãos de um presidente brasileiro é relativamente maior do que o poder do presidente dos Estados Unidos, visto que, desde os tempos de Getúlio Vargas, o Congresso nunca conseguiu se contrapor a ele… Embora o presidente dependa do Congresso para a aprovação de leis, a influência do Poder Legislativo na condução da política está viciada pela natureza primitiva da organização dos partidos políticos. Os partidos, apesar das implicações ideológicas de suas denominações, são essencialmente clubes políticos, criados para prover máquinas eleitorais a seus membros; estes, por sua vez, são homens que optaram pela atraente, lucrativa e “suja” carreira política; são frequentemente desprovidos de qualquer compromisso social ou ideológico, ou do sentido de servir à nação. Como conseqüência, a lealdade partidária é subordinada ao interesse próprio”.
Um achado político extraordinário e que mostra, desde lá, os vícios que se perpetuam no poder e que não fazemos, nós, população, nada para contrariar.
O outro embaixador, sir John Writhesley Russell, na sua despedida, não deixou por menos. Em 1969, elaborou seu último despacho oficial elencando a riqueza do país e, no item 10, pergunta: “Por que, então, o Brasil não é um país rico e próspero?” Na resposta, Russell coloca:
“O estado da Guanabara tem mais funcionários públicos do que Nova York; a Petrobras, só em São Paulo, emprega um número maior de químicos do que a Shell no mundo inteiro; pode-se comprar qualquer coisa – de uma carteira de habilitação a um juiz do Supremo Tribunal Federal; o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro ganha 500 cruzeiros mensais, enquanto os aluguéis são três vezes mais altos do que em Londres e os hotéis da cidade estão entre os mais caros do mundo (e entre os de pior atendimento); o país tem apenas 18 mil milhas de estradas asfaltadas e em 1968 os brasileiros mataram 10 mil pessoas nas estradas – mais do que o total de soldados americanos mortos no Vietnã no mesmo ano. Como já escreveu Peter Fleming, ‘o Brasil é um subcontinente com um autocontrole imperfeito’”.
Ano novo, vida nova? Renovação em todo final e começo de ano? Festas de boas-vindas ao ano bom que se inicia? Nada disso parece ser efetivamente feito no Brasil, desde longas datas.
Por isso, ao comemorar as festas nesse ano que se encerra e neste ano que começa, pense na conjuntura político-cultural em que estamos vivendo, construindo e perpetuando para as gerações vindouras. Só depois, deposite os seus votos na urna da esperança que realmente renova!
Das seis “arabacas” em que transformaram as ambulâncias do Samu, apenas uma está à disposição dos itabunenses, nesse início de semana. Ou seja: é proibido acidentar-se por esses dias. Sem falar que a ambulância que sobrevive é a considerada “avançada”, que somente deveria sair da base para atender a acidentes graves.
Daí que, certamente, o cidadão que por acaso necessite de atendimento mas não esteja em risco de vida, vai ter que se virar. Sozinho.
Sinceramente, não dá pra entender porque isso ocorre, uma vez que os recursos federais não sofrem atrasos e a gestão do órgão ainda “economiza” muito dinheiro com a compra de alimentação bem mais barata e equipamentos de terceira para os socorristas.
Parece que a relação do vereador Alisson Mendonça com o deputado Geraldo Simões, ambos do PT, sofreu um pequeno abalo. É que, entre eles, existe um Jorge Brito, empresário-amigo do parlamentar federal e que estava “se botando” pra ser o secretário de Desenvolvimento Econômico de Ilhéus, pasta negociada na política de aliança com o prefeito Newton Lima.
Alisson se antecipou ao golpe. E está pê da vida com “Pedinha”.
O médico Antônio Rabat já fala como o novo titular da Secretaria de Saúde de Ilhéus. Há pouco, Rabat reuniu-se com o prefeito Newton Lima (PSB), quando foi confirmado no cargo.
Segundo o Jornal Bahia Online, a conversa de Newton agora é com o vereador petista Alisson Mendonça, que deve assumir a Pasta do Planejamento. O anúncio de Rabat se dará após comunicação à interina Marleide Figueiredo, que rodou na lista das 260 exonerações da semana passada.
No início da tarde, Alisson afirmou ao Pimenta que aceitaria a missão de comandar o Planejamento. O nome de Rabat para a saúde foi antecipado, aqui no blog, pelo ex-deputado Josias Gomes. O PT discute, agora, ocupações em outras secretarias.
O partido deve também ficar com a Pasta do Meio Ambiente e indicar o novo assessor de Comunicação Social da prefeitura de Ilhéus. Embora não aponte o novo secretário de Educação, o Partido dos Trabalhadores será dono das indicações para diretores de alguns dos departamentos da Pasta, que continuará sob o comando do PSB, partido de El Loco Newton.
Pobre vive de oportunidades, já diz o ditado popular. Mas não só os desassistidos. Uma turma, que já foi chamada de piratas.com, e outras espécies parecidas, também. Daí que o ditado está sendo alterado: “Todos vivem de oportunidades”.
O editor do site Pura Política, João Andrade Neto, está às voltas com a justiça, devido a uma ação do ministro Geddel Vieira. O acionado usou o princípio da garimpagem (o primeiro a chegar é o dono) e registrou como seus diversos domínios que poderiam interessar ao ministro – www.geddelvieiralima.com.br, www.geddelvieiralima15.com.br, www.geddelvieiralimapmdb.com.br e www.geddelgovernador.com.br
Esse filme não é novo, como já alertou o Política Etc, que relatou o caso mais rumoroso por essas bandas – uma ação da Rede Globo contra o jornalista Marcel Leal, que também invocou o mesmo princípio e registrou vários sites da poderosa organização em seu nome.
Se os irmãos Vieira fazem o que fazem por simples atos de insubordinação de jornalistas, imagine com um caso desses. Teria sido melhor o mais novo pirata.com ter mexido com a Globo ou “coisa que o valha”, como diria certo leitor e comentarista…
Em tempo: veja aqui o que diz o ‘garimpeiro’ em sua defesa.
Do Feira OnlineMarivaldo era irmão de Lucílio (Foto Reginaldo Pereira).
O corpo do radialista Marivaldo Bastos foi sepultado na manhã desta segunda-feira (11), no Cemitério São Jorge, em Feira de Santana.
Na manhã desta segunda-feira, o prefeito Tarcízio Pimenta lamentou a morte do radialista, quando lembrou da convivência com Marivaldo Bastos. “O rádio perde um grande comunicador”.
Marivaldo Bastos estava morando na cidade de Manga, na divisa com Minas Gerais. Ele se notabilizou como um dos grandes disc joqueis do Norte e Nordeste, vivendo o auge da carreira na década de 70, com o programa “Panorama Pop”, na Rádio Sociedade de Feira de Santana.
Marivaldo era irmão do também radialista Lucílio Bastos, que fez grande sucesso também no rádio itabunense e hoje está radicado em Salvador (BA).
Clicando nos links abaixo, confira as colunas Universo Paralelo, de Ousarme Citoaian, e Quizumba, de Armando Nuvem. O Universo Paralelo desta semana fala de Bob Dylan a Celly Campelo e cita algo curioso sobre a vida do ex-governador biônico da Bahia, Luiz Viana Filho. O que é? Só clicando aqui para saber. Está imperdível.
E conheça, ainda, a mais nova aquisição do Pimenta, o Armando Nuvem. Com uma linguagem despojada, o novo colaborador assina a coluna Quizumba. O cara trata do que foi assunto na semana que passou e já atraiu a ira de alguns leitores, que o consideram “sacana”, “invejoso” e outros adjetivos – o problema são os outros. Conheça “Quizumba”.
O ex-deputado estadual Renato Costa pavimenta caminho para retornar à Assembleia Legislativa da Bahia. Daqui a pouco, no Tarik Plaza Hotel, às 19h, o médico lança o website onde discutirá sobre política, cidadania, saúde e projetos para o sul da Bahia.
De olho em uma das 63 vagas à próxima legislatura na Assembleia, Renato aproveitará o evento para trocar ideias com os participantes.
O governador Jaques Wagner sonha com a construção da ponte Salvador-Itaparica como elemento de integração entre os extremos norte e sul da Bahia. O projeto é considerado megalomaníaco por opositores e até aliados do governo.
Enquanto isso, os ilheenses sonham com uma nova sobre a baía do Pontal. A existente, a Lomanto Júnior, tem mais de 40 anos e vive engarrafamentos constantes, principalmente nos horários de pico do trânsito da velha Terra de Gabriela. Não é por nada, não… mas a ponte de cá é bem mais fácil de sair do papel. Com um pouquinho de vontade, a “coisa” sai.
“Há uma crise de credibilidade entre o governador e as forças policiais”
Geddel Vieira Lima, ministro da Integração Nacional e pré-candidato a governador da Bahia, opinando sobre as seguidas paralisações de policiais militares e civis na Bahia. O ministro, no entanto, não aponta solução para questões salariais e de infraestrutura das polícias.