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Leandro Afonso | www.ohomemsemnome.blogspot.com
O começo de Lula, o Filho do Brasil (idem – Brasil, 2009), de Fábio Barreto, lembra um faroeste: muito de imagens em busca de expressividade e auto-suficiência, pouco ou nada de diálogo. Até a longa apresentação dos créditos remete, com boa vontade, a Era uma vez no Oeste (1968), de Sergio Leone. Com essa atmosfera, o tom caricato e maniqueísta do início ainda soa como possível integrante de um mundo palpável, que pode existir na tela – e somente nela. O porém é que depois da primeira fala, e da primeira ação mais grosseira, esse mundo passa a ser outro. Não é o dos rostos e expressões em primeiro plano como uma forma de estilização e ritmo, mas sim a súplica – com frases prontas – pela sua lágrima; ou, no mínimo, pela sua admiração pela história do personagem.
Nesse ponto, inclusive, está provavelmente o maior problema do filme: o que está na tela é sempre menos forte do que está por trás dela. A vida de Lula que passa pelo projetor é a mesma conhecida pela maioria, com a diferença de que, filmada, ela tem seus percalços sublinhados pelo roteiro, pelo tempo dado a eles, e pela trilha sonora. É uma maneira de fazer melodrama, não há dúvidas, mas esse melodrama, pelo que chega à tela, peca não apenas pela repetição do mesmo – a história conhecida –, mas também (principalmente) pela gordura.
Em O Pianista (2002), Roman Polanski filma uma queda de maneira frontal e seca, sem soar apático e sem sublinhar o ato – específico mas apenas mais um dentro de todo o horror do holocausto. Em Lula, Fábio Barreto filma uma cena quase idêntica, como se ela (não a sua natureza, mas ela em si, como um acontecimento único), fizesse parte de um top-5 dos maiores absurdos da história humana – o que só pode ser aceito por um ingênuo de história e de cinema.
Lula – bom diferenciar o filme do personagem – sustenta sua parte melodramática nessas catástrofes, sentidas na pele ou presenciadas por ele, mas sua parte histórica de construção de indivíduo está, muito e infelizmente, nos diálogos. Por mais que talvez, salientando o talvez, a transição do Lula com tendências burguesas para o sindical tenha sido feita de forma tão simplória, ver isso filmado dessa maneira soa até menos reducionista que preguiçoso.
Não dá pra cravar, contudo, que Lula é um desastre completo. Curiosamente, uma cena forte também é, como a abertura, curta e marcada pelo silêncio. Nela, um militar chega onde Lula se encontra, no mesmo instante em que o hoje presidente assiste a um companheiro ser espancado pela polícia. Lula basicamente não abre a boca, o pano de fundo e os olhares dizem muito mais do que eles com palavras – e falam muito mais a respeito do período. É simples, e a tensão está ali.
Infelizmente, todavia, as duas sequências são exceções. E o resto é engodo do mais de um mesmo sustentado nunca pelo filme, mas pelo tema. Da busca pelas emoções, que nunca alcançam o nível de um bom cinema de lágrimas (choro de biografado não conta), até a abrangência megalomaníaca de toda a vida de alguém tão marcante em “apenas” 130 minutos. Que terminam, curiosamente, com o presidente em segundo plano – como o cinema em todo o tempo.
Ps óbvio, mas importante: o texto é uma crítica sobre o filme, não sobre o presidente.
Lula, o Filho do Brasil (idem – Brasil, 2009), de Fábio Barreto
Direção: Fábio Barreto
Elenco: Rui Ricardo Dias, Glória Pires, Juliana Baroni, Cléo Pires
Duração: 130 minutos
Projeção: 1.66:1
8mm
Freud
Christoph Waltz, premiado ano passado em Cannes pelo que fez como o Coronel Hans Landa em Bastardos Inglórios, interpretará Sigmund Freud no próximo filme de David Cronenberg (A Mosca, Marcas da Violência) – o The Talking Cure. Freud, esperto como é, não vai querer explicar nada; vai é assistir.
Cléo
Ainda quero ver Cléo Pires, no cinema, numa atuação em que ela simplesmente não sorria. Acho que pode dar muito bom – embora também ache que devo ser exceção; ou ingênuo, se acreditar que isso pode acontecer.
Filmes da semana:
- O Pecado Mora ao Lado (1955), de Billy Wilder (***1/2)
- Manhattan (1979), de Woody Allen (***1/2)
- Rosetta (1999), de Jean-Pierre e Luc Dardenne (***1/2)
- 4. Lula, o Filho do Brasil (2010), de Fábio Barreto (Cinema do Museu) (**)
- 5. Sherlock Holmes (2009), de Guy Ritchie (Multiplex Iguatemi – Cabine de imprensa) (**)
- A Aventura (1960), de Michelangelo Antonioni (****)
- Segunda-feira ao Sol (2002), Fernando León de Aranoa (**)
Top-10 dezembro – não contam os dessa semana:
10. É Proibido Fumar (2009), de Anna Mullayert (***)
9. Atividade Paranormal (2007), de Oren Peli (***)
8. Uma Mulher é uma Mulher (1961), de Jean-Luc Godard (***)
7. Crash – Estranhos Prazeres (1996), de David Cronenberg (***1/2)
6. Instinto Selvagem (1992), de Paul Verhoeven (***1/2)
5. Polícia, Adjetivo (2009), de Corneliu Porumbiu (***1/2)
4. Ervas Daninhas (2009), de Alan Resnais (****)
3. A Bela Junie (2008), de Christophe Honoré (****)
2. Abraços Partidos (2009), de Pedro Almodóvar (****)
1. O Poderoso Chefão Parte II (1974), de Francis Ford Coppola (****1/2)
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Leandro Afonso é comunicólogo, blogueiro e diretor do documentário “Do goleiro ao ponta esquerda”
Essa semana o Pimenta publicou nota sobre o golpe da saidinha bancária em Itabuna, dando conta de que uma empresária foi assaltada em R$ 4 mil, depois de sacar os valores que seriam utilizados para pagamentos de funcionários e fornecedores.
O leitor que se identifica como o coronel PM Costa Jr, Comandante de Policiamento da Capital, do estado do Pará, viu a notícia e mandou o seguinte comentário, em que sugere ações que aplica em seu estado e que poderiam ser utilizadas em Itabuna (confira aqui o vídeo no You Tube):
Prezado leitores.
Sugiro que dêem uma olhada naquilo que estamos fazendo aqui em Belém para proteger os clientes de bancos.
Sou coordenador do programa SEGURANÇA CIDADÃ, do Governo do Pará e acredito que as medidas adotas aqui sirvam para qualquer lugar do meu país.
Confiram:
http://saibadascoisas.blogspot.com/2009/12/banpara.html
Atenciosamente,
Cel PM Costa Jr, Comandante de Policiamento da Capital
Parece que os detentos de Itabuna resolveram, por conta própria, solucionar o problema da superlotação da cadeia. Seguindo esse suposto planejamento, a cada semana, uma leva resolve deixar para trás a vida de aperto nas celas e parte para uma vida ao ar livre.
Senão, vejamos. Em um mês, Itabuna registra quatro fugas da carceragem do Complexo Policial – três só entre 27 de dezembro e hoje. A última foi nessa madrugada, por volta das 03h30min. Foram 15 presos que, utilizando o mesmo modus operandi das outras inúmeras fugas – a já famosa teresa – ganharam o teto e depois o mundão. Segundo a Polícia Militar, tomaram “rumo ignorado”.
Eis a relação: Alessandro Oliveira Tavares; Paulo Roberto Silva Santos; Diego Oliveira dos Santos Maia; Israel Santos Galvão; Alexandro Evangelista dos Santos; Crispim Santos de Jesus; Sinval Sena dos Santos; Bruno Viera Sales; Melques Levi de Souza Barbosa; Geovane Liberalino dos Santos; Joilson Oliveira Santos; Jefferson Bastos Brito; Alan Marques de Oliveira; Cristiano Reis Santos; e Bruno Yuri Silva Araújo.
Uma curiosidade: o detento Melques Levi de Souza Barbosa foi preso na quinta-feira (7), acusado de ter matado, na madrugada daquele mesmo dia, com uma facada no peito, sua ex-companheira Bárbara Brandão. Nem deu tempo fazer novas amizades nem se ambientar ao que poderia ser seu novo lar por muito tempo.
Daniel Thame
Ian Stafford é prefeito de Preesall, uma insossa cidadezinha no interior da Inglaterra.
Ou melhor, era.
Ele renunciou ao cargo depois que foi flagrado cometendo uma irregularidade. A população não perdoou aquilo que considerou má conduta do administrador que elegeu para zelar pela cidade.
E lá se foi o mandato de Ian Stafford.
Seu crime?
Roubar calcinhas.
Por fetiche ou por algum, digamos, desvio freudiano, o fato é que as câmeras que tudo vigiam, flagraram Ian, primeiro numa loja, depois numa casa, surrupiando as calcinhas de suas recatadas cidadãs.
Pego com as calças, perdão, as calcinhas, na mão, Ian Stafford ficou sem o cargo, eventuais mordomias e voltou à sua antiga profissão de jardineiro, que lá na Inglaterra tem até certo status, mas nada que chegue perto da nobre função de prefeito.
E ainda teve que devolver as calcinhas às suas legítimas donas.
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José Roberto Arruda é governador de Brasília, a capital do Brasil, centro do poder político do país.
E tudo indica que continuará sendo
Ele não renunciou ao cargo, mesmo flagrado pelas câmeras cometendo aquilo que por aqui se chamada popularmente de gatunagem.
Arruda foi filmado, com uma qualidade de imagem que não deixa margem para interpretações dúbias, recebendo maços de dinheiro de um assessor que operava um generoso esquema de propinas em seu governo.
Teve a preocupação de sair com o dinheiro sem ser notado e para isso recorreu a uma proverbial sacola, dessas que gente honesta usa para fazer compras e alguns políticos usam para levar dinheiro roubado dos cofres públicos.
Se Arruda recorreu às sacolas, seus auxiliares, igualmente flagrados recebendo propinas, recorreram às cuecas para esconder o dinheiro, prática que nos últimos anos tornou-se padrão no Brasil, elevando a produção de modelos tamanho GG.
Com notória cara de pau, Arruda disse que o dinheiro da sacola era para compra de panetones para distribuir aos pobres no Natal. Rendeu muitas piadas, mas punição que é bom, nada.
E, por fim, mantido no cargo, Arruda passou ainda mais óleo de peroba na cara de pau, ao dizer que perdoava seus detratores e que pedia perdão por seus erros.
Como se, em vez de surrupiar recursos oriundos Deus e os corruptos sabem lá de onde, tivesse atravessado um sinal vermelho, deixado de ajudar uma velhinha a atravessar a rua ou roubado (ops) o pirulito de uma criança.
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De Ian Stafford, pode se dizer que deu o azar de ter nascido num país onde roubar calcinhas é crime, seja ele um jardineiro ou um prefeito.
De José Roberto Arruda, pode se dizer que deu a sorte de ter nascido num país onde roubar é ou não é crime, a depender do status de quem rouba.
Pensando bem, nessa coisa de calcinhas e de cuecas, há que se inverter o espírito da coisa.
Sorte tem os ingleses e azar temos nós, brasileiros.
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Daniel Thame é jornalista e blogueiro
Um fenômeno ocorreu nessa sexta-feira, em Itabuna. Não pode ser classificado como milagre, porque já estava no script e era algo que os dois não viam a hora de realizar, mas bem que poderia ser considerado um prodígio de políticos.
Depois de um retaliar o outro, o outro rebater o um, eis que Loiola e Azevedo voltaram às boas. E, para demonstrar ‘que não guarda mágoas’, Azevedo re-autorizou a obra da discórdia no bairro Santa Inês, aquela que havia sido pedida por Loiola e foi suspensa assim que a Câmara decidiu não votar a reforma tributária do município, no dia 23 de dezembro.
O povo será beneficiado com a atitude dos dois, não resta dúvidas. Mas, pensando bem, será que esse detalhe passou pela cabeça da dupla que comanda os principais poderes do município?
Agulhão F. acha que o ex-governador Paulo Souto “não entende nada” de Anamara. “Dizer que ela paralisa os marginais é dizer pouco de alguém capaz de imobilizar qualquer cidadão desse país”, proclama.
O trovador do Pimenta exemplifica com o estado quase cataléptico em que as fotos o deixaram, mas se mostra pessimista quanto às suas chances, perde as estribeiras e “xinga” a moça:
Mesmo não sendo bandido, me sinto paralisado, com o coração doído, o corpo todo abrasado… E por não tê-la em meu leito, por entre lençóis de linho, xingo, mostro meu despeito: Pedaço de mau caminho!…A reunião de hoje ainda não selou a aliança entre petistas e o governo do pessebista Newton Lima, mas foi considerada mais que proveitosa pelos dois lados. O encontro de governistas e petistas ocorreu longe do Palácio Paranaguá e dos holofotes. De última hora, mudaram o local da reunião para a residência do vereador Alcides Kruschewsky, conhecido como “Pai Cidão”.
Dela, participaram os petistas Alisson Mendonça, Jonas Paulo, Elieser Corrêa, Alisson Mendonça e Paulo Carqueija e os governistas Aldemir Almeida (aquele do mensalinho de Valderico), o anfitrião Alcides Kruschewsky e Jorge Bahia, além do prefeito Newton Lima. Os dois lados flertaram e acordaram uma nova reunião para amanhã, segundo conta o Jornal Bahia Online.
O PT quer que os partidos aliados sejam mais ouvidos. Essa é uma das condições para integrar o governo. Newton Lima pediu pressa aos petistas na resposta ao convite para morar, temporariamente, no Palácio Paranaguá.
O prefeito vai em ritmo contrário ao do vereador Alisson Mendonça que, publicamente, disse não ter pressa em responder ao governo municipal do qual foi ferrenho adversário. Uma nova conversa ficou agendada para amanhã, no almoço. Confira mais no Jornal Bahia Online.
Feroz crítico do governo Newton Lima, o vereador petista Alisson Mendonça foi um dos participantes da reunião, hoje à tarde, na casa do vereador Alcides Kruschewsky, também conhecido como Pai Cidão. Conta o Jornal Bahia Online que, tão logo encerrado o encontro em Olivença, lá estavam Newton e Alisson, juntinhos, na sauna do Iate Clube Ilhéus. Verdade que o encontro foi por acaso, mas…
A situação político-administrativa de Ilhéus andou despertando o lado literário de blogueiros da terrinha. Veja esta:
Ilhéus locomotiva Sem pista Sem maquinista Nau à deriva… …os que ficam em cima Estão cheios de treitas Terra onde sobeja lima Terra onde sobeja freitas …qual vagão desgovernadoConfira o final no blog de Israel.
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas e Itabuna, Carlos Leahy, afirmou que pesquisas da entidade junto aos comerciantes apontam um crescimento de 30% nas vendas, em relação ao ano passado.
Leahy atribuiu o aumento ao sucesso da campanha Natal Genial no Comércio de Itabuna, desenvolvida desde meados de novembro. “Esse ano entregamos 5,5 milhões de cupons e os consumidores de Itabuna e região deram a resposta”, observa.
Esse ano a CDL sorteou duas motos, dois carros e centenas de vales-compra na campanha de Natal e fim de ano.
Detido por porte ilegal de arma durante a Operação Expresso, em novembro do ano passado, o advogado Carlos Eduardo Barral acabou preso, novamente, nesta sexta-feira, 8.
E, desta vez, acusado de pedofilia. Na ação em 2009, policiais que participavam das investigações do esquema de propina na Agerba e empresas como a Rota Transportes recolheram um computador pessoal do advogado. E descobriram, no equipamento, fotos de crianças, totalmente despidas e em poses eróticas.
A nova prisão ocorreu somente agora porque advogados do acusado entraram com ação para impedir a perícia no computador apreendido pela Polícia Civil. Com a ordem da Justiça, a Polícia Federal pôde concluiur a perícia, que “dedurou” o advogado.
Barral é coordenador do Sindicato da Empresas de Transportes de Passageiros de Salvador (Setps). Dias após a operação, o Pimenta havia divulgado que um dos detidos na Operação Expresso, em novembro, entrou em desespero por conta do material descoberto pela polícia (reveja aqui). A prisão foi decretada ontem, dia 7.
Informações vindas da capital baiana dão conta de que Jonas Paulo, presidente do PT, não estará sozinha na visita que fará ao prefeito de Ilhéus, Newton Lima (PSB), ainda hoje.
Jonas vai ao encontro na companhia dos vereadores Alisson Mendonça e Paulo Carqueija, do ex-presidente do diretório municipal, Elieser Corrêa, e de Everaldo Anunciação, do diretório estadual do PT. O encontro será no Palácio Paranaguá.
O diretório estadual, aliás, sentiu as reações locais à negociação “por cima” e decidiu convidar os vereadores Alisson e Carqueija.
Na lista de edis petistas, faltou a Professora Carmelita, mas esta faz firme oposição ao prefeito como sindicalista da área de educação. Talvez para evitar dissabores, ficou de fora. O presidente do PT ilheense, Mário Amorim, não participa porque está em viagem.
– NO CALIFÓRNIA, 280 PACIENTES AGUARDAM CARDIOLOGISTA
– SOMENTE SEIS CONSULTAS FORAM LIBERADAS

Hoje é a primeira sexta-feira útil do mês. Quem utiliza os serviços públicos de saúde nos postos da prefeitura sabe que isso significa a esperança de ter seu exame ou consulta liberados. Mas, para a grande maioria, não passa disso mesmo: esperança.
Exemplo disso são os pacientes que fizeram solicitações no posto de saúde do Califórnia, PSF Alberto Teixeira Barreto. Quem esperava por consultas a especialistas como reumatologista ou mesmo cardiologista, saiu da unidade decepcionado, hoje pela manhã.
Para a primeira especialidade, não foi liberada umazinha consulta, sequer. Já para o cardiologista, foram seis os contemplados. A demanda era de 280 pacientes. Na rede – não apenas no Califórnia – há casos que já esperam na fila virtual há quase um ano.
“Eu, mesma, posso dizer que experimentei as duas filas da Central de Regulação. Aquela que todo mundo via e era escandalosa para a prefeitura, e essa, agora, que é só no computador e a gente tem que sofrer calada”, reclama uma paciente.
NIVER
Ela diz que espera uma ressonância magnética desde o início do ano passado, e que já se prepara para fazer um bolo para o aniversário de seu pedido de exame. “Estou oficialmente na fila desde março de 2009. Antes, vinha a cada 15 dias, mas não tinha essa lista de espera”.
Para piorar, ela diz que a atendente com quem falou nessa terça-feira (5), na central, quis porque quis fazê-la acreditar que só estava esperando há cinco meses, desde agosto do ano passado.
“Mostrei a ela que em agosto os dados foram atualizados – acho que estavam caindo no esquecimento da memória do computador. Mas, mesmo que fosse um pedido de agosto, isso seria aceitável?”.
Transferimos a pergunta ao secretário da Saúde, Antônio Vieira: “É aceitável uma espera de cinco meses por um exame, secretário? E de um ano?”.

O nobre leitor deve lembrar da revolta do umbu, ocorrida ontem, na avenida do Cinquentenário. Pois é. O secretário de Indústria, Comércio e Turismo, Carlos Leahy, disse que todo o produto esparramado na avenida foi recolhido e será entregue na residência de um dos clientes do ambulante que sofreu a ação nefasta do fiscal da Indústria e Comércio.
É que, na versão levada ao secretário, a mercadoria teria sido lançada ao chão pelo revoltado cliente – o que é desmentido por testemunhas. Por via das dúvidas, o secretário ordenou a entregue em domicílio, lá na Mangabinha.
O Chiclete com Banana estreou em Ilhéus o seu “brinquedinho” voador, um Learjet 45, de R$ 17 milhões. O fotógrafo Luiz Tito, da Agência A Tarde, registrou a chegada dos chicleteiros na Terra de Gabriela, ontem à tarde. A banda se apresentou, à noite, no centro de convenções de Ilhéus, no “Verão Chicleteiro”.
P.S.: Bom, o jatinho é da banda, mas as despesas com os deslocamentos para os shows, segundo informado ao Pimenta, são pagos por quem contrata os chicleteiros – como foi o caso de Ilhéus.





















