Mais de um mês após a eleição do Conselho Municipal de Saúde de Itabuna, os novos membros do órgão ainda não tomaram posse. Isto por conta de uma irregularidade grave no processo.
A batata quente está nas mãos do Ministério Público e da Secretaria Municipal de Saúde, que, embora provocados, até o momento não se pronunciaram sobre a situação de Maria das Graças dos Santos, eleita para a presidência do CMS.
Um documento assinado por oito sindicatos nega a legitimidade de Maria das Graças, não apenas para atuar como presidente, mas até mesmo para ser membro do Conselho.
O argumento é o de que a lei 1.749/97, que criou o órgão, dispõe em seu artigo 12 que as suas cadeiras serão preenchidas por entidades sediadas e com atuação no muncípio.
Maria das Graças tenta obter assento no CMS como representante da CUT Bahia, cuja sede fica em Salvador. Pela lei 1.749, a CUT Regional Cacaueira é que ocuparia esta vaga, mas há muito tempo esta regional não mais existe. O problema foi denunciado aqui no Pimenta, mês passado, pelo conselheiro Jurandir Rodrigues (confira).
Enquanto o pepino não é descascado, quem responde oficialmente pelo Conselho é o médico Jaime Nascimento. A Prefeitura, que deveria ter publicado o decreto oficializando a última eleição, ainda não o fez. Logicamente, porque é claro o impedimento da presidente.
Espera-se que o MP e a Secretaria Municipal de Saúde resolvam logo o imbróglio.
Os aprovados em concurso da prefeitura de Itabuna em janeiro do ano passado vão se reunir, hoje, às 14h30min, no plenário da Câmara de Vereadores. Uma comissão, formada mês passado, quer definir com os aprovados e ainda não contratados ações legais e políticas para pressionar o governo a convocá-los imediatamente. A intenção é também sensibilizar a opinião pública.
Moradora do bairro Pontalzinho enfrentou uma noite insone de ontem para hoje, sendo obrigada o ouvir uma trilha sonora que só pode ter sido composta pelo “coisa ruim”, e em momentos de péssima inspiração.
Em frente à residência, um Fiat Uno escuro emitia o som de altíssimo volume e – como de costume – de péssima qualidade.
A barulheira invadiu a madrugada e, às 00h30min, a moradora decidiu ligar para o 190. Passou as informações de praxe e aguardou a bendita viatura da PM, que não chegava.
Uma hora após o primeiro chamado, nova ligação para o 190 e a resposta da atendente doeu mais no ouvido do que o arrocha que rolava solto na porta da casa.
Disse a policial: “minha filha, a viatura não vai na hora que você quer, não”. E isso, repetimos, foi uma hora após o primeiro chamado.
Danada da vida, a pobre cidadã ficou quase toda a madrugada “curtindo” a poluição sonora. E o Fiat mal-assombrado só foi embora às 3h da madruga.

Nestor Garcia Canclini
Culturas Híbridas, editora Edusp.
A mestiçagem nos caracteriza e é um componente intrínseco do povo brasileiro.
Devemos levar em consideração o diálogo permanente entre as culturas e a influência do capitalismo, que altera as relações humanas em todos os aspectos. Considerar índio apenas o “primitivo” que come carne humana ou anda com as suas “vergonhas” de fora, é, sem sombra de dúvida, uma opinião equivocada e ignorante.
O desenvolvimento capitalista influencia qualquer comunidade que não seja totalmente isolada das outras, sendo assim, não há porque exigir do índio “comportamentos” de um silvícola.
Os povos indígenas submetidos à hegemonia cultural do homem “iluminista”, com o passar dos tempos, perderam componentes valiosos de sua identidade. Essa imposição, além de ser dura, é cínica, pois cobra deles autenticidade.
Dúvidas relacionadas às origens dos índios de Olivença (Tupinambás ou Aimorés ou Tupiniquins), podem ser consideradas problemas de pesquisa, porém, isso não lhes tira o direito pela terra, pois o reconhecimento étnico-cultural veio em 2002, através da FUNAI.
Caso o amigo leitor não acredite, na “persistência” de tradições indígenas no cotidiano deste grupo, sugiro maior atenção à citação do escritor argentino Nestor Canclini, colocada no início do texto.
A discussão sobre a dimensão da reserva merece outro artigo, que não poderá ignorar os direitos dos moradores de Olivença, e dos demais grupos ali presentes.
Emílio Gusmão é comunicólogo e autor do Blog do Gusmão.
O Governo Federal libera, na próxima segunda-feira (25), a ajuda de recomposição das perdas no Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A Bahia está entre os estados que mais receberá recursos, com um total de R$ 69.324.924,90 em repasse de verbas.
O valor será dividido entre os municípios, com base em cálculo diferencial feito a partir da disponibilidade de verbas do ano passado, entre os meses de janeiro e março. A reposição foi adotada com o objetivo de amenizar os efeitos da queda de arrecadação decorrente da crise econômica internacional.
De acordo com dados divulgados pelo Plano Federativo, Salvador será a cidade que receberá maior benefício: R$ 5.076.579,54. Em seguida, estão os municípios de Vitória da Conquista, Juazeiro, Itabuna, Ilhéus, Feira de Santana e Camaçari (todos estes com repasse de R$ 1.016.051,22). (Correio da Bahia)
Dezenas de estudantes cercaram e mantiveram parado por mais de duas horas o carro oficial que conduzia o prefeito de Feira de Santana, Tarcízio Pimenta, no início desta noite. A manifestação era contra o aumento da passagem de ônibus no município, que saiu de R$ 1,75 para R$ 2,00. O prefeito foi xingado e o carro, danificado.
Pimenta somente conseguiu sair do cerco dos estudantes após a interferência da Polícia Militar. O prefeito diz que o carro teria sido atingido por pauladas e pedradas. O caso será apurado pela polícia, segundo informou ao Bahia Agora. Pimenta diz que pessoas de partidos políticos se infiltraram na manifestação dos estudantes.
O prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, disse, durante visita às obras de recuperação da Vila Olímpica, “que a cidade está cheia de buracos”. Mas fez questão de fugir da responsabilidade. “Estou no cargo há apenas cinco meses, e a ‘buracolândia´ já existe há mais de 20 anos”.
É uma lógica perigosa. Se ao final de quatro anos de governo esse argumento for novamente invocado, a buracolândia estará completando 24 anos, contra apenas quatro de sua gestão. Ainda seria uma diferença de 20 anos, mas que não justificaria a falta de ação. Azevedo prometeu agir. Mas isso também já não é garantia de muita coisa.
Apesar de serem do PSB, o prefeito Newton Lima e o secretário estadual de turismo, Domingos Leonelli, parecem não falar a mesma língua.
Leonelli incluiu Ilhéus entre as dezenas de cidades que o governo estadual irá financiar os festejos juninos. Na outra ponta, a prefeitura disse que a cidade não fará São João, a menos que o estado banque a festa… sozinho, claro.
A ‘peleja’ dos contrários está publicada no site Jornal Bahia Online (confira). O governo do estado vai liberar R$ 9,9 milhões para diversos municípios e dará prioridade aos turísticos, dentre eles Ilhéus.
O trovador do Pimenta, Agulhão Afiado, acredita que João Buracão partiu em boa hora. Encontrava-se na iminência de se tornar “parente” do prefeito…
Assustador de criança,
o tal de João Buracão,
não é enfeite, é lambança
da nossa administração!…
E já estava bem perto
de que esse bonequinho,
por não ter um nome certo,
se chamasse… Azevedinho!
Dia desses, a direção do Conjunto Penal de Itabuna passava pente-fino na relação de internos. A medida visava identificar em que ala se encontrava um irmão de Alexsandro Honorato, o vaqueiro assassinado em 2 de dezembro de 2006 no Haras Redenção, em Floresta Azul.
A preocupação no conjunto penal fazia sentido. Tentava-se evitar um encontro-confronto entre o irmão do vaqueiro assassinado e o algoz, Markson Monteiro de Oliveira, o Marcos Gomes, acusado de torturar, manter em cárcere privado e executar Alexsandro Honorato.
Por enquanto, tudo tranquilo…
Essa é do Tempo Presenta, coluna diária de A Tarde:
No afã de enaltecer ‘o bom trabalho da Justiça’ ao cassar a prefeita Jusmari Oliveira (PR), de quem é ferrenha adversária na política de Barreiras, a deputada Antônia Pedrosa acabou protagonizando ontem hilário episódio.
Subiu na tribuna e, empolgadíssima, desceu o verbo contra Jusmari, dizendo cobras e lagartos. No meio do discurso, bradou: ‘Aquela quadrilheira!…’. Veio o inusitado: a dentadura da deputada saltou da boca. Ela não perdeu o pique. Pegou, botou na bolsa e continuou (ou tentou). Foi pior. Parecia que tinha um ovo na boca.
Ninguém entendeu mais nada. Até porque não dava. A preocupação maior do plenário era esconder os risos.
A ameaça de greve no Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães deixou o prefeito Capitão Azevedo atônito. Ele quer evitar a paralisação de qualquer maneira e parte para uma tentativa de abortá-la. Para tanto, Azevedo convocou reunião com a direção do Sintesi.
A conversa será nesta sexta-feira, às 11h, na Prefeitura. Do governo participam, além do prefeito, os secretários Gilson Nascimento (Administração) e Antônio Vieira (Saúde) e a direção do Hblem.
Quando acontece alguma coisa boa, logo aparece uma penca de gente se arvorando como pai da criança. Por outro lado, sabe-se que a derrota é sempre órfã.
No caso da Kildare, que está para fechar as portas em Itabuna, a quem caberá essa infeliz responsabilidade?
A família Kaufmann venceu a ação em que pleiteava a anulação do processo de desapropriação da área em que a fábrica foi instalada. Fundamento do pedido: não houve pagamento da indenização.
Fonte do governo Azevedo sustenta que, pelos termos do decreto de desapropriação, a escritura da área deveria ser transferida à Sudic, órgão do Estado. O pagamento se daria por meio de encontro de contas, uma vez que a família Kaufmann deve soma vultosa em IPTUs atrasados ao município.
O fato é que os Kaufmann espernearam, foram à Justiça, a pendenga atravessou governos (Fernando, Geraldo, Fernando de novo e agora Azevedo) e ninguém se dignou a encaminhar a danada da escritura para a Sudic. “A pendência de decisão judicial não impediria o encaminhamento”, afirma uma fonte do governo municipal.
A mesma fonte diz que o ex-prefeito Geraldo Simões, hoje deputado federal, esteve com a faca e o queijo na mão para dar andamento ao processo. Mas o cochilo se estendeu também à gestão passada de Fernando Gomes e, para Azevedo, restou o pesadelo.
Enquanto todos dormiam, os donos da área ganharam a briga na Justiça e agora a Kildare está na iminência de ser despejada. É mais um motivo para os itabunenses desejarem que 2009 passe voando.

Na cidade, o boneco foi comparado ao personagem João Buracão, que virou símbolo nacional na luta contra o abandono das ruas e estradas brasileiras. E teve criança que até ficou com medo, como contou o radialista Orlando Cardoso em seu programa matinal na Difusora AM.
Há pouco, no programa Boa Tarde Bahia, na Rádio Nacional, Azevedo confirmou ao apresentador Marcelo Santos que vai mesmo livrar a Cinquentenário daquela feiura.




















