DA FOLHA DE S. PAULO (PAINEL):
O plenário da Câmara aprovou ontem um projeto de lei que modifica as normas de rastreamento de rebanhos bovinos e bubalinos. Em meio à votação, um deputado se aproximou de um grupo de colegas e perguntou, intrigado:
-Que esquisito. Por que será que o governo está querendo rastrear macaco?
Os demais caíram na gargalhada ao perceber que o deputado imaginara, em vez de búfalos, um bando de babuínos a constituir o rebanho bubalino.
Provável candidato a deputado estadual no ano que vem, o vereador itabunense Wenceslau Júnior (PCdoB) cumpre agenda movimentadíssima durante os festejos juninos.
Atrás da sanfona e da zabumba, Wenceslau iniciou a sexta-feira em Jequié, seguiu para Itacaré no sábado e domingo se encontrava no eixo Itororó – Itapetinga. Na segunda, o vereador já arrastava o pé em Gandu e ontem, véspera de São João, passou o dia entre Itabuna e Ilhéus.
Com fôlego de candidato, Wenceslau já estava nesta quarta-feira (24) pelas bandas de Amargosa, com viagem marcada para Iaçu, onde aporta nesta quinta.
Tá com o pé no São João e o olho na eleição…
Os sites da Globo não tiveram ‘pena’ do técnico Joel Santana e criticaram bastante seu inglês ‘meia boca’. No vídeo editado com um funk e veiculado pelo globo.com, o experiente treinador da seleção da África do Sul se arrisca no idioma anglo-saxônico, mas não esquece o sotaque carioca da gema. Assim como os redatores do globo.com.
Hoje, em uma matéria sobre a derrota da seleção da Espanha por 2X0 para os Estados Unidos, pelas semifinais da Copa das Confederações, o site escreveu que o tropeço da Fúria diante dos ianques foi “inexperado”.
Mais carioca, impossível. Tá perdoado, Joel.
A assessoria de imprensa da Câmara de Vereadores de Ilhéus enviou esclarecimento ao Pimenta, a respeito da nota intitulada “Autopromoção”, publicada ontem pelo blog.
De acordo com a assessoria, o legislativo ilheense não pagará pelas placas de outdoor instaladas na cidade, como homenagem pelos 475 anos de Ilhéus. “Cada vereador contribuiu com uma quantia para a confecção dos mesmos”, diz o texto da Câmara.
A informação é de que foram confeccionadas oito peças, ao custo de R$ 3 mil. Reforçando que não houve desembolso do erário para a propaganda, a assessoria enfatiza que a origem do pagamento poderá ser checada tanto na Câmara como no Tribunal de Contas dos Municípios.
Se o prefeito Capitão Azevedo e o secretário de saúde, Antônio Vieira, vão pular a fogueira não se sabe, mas é certo que eles terão muito que se explicar por estes dias. Na capital brasileira da dengue, Itabuna, a dupla andou tirando da saúde a estrutura necessária para o efetivo combate à dengue.
Trata-se de um verdadeiro crime que vem ocorrendo há meses e choca – principalmente quando se leva em conta as oito mortes causadas pela dengue, e já confirmadas, e as precárias condições de trabalho dos agentes de combate a endemias.
A Caixa Econômica Federal pagará prêmio de R$ 45 milhões para quem acertar as seis dezenas no concurso 1085, nesta quarta, 24. De acordo com a assessoria da Caixa, este é o maior prêmio do ano entre todas as loterias do banco. E para quem é baiano, olha só: o maior prêmio já pago pela Mega-Sena foi de R$ 64,9 milhões. E quem ganhou foi um apostador de Salvador.
Gustavo Atallah Haun | g_a_haun@hotmail.com
Com a passagem das festas juninas, podemos ver o quanto as festas folclóricas tradicionais estão voltadas a um mercado consumidor, notadamente de turistas que procuram o interior para tentarem viver o que não conseguem trancafiados nos seus apartamentos, ou nas suas casas blindadas, e no moderno corre-corre da vida videofinanceira computadorizada.
A tão esperada festa de São João, com suas comidas, danças e peculiaridades típicas estão dando espaço às megaproduções particulares, fechadas em fazendas ou parques de exposições, pagando-se um alto custo pela camisa que dá direito a adentrar e participar da mesma.
Já não há mais aquela ingenuidade do interior, onde se armavam as fogueiras nas roças ou nas portas das casas e, numa roda de amigos, bebiam licor e quentão até o dia raiar. Até tentam imitar isso, mas está longe daquela imagem bucólica e cultural de antes.
É a transformação própria impressa pelo capital, assim como as festas de carnaval, natal e outras datas comemorativas, tão modificadas ao longo dos anos. Na festa natalina, por exemplo, o que menos se comemora é o nascimento de Jesus. O bom e velho Papai Noel, importado dos países nórdicos europeus, tomou o lugar do Messias, fazendo uma particularização indevida que leva a todos ao consumismo exacerbado de presentes e guloseimas sem nexo.
Certa feita, em conversa com o mestre Ruy Póvoas aprendi que existe uma mistificação nada respeitosa aos ritos do candomblé. O lindíssimo Balé Folclórico da Bahia, sediado em Salvador, ajuda a propagar essa idéia, mostrando para os visitantes, na sua maioria estrangeiros, algumas danças, músicas e orixás da religião afro-descendente.
O professor se mostra indignado quando uma professora ou artista desavisada telefona pedindo emprestado as roupas e os paramentos dos orixás da sua religião, para uma apresentação “circense”. Por que não fazem isso com o Catolicismo, ou com o Espiritismo, ou com o Budismo?, questiona o babalorixá. Querem transformar a religião, os mitos, as crenças vindas de África em um pseudo-folclore, em diversão para os olhos alheios.
O antigo entrudo e os carnavais vienenses, festas pagãs que vieram para o Brasil através do branco europeu, disseminada aqui por todos os cantos e que se moldou ao nosso carnaval de baile, de rua e de sambódromo, hoje não passa de uma excrescência voyeur dos que lá freqüentam, voluptuosa e devidamente paga com o sexo e a desestrutura íntima da multidão, sociologicamente falando.
Também não deixou de ser uma festa capitalista. Os boxes de vendas de produtos, as empresas que montam a infra-estrutura da mesma, os blocos de carnaval, o alto preço das fantasias e os super cachês das bandas acabaram por findar a molecagem ingênua dos meses de fevereiro.
Isso para não falar dos Dias das Mães, dos Pais, dos Namorados e das Crianças. Sem mesmo deixar de citar a quaresma que desemboca na Páscoa. Esta uma das mais infelizes de todas, visto que é mentirosa e ludibria a população há séculos. O ato de comer peixe na sexta-feira da paixão é uma vergonha, quando na verdade deveríamos era nos tornar puros de alma, de coração, e não de estômago. Só para lembrar, Hitler era vegetariano e o boníssimo Chico Xavier um carnívoro…
Todos sabem (e fingem não saber!) da história de que o preço dos peixes estava caindo e que colocaram esse dogma para que na época da escassez pudéssemos comprá-los. De gaiatos aí entraram o chocolate (ovo da Páscoa) e o coelho. Para quem ainda duvida, uma passagem bíblica do Mestre dos mestres resolve o problema: “não importa o que entra na boca do homem e, sim, o que sai dela!”
É dessa forma que tudo vai se transformando em lucro, em propina, em servilismo, em desigualdade social. Quando na verdade deveríamos viver as tradições e a cultura herdadas (desculpem a redundância!) de forma ingênua, pura, simples e inofensiva, principalmente para não deixá-las morrer. Onde está o bumba-meu-boi? O congo? O baile dos mascarados? Cadê o lança-perfume, os confetes e as serpentinas? Para que lugar migraram a fogueira, o quentão e as verdadeiras quadrilhas juninas?
Sinto pelas crianças que não poderão aproveitar o que vivenciamos, saberão por livros e fotografias perdidos no tempo e no espaço, empoeirados do que foi um dia. E sinto sinceramente pelos idosos que mantiveram a intensidade dessa fase áurea das tradições culturais, ajudando para que elas permanecessem entre nós. Em relação ao São João, agora só resta puxar pela memória e tentar arrastar os pés imaginários ao som do acordeom do mestre Gonzagão nos terreiros de outrora, porque nem essa música dita forró-lambadeiro elétrico ajuda.
Gustavo Atallah Haun é professor.
O índio pataxó Valdir Pereira dos Santos finalmente ganhou a liberdade, após ser preso praticando sexo ao ar livre atrás do palanque de uma festa junina em Santo Antonio do Monte, em Itamaraju. A prisão ocorreu na última sexta, 19, informa o Teixeira News.
Valdir, de 58 anos, mantinha relações com um homossexual muito conhecido no município, e que usava saia e salto alto. Para moradores do Santo Antonio, o pataxó pode ter se confundido. O índio foi levado para a delegacia do município. O menor que acompanhava Valdir foi encaminhado ao Conselho Tutelar da cidade.
Seção Contraponto, Folha de São Paulo:
Convidado no domingo à noite do “Entrevista Coletiva”, programa da emissora afiliada da Band na Bahia, o ministro da Integração, Geddel Vieira Lima, teve de ouvir esta:
-Tempos atrás o senhor não gostaria da comparação, mas muita gente acha seu estilo parecido com o de ACM…
Geddel não se fez de rogado:
-Pois é, tem quem ache Maradona parecido com Pelé. Outros me acham parecido com Antonio Carlos. E tem quem ache Jaques Wagner parecido com Waldir Pires…
A passagem de Pires pelo governo, hoje ocupado por Wagner, deu-se entre 1987 e 1989, mas até hoje é sinônimo de caos administrativo para boa parte dos baianos.
Uma família viveu horas de tensão e medo em Ilhéus. Sob a mira de armas, 11 pessoas foram mantidas reféns de uma quadrilha em uma residência no Jardim Pontal, zona sul do município. Os bandidos estavam armados e condicionaram a liberação das vítimas à cobertura de emissoras de tevês no caso.
O coordenador regional da polícia civil, André Viana, e homens da Companhia de Ações Especiais da Região Cacaueira (Caerc), da PM, negociaram a liberação. A quadrilha foi rendida e presa. A invasão à residência de um bancário ocorreu no início da noite de ontem, às 7h.
Atualizado às 18h32min
Agnaldo Santos
Um taxista quase perde a vida em um grave acidente ocorrido às 21h de ontem, no quilômetro 5 da BA-027, que liga os municípios sul baianos de Camacan e Pau Brasil. O Corsa Sedan, placas JRV 7778, atingiu duas vacas que atravessavam a pista.
O veículo era conduzido pelo taxista Derivaldo Alencar da Costa, 36 anos, residente na Rua Carlos Gomes, centro de Camacan. Após o choque, o taxista perdeu a direção e o veículo bateu frontalmente em uma árvore, já na contramão. O carro pegou fogo e ficou totalmente destruído.
O motorista foi socorrido pelo motoboy Jocélio Costa da Rocha, que viu o acidente. Vários animais corriam na pista, mas o motorista atingiu os dois animais que caminhavam separadamente do rebanho. O acidente ocorreu numa região de plantação de café, nas imediações da rede de gasoduto que está sendo construído pela Bueno Engenharia.
Com o impacto do veículo, uma das vacas morreu na hora e a outra teve que ser abatida com um tiro disparado por um policial militar. Ainda de acordo com o motoboy que prestou socorro, o taxista sangrava muito quando foi retirado do veículo.
Dere, como é conhecido, chegou ser levado para a Fundação Hospitalar de Camacan, mas a equipe decidiu transferir a vítima para o Hospital de Base em Itabuna, onde encontra-se internado. A rodovia não tem sinalização, a vegetação é intensa em todo o trajeto e o número de animais na pista é constante. A polícia militar liberou a pista por volta das 22h30min.

O hábito do “CTRL + C” e “CTRL + V” na internet não é nada seguro, principalmente quando aquele que copia não costuma checar as informações.
Um blog chamado “amigos do presidente Lula” publicou um artigo com o título ” o último imperador do Maranhão ou Rei Lear“.
O autor comete um erro “primário” logo no início, quando afirma que o último imperador chinês (Pu-Yi) foi deposto por Mao Tsé Tung em 1912.
Vamos com calma! Em 1912, Mao tinha apenas 19 anos (nasceu em 1893). Pu-Yi foi forçado a abdicar com a instauração da república em 1912, depois que o movimento revolucionário comandado por Sun Yat-Sen chegou ao poder.
Na verdade, Mao – “o grande timoneiro” – só conseguiu assumir o controle total do imenso país asiático em 1949, quando expulsou seus rivais nacionalistas (kuomintang) para Taiwan.
Outra relação descabida é a analogia do ex-presidente da república e atual chefe do senado, José Sarney, com o Rei Lear (personagem de William Shakespeare).
Lear cometeu um grande erro. Decidiu dividir seu reino entre suas três filhas (Cordélia, Goneril e Regan), exigindo delas homenagens e provas de fidelidade. Cordélia – a única disposta a lhe dar a vida – percebeu o fingimento das demais, e discordou do pai. Revoltado com a ousadia da filha, Lear lhe condenou ao degredo, para depois se arrepender amargamente.
Qual a similitude deste “pungente” drama escrito por Shakespeare, com a história de Sarney? Roseana Sarney seria Cordélia? Como assim? No texto, o autor não descreve sequer uma cena da tragédia shakesperiana, sendo assim, não consigo entender a justificativa para “Rei Lear” no título.
O monarca da Bretanha lamenta o erro cometido:
“Ah, pequeno erro(…),
Como te mostraste terrível em Cordélia,
Arrancando, como numa tortura, minha natureza
De seu lugar devido, expulsando de meu coração todo o amor,
E alimentando o fel! Ah Lear, Lear, Lear!”
Alguém, mesmo por acaso, ouviu os murmúrios de Sarney?
O artigo tenta fazer uma “geléia geral” com os ingredientes China, Maranhão, Bretanha, Sarney, Lear e Mao. Infelizmente, essa panela rende apenas um mingau azedo.
Insisto, é preciso ter cuidado com a rebelião dos “cretinos fundamentais”. Muita gente escreve por escrever, e outros, não possuem discernimento para compreender as argumentações ridículas, dos textos que andam copiando.
Emílio Gusmão é comunicólogo e administrador do Blog do Gusmão.
Em matéria de sacrifício para conseguir um amor, Agulhão garante que teria ousadia maior que a do publicitário itabunense Beto Clésio. Este afirma que doaria um rim para conseguir uma cara-metade.
Agulhão, que diz andar “pegando a bico”, oferece mais que um rim…
Troco por “costela” um rim
e sou capaz de mais, até:
dou também amor sem fim,
se ela for um… “filé”!
O governador Jaques Wagner está na Argentina e terá o que comemorar nos próximos dias. Ontem, foi assinado um contrato de empréstimo de US$ 409 milhões (R$ 827 milhões) entre o estado e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O din-din será utilizado, segundo o secretário da Fazenda, Carlos Martins, na recuperação de estradas, construção de hospitais e obras de saneamento. Uma das estradas que entram no pacote é a BR-415, trecho Itabuna-Ibicaraí. O governador prometeu recuperá-la tão logo saísse o dinheiro do BID. Saiu. Agora, vamos às obras…
Os nobres vereadores ilheenses idealizaram uma peça publicitária em homenagem aos 475 anos de Ilhéus, que serão comemorados no próximo domingo (28). Mas a propaganda, em forma de outdoor, traz a imagem de todos os membros do legislativo municipal, o que constitui autopromoção, paga com o dinheiro suado do contribuinte.
É como diria aquele chavão publicitário surradíssimo: “Ilhéus faz aniversário, mas quem ganha o presente são os vereadores”… Sempre querendo levar vantagem em todas as situações.
Homenagens “de grego” como essa, o povo dispensa.
























