O operário Rosivaldo de Jesus Santana, 38 anos, funcionário da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa), morreu agora há pouco, quando trabalhava no conserto de um cano do sistema de abastecimento na Avenida Manoel Chaves, imediações da fábrica da Kildare.
Rosivaldo e mais quatro operários estavam dentro de um buraco aberto na rua para a realização do serviço, quando uma encosta cedeu. Além da vítima, também ficou soterrado Nilson Vieira, que foi levado consciente para o Hospital Calixto Midlej Filho. O atendimento foi prestado pelo Corpo de Bombeiros e Samu 192.
Outros três operários conseguiram escapar sem ferimentos. Rosivaldo Santana residia na avenida Pedro Jorge, no bairro Pedro Jerônimo.
Atualizado às 19h56min
Muita gente está a se perguntar o que o secretário da Educação Gustavo Lisboa quis dizer quando afirmou, segundo release distribuído hoje pela Prefeitura, que “(…)A expectativa é que a categoria analise os dados, avalie as finanças, não com base nas informações da prefeitura, mas nas informações do BB e do MEC. Procedendo esta análise com base nos dados reais, os professores vão descobrir que estamos concedendo um reajuste superior ao que qualquer município teria dado (…)”.
O texto é sobre a proposta da SEC, de reajuste de 12% aos professores de nível 1 da rede municipal. Para os de níveis 2 e 3, os 12% seriam ainda divididos em duas vezes (abril e outubro). No texto o secretário apelava aos profissionais da educação para não acreditar em suas palavras, mas que fossem a outras fontes, em busca de dados reais. A negociação é com o Sindicato do Magistério Público Municipal (Simpi), que pede em sua contraproposta, um reajuste médio de 12,5% .
Pela proposta aprovada pelos professores em assembléia, o reajuste seria de 13% para os professores do nível 1 e 12% para os níveis 2 e 3. Os professores aceitam a proposta de parcelamento em duas vezes, mas em outras bases: o nível 1 receberia 12% agora e 1% em agosto. Os outros receberiam 9% agora e 3% em agosto. Algum professor tem saudade dos tempos da API?
Assim como milhares de municípios de médio porte, Itabuna sofre com a violência e a criminalidade. Na campanha para prefeito, em 2008, foram muitas as “propostas” para solucionar a questão da violência na cidade – até a criação de uma secretaria muincipal de segurança pública foi anunciada. Mas todos os então candidatos concordavam que a parceria com o governo federal seria imprescindível, principalmente através de convênios com o Sistema Único de Seguranaça Pública (SUSP).
Passaram-se a eleição, a transição e quase quatro meses de governo, e não se tem notícia, até agora, de nenhuma política de segurança por parte do governo municipal. O problema começa com o Conselho Municipal de Defesa e Segurança de Itabuna. Ainda não se sabe por que o regimento interno e o termo de posse dos membros nunca foram publicados, o que deixa seus representantes sem legitimidade.
Quando o assunto é projetos para convenios com órgãos federais, a exemplo do Ministério da Justiça/SUSP, a única ação até hoje tentada nessa área foi no governo Fernando Gomes, mas o projeto foi rejeitado pelo Minstério da Justiça devido a incorreções.
Na verdade, esse é um ponto onde o município dorme, e há muito tempo. É uma verba “barata” (a contrapartida do município nos convênios do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania – Pronasci – é de apenas 1%). Só este ano, o Pronasci vai investir R$ 1,2 bilhão nesses convênios Brasil afora. O problema é que, após a posse, os prefeitos preferem aderir ao discurso de que segurança pública é com o estado, confundindo o cidadão que acreditou nas promessas de campanha.
Se tivesse aderido ao programa, Itabuna poderia agora estar propondo ações, em vez de chorar pela violência que aterroriza a todos. O Pronasci prevê ações de prevenção e repressão policial qualificada; diálogo com jovens em situação de risco infracional – principal público-alvo; e a promoção da cidadania nas comunidades dominadas pelo crime organizado. Caberia direitinho aqui.
O governo do Estado divulgou nesta quinta-feira o resultado da primeira etapa do concurso da Polícia Militar, que corresponde à prova objetiva. Nessa fase são 35.691 os candidatos habilitados (a lista está disponível em caderno especial encartado no Diário Oficial do Estado, no site da Fundação Carlos Chagas, em www.concursosfcc.com.br, e no Portal do Servidor, em www.portaldoservidor.ba.gov.br).
O concurso é para o preenchimento de 3,2 mil vagas, sendo 2,8 mil para o quadro de praças da Polícia Militar e 400 para o quadro de praças do Corpo de Bombeiros. A definição dos classificados se dará após a correção das redações dos 12.800 primeiros colocados na prova objetiva. A previsão de divulgação do resultado final é para o mês de junho.
A partir desse resultado a PM vai chamar os 3.200 primeiros classificados para exames pré-admissionais – exames médico, físico, psicológico e de investigação social. Só depois de aprovados nessa última etapa os candidatos serão matriculados no curso de formação
Na falta de algo mais importante para apresentar ao legislativo ilheense, o vereador Tarcísio do Salobrinho acaba de propor a mudança do nome do bairro onde vive e que o identifica politicamente para Bairro Universitário Santa Cruz.
O programa O Tabuleiro (Conquista FM) colocou a ideia em discussão e pediu a opinião dos ouvintes. A grande maioria criticou a proposta do vereador e houve quem o aconselhasse a usar o mandato para desenvolver ações mais construtivas.
A aposta geral é de que o projeto não passa pela Câmara. Mas o vereador já pode pensar em mudar sua alcunha para Tarcísio do Busc… E aí nem precisa do aval dos colegas.
O texto abaixo, extraído do blog do jornalista Ricardo Noblat, ajuda a entender um pouco a discussão àspera registrada ontem à noite no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), entre os ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa.
Boa Leitura.
A crise ameaça atravessar a praça dos Três Poderes
Clic.
A imagem que escapou à atenção dos poucos fotógrafos escalados para cobrir a sessão de ontem do Supremo Tribunal Federal (STF) mostraria o ministro Joaquim Barbosa sentado sozinho e cabisbaxo, enquanto seus pares saíam em grupo para uma reunião que duraria mais de duas horas.
Barbosa e Gilmar Mendes, presidente do STF, haviam acabado de protagonizar a mais longa e áspera discussão pública da história do tribunal. Eles trocaram estocadas durante 13 minutos. Mas foi Barbosa o autor das mais agressivas.
Nunca antes na história deste país se ouvira um ministro acusar o outro de estar destruindo a Justiça. “Vossa Excelência está na mídia destruindo a credibilidade do Judiciário”, acusou Barbosa. “Vossa Excelência, quando se dirige a mim, não está falando com os seus capangas de Mato Grosso”, completou.
Antes que deixasse o prédio do tribunal, Barbosa foi procurado por dois dos seus colegas. Eles o aconselharam a pedir desculpas a Gilmar e a soltar uma nota se retratando. Barbosa recusou os dois pedidos. Foi embora para casa.
Os ministros que se reuniram em seguida com Gilmar cogitaram de redigir uma nota de censura a Barbosa. Desistiram. Limitaram-se a assinar uma nota de míseras quatro linhas de solidariedade a Gilmar. O Supremo suspendeu a sessão marcada para hoje.
Barbosa e Gilmar foram procuradores da República antes de ser nomeados ministros do STF por Lula e Fernando Henrique Cardoso. Jamais foram amigos – pelo contrário. Gilmar nunca engoliu o fato de não ter sido promovido a procurador de primeira categoria. Barbosa foi promovido.
A birra de Gilmar com o Ministério Público vem daí, segundo dois amigos dele. De temperamento mais explosivo, Barbosa tem birra com vários dos seus colegas de tribunal. Com alguns deles bateu-boca em público durante sessões do ano passado.
O que Barbosa disse contra Gilmar é sussurado por alguns ministros do STF e repetido em voz alta por juízes federais e procuradores da República. Gilmar não parece se importar com isso. Deve manter o mesmo comportamento que o alçou à condição de o mais polêmico ministro que já presidiu o STF.
É difícil imaginar como ele e Barbosa conviverão no mesmo tribunal daqui para frente. Barbosa deu aos críticos de Gilmar tudo o que eles queriam – munição de grosso calibre. Nem mesmo os juízes mais afoitos haviam tido a coragem até aqui de acusar Gilmar do que ele foi acusado por Barbosa.
O Congresso enfrenta uma dura crise de credibilidade que não se esgotará tão cedo. Só faltava o Supremo, do outro lado da Praça dos Três Poderes, ser atingido por algo semelhante.
www.noblat.com.br
Do Política Livre
Uma eventual eleição da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para a Presidência em 2010 seria um “acontecimento duplamente simbólico e lisonjeiro para a democracia brasileira”, segundo o jornal francês Le Monde de quarta-feira. “Imaginemos o que Dilma representa: uma mulher, pela primeira vez presidente, oito anos depois da eleição de um operário”, justifica o diário.
Em um artigo que traça o perfil e a trajetória política da ministra, o Le Monde a apresenta como a ex-militante radical de esquerda que hoje tem a reputação de “dama de ferro” e que é a mais provável candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições presidenciais do ano que vem.
O Le Monde lembra, no entanto, que apesar da imensa popularidade de Lula, a vitória de Rousseff em 2010 não está garantida. “Ela possivelmente terá como adversário um homem de peso, José Serra, governador de São Paulo e ex-rival derrotado por Lula em 2002″.
O senador César Borges ratificou a sua posição no tabuleiro político baiano agora e em 2010. Numa entrevista exclusiva concedida ao site Jornal Bahia Online, ele fez pesadas críticas ao governador Jaques Wagner e afirma que as oposições terão apenas um – e só um – candidato na disputa pelo Palácio de Ondina no próximo ano.
– O melhor nome para lançarmos a governador é aquele que consiga ampliar o leque de alianças para além de suas bases ideológicas. Algo que o governador Jaques Wagner fez muito bem na sua eleição e nós não fizemos, nas eleições passadas, estreitando demais nosso leque ideológico e facilitando sua vitória.
Confira a íntegra da entrevista no site.
Veja como é a vida. Há alguns dias o Pimenta informou que o prefeito de Itororó, Adroaldo Almeida (PT) encaminhou à Câmara projeto de Lei concedendo aos professores reajuste salarial para adequar os vencimentos ao Piso Nacional, implantado pelo Mnistério da Educação. O prefeito, todo feliz, anunciava o salário de R$ 950,00 como um benefício para os profissionais da educação e um avanço de seu município na relação com o funcionalismo.
O problema é que a situação mudou. De R$ 950, o piso nacional do magistério foi elevado este mês para R$ 1.132,40, para uma jornada de 40 horas. Quem trabalha 20 horas tem direito a receber metade desse valor, R$ 566,20. O prefeito disse, à época, que o piso é uma conquista dos professores junto ao governo Lula, e ele queria que isso fosse seguido em seu município. Como fica a situação agora, nesses tempos de receitas minguadas? Retira o projeto da Câmara e faz os ajustes necessários ou deixa para seguir o exemplo em outra ocasião?
Em tempo: nessa sexta-feira (24), profissionais da educação em todo país vão parar as atividades para protestar pela implantação do piso nacional. Em Itabuna, os dois sindicatos que representam a cetegoria (API/APLB e SIMPI) aderem ao movimento.
O SIMPI diz que vai fazer isso em apoio à luta da categoria, embora estivesse “desobrigado” da atividade, já que não é filiado à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), o que é o caso da API. Os dois sindicatos promoverão debates sobre o tema – a API em sua sede, na praça Adami, e o SIMPI, na Casa do Educador.
Em uma grande cidade do sul da Bahia, não se fala em outra coisa. Estaria se tramando uma articulação entre um advogado com fome de cargos e uma empresária que costuma ser eminência-parda na Prefeitura. O objetivo seria criar situações de desgaste para o atual prefeito, fazendo-o escorregar em sucessivas cascas de banana, até o tombo final. A dupla, pelo que consta, está insatisfeita com o chefe do executivo e tem preferência pelo vice.
A conferir…
O atacante Neto Berola e o goleiro Badio assinaram contrato de três anos com o Vitória (BA), nesta quarta-feira, 22. Os dois atletas pertenciam ao Itabuna Esporte Clube. Badio foi o goleiro revelação do Campeonato Baiano de Futebol. Berola terminou a fase de classificação na vice-artilharia do Estadual, com 13 gols. Ainda não foram reveladas as bases da negociação envolvendo o Itabuna e o Vitória.
E ainda sobre futebol: as fortes chuvas em Salvador acabaram por adiar os jogos de volta das semifinais do Campeonato Baiano, entre Vitória x Atlético e Bahia x Fluminense, ambos programados para as 20h30min.

No ápice da discussão, Barbosa exigiu respeito de Mendes e disse que o presidente não estava no Mato Grosso, onde anda “com seus capangas”.
Isso é na cúpula do judiciário brasileiro. Faltou quase nada para um ministro chamar o outro pra “sair na mão”. Ou, como dizem os homens da lei, partir para “as vias de fato”.

É como diz um leitor do Pimenta: no Paraguai, até o bispo é falsificado.
Por falar em Floresta Azul (ver nota abaixo), a batalha contra a dengue naquela cidade tem ares de guerra de verdade. Tanto que, na falta de local mais apropriado, a sede da prefeitura se transformou em unidade de hidratação de pacientes com suspeita de dengue.
Quem recomendou o improviso foi uma oficial das Forças Armadas, do grupo que veio à região para reforçar o combate ao Aedes aegypti, depois de constatar que a cidade não dispunha de uma estrutura adequada para instalar a unidade.
O melhor local era mesmo um espaço existente no prédio da prefeitura e, se ele não pudesse ser utilizado, seria necessário construir ou adaptar outro imóvel. E como a grana anda curta nos municípios, partiu-se para o improviso.
Trinta cadeiras destinadas aos pacientes com suspeita de dengue foram colocadas em salas da prefeitura e, segundo informações, a situação da doença em Floresta Azul está sendo controlada.




















