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Uma pesquisa feita por amostragem pela Controladoria-Geral da União (CGU) mostrou que 51% das prefeituras fiscalizadas por sorteio não divulgaram a relação dos beneficiários do Bolsa Família. Isso aumenta a possibilidade de fraudes no programa, principalmente nos casos de pessoas que deixaram de depender do benefício, mas continuam cadastradas.
Apesar de alto, o índice, que se refere aos dois últimos anos, é 12% inferior aos dados de 2003 a 2005, quando 62% dos municípios analisados não mostravam os nomes de quem recebia o auxílio.
Pelo decreto do governo, todos os municípios devem divulgar amplamente a relação dos beneficiários do Bolsa Família. Mas, das 446 prefeituras sorteadas para serem fiscalizadas, 227 não tinham tornado pública a lista das pessoas que estavam dentro do programa. Isso representa metade das cidades pesquisadas por meio de cruzamento dos relatórios de auditorias e questionários enviados pela CGU. Muitas vezes, famílias que antes recebiam o dinheiro do programa se mudaram, mas continuam na relação de recebedores. (Edson Luiz, Correio Braziliense)

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Uma multidão se formou na porta da Unidade de Saúde
Uma multidão se formou na porta da Unidade de Saúde

O que ontem à noite era um grupo de pessoas sofrendo com o frio, hoje pela manhã virou uma verdadeira multidão na porta da Unidade Básica de Saúde Alberto Teixeira Barreto, do Califórnia. Madrugada adentro, as pessoas não pararam de chegar, e a quantidade de pessoas na fila para autorização de exames laboratoriais passava de 200 (estimativa nossa). A fila começou a se formar ontem pela manhã, às sete horas (veja nota)
Mas nem todos que ali estavam podiam se sentir contemplados. “A gente vai distribuindo as autorizações até as cotas se encerrarem. Essa marcação está sendo feita em todas as unidades hoje pela manhã, então não tenho como dizer se todas essas pessoas serão contempladas. O sistema é que vai determinar”, explicou o administrador Alberto Araújo. Ele acrescentou que a UBS do Califórnia atende a uma população de 40 mil pessoas.
Hoje pela manhã a reportagem do Pimenta encontrou a senhora Antônia Pereira, de 65 anos, que estava na fila desde as 11 horas da manhã de domingo. “Passei a noite em claro. Agora, só falta a [autorização] do ‘oculista’”. Para passar pelo oftalmologista, ela afirma que terá que dormir na fila novamente, de terça para quarta-feira. Ou seja, para fazer exames relativamente simples (fezes, urina e sangue, além de uma consulta), dona Antônia terá que dormir duas noites ao relento em três dias.
Alberto Araújo explica que as cotas de exames agora são distribuídas pela Sesab, e se referem à mesma quantidade que era disponibilizada para Itabuna em 2003, antes da municipalização plena. “Como Itabuna perdeu a alta e média complexidades, estamos recebendo apenas as cotas referentes à baixa. Isso significa que temos um número maior de pessoas, porque a população cresceu, de 2003 para cá, mas a cota é a mesma”.
Ele afirma que Itabuna ainda atende a muitos pacientes de cidades vizinhas, que burlam o sistema e são atendidos em Itabuna. O administrador diz que estão sendo adotadas medidas para coibir essa prática, mas a solução esbarra em um problema ético-legal: “Não podemos negar atendimento”.
Outro “problema ético” fez a fila ficar tão grande (foto) na manhã desta segunda-feira em relação à noite de ontem. “Os funcionários do posto não mandam ninguém vir um dia antes, porque é feio para o governo. Me mandaram vir hoje, às sete horas da manhã. Não acreditei que ia ser tão fácil e vim às 4h50min. Acabou que mesmo assim sou uma das últimas”, lamenta a aposentada Teresinha Rosa Silva.

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Na Central de Regulação, usuário ainda sofre para marcar um exame
Na Central de Regulação, usuário ainda sofre para marcar um exame

O novo cronograma de marcação de exames pelo SUS em Itabuna não reduziu muito o sofrimento dos usuários nas filas na Central de Regulação e nas unidades básicas de saúde.
Ontem, em pleno domingo, o Pimenta flagrou a situação penosa de diversas pessoas (idosos e criança, inclusive), que foram para a Unidade Básica de Saúde do bairro Califórnia pela manhã, para assegurar o atendimento no dia seguinte.
Hoje, este blogueiro esteve na Central de Regulação, onde o sistema de marcação de exames pode receber diversos adjetivos, menos o de “organizado”.
Leonardo Santos, 19 anos, parecia um “zumbi” depois de passar a noite em claro em frente à Central. “Cheguei às 9h20min da noite e já tinha umas 40 pessoas na minha frente. Aqui não dá pra dormir”, relatou o jovem, que foi guardar o lugar na fila a pedido de uma cunhada.
Passar a noite na fila não é garantia de ter o exame marcado. Muitos são os que voltam para casa  frustrados. Os que mais sofrem, como já denunciou o promotor Clodoaldo da Anunciação, são os idosos e pessoas com deficiência física, que são praticamente atropelados quando as portas das unidades se abrem. Nessa hora, a fila se desfaz em “muvuca”.
O esquema de atendimento prossegue até o dia 8. Salve-se quem puder.

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A Polícia Rodoviária Estadual (PRE) divulgou os nomes das cinco vítimas fatais do acidente ocorrido ontem, no quilômetro nove da rodovia Ilhéus-Itacaré (próximo ao loteamento Marisol). Fábio Ferreira Santos, Grazielli Matos Bispo, Leisa do Carmo de Carvalho Silva, José Enver Marques Costa e Marília Bezerra Silva morreram na colisão frontal entre um Peugeot e um Santana, ontem, no final/início de noite.
O motorista do Santana teria perdido a direção do veículo numa curva e invadido a pista contrária, batendo de frente com o Peugeot. As vítimas fatais são de Itabuna, estudantes da Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC), mais funcionários da Construtora Bueno. Todas estavam retornando para Itabuna após o feriadão do Dia do Trabalho.
Os ocupantes do outro veículo encontram-se em estado grave no Hospital Geral Luiz Viana Filho, em Ilhéus. Os três são naturais de São Paulo e estava retornando a Itacaré, onde passavam o feriadão. Todos eles são de uma mesma família – Mariana Sancho Tivoto, Tadeu Sancho Tivoto e Carlos Eduardo Tivoto Esteves.

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Um acidente no início da noite deste domingo provocou a morte de seis pessoas na rodovia Ilhéus-Itacaré, no retorno do feriadão do Dia do Trabalho. De acordo com o site R2cpress, o acidente envolveu um carro da marca Peugeot, placas de Minas Gerais, e um Volkswagen Santana, de Itabuna. A colisão ocorreu próximo ao loteamento Marisol.
Os cinco ocupantes do Santana morreram no local do acidente. Todos moravam em Itabuna. Duas pessoas estavam no Peugeot, mas sobreviveram. Parte dos passageiros do Santana era formada por funcionários da Construtora Bueno e a outra, por estudantes da FTC-Itabuna.
Eram três estudantes: Graziela Bispo, filha de Aldo Bispo, coordenador financeiro da FTC, além de duas outras alunas, identificadas apenas pelos prenomes (Isa e Marilia). A sexta vítima parou o carro, um Gol, para ver o acidente e acabou atropelado. A pessoa, identificada apenas como João Maria, morreu no local. A colisão do Peugeot e o Santana foi frontal.

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Idosa e criança dividem sofrimento na fila
Idosa e criança dividem sofrimento na fila

Ainda eram sete horas quando o menino Igor Ângelo Cardoso, de 12 anos, chegou para marcar seu lugar na fila do posto de saúde Alberto Teixeira Barreto, no bairro Califórnia, em Itabuna.
Para o leitor que, como o repórter do Pimenta, achou que eram sete horas da noite, ele esclarece, com impensável bom humor: “Da noite? Fique atrás… Sete horas da manhã”. As fichas para pegar as autorizações de procedimentos serão entregues às sete horas desta segunda-feira.
Claro que ele radicalizou. Mas quem assumiria o segundo lugar chegaria às 10 horas, o que, convenhamos, não muda muito a situação. “Eu queria ser o primeiro. E aqui tem que chegar cedo, pra ser o primeiro”.
A “fixação” para garantir os primeiros lugares não é a toa, nem exagero do garoto Igor. É que, segundo os “moradores” da fila, são distribuídas apenas 40 autorizações de exames na rede pública. Esse número engloba idosos e gestantes.
Por esse motivo a aposentada Antônia Maria Pereira, de 65 anos, também se esforçou para chegar cedo. “Estou aqui desde as 11 horas, sou a terceira”. Ela, assim como o menino Igor e todos que estão na fila, querem autorizações para exames de sangue, fezes e urina.
Apesar do desconforto de passar a noite ao relento, sofrendo antecipadamente com a madrugada fria que se anunciava às 20 horas (horário que essa reportagem foi feita), além da falta de locais para fazer as necessidades fisiológicas, é possível encontrar bom humor entre os candidatos a uma “ficha”. “Eu mesma trouxe cuscuz, café e cobertor. Tem gente que traz até colchão”, afirma dona Antônia.
Certamente ela vai conseguir a autorização para os exames que precisa. Mas seu calvário não terminará aí. “Preciso de autorização para oftalmologista. Mas eles só entregam na quarta-feira. Vou ter que dormir aqui mais uma vez”.
A fila só crescia, às 20 horas; alguns deitam no chão, outros trazem café para enfrentar a madrugada fria
A fila só crescia, às 20 horas; alguns deitam no chão, outros trazem café para enfrentar a madrugada fria

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O anjo da guarda do presidente da Bahiapesca, Isaac Albagli, parece ser mais do que forte.
Desde 1994 corre um processo contra ele na justiça ilheense, relativo a prejuízos causados pela sua administração na extinta Companhia de Administração da Zona de Exportação (Cimaze).
Trocando em miúdos, a Cimaze foi criada para ‘tocar’ o projeto de implantação da ZPE ilheense, no início da década de 90. Era uma companhia de economia mista. Os prejuízos foram detectados em auditoria do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).
O tombo deixado por mister Isaac foi da ordem de quase 53 milhões de cruzeiros (Cr$ 52.997.343,13). Apesar da falha ser apontada em 1994, o município somente entrou com a ação de recuperação em 2001.
Naquele ano, o judiciário determinou vistas ao Ministério Público Estadual (MPE). O órgão só foi oficiado cinco anos depois, em 2006. Percebendo talvez cheiro de coisa errada, a promotoria ilheense pediu, à época, que fosse justificada a demora de cinco anos para dar vista ao processo de Isaac.
O pedido foi acatado pelo judiciário ilheense, segundo decisão de dez de abril de 2007.”Certifique-se o Sr. Escrivão as razões pelas quais houve retardo do andamento deste proceso, cuja vista para o MP só ocorreu cinco anos adepois do despacho da então juiza que conduzia o feito”.
O processo corre na 2ª Vara Cível, Comercial e das Relações de Consumo. Deu-se que, de lá para cá, a ação novamente estacionou em qualquer prateleira de um dos armários do Fórum Epaminondas Berbert.
E, por enquanto, Isaac vai cuidando de peixes na Bahiapesca…

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Pancadaria mancho título rubro-negro (foto Correio).
Debaixo de chuva e pancadaria rubro-negros chegam ao tri (Correio).

O Vitória perdia por 2×0 ao final do primeiro tempo, no Barradão, e teve forças para empatar a partida e confirmar mais um título do Estadual. E o título foi conquistado diante do rival histórico, o Bahia, no estádio Manoel Barradas (Barradão). A partida começou às 17h.
Reinaldo Alagoano abriu o placar do jogo, aos nove minutos do primeiro tempo. Aos 45 minutos de jogo, Ávine marcou o segundo do Bahia. O resultado parcial daria o título ao tricolor-de-aço. Daria, porque ainda teríamos o segundo tempo de Neto Baiano (ele, de novo!) e Ramon. Empate e título para o Vitória. O tri estadual. A partida terminou com um lamentável festival de pancadaria.

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Em cima do Botafogo, o Flamengo acaba de se tornar tricampeão carioca e o dono do maior número de títulos da história do Estadual. O Fla meteu 2×0 no primeiro tempo, mas recuou e permitiu o empate na etapa final. O jogo foi para os pênaltis. E como em 2007, Bruno estava lá para defender duas cobranças do Bota e assegurar o título aos rubro-negros.
Abaixo, confira lances capitais da finalíssima.

Como o jogo terminou empatado, o título foi decidido nos pênaltis.

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Com roupa de presidiário e algemado, o fazendeiro Markson Monteiro Oliveira, o Marcos Gomes, retornou há pouco para o Conjunto Penal de Itabuna. Ele foi encaminhado para o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem) pela manhã, com quadro depressivo, derrame facial e pressão alta, segundo apurou o repórter João Ailton.
Após medicado e ficar em observação por quase toda a tarde, foi liberado para retornar à prisão. Cerca de 20 policiais militares e agentes penitenciários foram mobilizados para a operação. Ele retornou ao presídio num furgão do presídio e escoltado por três viaturas da PM.

Atualizado às 18h10min
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O PSOL estadual implodiu o diretório municipal de Ilhéus, que tem como figura mais conhecida o professor André Luís, ex-candidato a prefeito em 2008 e a senador em 2006, pela legenda.
A alegação da estadual é de que o diretório da Terra de Gabriela agiu contra todas as determinações do partido ao fechar aliança com o PDT, que em Ilhéus é controlado por seguidores do ex-prefeito Valderico Reis.
A direção estadual do PSOL convocou plenária para o próximo dia 9, às 14h, para discutir a decisão. Ainda não foi decidido o local da assembléia.
Os dirigentes também vetaram qualquer diálogo para que o ex-candidato a vereador Hernani Sá, o Hernaninho, se filie ao partido. Não está descartada uma limpeza geral no quadro de filiados do PSOl ilheense. Em bom português, vai sobrar para o ex-candidato a prefeito André Luís.

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Alegando estar com depressão pós-cadeia, o fazendeiro Markson Monteiro de Oliveira (Marcos Gomes), acusado de torturar, manter em cárcere privado e matar o vaqueiro Alexandro Honorato, saiu agora à tarde do Conjunto Penal de Itabuna e foi levado para o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães.
Três policiais militares e um oficial de justiça se encontram no local,acompanhando o acusado, que foi preso no dia 20 de abril, depois de estar foragido por mais de dois anos.
Na quinta-feira (30), Marcos recebeu na cadeia a visita do pai, o ex-prefeito de Itabuna, Fernando Gomes. Falaram-se por alguns minutos, mas não puderam se tocar.
A reportagem do jornal Diário Bahia ouviu o diretor do conjunto penal, Nilton Mascarenhas, que informou sobre o dia-a-dia do preso.
Segundo Mascarenhas, o filho do ex-prefeito de Itabuna se encontra sozinho em uma cela, norma da penitenciária para os primeiros dez dias de carceragem. O diretor informou ainda que Marcos Gomes está se alimentando com a mesma comida dos outros presos e que não lhe falta apetite, pois “a marmita está voltando vazia”.
Para quem está com essa fome toda, chega a ser estranho o alegado quadro de depressão. Recomenda-se olho vivo…