O prefeito de Salvador João Henrique quebrará uma tradição e não comparecerá aos festejos do 2 de Julho em Salvador. Além de comemorar a Independência da Bahia, a data é uma espécie de termômetro para testar a popularidade (ou a falta dela) das principais lideranças políticas do Estado.
A assessoria de JH diz que ele tinha uma viagem inadiável. Mas a versão que corre é que ele tem medo de tomar uma senhora vaia por conta da greve dos servidores públicos municipais e da situação de penúria em que se encontra a capital baiana.

Trabalhadores de diversas categorias protestaram hoje, na Praça Adami, em Itabuna, contra o que consideram falta de critérios do INSS nas revisões relacionadas ao auxílio-doença. Na opinião de representantes de vários sindicatos, coordeanados pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), é grande o número de altas médicas “precipitadas”.
Participaram do protesto os sindicatos dos comerciários, bancários, domésticas, operários dos setores têxteis e calçadistas e agentes comunitários de saúde.
Em princípio, a manitestação estava agendada para acontecer no escritório local do INSS, mas houve alteração por conta da greve dos funcionários do órgão.
Com relação à nota “Essa Coelba ainda mata um”, esclarecemos:
– A interrupção no fornecimento de energia elétrica ocorrida dia 28 em São Francisco do Conde, Madre de Deus e Candeias foi causada por um curto-circuito provocado por uma cobra na linha de transmissão que atende a esta região.
– O fornecimento foi interrompido em Madre de Deus e Candeias às 17h05 e normalizado às 19h04 do dia 28, após a realização de manobras no sistema elétrico, e não por volta das 22h, conforme divulgado.
– Em São Francisco do Conde, o fornecimento foi interrompido das 17h05 do dia 28, às 03h19 de ontem (29). A demora no restabelecimento neste município foi motivada pela dificuldade de localização do defeito e de acesso ao local do problema.
Gratos pela divulgação das nossas informações.

Um grupo formado por candidatos aprovados em concurso realizado no ano de 2007 pela Prefeitura de Ilhéus sofre para fazer com que o governo Newton Lima acate decisão da Justiça, que determina sua nomeação.
Em meados de junho, foi assinado Termo de Ajustamento de Conduta, que prevê não apenas as nomeações, como a realização de um novo concurso no prazo de 180 dias. A ordem é para que a Prefeitura substitua todos o servidores admitidos por contrato.
Na Secretaria de Administração da Prefeitra, o TAC é visto com desdém e ninguém liga para a choradeira dos concursados. Idem na Câmara de Vereadores de Ilhéus.
Sem apoio onde deveriam achá-lo, um grupo de servidores – que já criou até blog – procurou ajuda na cidade vizinha, Itabuna, e o encontrou na pessoa do vereador Wenceslau Júnior (PCdoB). O comunista, com know how de quem já vinha mobilizado junto aos concursados da Prefeitura de Itabuna, abraçou a causa na hora.
No programa Conversa com o Governador desta semana, Jaques Wagner fala das boas expectativas com relação à parceria com o Instituto Ronaldinho Gaúcho, firmada no último dia 27. O objetivo é atender 2 mil crianças e adolescentes de 10 a 17 anos, em programas de formação profissional e integração por meio do esporte. Wagner também faz uma avaliação dos festejos juninos na Bahia.
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A Bahia atingiu em junho a marca histórica de 93.562 casos de dengue em 2009, segundo o último boletim epidemiológico estadual, dos quais 819 da forma mais letal, hemorrágica. Até aqui, foram confirmadas 55 mortes causadas pela doença. Salvador, Jequié, Itabuna, Porto Seguro e Ilhéus concentram 44% dos casos de dengue.
A Comissão de Anistia brasileira aprovou, na semana passada, a condição de anistiado político para Rui Pinto Patterson, preso no regime militar e fundador do hilário Partido Operário Revolucionário Retado e Armado, o PORRA. A “sigla” era uma dissidência baiana do Partido Comunista Brasileiro, o velhão ‘pecebão’.
O repórter Evandro Éboli, do Globo, resgatou a história de Rui Patterson, funcionário do Banco do Brasil e que vivia em Ipiaú, no sul da Bahia, à época da prisão e tortura, em outubro de 1969. E por que a prisão? A polícia encontrou com ele e o grupo papéis com algumas anotações, entre as quais P.O.R.R.A.
– Era um poemeto sem métrica e rima e sem qualquer acuidade literária. Era um palavrão solto, sem qualquer significado. Mas o papel caiu (foi retido pelos militares) comigo – lembra Patterson, que terá indenização mensal de R$ 2,6 mil.
Os milicos pensavam tratar-se de uma perigosa organização de esquerda. O anistiado e o seu grupo foram torturados e pressionados a revelar o significado da sigla P.O.R.R.A. Um dos detidos, Nemésio Garcia, então, teria “criado” o partido numa das sessões de espancamento. “Foi a única maneira de cessar as torturas”, diz Patterson.
O nome anárquico pegou, graças a um jeitinho do grupo: pichava com palavras de ordem nos jumentos que circulavam pela cidade. “E, por mais que se lavassem os jumentos, a frase não saía. Era a sensação na cidade, e chamava a atenção de todos, nosso objetivo”, contou. Patterson foi julgado e condenado a dois anos de prisão.
O advogado dos militantes do Porra passou por maus bocados ao defendê-los no Superior Tribunal Militar (STM). Para impressionar os milicos, iniciou a defesa com um sonoro “Porra!!!”.
– Quase saí de lá preso. Eram outros tempos, e a expressão era muito pesada. Foi uma audiência de risco – contou Técio, o advogado.
Lideranças itabunense começam a articular uma chapa que deverá injetar sangue novo na Associação Comercial e Empresarial de Itabuna (ACEI). Depois de Silvio Roberto e Ubirajara Coelho, empresários buscam um nome de consenso para a sucessão na entidade centenária, fundada em 1908.
Um dos cortejados para o cargo é o empresário e médico Eduardo Fontes, que recebeu convite de um grupo influente do empresariado. Fontes se disse lisonjeado, mas ficou de pensar na proposta. Reconhecido como cirurgião plástico, ele revolucionou o conceito em hotelaria no município, após a inauguração do Tarik Plaza.
A polícia civil, sob o comando do delegado Clodovil Soares, realiza neste momento diligências na tentativa de capturar dois bandidos que assaltaram há pouco a Padaria Paulista, situada na rua Saturnino José Soares, bairro de Fátima, em Itabuna.
Segundo informações da polícia, um dos assaltantes foi baleado durante a ação. O disparo teria sido feito pelo comparsa.
As cerca de 50 pessoas que pediram à Funasa o descadastramento da etnia tupinambá por considerar irregular a forma em que foram induzidos a se auto-intitular descendentes de índios vão passar de acusadores para acusados.
Caciques da tribo tupinambá vão ingressar na Polícia Federal pedindo apuração de crime de falsidade ideológica. Os caboclos acusam lideranças indígenas de manipularem o cadastramento e até de tomar posse de documentos pessoais de pequenos produtores da região – a maioria cabocla – para incluí-los na lista de índios fornecida à Funasa, que presta serviços de assistência médica às aldeias.
Os tupinambás rebatem. “Se alguém cometeu crime foram eles, que se intitularam de uma etnia que, agora, reconhecem que não são”. Segundo o índio Cláudio Magalhães, o “Tororomba”, eles podem até ter sido procurados, “mas ninguém forçou nada a ninguém”, numa clara resposta aos produtores que se disseram ameaçados a participar do cadastramento.
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Vem do secretário municipal de Reparação, Airton Ferreira, a ideia de construção de um monumento em homenagem a Michael Jackson, no Pelourinho, ponto histórico de Salvador e onde o astro gravou um de seus milhares de clipes.
Airton justifica a bizarrice afirmando que Michael, que fez várias cirurgias e morreu ‘branco’, teria ajudado “a elevar a auto-estima dos negros”. A declaraçao ocorreu numa entrevista ao programa da rádio Metrópole.
É nessas horas que espertos se agarram a justificativas, no mínimo, bizarras…
Radialistas comunicavam hoje cedo que o sorteio do carro da campanha da CDL não ocorreria hoje, porque o prefeito de Itabuna estaria fora da cidade. A informação estava truncada.
O sorteio de fato foi adiado para amanhã, às 18 horas, não porque o prefeito tenha viajado. Ele está na cidade, mas não poderá se fazer presente no estande da CDL.
A assessoria do prefeito entrou em contato com o Pimenta para retificar a informação e informar que ele estará na missa em homenagem ao aniversariante do dia, seu antecessor Fernando Gomes. Aliás, todos os ocupantes de cargos comissionados na Prefeitura foram “convidados” para o evento.
A morte violenta de jovens, na maioria das vezes em virtude do envolvimento com drogas (principalmente o famigerado crack), tornou-se rotina em Itabuna.
No noticiário policial, a tragédia de familias está banalizada, é coisa comum. Isto porque quase nunca se nota o aspecto humano, o sofrimento de quem perde, a desesperança que atinge a todos que têm consciência e percebem que, do jeito que está, não são apenas as vítimas imediatas que vão para o buraco, mas toda a sociedade.
Por não se ater ao óbvio e fazer noticiário policial sem desconsiderar o aspecto humano, está de parabéns o excelente repórter policial Oziel Aragão.
Oziel cobriu ontem mais uma morte violenta em Itabuna. Foi no loteamento Jardim Grapiúna, na área que todos conhecem como “Favela do Bode”. Ítalo Gomes Santos, 20 anos, foi alvejado com um tiro no rosto e morreu instantaneamente.
O pai do jovem, um senhor de cabelos grisalhos, chegou ao local enquanto a polícia realizava o chamado levantamento cadavérico. Lançou-se sobre o corpo, envolveu o rosto ensaguentado do filho com as mãos e clamou inutilmente, do fundo de uma alma desesperada: “meu filho, você está vivo, fala com o papai”.
Finalmente, o noticiário policial enxerga uma vítima verdadeira: aquela que sobrevive.
Até agora, ninguém entende porque Ilhéus fez São João. O secretário estadual de turismo, Domingos Leonelli, forçou a realização da festa com o argumento de que o município é uma das portas do turismo da Bahia. O festejo traria divisas para a Terra de Gabriela.
Se o secretário considera Ilhéus a porta de entrada, o mesmo não se pode dizer do prefeito Newton Lima, que preferiu passar o São João em Ibicuí. E apareceu como um relâmpago na avenida Soares Lopes, na noite do dia 24. De representantes da prefeitura na avenida, só o secretário de turismo, Hermano Fahning, e o assessor de comunicação, Marcos Corrêa ficaram por lá.
No mais, todos seguiram o prefeito num ônibus fretado para Ibicuí, a R$ 350,00 por cabeça. A piada é que, ao conferir as atrações da festa da sua cidade, Newton reagiu, repetindo a antiga propaganda: “a peste é que fica aqui; eu vou é pra Ibicuí”. E foi.






















