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A morte violenta de jovens, na maioria das vezes em virtude do envolvimento com drogas (principalmente o famigerado crack), tornou-se rotina em Itabuna.
No noticiário policial, a tragédia de familias está banalizada, é coisa comum. Isto porque quase nunca se nota o aspecto humano, o sofrimento de quem perde, a desesperança que atinge a todos que têm consciência e percebem que, do jeito que está, não são apenas as vítimas imediatas que vão para o buraco, mas toda a sociedade.
Por não se ater ao óbvio e fazer noticiário policial sem desconsiderar o aspecto humano, está de parabéns o excelente repórter policial Oziel Aragão.
Oziel cobriu ontem mais uma morte violenta em Itabuna. Foi no loteamento Jardim Grapiúna, na área que todos conhecem como “Favela do Bode”. Ítalo Gomes Santos, 20 anos, foi alvejado com um tiro no rosto e morreu instantaneamente.
O pai do jovem, um senhor de cabelos grisalhos, chegou ao local enquanto a polícia realizava o chamado levantamento cadavérico. Lançou-se sobre o corpo, envolveu o rosto ensaguentado do filho com as mãos e clamou inutilmente, do fundo de uma alma desesperada: “meu filho, você está vivo, fala com o papai”.  
Finalmente, o noticiário policial enxerga uma vítima verdadeira: aquela que sobrevive.

Homem se desespera diante do corpo do filho (foto Oziel Aragão/ Diário Bahia)
Homem se desespera diante do corpo do filho (foto Oziel Aragão/ Diário Bahia)

20 respostas

  1. As drogas interferem na vida de todo mundo, direta ou indiretamente. Os usuários propriamente ditos e seus familiares vivem ameaçados pelos efeitos nocivos dos entorpecentes e pela truculência de traficantes que não perdoam dívidas. Quem não usa corre o risco de ser assaltado por um viciado que queira levar um relógio ou o celular para trocá-lo por pedrinhas de crack.

  2. Todos tomaram conhecimento desse assassinato, o que todos não fazem e o que muitos veículos também não deveriam fazer é banalizar a forma de noticiar fatos.
    É cada vez mais comum e insuportável ver fotos de vítimas estampadas nas páginas de determiandos jornais.
    Será que isso também não pode ser visto como banalização?
    É bom refletir!

  3. Gostaria que os meus comentários fossem publicados na íntegra.
    Tem mais, recentemente em um acidente na rodovia Ilhéus/Itacaré e que vimos em um jornal da cidade foi um total desrespeito às famílias. Se uma daquelas vítimas fosse meu parente, processaria este jornal na hora.
    Na ânsia por vender “notícias”, esse povo mostra meninas tentando se segurar no banco de carro, motoristas completamente ensanguentando, traficantes em cima de carro cravados de balas.
    Isso não é a banalização da notícia?
    Cadê os órgão para fiscalizar isso?
    Está dando nojo passar em bancas de jornal.

  4. Parabéns pela matéria….. Estou sem palavras………. agora estou cheio de lágrimas……. derramando-as pelo teclado!!! Nunca imaginei que me chocaria com uma notícia dessa, até porque ela é muito rotineira…. O meu choro se concentra na perda representada pelo PAI…. o jovem é só mais uma vítima entre a mutidão…. Parabéns pelo mesmo pela matéria!!!

  5. Infelizmente chegamos a esse ponto… a matéria a cima revela não só o qie acontece na mídia local, mas no país como um todo…
    Em busca de IBOPE, as emissoras de TV, jornais impressos e até mesmo os jovens blogs hoje tendem só a cobrir o trágico…esse tem merecido papel de destaque… quanto pior melhor…
    E o pior é que realmente da IBOPE, programas de carnificina como o Na Mira do SBT tem bom indice de audiência…
    E quando fala que foi “Mais um marginal” o telespectador vai a loucura…
    Só devemos lembrar que antes de tudo não estamos na selva e isso não é uma caçada… que esse que morre também é um ser humano, que tem seus erros e virtudes… que em algum momento da sua vida não foi assistido, seja pelo governo ou seja pela sua família. Mas o traficante soube muito bem assisti-lo, lhe deu de tudo.
    Infelizmente essa tem sido a realidade do nosso país, quem tem cumprido o papel do ESTADO são os Traficantes, eles oferecem segurança, saúde, trabalho, moradia… só não ofecerem seguro de vida e nema a consciência limpa.

  6. Garanto que essa coisa de banalização comentada acima, não acontece se for feita por um jornalista formado e diplomado em nivel uinversitário. E ainda querem que jornalista não precise de Diploma. Tá vendo…
    Na verdade quem pensa contra o diploma paa jornalista tá querendo
    legalizar o charlatanismo

  7. Sensível e crítica essa abordagem. Somos jogados na arena, como animais, Povo X Povo. Não somos estatísticas, não temos destino definido. Somos frutos do meio, do contexto político e histórico. Observamos meio que “sedados” o banho de sangue nos programas jornalísticos. As Vezes até “sedentos” afinal de contas alguém tem que pagar pelo descaso, pelo abandono do nosso povo. Concordo com o Samuel, onde o poder público não atua, onde a sociedade vira as costas o poder paralelo se instaura. Mas somos humanos, homo sapiens, o sofrimento do outro deve nos tocar e nos indignar sempre.

  8. Ouço alguém dizer que antigamente as pessoas respeitavam a polícia. Fica parecendo que respeito é coisa do passado. Alguns “cabeças pensantes”, falam que os filhos respeitavam os pais porque tinham medo. Mas eu penso que abolido o respeito pelos outros, as pessoas tem que praticar o auto-respeito. A prática disso, significa um grande avanço da sociedade contemporânea, começando pela tranquilidade das famílias, o desbaratamento da indústria das drogas, o desmascaramento dos pedófilos, o desencalhe dos processos na justiça, a diminuição da demanda no sistema prisional e da saúde. Quem se respeita, não precisa respeitar mais ninguém. Isso é próprio de uma sociedade avançada e a nossa está retrogradando…

  9. Aff,,,,,,tá difícil entender a cabeça da burguesia,,,,
    Não achei a notíca apelativa,,,é a apenas a realidade,,,
    Querer que notícias desse tipo não sejam divulgadas,,,,é fechar os olhos e lavar as mãos para o que está acontecendo,,,,
    Noticiar o choro de uma pai que perdeu seu filho para as drogas,,,,serve de alerta para os demais pais,,,que são tão ausentes da vida de seus filhos,,,,
    O problema é q a verdade dói,,,,
    Entrar no mérito de que jornalista deve ou não ter diploma,,,,é uma outra discussão,,,,que não cabe nesse espaço,,,
    A Globo está lotada de Jornalista formados,,,,e eles praticamente elegeram Collor com a edição do último debate naquela campanha..Alguém agradece a GLOBO por isso???
    Imparcialidade, Carater, Honestidade,,não se aprende na faculdade

  10. O comandante do crime o “crak” tomou o lugar das famílias em Itabuna. Adotam seus filhos, escraviza e depois mata. Um SOCORRO que precisa ser ouvido.
    Que pena minha gente.

  11. Amigos ai de cima, pelo amor de Deus, dizer que as matérias que mostram a realidade do dia a dia brasileiro são apelativo, isso se chama querer fechar os olhos para o que está em sua volta. Vamos lá. Se a imprensa não mostrasse o que vem ocorrendo no país e não somente em Itabuna, como você saberia se o seu filho está seguro na escola? Pois se você se fecha diante do seu canal fechado, não ler jornais locais, automaticante você estará pensando que o seu filho vive num paraíso. Concorda?
    Continuamos. Ver um filho caído no chão e sem chances o pai tenta ouvir sua voz pela última vez, onde está o apelativo da imagem? Pelo contrário, mostra o lado humano em que raramente é visto nas noticias de polícia.
    Diploma: O Jornal Nacional todos os dias mostra inúmeras pessoas sendo mortas das mais variadas formas. “Queda de avião, assassinatos, milícias, acidentes e assaltos mal sucedidos”, será que lá ninguém tem diploma para não divulgar essas imagens?
    O dom e o talento não se ensinam na faculdade, caso contrário não precisaríamos de talentos em todas as áreas. Não estou aqui defendendo que o profissional não se especialize, sim ele tem que chegar lá, mas antes de tudo o dom, por que esse profissional pode acabar como você, formado na faculdade e sem emprego.
    Haaa, não se esqueça que por de trás de um profissional sem diploma, existe sempre um ou mais que tem vários diplomas para enxergar o que você precisa ver.

  12. concordo com silvia realmmente as familias e seus filhos estaõ sobre o comando dos traficantes.
    Doi ver um pai sobre o corpo do seu filho morto do chão
    realmente existe meios de comunicação que escandalizam com esses tipos de materias ,são até mesmo a manchete do dia
    e á pessoas que so acham que esses pogramas so estão bons
    quando tem algum noticiario se alguem foi preso
    ou se foi morto se ouve algum acidente
    esta na hora do mundo acordar para essa realidade3!
    SOS ITABUNA!

  13. Muito triste e comovente a foto tirada pelo repórter. Como pai deve ser duro ver um filho nascer e depois ter que suportar a dor de vê-lo caído, morto, num terreno qualquer. Seria muito bom que os jovens refletissem muito bem a respeito das situações em que se metem e tenham mais responsabilidade e sensibilidade para não infligir tanta dor aos que os amam.

  14. ACREDITO QUE A ORIGEM ESTAR NA DESTRUIÇÃO DA CELULA MATER DA SOCIEDADE. VALORES ABANDONADO PELOS SEUS RESPONSAVEIS. SUBSTITUIDO POR BUSCA BENS DE CONSUMO. E DEIXADOS FILHOS ORFÃOS DE PAIS VIVOS. QUANTO AOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO NÃO SOU CULTO NEM TENHO NIVEL SUPERIOR MAS SELECIONO O QUE VOU ASSISTIR OU LER.

  15. A foto é marcante. Um pai que se dedicou a vida inteira pra criar um filho e esperar dele um retorno honesto e vê seu filho inerte e ensaguentado.A culpa é do estado? Não. Se tivesse ouvido e seguido o pai, estaria vivo. “Quem não ouve conselho ouve coitado”. A lição de casa é a primeira, se não assimilou vai aprender a das ruas, que é dura, e às vezes, acaba com um corpo ensangentado no chão e um pai cheio de dor e lágrimas.Lamentável.
    Os fatos, sejam eles chocantes ou não, tem que serem mostrados. Quem tem medo de sangue que se esconda…e vem mais por aí…

  16. A foto é marcante. Um pai que se dedicou a vida inteira pra criar um filho e esperar dele um retorno honesto e vê seu filho inerte e ensaguentado.A culpa é do estado? Não. Se tivesse ouvido e seguido o pai, estaria vivo. “Quem não ouve conselho ouve coitado”. A lição de casa é a primeira, se não assimilou, vai aprender a das ruas, que é dura, e às vezes, acaba com um corpo ensangentado no chão e um pai cheio de dor a chorar a perda do filho amado.
    Os fatos, sejam eles chocantes ou não, tem que serem mostrados. Quem tem medo de sangue que se esconda…e vem mais por aí…

  17. Outro dia eu fiz um comentário a esse respeito, pois se não cuidarmos das crianças de hoje, teremos que ver muito mais jovens morrerem vítimas de tráfico de drogas, da falta de opções, da busca pela “vida fácil”, e por aí vai, …!!!
    Mas muitos só olham quem morre ou como vítima ou como bandido, como apenas mais um número nas estatísticas, não pensam do lado humano, …!!!
    Por outro lado, muita gente cria os filhos para não respeitar ninguém. As vítimas terminam sendo eles próprios, …!!!
    Hoje há muita psicologia e pouca ação, pouca prática. Ninguém quer mostrar aos filhos o lado da realidade, que é dura e não perdoa quem quer que seja, …!!!
    Mesmo aqueles que têm recurso, que podem dar um automóvel aos filhos, mas não os educam para o trânsito, para a vida em comunidade, terminam recebendo apenas os corpos, após os acidentes trágicos, tudo por causa da falta de educação, de consciência, de orientação adequada, …!!!
    Creio que um dia o povo ainda irá aprender que, como diz a música: “É preciso saber viver”, …!!!
    Vamos aguardar, …!!!

  18. Fico triste quando leio certos comentários de pessoas que ficam recriminando os reporteres a estampar fostos de bandidos mortos nos jornais.Claro que a verdade tem que ser mostrada,talvez assim sirva de exemplo para muitos que pensam em entrar no mundo do crime.
    Quanto aos jornalista sem diploma.LOGICO!ele não vai ocultar fatos e fotos para agradar meia duzias de jornalistas com DIPLOMA.Já que se formaram dependuraram o diploma na parede e não faz nada para crescerem profissionalmente.

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