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Ricardo Ribeiro
ricardoribeiro@pimentanamuqueca.com.br 
Sem querer desprezar a nossa história (que tantas vezes parece “da carochinha”) nem enxovalhar os heróis desta pátria amada, mas – “ainda que nos precipitem”, como diz o escritor Jorge Araújo – a verdade é que este feriado de Tiradentes não passa de mais uma das muitas patacoadas que os brasileiros engolem sem entender direito o que estão fazendo.
Muitos comemoram, é claro, a folga, a oportunidade de fazer aquela visita ao boteco e tomar uma cerveja gelada. Afinal, é feriado, dia em que quase ninguém vai pegar no batente e muito menos ver a cara do chefe. Saber o porquê dessa moleza é o que menos importa, um detalhe bobo e insignificante. O importante é o benefício, pensar no sentido das coisas dá muito trabalho.
Pô, calma aí, Tiradentes não era Lula, mas foi “o cara”. Lutou contra a opressão de Portugal, foi martirizado, esquartejado, teve o corpo exposto. Claro que ele não tinha um projeto de libertação nacional, seus sonhos mal ultrapassavam as fronteiras de Vila Rica. O movimento liderado por Tiradentes (que depois entrou para a história com a imprópria nomenclatura de Inconfidência Mineira) queria mesmo era impedir que um quinto do ouro de cada dia dos exploradores das Minas Gerais fosse tungado pela coroa portuguesa. Bandeira legítima, por certo.
Tiradentes –  o alferes Joaquim José da Silva Xavier – não pleiteava a independência do Brasil, mas tão somente de Minas, e defendia a manutenção da escravatura para os cativos que não tivessem nascido no país. Finalmente, o grande mártir da “Inconfidência” queria criar uma nação sem exército, mas onde todos os cidadãos pudessem pegar em armas e ser eventualmente convocados para formar milícias. Em suma, um faroeste nas Alterosas.
Tudo bem, deixa Tiradentes pra lá, com aquela barba improvável (na cadeia, faziam barba, cabelo e bigode do sujeito para evitar os piolhos) e sua figura cristianizada que nada prova guardar a mínima semelhança com o original. A pendenga aqui não é com o mártir que foi traído pelo Judas… digo, Joaquim Silvério dos Reis, o “fidumaégua” que virou “fidalgo”… A bronca é com mais um feriado, mais prejuízo a esse país que já vive há muito tempo de brisa e pindaíba.
Revejo matéria de novembro do ano passado, que traz um dado da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). É o seguinte: cada feriado dá à pátria amada um desfalque de R$ 13 bilhões, o que resultará em preju de pelo menos R$ 143 bilhões neste ano de 2009, quando 11 feriados nacionais ocorrem em dias úteis.
Calma, ainda falta contar dia de santo padroeiro, dia da cidade e por aí vai… É uma farra na qual nenhum governo jamais pensou em mexer, até porque o brasileiro típico prefere a elevação dos juros, do spread bancário, da alíquota dos impostos, mas faz favor, não bole na feriadolândia que é briga feia!
A propósito, 22 de abril é Dia da Mandioca, mas ainda não virou feriado. Ainda! Está na hora de algum deputado federal baiano tirar os glúteos da cadeira e propor essa justa homenagem à matéria-prima do produto que os conterrâneos amam de paixão. Dia da Mandioca – Feriado Nacional. E que tudo acabe em farofa!
 Ricardo Ribeiro é um dos blogueiros do Pimenta.

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Movimentos sociais de diversos municípios sulbaianos tentam rearticular o Fórum de Luta por Terra, Trabalho e Cidadania, que esteve ativo durante dez anos, de 1996 a 2006. O primeiro passo será a realização do encontro regional, com o tema “Alternativas de desenvolvimento com participação popular”.
O evento acontece no dia 25 de abril, das 8h às 17h, no salão da Igreja Santa Rita de Cássia (bairro São Caetano).

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Depois de 10 dias sem dar as caras, a equipe de manobras da Emasa apareceu na rua Bela Vista, no Conceição, na manhã de hoje. Abriu o registro às 6h30min e fechou menos de duas horas depois. Após 10 dias sem água, os moradores foram brindados com uma manobra que apenas aumentou a sua expectativa, mas logo foi restabelecida a realidade. Assim como chegou, de repente, foi embora.
Nesses tempos de chuvas constantes nos mananciais, a água que chega é a conta gotas. Aos jorros, mesmo, só a contratação de cargos de chefia pela Emasa, todos comissionados e com gordos salários.
Agora, é esperar até a próxima manobra.

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DA COLUNA TEMPO PRESENTE (A TARDE):
Todas as etapas do projeto para a concessão da parte baiana da BR-101 já podem ser acompanhadas pelo site da Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP), empresa recém-criada por oito bancos, além do BNDES, para financiar e estruturar projetos públicos de infraestrutura.
Ao final de todas as etapas, a EBP entregará ao governo o resultado do levantamento técnico, uma modelagem econômica e financeira, minutas de edital e contratos de concessão. O site da EBP é www.ebpbrasil.com.br.

A fuga da celulose

Informativo da Usuport, uma das operadoras do porto de Salvador, diz que, no primeiro trimestre deste ano, 822.944 toneladas de cargas baianas foram movimentadas em portos fora do Estado da Bahia, contra as 651.066 t no mesmo período do ano passado, o que representou uma queda nos portos baianos da ordem de 37%. O setor que mais patrocinou a ‘fuga’ de cargas foi o de celulose (92%). Logo depois, o de algodão.
Resumindo, quem produz no Sul e Sudeste e depende de navios está correndo para o Espírito Santo e o Rio.
O governo quer virar o jogo com a construção do Porto Sul, em Ilhéus. Até lá…

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A entrevista coletiva na sede regional da Ceplac para explicar a Nota Técnica, apresentada na última sexta, 17, não mais será com o diretor-geral do órgão, Jay Wallace Mota, que ruma para Brasília pra cuidar de detalhes técnicos do documento (confira). A coletiva vai ser concedida pelo superintendente para a Bahia e Espírito Santo, Antônio Zózimo Costa, e os pesquisadores Adonias Castro e Sérgio Murilo Menezes.
Zózimo falará da nota e anunciará a nova dinâmica da Ceplac nas áreas de pesquisa e extensão e uma guinada na área de comunicação. A ideia é criar ações para melhorar o relacionamento com o agricultor e a comunicação desempenhará importante papel.

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A prefeitura de Feira de Santana optou por contratar diretamente as atrações da Micareta ontem encerrada, enquanto a de Alagoinhas terceirizou as contratações para a folia, no fim do mês. Veja no que deu: Luiz Caldas fez duas apresentações em Feira por R$ 30 mil e fará uma em Alagoinhas por R$ 31.750; Vixe Mainha tocou em Feira por R$ 25 mil, mas em Alagoinhas o preço quase dobra, vai para R$ 44.450. Said Bamba, em Feira, custou R$ 15 mil, mas em Alagoinhas é R$ 25,4 mil. Nos três casos, o contratante da prefeitura de Alagoinhas é Robemval Ferreira da Silva ME. O Adão Negro, que fez dois em Feira por R$ 28 mil, fará uma em Alagoinhas por R$ 17.780, mas aí o contratante é Nossa Tribo & Turismo Eventos, mais comedido. Os valores acima explicitados são os divulgados no Diário Oficial do municipio de 17 deste mês (Feira) e Diário Oficial dos Municípios do dia 8 deste mês (Alagoinhas). Só para lembrar: assim que assumiu o mandato, o prefeito de Alagoinhas, Paulo César (PSDB), decretou estado de emergência por 180 dias. É para isso? As informações são do jornal A Tarde.

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Há vários dias sob fogo cerrado da imprensa e partidos que fazem oposição ao PT, o assessor especial da presidência da Petrobras, Rosemberg Pinto, decidiu sair das cordas e esboçar algum tipo de reação.
Rosemberg é acusado de favorecer prefeituras amigas com verbas de patocínio para o São João e de condicionar a liberação dos recursos à contratação da empresa ST Estrutura, que cuida da montagem de palcos, camarotes etc. Ele nega todas as acusações.
O assessor disse, em entrevista ao Jornal A Tarde, que logo após o feriado vai procurar o Ministério Público e explicar toda a situação. Ele assegura que o procedimento de liberação de patrocínio para eventos pela Petrobras sempre foi “técnico” e lamentou que o assunto esteja sendo tratado de forma “política”.

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O vereador itabunense Wenceslau Júnior, que dá aulas na faculdade de Direito da Uesb, em Vitória da Conquista, rolou de rir com a história do ex-prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, que declarou ter sido procurado para lançar candidatura a prefeito da maior cidade do sudoeste baiano.
FG contou o caso na semana passada, em entrevista  ao programa Boa Tarde Mulher, apresentado por Maria Alice Pereira na Rádio Difusora. Disse que mal chegou em Vitória da Conquista, onde mora hoje, e logo um grupo de políticos foi a sua procura para lhe oferecer a possibilidade de candidatar-se.
Ao contrário de Itabuna, Conquista vem de uma série de boas administrações, que contribuíram para o desenvolvimento da cidade.  P0r lá, a engrenagem funciona.
“Não me consta que o povo de Vitória da Conquista seja masoquista ou coisa parecida”, ironizou o vereador, que aconselha o ex-prefeito a recorrer a “cuidados médicos”.

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Um estudo que dissecou a mata atlântica traz uma notícia relativamente boa e dados muitos dados alarmantes.
A área que ainda resta dessa floresta é maior do que as previsões anteriores indicavam: em vez de 7% a 8%, ela ocupa hoje entre 11,4% e 16% da sua extensão original. Porém, os fragmentos de mata estão pequenos -mais de 80% têm menos de 50 hectares, tamanho incapaz de preservar a maioria das espécies florestais.
As informações estão em artigo publicado neste mês no periódico “Biological Conservation”. Os autores são ligados à USP, ao Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e à Fundação SOS Mata Atlântica.
Segundo Jean Paul Metzger, pesquisador do Instituto de Biociências da USP e um dos autores do trabalho, a diferença no dado de “quanto sobrou” de mata atlântica se deve ao fato de a pesquisa ter levado em conta remanescentes menores e florestas em estágios mais iniciais de regeneração.
O atlas dos remanescentes da mata atlântica, produzido pela SOS Mata Atlântica e pelo Inpe, não contabiliza, por exemplo, fragmentos com menos de 100 hectares. Mas, segundo Metzger, estes também têm valor ecológico e não podem ser desprezados. Eles têm papel fundamental, por exemplo, na redução do isolamento entre fragmentos grandes.
Leia mais (assinante Uol)

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Diretor-geral falará sobre Nota Técnica e concurso.
Diretor-geral falará sobre Nota Técnica e concurso.

O diretor-geral da Ceplac, Jay Wallace Mota, concede entrevista coletiva nesta quarta, às 9h, na sede regional do órgão, na rodovia Ilhéus-Itabuna. Ele vai esclarecer, ponto a ponto, a Nota Técnica da Ceplac sobre as etapas 3 e 4 do Programa de Recuperação da Lavoura Cacaueira. O documento foi apresentado na última sexta, 17, no hotel Catussaba.
A imprensa ainda desconhece o conteúdo da nota e dele deverá tomar conhecimento até a próxima quarta. Mas o diretor-geral deverá anunciar algo que não acontece na Ceplac há “trocentos” anos: concurso público. Não está definido quando nem quantos profissionais serão contratados, mas o anúncio será feito, de acordo com fonte da Ceplac.
Enquanto o concurso não chega, o órgão de apoio à lavoura sul-baiana enfrenta um dilema daqueles difíceis de acreditar: quer contratar estagiários da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), mas não ‘tá podendo’. É que a universidade baixou determinação que suspende qualquer contrato de estágio.
A alegação da instituição superior de ensino é a de que precisa se adequar à nova Lei de Estágio. Ninguém entendeu a determinação. Nem a Ceplac nem o Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee), o intermediário dos estágios entre o órgão federal e a universidade.

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Uma verdadeira farra acontece na Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa), de Itabuna.
E adivinhe quem paga a conta?
Eis a história: pelo menos 30 cargos de livre nomeação foram criados neste breve reinado de D. Alfredo Melo.
Os salários oscilam entre R$ 1.700,00 e R$ 2.100,00 e não é exigida qualificação técnica para ocupá-los.
Os novos comissionados, todos eles, são chefes de alguma coisa. Só na área de transporte e do financeiro da empresa, existem quase dez desses “chefes”.

Dentre os novos comissionados, existe até gente investigada – e flagrada em situação delicada em escutas telefônicas – pela Polícia Federal, na Operação Vassoura-de-Bruxa.

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Bahia e Vitória largaram na frente na disputa pelas duas vagas na final do Estadual 2009. O tricolor-de-aço venceu o Fluminense. O Bahia fez os dois gols no primeiro tempo e trabalhou para administrar resultado.
E deu certo. O time tomou apenas um, no segundo tempo, e ampliou a sua vantagem para o jogo decisivo, na próxima quarta. Ao Flu de Feira, resta vencer em Pituaçu por dois ou mais gols de diferença. Do contrário, o tricolor-de-aço estará na final.
Quem esperava que o Atlético repetisse o desempenho do último jogo da fase de classificação e ganhasse o jogo contra o Vitória, decepcionou-se. No estádio Antônio Carneiro, quem mandou foi o rubro-negro, por 1×2. Os gols aconteceram todos no primeiro tempo.
O Vitória marcou aos 16 e aos 18 minutos do primeiro tempo. O Atlético descontou logo após, aos 24minutos. A segunda partida será nesta quarta, 22, no Barradão. A situação do Atlético é a mesma do Flu.

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Representando  o PT de Itabuna, o economista Edilson Guimarães fez contato com o Pimenta para esclarecer o episódio da expulsão do técnico agrícola Joel Gomes. A notícia da suposta expulsão foi publicada pelo blog Políticos do Sul da Bahia e reproduzida pelo Pimenta.
Filiado ao Partido dos Trabalhadores até semana passada, Joel, que é irmão do ex-deputado federal Josias Gomes, aceitou cargo de confiança no governo Azevedo (DEM), atitude incompatível com sua condição de filiado ao PT, segundo afirmou Edilson.
Pois bem. De acordo com Guimarães, quando soube da contratação de Joel, o partido quis dele uma explicação, para que se confirmasse ou não a informação publicada na imprensa local.
“Foi quando ele apresentou sua carta de desfiliação, na sexta-feira. Não houve expulsão, até porque esse é um procedimento que leva tempo, e se inicia com uma defesa por escrito do filiado. O que houve foi o pedido de desfiliação do próprio militante, que foi aceito pelo partido”, esclarece Guimarães.

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Tramita no Congresso um projeto de lei da deputada federal Lídice da Mata (PSB), que propõe a transformação da cidade de Porto Seguro, no  extremo-sul da Bahia, em capital brasileira. Mas muita calma nessa hora! Não se trata de construir uma Brasília em Porto, mas sim de fazer com que a “terra de Cabral” seja reconhecida apenas como capital simbólica do Brasil.
A parlamentar chama atenção para o valor histórico da cidade e o fato de Porto Seguro ter sido o lugar onde, segundo os registros oficiais, os portugueses colocaram os pés pela primeira vez em solo tupiniquim.
Além de definir a cidade sulbaiana meramente como capital simbólica, o projeto de Lídice deixa bem claro: a deferência não é para o ano todo, mas só para o dia 22 de abril, data em que se comemora o “Descobrimento do Brasil”.

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. Didi 'Forrest' do INSS: fama como contador de 'causos'
Didi 'Forrest' do INSS: fama como contador de 'causos'

Há nos meios políticos de Itabuna o consenso de que o vereador Ruy Machado é um verdadeiro língua solta, o típico fala demais. Isso o prejudicaria em muitos aspectos, detectam os observadores. Ruy já teria até perdido alguma benesse do poder por isso. Seu colega de vereança, Didi do INSS, é um dos que defendem essa tese.
Sobre a excessiva disposição de Ruy Machado para soltar o verbo – e ele faz isso em qualquer lugar, sobre qualquer assunto –, Didi do INSS disse recentemente que esse é seu principal defeito. O homem não fica quieto. Foi numa conversa informal, da qual este blogueiro fez parte, junto com mais dois ouvintes, que Didi contou a história de como Ruy perdeu a liderança do Governo Azevedo na Câmara por não ficar calado.
Para ilustrar o que dizia, Didi lembrou que recentemente tentou empurrar Ruy na liderança, articulando uma votação ‘democrática’ com os membros da bancada, pelo menos os mais fiéis. Afirmou que isso foi feito em sua casa de praia, e que direcionou os devidos elogios ao nome de seu protegido, e assim, logo nas três primeiras consultas, Ruy já estava eleito.
“Só que ele não assinou a lista de votação. Saiu de lá ‘lider’ e não assinalou seu voto nem firmou o compromisso no papel. Quando chegou em Itabuna começou a conversar demais, dando até sinais de que poderia não fechar com o grupo. Eu fui o primeiro a chamá-lo e a dizer que não poderia ser nosso líder. Depois, até Azevedo me telefonou, agradecendo”.
Pois é. Ruy, como mito da língua solta, já está consolidado. Mas está surgindo a figura de um grande contador de ‘causos’, um verdadeiro Forrest Gump grapiúna: Didi do INSS.