Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) revela que passa de 40 mil o número de casos suspeitos de dengue em toda a Bahia. São exatos 40.203 casos notificados desde o início do ano. O boletim confirma a trajetória de queda de notificações em Itabuna e ascensão de casos de dengue em Ilhéus (confira gráfico abaixo).
Até o momento, informa o boletim, 272 municípios baianos registraram algum caso da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. O estado possui 417 municípios. São 744 casos graves da doença (dengue hemorrágica) e 32 mortes confirmadas de 78 suspeitas.
Os educadores de Buerarema entraram em estado de alerta na semana passada ao constatar que a prefeitura não havia depositado os seus salários no dia de costume (31). Os dias passaram e nada de cair o ca$calho. Professores, porteiros, vigilantes e merendeiras tanto esperaram que decidiram parar as atividades hoje à tarde.
Muitos estão sem receber o salário. E quem ainda teve a sorte de ouvir o tilintar das moedas em suas contas, deu falta de muita coisa. Salário-família, horas-extras, adicional…
A revolta é grande e os trabalhadores só retornam à sala de aula quando a prefeitura pagar o que é devido, sem cortes. Querem uma conversinha com o prefeito Mardes Monteiro. O ‘diabo’ é encontrá-lo na cidade. As línguas ferinas dizem que ele corre da cadeira de prefeito mais que o diabo da cruz.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou há pouco, na cidade de Montes Claros, norte de Minas Gerais, a lei que regulamenta as Zonas de Processamento de Exportação (ZPE). Por serem áreas livres de impostos e de custos menores para a produção, as ZPEs são vistas pelo governo como um fator de impulso ao crescimento econômico nesse momento de retração dos mercados.
A notícia é comemorada em Ilhéus, cidade onde funcionará uma das ZPEs. “É uma luta de 22 anos e agora o consórcio que venceu a licitação está habilitado a tocar o projeto”, afirma o ex-secretário de Governo ilheense, Isaac Albagli, hoje na presidência da Bahiapesca.
Nesta segunda-feira (06), 250 prefeitos baianos atenderam ao chamado da União dos Municípios da Bahia (UPB) e lotaram o auditório da instituição no CAB para discutir questões relacionadas à administração municipal e a relação das Prefeituras com o Estado e o governo federal. O presidente da UPB, Roberto Maia, após ouvir os reclames dos prefeitos e listar as principais dificuldades das cidades, preparou dois documentos que serão entregues ao governador Jaques Wagner e ao presidente Lula.
No que cabe a União, a UPB vai solicitar a extinção da Medida Provisória 457, que, segundo Maia, é uma armadilha travestida de benefício. “A MP permitiu o parcelamento da dívida dos municípios com o INSS em 240 meses, mas abrange um período de 10 anos enquanto a lei proíbe cobranças acima de cinco anos”, aponta o prefeito de Bom Jesus da Lapa.
Além disso, a UPB critica a equação feita com a redução do IPI. De acordo com a entidade, 23% do montante arrecadado com o imposto era destinado aos municípios. A UPB sugere uma compensação através do Fundo Soberano para que as cidades não percam os repasses. Amanhã (07), os representantes de entidades que defendem os interesses municipalistas terão encontro no auditório Teotônio Vilela, no Senado Federal. (Informações do Bahia Notícias).

Da equipe, formada por 28 profissionais com curso superior de administração e quatro técnicos, espera-se um choque de gestão em cada unidade, deixando aos médicos e enfermeiros os cuidados com a saúde dos usuários do serviço. Na prática, o aviso é claro: médicos e livros de ponto não podem se encontrar sem a presença de testemunhas.
Cada novo gestor tomou posse no local para o qual foi designado, para já se familiarizar com a realidade do desafio. O próximo passo, segundo o secretário da Administração, Gilson Nascimento, é o ponto digital.
O secretário estadual de cultura, Márcio Meirelles, é daqueles homens simples como os atores culturais que sabem do seu papel. Durante a reinauguração do Teatro Municipal de Ilhéus, Meirelles pregava uma ‘peça’ no público com um visual mais do que simples para uma sociedade de belos cortes e prefeito enrolado no escândalo da merenda. Era o diferente na solenidade, como bem mostra a foto abaixo.
O governo de Ilhéus está enrolado numa história que mistura incompetência com insensibilidade. O Conselho de Alimentação Escolar (CAE) fez a soma de todas as compras de alimentos para a merenda, efetuadas pela rede municipal de ensino entre o finalzinho de dezembro e o início de janeiro.
Descobriu uma pérola para aquele período de férias escolares. Aproximadamente R$ 700 mil foram adquiridos em gêneros alimentícios destinados à merenda escolar. O ano letivo começou em 16 de fevereiro na Terra de Gabriela.
Todos os 23 mil alunos chiaram – com muita razão, pois se gastou uma fortuna para compra de alimentos e quando as aulas foram iniciadas… nada de merenda. As investigações apontaram que, decorridos quase dois meses do início do ano letivo, as escolas continuam sem merenda. É um verdadeiro escândalo, o Escândalo do Enroladinho.
O prefeito Newton Lima e o secretário de educação, Sebastião Maciel, estão calados. Nada de abordar o assunto. Nada de explicar o porquê das escolas permanecerem tanto tempo sem merenda. E como explicar a compra de frutas em janeiro? Resistiriam tanto até março?
Tem algo podre nesta merenda…
Com ou sem o aval da Câmara de Vereadores, o prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, está disposto a manter a advogada Juliana Burgos no cargo de procuradora-geral do município. O decreto de nomeação de Juliana já está alinhavado e ela não tem dúvida de que vai continuar à frente da Procuradoria.
Para sustentar a nomeação – como se diz no popular, “na tora” – o governo se baseia na súmula 13 do STF, que admite o nepotismo com relação aos cargos de natureza política. Em outra frente, o prefeito vai mover ação direta de inconstitucionalidade contra o artigo 85 da Lei Orgânica do Município, que prevê a competência da Câmara de Vereadores para apreciar a indicação do procurador.
A briga vai ser boa…
Quem pensa que fiscalizar contas públicas é moleza está redondamente enganado. No sábado (04), um grupo lançou a campanha “Contas Abertas” em Itabuna e descobriu rapidinho os percalços que terá de enfrentar.
O primeiro deles é que a Prefeitura, até o momento, não enviou as suas contas para o Arquivo Público Municipal, onde elas devem ficar disponíveis para exame de qualquer pessoa do povo durante 60 dias. As contas deveriam estar no arquivo desde o dia 1º.
Hoje pela manhã, os participantes da campanha levaram à Prefeitura um ofício, no qual solicitam a disponibilização das contas, conforme determina a Constituição Federal. Foram com o documento até a Secretaria da Fazenda, onde lhes informaram que o encaminhamento deveria ser via protocolo-geral (ufa!).
Bem, a turma se dirigiu ao protocolo e soube que, antes de entregar o ofício, seria necessário emitir um documento de arrecadação no valor de R$ 17,07, pagar em uma agência bancária ou casa lotérica, e voltar ao bendito protocolo.
Claro que os fiscais chiaram com a burocracia e acabaram conseguindo encaminhar o documento, livrando-se da absurda burocracia. Mas foi um sapeco!
Os deputados federais estão dando pulinhos de alegria. A Mesa Diretora da Câmara se reúne nesta terça-feira, às 10 horas, para concluir a nova regulamentação para o uso da verba indenizatória. A nova regra deve vir com um “ajuste” para permitir o uso da verba em despesas com alimentação fora de Brasília sem o risco de os nobres parlamentares pagarem pelo próprio feijão.
Para os deputados, é um contrasenso permitir o uso da verba para hospedagem e combustível nessas situações, mas não para alimentação. Claro que uma solução poderia ser o corte também dessas modalidades, mas…
Resumindo, antes o deputado poderia abastecer o carro, ir até um hotel. Mas lá não poderia cair de boca (na comida), sem ter que meter a mão no próprio bolso. Ô, vida difícil.

O problema é que a crise atropelou a tradição. Em Gandu, por exemplo, a prefeita Irismá Souza (PCdoB) assumiu em janeiro um governo cheio de problemas. A começar pelo atraso salarial dos servidores, que lhe reservou um passivo de R$ 900 mil. Soma-se a isto outros tantos problemas deixados pelo ex-gestor.
Se o cenário já era ruim, a crise mundial e a queda na arrecadação o tornaram muito pior.
Pior para o povão, lógico!
Ricardo Bacelar estreia logo mais, às 10h da manhã, o programa Conexão Direta, na Rádio Difusora (AM 640). A atração vai até as 11h e, entre os temas que o apresentador promete abordar, estão o funcionamento da Zona Azul em Itabuna e a situação do PMDB diante de sucessivas acusações de envolvimento do partido em esquemas de corrupção.
Um primor de falta de vergonha. O presidente da Câmara de Vereadores de Salvador, Alan Sanchez (PMDB), tem uma maneira singular de explicar a farra de cargos no legislativo soteropolitano.
Entrevistado hoje no Jornal da Manhã, Sanchez respondeu assim à pergunta do jornalista Genildo Lavinsky sobre a capacidade física da sede da Câmara para abrigar mais de mil funcionários, entre velhos e novos.
– Na verdade, o espaço físico é toda Salvador e não apenas a sede da Câmara.
Vai um óleo de peroba aí…
A partir de hoje (06), os motoristas de Itabuna passam a desembolsar R$ 1,30 para estacionar nas ruas do centro da cidade. Houve aumento de 8% na tarifa, que garante a vaga por uma ou duas horas, a depender da área escolhida para se deixar o possante.
Aproveitando a deixa, bem que a Sinart, empresa que administra a Zona Azul, poderia dar uma aperfeiçoada no serviço. Por exemplo, é ridículo o motorista ter que ficar desesperado à procura de um dos agentes de fiscalização, pois quase nunca se acha um a menos de 50 metros de distância (quando se acha!).
Em outras cidades onde funciona o sistema de estacionamento rotativo (São Paulo, por exemplo), a venda do cartão do estacionamento não fica a cargo dos agentes, ou pelo menos não exclusivamente por conta deles. Centenas de comerciantes são credenciados pela Prefeitura para vender o bilhete aos motoristas e os agentes cuidam da fiscalização.
Muito mais simples e inteligente.
DA COLUNA TEMPO PRESENTE (A TARDE):
Em vez de encarar o PAC, produtores de cacau endividados decidiram buscar outro caminho. O advogado Carlos Amado Campos sugeriu, num encontro em Jequié (e eles adoraram), entrar na Justiça com ações coletivas regionais em Jequié, Itabuna, Ilhéus, Camacã, Ipiaú e Gandu, por exemplo, centros financeiros microrregionais, com agências dos bancos do Brasil e do Nordeste. Vão pleitear a anulação das ações movidas pela União por dívidas do Programa de Recuperação da Lavoura Cacaueira da Bahia, Securitização e Pesa.
As ações coletivas têm forte aceno. O custo é rateado, saem bem mais baratas. Para quem já está quebrado…
























