Adelar foi multado em R$ 150 mil após confessar coação eleitoral de trabalhadores
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O ruralista Adelar Eloi Lutz, que confessou ter coagido trabalhadores eleitoralmente, assinou Termo de Ajuste de Conduta (TAC), junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT), em que se compromete a se retratar e a esclarecer que todo trabalhador de liberdade de voto. Para encerrar a investigação, ele também aceitou pagar R$ 150.000,00 como indenização por danos morais coletivos.

Assinado nesta terça-feira (25), o TAC foi motivado por áudios do empresário gaúcho, que atua em Formosa do Rio Preto, no oeste da Bahia. Nas mensagens, ele disse ter exigido que trabalhadoras colocassem o celular no sutiã para produzir imagens do momento do voto no presidente Jair Bolsonaro (PL) no primeiro turno da eleição deste ano. Dirigindo-se a outros ruralistas, Adelar recomendou que a conduta ilegal fosse repetida por eles.

O empresário tem 48h para publicar em suas redes sociais vídeo em que se retrate e esclareça que assediar trabalhadores é uma prática ilegal. Além disso, deverá orientar todo trabalhador que se sentir constrangido por seu patrão a denunciar o caso ao MPT.

Já a indenização, que deve ser paga em até 30 dias, deverá ser revertida pelo MPT para a própria região oeste da Bahia, onde o ruralista tem diversas propriedades de grande porte. Eventuais descumprimentos do TAC podem render multa de R$ 50 mil por cada item descumprido.

“O mais importante num inquérito como este é inibir a continuidade do ilícito e sinalizar claramente para toda a sociedade que o assédio eleitoral não será tolerado pelas instituições”, explicou a procuradora Carolina Ribeiro, que realizou a audiência de instrução na qual foi negociado o TAC com o procurador Maurício Brito.

Adelar Lutz é investigado por assédio eleitoral, segundo MPT
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O Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurou inquérito, nesta terça-feira (18), para investigar o empresário Adelar Eloi Lutz, que atua no agronegócio no oeste baiano. O ruralista é suspeito de cometer assédio eleitoral na tentativa de favorecer o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição.

De acordo com o MPT, em áudios que circulam nas redes sociais, Adelar teria confessado uma série de atos ilegais envolvendo a coerção de trabalhadores a votar em Bolsonaro. A defesa do empresário recebeu prazo de dois dias para se manifestar no inquérito. O MPT também expediu recomendação para que o ruralista se abstenha de manter ou reiterar as práticas ilegais.

Na investigação, Adelar Eloi Lutz é apontado como autor de áudio que conclama empregadores a “pôr para fora” quem não votar em Bolsonaro, prática que ele confessa ter praticado. O ruralista também recomendou que os trabalhadores sejam obrigados a filmar o momento do voto, conduta proibida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Este é o segundo caso de assédio eleitoral que o MPT investiga nestas eleições no oeste baiano, região conhecida pela produção de commodities agrícolas em grandes propriedades rurais. Outros seis casos também estão sob análise do órgão, que contabiliza somente na Bahia nove denúncias de assédio eleitoral. No país esse número atingiu a marca de 419 casos, num volume muito maior do que na última eleição presidencial, que ficou em 212.