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josé roberto toledoJosé Roberto de Toledo | Estadão.com

Mas é em momentos de insatisfação coletiva que personalidades disruptivas encontram a sua chance. A onda é de Marina, e os adversários não a enfrentarão de peito aberto.

Há data e hora marcados para todo mundo ficar sabendo o que a turma diferenciada já vislumbrou desde suas coberturas: a candidatura de Marina Silva (PSB) está surfando uma onda de opinião pública de proporções havaianas. Será nesta terça-feira, às 18h, quanto o Estadao.com divulgar a pesquisa Ibope que está em campo. O que ninguém sabe é quão longe a onda vai chegar.
Por força da legislação eleitoral, o eleitor indiferenciado só tem acesso às pesquisas registradas pelos institutos. A divulgação dos números de pesquisas não registradas e das sondagens telefônicas diárias é punível com multa alta pela Justiça eleitoral – para jornal, jornalista e instituto.
A lei provocou um oligopólio informativo dos mais excludentes. Uma quantidade anormal de pesquisas foi encomendada mas não divulgada desde a morte de Eduardo Campos e a assunção de Marina. Só candidatos, partidos e operadores do mercado financeiro já conhecem os resultados – e estão assombrados.
As mudanças são diárias e na mesma direção. Indicam uma tendência que vai além do impacto emocional provocado pela morte de Campos e de seus auxiliares. A tragédia foi o despertador do público para a eleição, mas não só. Também catalisou um sentimento difuso de insatisfação com a política, com a polarização PT x PSDB. Ambos correm risco de afogamento, mas os tucanos foram pegos primeiro, em local mais fundo.
O “swell” Marina tem origem na mesma tempestade que causou as turbulências de junho de 2013. Uma sensação coletiva de que é preciso mudar, mas não se sabe bem como nem o que. Ao se reconhecer no outro, a inquietude individual se espalha e se multiplica em muitas direções, com efeito potencialmente devastador quando chega à praia. A praia pode ser a urna.
Ou não. Em 2002, a onda Ciro Gomes quebrou antes do tempo e derrubou o presidenciável de sua prancha eleitoral. Dez anos depois, o fenômeno Celso Russomanno parecia irrefreável rumo à cadeira de prefeito paulistano, mas se desfez tão rapidamente quanto surgiu. Ambos se autoimolaram. O cearense destratou um ouvinte numa entrevista; o outro sinalizou que quem mora longe deveria pagar mais caro pelo transporte público.
Pelo histórico, Marina é também o pior inimigo de Marina. Saiu do governo Lula ao não conseguir fazer o que queria. Saiu do PT quando não viu o futuro que almejava para si. Saiu do PV ao não alcançar o controle que pretendia. Saiu do projeto da Rede sem criar um partido onde 32 outros conseguiram. Mal entrou no PSB, já provocou saídas. Não é exatamente uma agregadora.
Mas é em momentos de insatisfação coletiva que personalidades disruptivas encontram a sua chance. A onda é de Marina, e os adversários não a enfrentarão de peito aberto. Subirão onde der e, olimpicamente, torcerão para que faça espuma logo.
Dilma Rousseff (PT) tem mais chance de escapar à correnteza do que Aécio Neves (PSDB), mas não está a salvo. Ela se equilibra no saldo de popularidade que, segundo o Ibope, mantém em ao menos 15 estados, mas com grande variância: do pico de 51 pontos no Piauí a rasos 5 pontos em Santa Catarina.
O lugar mais difícil para a presidente se manter no seco é o Sudeste. A popularidade de Dilma está soçobrando nos maiores colégios eleitorais: tem saldo negativo de 19 pontos em São Paulo, de 11 no Rio de Janeiro e de 1 em Minas Gerais.
Pergunte aos acreanos. Lula diz que Marina foi candidata a presidente em 2010 porque não se reelegeria senadora no Acre. Presidenciável, ela acabou em 3º lugar no próprio Estado. José Serra teve lá o seu melhor desempenho no país. No Acre, seria eleito presidente no primeiro turno. Ninguém é governado há mais tempo por petistas do que os acreanos: 16 anos. Lá, Marina e PT têm mais em comum do que em qualquer outro lugar.

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Dilma, Marina e Aécio: quem será o eleito?
Dilma, Marina e Aécio: quem será o eleito?

A nova pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda (18) revela que a eleição presidencial poderá ser decidida apenas no segundo turno no novo cenário com a entrada de Marina Silva (PSB-Rede) no papel de cabeça de chapa. Após a tragédia com a morte de Eduardo Campos (PSB), Marina deverá ser escolhida a candidata a presidente em lugar do ex-governador de Pernambuco.
Na pesquisa feita nos dias quinta e sexta-feiras (14 e 15), no calor da comoção pela morte de Campos, Marina Silva empata, tecnicamente, com Aécio Neves (PSDB) no primeiro turno e com Dilma Rousseff (PT) no segundo turno, mas numericamente à frente dos dois nestes cenários.
Os números do primeiro turno são os seguintes: Dilma Rousseff tem 36%, Marina Silva vai a 21% e Aécio Neves soma 20%. Pastor Everaldo (PSC) fica com 3% e Zé Maria (PSTU) e Eduardo Jorge aparecem com 1% cada um. Os demais candidatos não chegam a 1%.
Os percentuais de brancos e nulos e indecisos caem consideravelmente com a entrada de Marina em cena. Antes, somavam 27% (13% de brancos e nulos e 14% de indecisos). Agora, representam 17% (8% de brancos e nulos e 9% de indecisos).
O Datafolha aferiu, ainda, cenário sem Marina. Nele, Dilma sai de 36% para 41%; enquanto Aécio vai de 20% para 26%. Os demais candidatos juntos têm 8%.
SEGUNDO TURNO
A pesquisa Datafolha também apurou que Marina Silva é surpresa no segundo turno. Empatada com Dilma Rousseff dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais, Marina surge à frente da presidente: 47% a 43%.
Dilma, no entanto, ampliou a sua vantagem em relação a Aécio Neves em um hipotético segundo turno. Se antes a situação era de empate (44% a 40% em 15 e 16 de julho), agora a petista aparece oito pontos à frente do tucano: 47% a 39%.
A pesquisa não testou confronto entre Marina Silva x Aécio Neves em um segundo turno. Foram consultados 2.843 eleitores em 176 municípios brasileiros. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 386/2014.

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Corrida presidencial: Campos, Dilma e Aécio.
Campos vai a 6%, Dilma tem 60% e Aécio atinge 13% na Bahia.

Além da corrida ao Palácio de Ondina, a pesquisa Babesp (DataNilo) também aferiu as intenções de voto dos baianos para a presidência da República. Candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT) aparece com 60% ante 13% de Aécio Neves (PSDB) e 6% de Eduardo Campos (PSB).
Pastor Everaldo (PSC) atinge 2% e Luciana Genro (PSOL) chega a 1%. Eduardo Jorge (PV), Eymael (PSDC), Rui Pimenta (PCO), Levy Fidélix (PRTB), Mauro Iasi (PCB) e Zé Maria (PSTU) atingem menos de 1% cada um deles.
A pesquisa consultou 2.000 eleitores em 84 municípios baianos no período de 5 a 11 de agosto. Ela está registrada com o número BA-99998/2014. O levantamento foi encomendado à Babesp pelo deputado estadual Marcelo Nilo.

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Aécio muda data de visita a Itabuna (Foto Orlando Brito/D. do Poder).
Aécio muda data de visita (Foto Orlando Brito/D. do Poder).

Após divulgação de duas datas da visita de Aécio Neves (PSDB) a Itabuna, o comando da campanha no estado bateu martelo e informou que o presidenciável virá não mais dia 16. Aécio desembarcará em Ilhéus no dia 23, de onde segue para evento em Itabuna, a partir das 15 horas.
Amanhã, às 15h, o presidente estadual do DEM, José Carlos Aleluia, vem a Itabuna fazer campanha. Ele tenta retornar à Câmara Federal. Na agenda, concederá coletiva na qual vai tratar, dentre outros assuntos, da vinda do candidato a presidente da República.
Maria Alice Pereira, do comando do DEM em Itabuna, disse ao PIMENTA que Aécio estará em Salvador, no dia 23, para lançar o “Nordeste Forte”, delineado pela equipe do prefeito de Salvador, ACM Neto,e  colaboradores.
O evento na capital baiana será pela manhã. Logo após, embarca para Itabuna. A previsão é de que, pelo menos, 20 mil pessoas participem das atividades da campanha em Itabuna, juntando caravanas de outras cidades do sul, sudoeste e extremo-sul do Estado. Claro, se não houver nova mudança de agenda.

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Geddel, Souto e Aécio Neves participarão de evento em Itabuna (Foto Valter Pontes/CPhoto).
Geddel, Souto e Aécio Neves participarão de evento em Itabuna (Foto Valter Pontes/CPhoto).

O candidato a presidente da República pelo PSDB, Aécio Neves, visitará Itabuna no próximo dia 16. O presidenciável tucano desembarcará no aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus, às 15h, deslocando-se de carro para Itabuna, onde participará de carreata com a chapa majoritária ao governo baiano, encabeçada por Paulo Souto (DEM), informa o Políticos do S. da Bahia. O roteiro da carreata ainda está sendo definido.
Será o primeiro evento do presidenciável tucano na Bahia desde o início oficial da campanha eleitoral (6 de julho). Aécio pretende reforçar sua presença no Nordeste para retirar ao máximo votos de Dilma Rousseff (PT) na região e tentar levar a disputa para o segundo turno. A estratégia inclui a cooptação de nomes do PMDB em estados como a Bahia e o Ceará, onde terá apoio do candidato a governador peemedebista Eunício Oliveira.

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Maia analisa números do Datafolha (Foto O Globo).
Maia analisa números do Datafolha (Foto Divulgação CM).

César Maia, ex-prefeito do Rio de Janeiro, é aficionado em leitura mais aprofundada de pesquisas de intenção de voto. Na edição de hoje do seu boletim enviado a assinantes, o democrata destrincha números do último levantamento do Datafolha (reveja aqui) sobre a corrida presidencial. A pesquisa traz Dilma Rousseff com 38%, Aécio Neves com 20% e Eduardo Campos com 9%. Abaixo, a íntegra da análise:
1. Na verdade, o que de fato mudou nessa pesquisa foi o “Não Voto” (abstenção+brancos+nulos). O Não Voto de julho voltou a ser o mesmo de maio. Com isso, Dilma teve agora 38% e em maio 37%. Aécio repetiu os 20% e os demais 18% agora e em maio 16%.
2. Os que não têm interesse na eleição são 36%. Mas no cruzamento com o ruim+péssimo se Dilma são 45%. Um número que ajuda Dilma, pois gera uma transferência potencial de votos hoje de quem a rejeita para o Não Voto e não para seus adversários.
3. O Não voto entre os homens são 18% e entre as mulheres 29%. A soma dos adversários de Dilma entre os homens é de 43% e entre as mulheres é de 34%. A oposição deve apontar para as mulheres com seus compromissos e símbolos.
4. Em nível regional e social os vetores são os mesmos das últimas pesquisas. No Nordeste, Dilma dispara sobre Aécio: 55% x 10%. No Sudeste a intenção de voto está empatada: 28% x 27%. Renda até 2 SM Dilma tem 45% x 13% de Aécio. Mais de 10 SM Dilma tem 30% e Aécio 39%. Até ensino fundamental Dilma tem 47% e Aécio 14%. Nível superior Dilma tem 25% e Aécio 36%. Entre as mulheres Aécio tem 17% e entre os homens 24%.
5. Dilma tem 38% das intenções de voto. Mas entre os jovens (até 24 anos) tem 33% e nas RMs (incluindo as capitais) 32%. Ótimo+Bom de Dilma 35% e Ruim+Péssimo 26%, números semelhantes a maio e junho,
6. Entre os eleitores que se dizem simpatizantes do PT, Dilma tem 78%%. Entre os que se dizem simpatizantes do PSDB, Aécio tem 61%. Entre os que não têm simpatia por partidos Dilma tem 31% e Aécio 20%. Entre os que acham Dilma ruim+péssimo Aécio tem apenas 34%. Polarização ainda não ocorreu.
7. Entre os que são contra a Copa, Dilma e Aécio empatam com 25%. Entre os que são a favor, Dilma vence 45% x 19%.  Aécio fica com a mesma intenção de voto, mas Dilma sobe.

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Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos vão gastar mais.
Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos vão gastar mais.

Os 11 candidatos à Presidência da República que concorrem às eleições deste ano informaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que devem gastar juntos R$ 916,7 milhões durante a campanha eleitoral. O número expressa o limite de despesas que eles pretender ter, informação que candidatos que concorrem a todos os cargos  em disputa devem informar obrigatoriamente à Justiça Eleitoral, ao pedirem os registros de candidatura.
De acordo com as informações entregues ao TSE, a candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), declarou que o limite de gastos de sua campanha será R$ 298 milhões. Aécio Neves (PSDB) pretende gastar R$ 290 milhões. Eduardo Campos (PSB) previu limite de R$ 150 milhões.  Eduardo Jorge (PV) gastará até R$ 90 milhões.
O limite de gastos do candidato Pastor Everardo (PSC) é R$ 50 milhões. José Maria  Eymael (PSDC) declarou R$ 25 milhões e Levy Fidelix (PRTB) informou gastos  de até R$ 12 milhões. Os candidatos à Presidência que devem gastar menos na campanha são  José Maria de Almeida (PSTU), R$ 400 mil; Luciana Genro (Psol), 900 mil; Rui Costa Pimeira (PCO), R$ 300 mil, e Mauro Iasi (PCB), R$ 100 mil.
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Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos.
Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos.

A primeira pesquisa da série encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Ibope traz a presidente Dilma Rousseff (PT) com 39% das intenções de voto. Aécio Neves (PSDB) atinge 21% e Eduardo Campos (PSB), 10%.
O levantamento ainda traz Pastor Everaldo (PSC) com 3%, Magno Malta (PR) com 2% e José Maria (PSTU) com 1%. A soma de intenções de voto nos demais candidatos dá 3%.
A pesquisa aponta segundo turno na corrida presidencial, pois Dilma tem 39% e a soma dos adversários dá 40%. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais.
O Ibope ouviu 2.002 eleitores no período de 13 a 15 de junho. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00171/2014.
SEGUNDO TURNO
A presidente Dilma Rousseff bate os dois principais adversários no segundo turno. A petista tem 43% e Aécio atinge 30%. Já no embate com Eduardo Campos, Dilma tem 43% e Campos, 27%.
O levantamento também aferiu a rejeição aos candidatos: Dilma tem 43%, Aécio vai a 32% e Campos soma 33%.

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Souto entre Geddel e o presidenciável tucano, Aécio Neves (Foto Valter Pontes/Coperphoto).
Souto entre Geddel e o presidenciável tucano, Aécio Neves (Foto Valter Pontes/Coperphoto).

O DEM confirma amanhã (18) o nome de Paulo Souto na disputa ao governo baiano. A convenção começa às 9h30min, no Espaço Unique, em Salvador.
A convenção deverá confirmar, ainda, os nomes de Joaci Góes (PSDB) na vice de Souto e de Geddel Vieira Lima (PMDB) para a disputa da vaga baiana ao Senado Federal.
Até agora, o ex-governador conta com 11 legendas na disputa pelo terceiro mandato. Além de PSDB, PMDB e DEM, o partido contará com o apoio do PPS, SDD, PROS, PTC, PTdoB, PRP, PSDC e PTN.
Souto foi senador baiano e governador por dois mandatos. Será a quinta vez que disputará o Palácio de Ondina. As duas últimas tentativas resultaram em derrota para o petista Jaques Wagner em 2006, quando tentou a reeleição, e 2010.
O ex-governador começa a disputa em condição favorável, segundo pesquisa Ibope/Rede Bahia. O levantamento foi divulgado em maio (confira aqui).
Souto apareceu com 42% das intenções de voto, bem à frente de Lídice da Mata (PSB) e Rui Costa (PT), que tinham, respectivamente, 11% e 9%. A pesquisa ainda traz Da Luz (PRTB) com 2% e Marcos Mendes (PSOL), 1%.

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Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos.
Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos.

A nova pesquisa Datafolha não traz boas notícias para os três principais candidatos à presidência da República. Dilma Rousseff (PT) aparece com 34%, Aécio Neves (PSDB) soma 19% e Eduardo Campos (PSB) com 7%, no levantamento divulgado hoje pela Folha.
Enquanto as intenções de voto em Dilma Rousseff (PT) caem três pontos percentuais em um mês (tinha 37% em maio), a queda de Campos é de quatro pontos (saiu de 11% para 7%). Aécio oscila de 20% para 19%.
A pesquisa traz, em outro pelotão, o Pastor Everaldo (PSC) com 4% e Magno Malta (PR) com 2%. Eduardo Jorge (PV) tem 1%, assim como José Maria (PSTU) e Denise Abreu (PEN).
A pesquisa de hoje detectou recorde de eleitores que não têm candidato: 30%, conforme o instituto. São 13% que não sabem em quem votar e 17% de eleitores que pretendem votar em branco ou anular o voto.
A pesquisa foi feita terça, quarta e ontem em 207 municípios brasileiros. De acordo com o instituto, foram ouvidos 4.337 eleitores e o levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está sob o número BR-00144/2014.

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Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos.
Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos.

O Ibope divulgou pesquisa nesta quinta (22) em que a presidente da República e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT) aparecem com 40% das intenções de voto. O tucano Aécio Neves soma 20% e Eduardo Campos (PSB) atinge 11%.
A pesquisa ainda traz Everaldo Pereira (PSC) com 3%. Eduardo Jorge (PV) e José Maria (PSTU) têm 1% cada um.
A pesquisa mostra que Dilma recuperou três pontos percentuais (tinha 37% e foi a 40) em relação ao levantamento de 17 de abril, mas Aécio e Campos cresceram mais. O tucano saiu de 14% para 20% e Campos saltou de 6% para 11%.
O percentual dos que pretendem votar em branco ou nulo atinge 14% e o de indecisos, 10%. A pesquisa foi feita em 140 municípios, no período de 15 a 19 de maio. Foram ouvidos 2.002 eleitores, segundo o Ibope. A margem de erro é de dois pontos percentuais. BR-00120/2014 é o número de registro do levantamento.

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Aécio Neves diz que busca campanha limpa (Foto Orlando Brito/D. do Poder).
Aécio Neves diz que busca campanha limpa (Foto Orlando Brito/D. do Poder).

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) descartou, a princípio, processar o dono de um perfil no Twitter que sugere campanha para “desmistificar” que o tucano é “viciado em cocaína”. O perfil “Dilma Bolada” é um dos mais famosos do microblog no país. Quem o mantém é Jefferson Monteiro, ganhador de prêmios mundiais com os perfis fakes bem-humorados relacionados à presidente, tanto no Twitter como no Facebook.
– Me deixem em paz e foquem na campanha de vocês em desmistificar a fama do seu candidato de viciado em cocaína – respondeu o responsável pelo perfil ao ser provocado sobre corrupção e suposto uso de dinheiro público para treinar petistas a reagir a acusações nas redes sociais. A provocação foi feita pelo perfil “@AecioDigital”, que pode ser processado pelo tucano.
Pré-candidato à presidência da República, Aécio disse ter recomendado a retirada do posto no Twitter com acusações a Dilma Rousseff. “Não é esse o debate e a pré-campanha que eu quero fazer”, disse ele ao Diário do Poder, do jornalista Cláudio Humberto.

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Geddel, Souto e Aécio Neves em Feira (Foto Valter Pontes/CPhoto).
Geddel, Souto e Aécio Neves em Feira (Foto Valter Pontes/CPhoto).

A Bahia será um dos principais alvos do tucano Aécio Neves e do pessebista Eduardo Campos durante a batalha eleitoral deste ano. A dupla está em visita ao estado nesta segunda-feira.
Aécio acabou de participar de evento em Feira de Santana, o segundo maior colégio eleitoral do estado. Campos participa de evento com universitários no terceiro maior colégio eleitoral baiano, Vitória da Conquista.
Para não perder terreno, o PT convocou o ex-presidente Lula, que também está na Bahia. Vem para solenidades em São Francisco do Conde e Salvador, onde anuncia apoio ao pré-candidato ao governo baiano pelo PT, Rui Costa.
Há pouco, Aécio disse em Feira que a aliança construída pelo PSDB, DEM e PMDB está entre as mais sólidas do país. “A chapa dos pré-candidatos Paulo Souto, ao governo, e Geddel Vieira Lima, ao senado, é o resultado da aliança política mais bem construída até agora no Brasil”, disse o tucano.

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marco wense1Marco Wense
A pregação dos presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) sobre a indispensável união da oposição não passou de uma conversa mole.
Propuseram até um messiânico pacto de não agressão em nome da salvação do país. O problema é que o tucano e o socialista pensam que são políticos diferenciados, mas são iguaiszinhos aos outros.
Estagnado nas pesquisas de intenção de voto, Campos, ex-lulista de carteirinha, começa a perceber que essa aliança só ajuda o tucanato, feliz da vida com o consolidado terceiro lugar do governador de Pernambuco.
E mais: o PSB, com esse pacto, só faz fortalecer a polarização entre o PT e o PSDB, entre Dilma Rousseff, que busca o segundo mandato (reeleição), e o senador Aécio Neves.
O namoro acabou. A pomba não quer mais saber do esperto tucano. Vão se bicar. Entre mortos e feridos, todos depenados.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos.
Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos.

A pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta (9) confirma tendência de segundo turno na eleição presidencial. Feito na quarta e ontem (7 e 8), o levantamento traz Dilma Rousseff, do PT, com 37% das intenções de voto, seguida por Aécio Neves, do PSDB, com 20%, e Eduardo Campos, do PSB, com 11%. O quarto colocado é o Pastor Everaldo, do PSC, com 3%.
Na pesquisa anterior, em abril, Dilma aparecia com 38%, Aécio alcançava 16% e Campos atingia 10%, enquanto Everaldo chegava a 2%.
No cenário da pesquisa atual, os adversários de Dilma, juntando os “nanicos”, somam 38% contra 37% da presidente, embora a diferença esteja dentro da margem de erro (2 pontos percentuais). O instituto ouviu 2.844 eleitores em 174 municípios.
Dilma bateria Aécio e Campos em um segundo turno. Contra o pessebista, seria 49% a 32%. A margem é menor contra o tucano: 47% a 36%. Atualizado às 9h30min.